Notas iniciais
Heeeeeei Cupcakes !!! ENJOOOOOOOOOOOOOOOY

O resto da semana foi bem agitado com a criançada em casa.

Nico e Murilo não me davam nem 1 minuto de descanso, só faltou subir em uma corda bamba para chamar a minha atenção.

Encontrei Nathaniel todos os dias de manhã para a nossa caminhada, não aconteceu nada demais por dois pequenos motivos: Lobinho e a minha querida consciência.

E para a felicidade do corretor ele conseguiu vender a casa ao lado, e naquela mesma semana os caminhões invadiram a rua trazendo a mudança dos nossos novos vizinhos, estava morrendo de curiosidade para conhecê-los.

Acordei bem animada sem motivo algum, no inicio pensei que era por ser sexta, mas o que é sexta-feira nas férias? Não fazia diferença alguma, talvez seja pela noite bem dormida ou por estar tocando Katy Perry, Waking up in Vegas.

Levantei dançando até o banheiro para fazer minha higiene matinal.

Cheguei à cozinha e não avistei ninguém deveriam estar todos dormindo ainda.

—Preguiçosos- Disse – Como podem desperdiçar um dia tão lindo como esse na cama?

Bufei e depois ri dessa minha animação era fora do normal, sou adolescente e adolescente tem MUITO sono, bom até ontem eu achava isso, ás vezes podemos acordar felizes, raro, mas acontece.

Comecei a preparar o café da manhã, como estava animada eu ia inventando mais coisas para cozinhar.

Peguei meu IPod e coloquei meus fones, bom eu digo uma coisa, fazer café da manhã ao som de Green Day, America Idiot era muito bom.

Estava terminando de fritar os bacons, coloco-os em um prato junto com os ovos e a salsicha e me viro dançando uma das musicas do aleatório, e dou de cara com minha família me encarando todos com o queixo apoiado nas mãos, aquela cena era hilária mamãe gostaria de tirar uma foto disto se não tivesse tão ocupada comendo meu bacon com os olhos.

—A querida, por favor, não se incomode conosco continue o que estava fazendo- Disse meu pai fazendo gesto com a mão para que eu continuasse.

—Já terminei- Tirei meus fones e levei o prato à mesa, lá já estava o suco, leite, café, frutas, pães e frios.

—Que bom! Então vamos comer!- Meu pai dizia todo afobado correndo para o seu lugar, olhando desesperado pensando por onde iria começar.

—Calma querido- Mamãe tentava diminuir a afobação do meu pai, não sei o que seria do meu pai sem minha mãe, ele parecia uma criança grande.

—O cheiro está ótimo Mel- Megan disse se sentando ao lado da nossa mãe.

—Está mesmo, eu não estava afim de levantar só que este cheiro maravilhoso foi lá me buscar- Nico falava enquanto se servia- A em falar em acordar, mãe, preciso de outro despertador.

A mão da minha mãe voou direto para a testa do Nico lhe dando um tapa, meu irmão mais novo tinha a mania de quebra o despertador quando não queria levantar, ou seja, sempre.

—Nico faz duas semanas que eu comprei um novo para você, vamos fazer assim cada despertador daqui em diante que você quebrar eu vou fazer um jogo seu de lança disco ok?- Minha mãe era um amor, mais sabia ser má quando queria.

—Hai! Hai! Uacarimasu- Nico respondeu

—Da para pelo menos falar na minha língua?- Minha mãe odiava não entender as coisas.

—Daijobu Oka-san – Disse para minha mãe dando um sorriso cumplice para o meu irmão mais novo.

—Qualquer dia vocês vão me deixar louca- Minha mãe reclamava.

—Crianças não perturbem a mãe de vocês, vamos comer é mais produtivo- Papai dizia para amenizar as coisas.

—Vocês são muito problemáticos, fazendo tanto barulho por nada logo de manhã- Megan dizia com a maior voz de tédio.

E olhei para o Nico e ele me olhou de volta e falamos juntos

—Shikamaru Nara- Era incrível a semelhança que a Megan tinha com ele às vezes principalmente com o seu “GRANDE” senso de humor logo cedo.

Todos nos comemos conversando sobre coisas aleatórias, rindo e brincando uns com os outros.

Amava esses momentos nossos juntos e eu guardava comigo cada momento desse, nunca se sabe quando tudo vai acabar, talvez seja por isso que a minha mãe fique tirando fotos o tempo todo, talvez seja o modo dela guardar estes momentos.

—Bom crianças, nós vamos viajar hoje e voltamos no...- Meu começou a dizer mais parece ter se esquecido da data da volta.

—Amanhã, sábado à noite- Minha mãe completou.

—Onde vão?- Questionei, de um ano para cá era normal eles viajarem por causa do trabalho.

—Na casa da praia, o caseiro ligou dizendo que um cano estourou e está a maior bagunça- Meu pai disse.

—Iriamos chamar vocês para irem conosco mais nem vale a pena- Mamãe disse em seguida.

—Não tem problema- Respondi.

—Não gosto de praia- Falou Nico, não que ele não gostasse de praia realmente, ele só não sabia nadar.

—Praia? Concordo com o Nico, não gosto- Megan falava mal humorada, acho que tem alguém de TPM, porque ele gosta sim de praia.

—Ok, vou ir arrumar as malas, e vocês arrumem a cozinha- Minha mãe dava as ordens enquanto meu pai tentava fugir de fininho, mais ainda de costas minha mãe disse- Rafael! Nem tente escapar.

—Sim querida- Meu pai falava triste por ter sido pego.

—Vai para o escritório terminar os relatórios, assine os cheques e ligue para o Marcus vir busca-los e confirme com o encanador o horário que iremos busca-lo, você tem uma hora.

—Sim senhora!- Fez continência e saiu marchando enquanto minha mãe balançava a cabeça em reprovação.

Depois de uma hora e meia estava tudo pronto, casa ok, malas ok, relatórios ok, cheques ok, encanador ok e pais ok.

Meus pais estavam passando aquelas regras básicas, sem festa, sem drogas, sem bebidas, sem sexo e nada mais daquelas coisas das quais não fazemos.

—E ultima regra e a mais importante- Meu pai disse em um tom super sério- Não. Deixem. A. Megan. Chegar. Perto. Da. Cozinha, fui.

Depois disto saiu correndo com a Megan atrás, nem queria ver o que ia dar, até Megan perde a linha às vezes, e meu pai tinha o dom de tira-la do sério.

—E você querida cuide bem da cozinha e dos seus irmãos- Disse minha mãe beijando eu e o Nico- Ligo para vocês mais tarde.

Ela se virou e saiu andando, soltei o ar que eu segurava quando ela começou a falar, ainda bem que ela não disse nada a respeito, pelo menos era o que eu pensava até ela parar e virar e fazer aquela expressão que eu odiava que fizessem, uma expressão de pena, dor, tristeza e preocupação, eu vi muito disso, apesar de fazer um bom tempo que ninguém me olha-se assim sempre tinha alguém que o fazia, não fiquei brava com a minha mãe mesmo sabendo o que ela ia dizer, pois sei que ela sofreu muito.

—Mel, você vai ficar bem? Se você quiser eu pos...

—Mãe! Eu estou bem, está tudo bem, pode ir tranquila.

—Qualquer coisa me liga, por favor- Eu assenti e lhe lancei um sorriso um pouco forçado.

E assim ela se foi, senti Nico rodear os braços envolta da minha cintura, meu pequeno irmão odiava aquele assunto tanto quanto eu, por isso evitávamos de falar na sua frente.

—Hei Nee-chan você tá bem né?-Perguntou com a voz meio embargada.

—Claro que estou não viu o tamanho dos meus músculos? Estão bem maiores que o seu- Brinquei tentando faze-lo rir.

—Mei, vai ficar tudo bem para sempre né? Você esta se cuidando e se algo acontecesse você nos diria certo?- Odiava vê-lo assim, era horrível, me trazia memorias horríveis.

—Nico olha para mim- Levantei seu rosto em direção a mim- Eu estou bem, não tem com o que se preocupar, faz mais de um ano que nada acontece e assim vai continuar.

—Mas eu não quero que aconteça de novo- ele apertou mais os seus braços envolta de mim- Eu tive tanto medo... Na verdade, eu tenho muito medo, medo de te perd...

—Droga ele fugiu!- Megan entrou na sala ofegante, se apoiando nos joelhos- Ele se escondeu dentro do carro vê se pode.

Ela se endireitou e nos olhou com cuidado, ela sabia o que estava acontecendo, eu só estava com medo que de vez ela me ajudar ela se juntasse com o Nico e começasse a chorar com ele.

—Melissa! Já esta na hora de se exercitar sua gorda e Nico pare de ser tão mimado largue-a e vá arrumar o teu quarto anda!

Meg pegou o Nico pela mão e o arrastou para o andar de baixo.

Respirei fundo e desci também, entrei no meu quarto e sentei na cama, minha saúde era um assunto tão delicado para minha família, mas neste é um assunto para outra hora, apesar desse momento meio tenso ainda acredito que algo especial acontecerá hoje.

Já havia me arrumado e também tinha tomado os remédios, agora estava na frente de casa com o Binho esperando o Nathaniel.

Eu olhava a rua e via a pouca movimentação, mas um carro negro no final da rua chamou minha atenção, o observei com atenção até ele diminuir a velocidade quando chegou perto da minha casa, mas acabou parando na casa ao lado, a casa vendida.

Era um Lexus LS preto, com vidro fumes o que não me dava à oportunidade de ver o que havia dentro.

De dentro do carro saiu o casal que eu havia visto outro dia, só que com roupas mais casuais o que não os deixava menos bonitos e importantes, a mulher parou do lado do homem que a puxou pela cintura para perto e juntos observaram a casa, depois de um tempo a mulher olhou em volta como se procurasse alguém.

—Ei vocês dois saiam do carro!- Disse batendo no vidro, sim eles tem filhos, isso me deixou animada.

Fiquei ali ansiosa esperando saírem do carro, quando a porta foi aberta e uma perna masculina e longa apareceu, que idade ele tem?

Ah por Deus saia logo do carro criatura! Tudo parecia estar passando em câmera lenta, mas antes de terminar de ver quem era e como era, fui virada para o lado oposto.

Notas finais
E ai? Gostaram? Comentem por favor XOXO da Bruta ;*