Thinking Of You.
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Acordei me sentindo presa e com calor, tentei me mexer mas fui impedida, pois dois braços me rodeavam na cintura, algo pesado estava em minhas pernas e alguma coisa cutucava minhas costas.
Abri os olhos e demorei para poder enxergar um pouco, olhei para baixo e vi Rosalya deitada sobre as minhas pernas, depois olhei para o lado e percebi que os braços que me seguravam era do Alexy, agora só faltava descobri o que era coisa nas minhas costas.
Foi difícil tirar os braços do Alexy de mim e puxar minhas pernas sem que eles acordassem, Annie dormia tranquila em um coxão no chão.
Quando consegui sair da cama vi o que era que me cutucava nas costas, era o Alexy que estava excitado, não era a primeira vez, logo nas primeiras vezes me assustei, mas depois descobri que era comum entre os garotos isso acontecer, só que ainda sim não era legal acorda com aquilo encostado em mim.
Senti uma queimação na minha garganta e corri para o banheiro, fechei a porta e me ajoelhei na privada e vomitei.
Não vomitei muito, mas havia um pouco de sangue e isso não era bom.
Levantei lavei meu rosto, escovei meus dentes e já tomei meu coquetel de remédios.
Decidi tomar um banho, entrei debaixo do chuveiro e deixei a água percorrer meu corpo.
Eu estava dolorida e suada, dolorida por dormir de mau jeito isso por causa de Alexy e Rosa, e suada não pelo calor, mas sim pelo meu sonho perturbador.
Passei a noite toda sonhando com aquele vermelho intenso, não que fosse ruim, vermelho é minha cor favorita e aquele vermelho me fazia me sentir bem, porem ao mesmo tempo me dava medo, porque ele parecia querer desvendar todos os meus segredos, queria entrar em mim, me fazia querer mais dele, e isso me dava medo, não quero ser dependente de ninguém.
Terminei meu banho, peguei minha toalha e me enrolei.
Fui até meu guarda roupa e peguei um short vermelho de caminhada e uma camisa preta com uma caveira cortada nas costas, sim meus pijamas e a maioria das minhas camisas eram assim, mas a culpa não foi minha e sim outra aposta perdida.
Não sei por que ainda aposto com os tapados dos meus amigos sempre acabo perdendo e fazendo algo ridículo, porem era mais forte que eu, adorava uma aposta.
Peguei meu celular e sai de fininho, aposto que eles foram dormi muito mais tarde que eu.
Abri a porta do quarto do Nico e ele não estava, fui conferir Megan e ela ainda estava lá, abri a do quarto de hospedes e Nathaniel dormia tranquilamente.
Subi para a sala e avistei os outros dois dormindo esparramados no sofá com a TV ligada, desliguei e fui para a cozinha comer algo.
Coloquei suco de morango em um copo, peguei algumas torradas e uma banda de mamão, quando meu virei para levar as coisas à mesa, me deparei com Armin me encarando.
–Bom dia- disse indo para a mesa.
–Bom dia Mei.
–Desculpa, eu fiz muito barulho e te acordei né?
–Ouvi um barulho e acabei acordando, tenho o sono leve- disse sentando na minha frente na mesa, me observando.
–Entendi.
–Mei me desculpe por ontem- eu olhei para ele e vi que ele só estava se desculpando por educação mas não se arrependia.
–Tudo bem, só que nós somos amigos há muito tempo Armin, e eu não quero estragar isso.
–Não acho que estragaria.
–Não sou boa com relacionamentos, não estou preparada para um e não vou ficar me agarrando nos corredores de casa com o melhor amigo do meu irmão ciumento.
–Ainda não superou o seu ex Mei?
–A questão não é superar Armin, é não querer.
Ele riu.
–Tudo bem, mas isso não significa que eu vou desistir.
Ele levantou, me deu um beijo no rosto e se retirou.
Eu fiquei lá vermelha igual ao meu suco.
Terminei de comer, coloquei as coisas na pia e escrevi um bilhete para Megan ou Nico, dizendo que fui caminhar.
Olhei meu celular e vi que já eram 11h00, talvez quando eu voltar já estejam de pé.
Subi até a casinha do meu cão, mas parei antes de entrar, as imagens da noite anterior me atingiram em cheio, aquele garoto, eu tinha que ficar bem longe dele, eu sei que ele é meu vizinho mas eu consigo evitar a Ambre mesmo ela sendo da minha escola, evita-lo vai ser fichinha.
Entrei de vezes e meu cachorro me atingiu com um salto.
–Calma Binho- sorri e fiz carinho no meu cão enorme.
Olhei para o muro de divisão da minha casa com a casa do Ruivo, nunca se sabe quando tem um te vigiando, fiquei um pouco decepcionada por não ter ninguém ali.
Bufei irritada com o meu pensamento, eu quero ou não quero vê-lo?
Prendi meu cachorro na coleira e sai de casa.
Coloquei meus fones e coloquei no aleatório e um som muito conhecido atingiu meus ouvidos Movies Like Jagger do Maroon5 feat Cristina Aguilera.
Dei somente uma volta pelo parque, não iria me esforçar muito, não quero que aconteça nada e muito menos preocupar alguém.
Entrei no parque e soltei a coleira do meu cachorro, sentei debaixo de uma árvore para aproveitar a sombra, já era mais de meio-dia, se eu ficar muito no sol viro um camarão.
–Devia ter trazido um livro- murmurei.
Vento fresco, uma sombra, só falta um livro para ficar perfeito.
Fiquei olhando para o céu azul, e lembrei-me de Armin, não entendo, sempre fomos amigos e nos demos muito bem agora de uma hora para outra ele quer ser algo mais? Não que ele seja feio ou algo do tipo, ele é lindo, legal, me entende quando o assunto é games e animes mas como eu já havia dito não quero um relacionamento, não por não ter “Superado” meu ex, mas simplesmente por não querer.
Relacionamentos são complicados, exigem confiança, sinceridade e amor, três coisas das quais eu não sou muito boa em praticar.
Tem coisas das quais eu não quero falar, não quero mais ninguém com dó ou se preocupando comigo, já fiz pessoas sofrerem e não quero mais isso, detesto aquele olhar de preocupação e dó que me lançam e na minha percepção para um relacionamento dar certo eu precisaria contar, mas eu não quero ninguém carregando a minha bagagem.
Olhei em volta do parque e vi Ambre com Charlotte e Li atrás, e mais atrás Calipso e Piper.
Eu tinha por volta dos seis anos quando os gêmeos Ambre e Nathaniel se mudaram para a casa do lado, nós fomos amigas de primeira, ela era doce, gentil e muito bonita e Nathaniel era terrível, aprontava demais com a irmã, por isso o pai vivia brigando com o loiro e mimando a irmã, só que em algum momento isso estragou ela, nossa amizade durou até os meus 12 anos, fiquei um mês internada devido uma cirurgia e Viktor ia quase todos os dias com os gêmeos, Annabeth e Rosa, quando voltei para casa ela não foi me visitar nenhuma vez, no dia que eu voltei para a escola fui falar com ela mas ela brigou comigo e disse que eu era egoísta e pegava dela tudo o que ela queria.
Não entendi nada e fiquei muito magoada com ela, ela se afastou e virou alguém totalmente diferente da Ambre que eu conhecia, se juntou com Charlotte e Li que aderiram à causa dela “Todos anti-Melissa”, desde então ela sempre arranja encrenca comigo, e tenta competir comigo em tudo.
Alguns anos mais tarde fui descobri que ela gostava do Viktor, e se declarou para ele enquanto eu estava no hospital , só que ele disse que gostava de mim e então ela ficou com raiva e declarou guerra a mim, as vezes eu penso de quem é a culpa, do Nathaniel que judiava da irmã, do pai que mimou ela e dava tudo que ela queria ou minha por ter o coração do primeiro amor dela?
Ambre virou e gritou para Piper e Calipso correrem mais rápido, e Calipso respondeu algo que deixou a loira vermelha de raiva.
Castiel tinha razão Charlotte e Li eram apenas duas cópias mal feitas de Ambre e as outras duas deslocadas, Calipso era prima de Ambre e morava com ela fazia uns dois anos, a garota tinha que seguir Ambre para cima e para baixo contra sua vontade, ela é uma pessoa boa, carinhosa e tenta sempre ajudar as pessoas, o problema é que ela sempre quer ajudar o Percy, desde o primeiro dia que olhou para ele, ela foi atrás o que causou muitas brigas entre o Percy e a Annabeth.
Piper era a mais deslocada dali, ela só estava ali porque era uma ótima amiga, da Calipso claro, nunca há vi brigar com ninguém, aprontar com ninguém, falar mal de ninguém, ela não se vestia do jeito que Ambre queria, ela não fazia nada do que a Ambre falava, só ficava ali para acompanhar a coitada da Calipso.
Em algum momento da discussão de Ambre e Calipso, a loira me viu e começo a andar na minha direção com um sorriso de escarnio no rosto.
–Olha quem esta aqui, tá perdida criança?
–Eu não, mas eu só não entendo o porquê de você esta aqui- eu disse e ela me olhou confusa- Ora mais não esta na hora de você trabalhar? Aposto que já tem bastantes clientes te esperando no seu ponto.
Ao dizer isso Calipso reprimiu uma risada mas Piper não, começou a gargalhar muito alto, o que a fez receber um olhar mortal da Loira e suas tietes.
–Não é que a cobra esta com a língua afiada hoje?
–Por favor, Ambre, não se referira a você mesma na terceira pessoa, soa muito estranho- A cada resposta que eu dava ela ficava com mais raiva.
–Sua vadia!
–Não me confunda com você querida- eu sorria enquanto falava o que a deixava mais brava.
–Idiota você tem é inveja, sua virgem do inferno.
–Antes virgem do que rodada- Disse me levantando.
–Na verdade não sei nem porque te chamei de virgem, e nem porque você esta me chamando de rodada, se era você que estava transando com meu irmão e o outro gêmeo a noite toda.
As suas amiguinhas idiotas riram junto com a Loira.
–Desculpa Ambre mas não sou que nem você que enfia um monte de homem na sua casa escondido do seu pai e fica dando para eles, eu tenho nojo de você, uma garota que não tem respeito pelo seu corpo e da pra qualquer um no banheiro da escola não merece nem ser olhada.
Ela já tinha perdido a linha, Calipso e Piper já se preparavam para segurar a Loira que era uns 10 centímetros maior que eu.
Olhei em volta, procurando meu cachorro e o vi brincando com outro cão, olhei melhor e reconheci o outro cachorro.
–Sua cachorra, pelo menos eu posso curtir a minha vida a vontade, não sou uma doente limitada, uma coitada que todo mundo tem dó e fica passando a mão na cabeça, você deveria morrer logo e deixar de ser um fardo para seus pais!- Aquilo me atingiu em cheio, era verdade, tudo verdade.
–Ambre, cala a boca!- Piper gritou atrás.
–Viu? É só falar da doente que todo mundo se comove- Ela deu mais dois passos em minha direção ficando a poucos centímetros de mim, Ambre sempre soube dizer aquilo que magoava as pessoas- Você me chama de mimada, mas a mimada aqui é você!
–Cala a boca!- gritei.
–Você é uma inútil, que só sabe reclamar!
–Já disse pra calar a boca!- Sentia minha garganta queimar junto com meus olhos.
–Você não pode fazer mais nada, nem dançar mais você pode.
–Para!- Levei as minhas mãos a cabeça, doía muito, agora eu não sabia se era a verdade que doía ou se era o corpo.
–Para? Não, vamos continuar falando a verdade!- Ela segurou meus pulsos com força.
Mas antes que eu fizesse ou falasse algo, ela foi empurrada e caiu de bunda no chão, um braço passou pela minha cintura me dando um suporte para continuar de pé.
–Mas o que você pensa que esta fazen.. — Ambre disse se levantando mas parou na hora que olhou para quem me segurava, sua boca fazia um o igual Charlotte e Li, enquanto Piper e Calipso olhavam surpresas.
–Você esta bem pequena?- Aquela voz aveludada e sexy chegou aos meus ouvidos.
Olhei para trás e vi Castiel me olhar com uma mistura de raiva, preocupação e uma pitada de confusão.
Eu balancei a cabeça positivamente, ainda atordoada, mas por estranho que pareça eu estava me acalmando, e também me sentia segura.
–Não posso deixar você por um segundo sozinha que você arranja encrenca?- Ele sorriu como se me chama-se para brincar com ele, eu conhecia esse jogo e queria brincar um pouco- Toma aqui esta sua água.
–Desculpa, foi essa descontrolada ai que veio me perturbar- disse pegando a água de sua mão e bebendo um gole, me recompondo e colocando o meu melhor sorri no rosto.
–O que esta acontecendo?- Ambre olhava para nós confusa- V-você não é o vizinho novo?
–Sou sim- Ele sorriu falso.
–O que você está fazendo com essa coisa?- ela mudou o tom de voz o deixando mais enjoado e apontou para mim como se eu fosse um fungo, eu sabia o que ela estava fazendo, ela estava tentando seduzir ele, o que meu medo- Acho que você escolheu a pessoa errada para te mostrar o bairro amor.
Ela andou para o lado dele, apertando os peitos para que eles pulassem fora do top que ela usava.
–Que estranho, jurava que minha mãe tinha dito que aqui era um bairro bom, não sabia que tinha ponto de prostíbulo logo no parque, você deveria ter me avisado pequena, aqui não é um bom lugar para você frequentar- Castiel me virou de frente para ele me apertando contra seu corpo, fazendo a Loira ficar vermelha de raiva.
–Ei! Eu acho que não entendi direito o que você quis dizer gatinho- Ambre não sabe a hora de parar, ela se humilha até conseguir.
–Além de puta é burra- Castiel levou uma mão à testa balançando a cabeça negativamente.
Piper a Calipso já estava chorando de rir, enquanto as outras duas babavam olhando para o ruivo.
–Esquece Castiel, essa dai tem defeito de fabrica, colocaram muito peito e pouco cérebro- Eu disse me divertindo com a irritação da garota.
–Cala a boca sua anã, você só diz isso porque é uma tabua- Anã e Tabua estavam me chamando disso de novo, talvez o Castiel percebesse isso e fosse com ela mesmo.
–Ela pode até ser pequena, mas tabua?- Castiel levantou meu braço e meu fez dar uma volta me trazendo de volta para ele só que de costas, aquilo tudo era muito constrangedor mas eu continuei com a atuação- Acho que você precisa de óculos garota.
–Sabe que eu acho?-Ambre passando os dedos nos braços de Castiel- Que você está se prendendo demais nesse germe ai e não esta olhando melhor as opções que tem aqui.
–Sabe, eu já fui a muitos lugares e conheci muitas vadias mais você é a pior e mais chata que eu já vi- Ele disse afastando bruscamente a mão da Loira- Agora vai pastar vaca.
Ambre olhava horrorizada para o Ruivo, deu alguns passos para trás e desviou seu olhar para mim, seus olhos se encheram de lágrimas, ódio e raiva.
–A culpa é sua- ela apontava para mim- você sempre faz isso! Sempre se faz de coitada para que todos fiquem beijando seus pés, mas um dia você vai morrer e eu sei que não vai demorar muito, então todos vão finalmente se livrar de você sua inútil.
Castiel assoviou e os dois cachorros vieram até nós.
Mais uma cena cômica se desenrolou depois, quando os dois viram a Ambre começaram a latir, fazendo a Loira e as duas tietes correrem e correram atrás, se divertindo.
Algo dentro de mim se apertou, aquela não era a Ambre de verdade, porque ela tinha que ser assim?
Piper e Calipso se aproximaram com cautela, acho que ficaram assustadas com Castiel.
–Olha Mel eu sinto muito tudo isso- Calipso começou dizendo.
–Sua prima é um demônio Ca!-Piper disse e se virou para mim- Não liga Mel, você sabe ela tem inveja, sempre teve, ela morre ao saber que as pessoas preferem estar com você do que com ela, e que elas estão com você porque gostam de você e não por interesse.
Piper tentava consertar as coisas que Ambre disse.
–Não tem problema, já estou acostumada- Sorri para elas para mostrar que estava tudo bem.
–Mas hoje ela foi horrível, o pai dela tem que saber disso!- Calipso dizia indignada.
–Não, se o pai dela brigar com ela por minha causa vai ficar tudo pior- eu disse.
–Ah tudo bem, ainda bem que o seu Super herói ai chegou a tempo- Piper apontava para Castiel.
–Pois é- eu disse sem graça.
–Bom nós vamos indo, quero gravar as plastificadas correndo dos cachorros!- Piper já estava com o celular na mão.
Eu sorri mais uma vez e elas se foram, só então eu percebi que o braço de Castiel ainda estava na minha cintura.
Eu respirei fundo e me soltei.
–Um dia você é o vilão e no outro Super herói? Que cara incrível você é!- Eu disse olhando para ele, e ele sorriu de lado.
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