Thinking Of You.
11 Capitulo 11
Notas iniciais
Ela ficava tão linda irritada.
–Ora, ora se não é o Gigante Pernudo na minha porta- A atrevida disse.
Sim definitivamente eu gostava de atormenta-la mas morria de vontade de sacudi-la quando ela me respondia.
Quando eu abri a boca pra responder seu comentário maldoso com um pior ainda, Miguel desatou a rir, e eu sabia bem o porquê, olhei para ele com uma vontade imensa de petrifica-lo naquele momento.
–Meu.. A mamãe.. Disse a mesma.. Coisa.. — ele tentava falar em meio ao riso- Gigante pernudo.
–Miguel fica quieto, você é irritante- Eu disse já irritado.
–Até agora o único irritante aqui é você- Com certeza essa voz doce não era feita pra dizer coisas tão rudes.
–To achando que não é de agora que vocês se conhecem- Miguel disse começando a se recompor do ataque de risos.
–Na verdade eu não conheço esse ai, nós nos encontramos de manhã no parque e o cachorro dele pulou em mim- Ela apontou para mim como se eu não fosse nada, quem essa anã pensa que é? Ela estava mexendo com a pessoa errada.
–O Dragon pensou que era um pedaço de osso jogado na grama- Eu disse venenosamente e ela abaixou a cabeça me fazendo sentir um pouquinho mal.
–Castiel!- Miguel me repreendeu.
–Pedaço de osso?- Ela disse quase inaudível, levantou a cabeça e eu vi um sorriso sádico em seu rosto- Garoto eu não faço a mínima ideia de quem é você, te vi de manhã em um encontro desagradável no parque, e agora você está aqui no meu portão me insultando? Você é idiota seu tomate estragado?
–Do que você me chamou?- Essa garota estava me fazendo perder a linha.
–Agora sim! Eu tenho certeza que você é surdo!
–Não sou surdo!
–Não?! Então porque sempre que eu falo alguma coisa você vem com essa “Do que você me chamou?”- Ela me imitou com uma voz ridícula.
–Porque ninguém me chama assim!
–Pois eu chamo você do jeito que eu quiser.
–Você não tem esse direito!
–Na verdade quem começou com os insultos foi você, então não venha querer respeito de mim.
–A culpa não é minha que você é uma anã!
–Eu posso ser até pequena mas você também não esta na estatura normal seu prédio ambulante!
–Magrela
–Cabelo de água de salsicha.
–Estranha!
–Esquisito!
Nós continuamos nos xingando, mas alguma coisa estava errada e não era pelo fato do Miguel está gritando mandando-nos parar e sim pela pequena estar ficando muito pálida e o relógio estranho em seu pulso estar apitando nervosamente.
Tudo aconteceu tão rápido que eu fiquei tonto, as pernas dela fraquejaram antes que eu pudesse segura-la o garoto loiro que eu vi no mercado conversando com ela apareceu e a segurou.
Ele a olhava espantado e antes que eu falasse algo duas crianças subiram pela a escada.
Um garoto com uma aparência gótica, pele branca e olheiras profundas, mas ele me lembrava da pequena quase desmaiada talvez fosse os grandes olhos azuis que agora a olhava desesperado.
A outra garota era um pouco mais velha, cabelos castanhos até o ombro, pensei que ela iria se desmanchar quando viu a pequena, ela segurava uma caixinha preta que apitava igual o relógio da garota.
Mas o momento que eu me perdi foi quando os dois vieram pra cima de mim e de Miguel, gritando.
–Quem são vocês?!- O garotinho gritava, com certeza é irmão dela, até estressado é.
–Vocês são surdos?- A menina também gritava mais me deixando mais confuso que eles.
–O que vocês têm haver com isso? Ela que começou!- Eu disse, mais não parecia fazer muito sentido.
–Mas você está aqui na nossa casa gritando com a nossa irmã!- Irmã, sim três irmãos minha mãe tinha dito, duas meninas e um garoto.
–Mas eu não estou entendendo nada! Ela está bem? O que está acontecendo?!- Eu disse sinceramente, olhei por cima deles e tentei ver a pequena.
Ela estava de olhos abertos, mas estava extremamente pálida, seu rosto estava com uma expressão horrível e seu peito batia rapidamente com se ela tivesse saído de uma corrida a poucos minutos.
–Agora você quer saber se ela esta bem? – O garoto, se aproximou de mim e tentou me olhar nos olhos, ele era tão pequeno quanto à irmã, mas em seus olhos eu via raiva, ódio e medo- Eu juro se algo acontecer com a minha irmã eu te mato.
Aquelas palavras não me causaram medo, mas sim angustia, eu não sabia o que estava acontecendo, ela parecia tão saudável há poucos minutos, será que ela é doente ou algo assim? Meu Deus o que eu fui fazer!
–P-pa-ra Nico..- Uma doce melodia foi ouvida, a garota com os olhos azuis opacos agora falava com dificuldade.
–Nathaniel leva-a para baixo- A irmã disse para o loiro e se virou rapidamente, seus olhos estavam cheios de lagrimas estava prestes a chorar.
Então aquele era o Nathaniel, será que é namorado dela?
Eu estava perdido em meus pensamentos, todos estavam porque ninguém notou a chegada da baixinha.
–Chega- Ela disse tocando nos ombros dos irmãos- Ele n-não tem culpa, você sabe.
Ela disse olhando para a irmã, dizendo algo em silencio para a irmã.
–Eu não estou entendendo mais nada- Eu disse mais confuso que nunca, levando minhas mãos a cabeça.
A culpa é minha ou não?
Mas todo o sentimento que estava misturado dentro de mim foi embora.
Foi nesse momento que eu descobri que ela é linda quando esta irritada, mas é perfeita quando sorri.
Todos pareciam afetados pelo seu sorriso.
– Desculpe m-meus irmãos- Ela disse com um pouco de dificuldade- Agora você pode ir embora.
Não sei o que deu em mim andei em direção a ela, eu não queria ir embora, queria pega-la no colo e levar ela comigo, queria cuidar dela e perguntar o que aconteceu saber o que aquele garoto era dela, e queria faze-la sorri e ficar irritada também.
Mas o garoto menor me empurrou.
–Não chegue perto dela nunca mais- Ele rugiu para mim.
Ela me olhou dentro dos meus olhos, pude entender na hora o pedido dela, mas eu não queria ir, não queria.
–Vamos Castiel- Miguel me empurrou e eu acabei cedendo.
Depois de ficar quase uma hora dando explicações para a minha mãe sobre o que aconteceu eu decidi ir pro meu quarto.
Peguei minha guitarra e dedilhei algumas notas.
Eu estava tão inquieto, odiava não saber o que estava acontecendo naquele instante na casa do lado, já pensei por vezes ir até lá mas me expulsariam a vassouradas.
Sentei na minha cama e baguncei meus cabelos com as mãos.
Peguei o celular e liguei pro Lysandre.
–E ai?- a voz calma do meu amigo me deixava irritado, porque eu não poderia ser calmo assim?
–Preciso sair daqui agora!- falei
–Calma, pra que esse desespero todo?- questionou.
–Preciso esvaziar a cabeça.
–Por quê? Já brigou com seus pais? Com o Miguel duvido ele é mais calmo que eu.
–Não, foi com os vizinhos eu acho.
–Você acha? Que foi você deu encima da Melissa e o Nico tentou te castrar?
–Hã de quem você está falando?
–Seus vizinhos, os Helts.
–Tá, mais eu não conheço ninguém pelo nome ali, e como você sabe de qual casa eu estou falando?
–Os vizinhos de um lado são idosos, então provavelmente você não brigaria com eles um pouco de respeito você tem pelo menos, então eu deduzi que são os Helts.
–Ainda não sei quem são eles e como você sabe onde eu moro?
–Nico, um mini gótico viciado em games, Megan garota calma, bonita e de cabelos castanhos curtos e por fim Melissa Miranda Helts garota maravilhosamente linda, branca, cabelos negros e olhos...
–Azuis- interrompi.
–Sim, lindos olhos azuis- disse sonhador- então que tipo de confusão você se meteu?
–Vou te falar assim que você me dizer como você sabe que eles são meus vizinhos.
–Um palpite, Rosalya a namorada de Leigh é a melhor amiga da Melissa, tanto que neste momento esta na casa dela, e ela disse que a Melissa disse que a casa do lado tinha sido comprada essa semana, e ai quando você me disse que sua casa era atrás do parque eu deduzi, elementar meu caro Castiel.
–A claro- não duvidava de Lysandre ele era ótimo nessas coisas de dedução e fofoqueiro.
–Mas que tal de briga é essa?
Eu suspirei e contei tudo pra ele desde o parque, mercadinho e a casa dela, só não contei o quando eu fiquei bobo com a beleza dela.
–A então foi você.
–Eu?
–É a Rosa ligou agora pouco falando que a Melissa tinha brigado com um garoto, desmaiado e estava dormindo fazia mais de uma hora.
–Ela ainda está dormindo?- Questionei indignado.
–Sim, pelo o que eu sei por Leigh, ela tem uma doença, não sei qual porque Rosa não conta pra ele, agora parece que ela está melhor mais houve uma época que foi grave, ela faltava bastante na escola na época, já perguntei pra Mel mas ela sempre desconversa.
–Que droga, se eu soubesse não tinha discutido com ela, já pensou ela morre?!
–Ai você morre junto, essa garota é amada por pessoas de até o outro lado do mundo se você encosta o dedo nela terei que te enterrar muito jovem meu amigo.
–Exagerado.
–Não sou não, é sério, até parece que não a conheceu, ela cativa qualquer pessoa, as que não estão do lado dela é por inveja isso eu te garanto.
–Cativa? Ela não foi gentil comigo em nenhum momento!
–E porque seria? Você é um bruto, ela trata as pessoas de acordo como é tratada e ainda assim conquista- Verdade.
–Eu não preciso ficar agradando ela.
–E nem ela a você, pode ter o garoto que quiser e isso inclui você- Outra verdade.
–Até parece, ela é bonita e só, posso pegar melhores mais velhas e melhores- Eu menti feio.
–Impossível! Você só diz isso porque está com o orgulho ferido dela não ter deitado aos seus pés como as outras vadias, ela é tão pura que aposto que você não teve nenhum pensamento impuro com ela, só a admirou- Droga, ele tinha razão, nem sequer pensei alguma besteirinha, porque Lysandre tinha que saber tudo?
–Que seja mais eu ainda não entendi como é que você sabe tanto dessa anã.
–Eu conheço a Mel ela é da minha escola, uma vez eu dei encima dela e o Nico quase me acerta com uma pedrada, somos bons amigos.
–Faz sentido, aquele garoto é a cópia dela em uma miniatura menor ainda e masculina.
–É sim.
–Mais tem uma coisa que tá me incomodando, quem é Mei-chan que você citou mais cedo?
–É a Melissa, o Nico a chama de Mei, mei-chan, Mei-Nee-san, ele é um otaku igual a ela.
–Ela é otaku?- Perguntei rindo, quem diria?
–Sim, você tinha que conhece-la quando era mais nova, muitos enxiam o saco dela por causa disso e ela vivia com algum jogo eletrônico ou card na mão, mas ela sempre teve aqueles que a protegiam.
–Não é difícil de acreditar, ela parece diferente das garotas comuns.
–Sim, eu gosto dela porque a cada passo que ela dá parece que um enigma aparece.
–Você gosta dela?- Questionei meio abismado, Lys nunca gostava de uma garota.
–Não desse jeito, ela é atraente e tudo mais, só que eu sei que não sou o tipo certo pra ela.
–E qual é o tipo certo?- perguntei com certa curiosidade.
–Alguém que consiga entende-la, para que ela possa compartilhar a grande bagagem que ela guarda consigo mesma.
Ficamos em silencio por alguns segundos.
–Então... A gente vai sair ou não?
–Não vai dar Leigh ainda tá passando mal
–E cadê a namorada pra cuidar dele?- questionei.
–Tá ai do lado na casa da Mel, parece que vai ter uma noite do pijama, com os gêmeos, Nathaniel e Annabeth, por isso tenho que ficar e cuidar do Leigh.
–Tá, mais só mais uma coisa...
–Sim?
–Sabia que você parece aquelas velhas que sabe da vida de todo mundo?
–A culpa não é minha se a Rosa chega tagarelando aqui em casa pra meio mundo ouvir.
–Que seja, eu vou dormir então.
–Durma bem e sonhe com a Mei-chan- depois de ouvir esse desaforo desliguei o telefone.
Uma festa do pijama? Mas como isso vai acontecer se nem acordada ela está? E também com os gêmeos? Nathaniel? Três garotos? Se eles vão fazer uma orgia podiam no mínimo me chamar!
Virei para o lado e acabei adormecendo.
Eu sonhei com AZUL, só isso, não parecia o céu, nem o mar, nem era uma sala, só sei que era azul, mas também não era um azul qualquer, era lindo, magnifico, me encantava, me chamava.
Olhei para o relógio e vi que havia dormido umas duas horas.
Percebi que alguém batia na porta.
–Entra- murmurei meio grogue.
Minha mãe entrou no quarto.
–Achei a coleira do Dragon e o pote de água e comida também, vai servi-lo, ele deve estava morrendo lá encima.
–Tá
Ela saiu da quarto e deixou as coisas ali.
Acho que meu sonho azul me fez suar um pouco, porque estava um pouco grudento.
Peguei minha toalha e fui pro banho, tentei pensar em muitas coisas, na ruiva gostosa que eu tinha comido no banheiro ontem a noite, ou na loira que eu vi mais cedo, até na minha guitarra eu pensei mais tudo que eu pensava no final era no meu sonho azul.
Não faço a mínima ideia do que isso significa, nunca sonhei assim, era tão calmo bem que eu poderia encontrar um lugar assim.
Terminei o banho, coloquei uma boxe preta e minha calça de moletom cinza, como a noite estava quente decidi ficar sem camisa mesmo.
Peguei os potes e subi para a nova casinha de Dragon.
Logo que entrei ouvi latidos que não eram do meu cachorro e sim do cachorro dos vizinhos, até ai tudo bem, só que eu ouvi uma risada e em seguida uma voz.
–O que foi cachorro bobo?-Era a Pequena.
Eu quase corri em direção a divisão das casas, mas e se ela se assustasse ou passasse mal de novo? Ai sim o irmão dela me matava ou no mínimo chamava a policia.
Ouvi um barulho de algo ser tirado de algum lugar.
–Você quer que eu toque?-Tocar? Ela vai tocar algo? Espera tem alguém ali?
Ouvi um som muito familiar, um violão.
–Que tal Katy Perry? Mais agitada ou mais lenta?- Ela perguntou e eu ouvi latidos, é ela estava falando com o cachorro! Ela estava perguntando o que ele queria ouvir! Talvez ele não batesse bem da cabeça por isso Lysandre gosta dela — Ok, lá vai, teenage Dream pra você.
Então a musica começou e uma perfeita melodia foi escutada.
Agora sim eu tinha certeza que a voz dela não foi feita para me xingar e sim para cantar.
Sentei encostado na parede e apreciei a musica que ela cantava, não é meu estilo de musica preferido mais eu conhecia.
Ela não errou nenhum acorde, seu inglês era excelente e sua voz magnifica.
Pergunto-me porque o Lysandre que ama tanto musica não comentou sobre esse dom dela, será que ele sabia?
Sua canção me aquecia por dentro, tinha vontade de vê-la... Não em importa o que façam comigo se acontecer algo há ela eu mesmo cuido dela, estranhei meus pensamentos.
Levantei com calma e a olhei. Ela estava de costas, vestia um short preto com algum desenho que eu não consegui ver por causa do escuro, uma camisa preta grande com uma caveira recortada nas costas, que me dava visão para sua pele branca e provavelmente muito macia.
Sentei no muro e terminei de ver seu show, o cachorro pulava e latia alegre ao ver a dona cantando.
O excesso de pele exposta, parecia brilhar a luz do luar, na verdade para mim ela brilhava o tempo todo.
Quando ela acabou, comecei a bater palmas, trazendo a atenção dela pra mim, não de imediato mas logo ela me olhou com aquela face de surpresa.
Não conseguia parar de sorrir e muito menos de provoca-la depois de ver essa expressão.
–Ok, deixarei você ser meu sonho adolescente essa noite.
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