Notas iniciais
CUPCAKES DA MINHA VIDA! Mil perdões! Novamente, eu disse que ia postar rápido e de verdade ia, segunda esse cap estava lindo, perfeito e pronto, só que por algum motivo terça quando eu abri para postar não tinha salvo! Ai eu comecei a escrever de novo, só que terça, quarta e quinta eu tive que ir pra faculdade de manhã (eu estudo a noite) e passar o dia lá fazendo trabalhos e estudando pra prova ( a qual eu passei mal e fui péssima, apesar de amar bioquímica). Enfim desculpas idiotas a parte e cap está aqui lindo e divoso para vocês amores! (Sentindo falta do Alexy!)

Fiquei olhando naquele azul límpido perdido por instantes, antes de ouvi-la dar uma risada abafada.

–Sabe...- ela começou- eu gostaria de pegar alguns livros antes de ir pra casa.

–E o que te impede?- Perguntei confuso.

Ela olhou para os meus braços que a envolviam pela cintura e eu entendi que eu que a impedia, mas não a soltei, puxei para mais perto-se é que era possível-.

–Se eu te soltar você não vai fugir não é?- Perguntei em baixo tom.

–Achei que isso já tinha ficado claro- ela sorriu e ficou na ponta dos pés depositando um beijo castro em meu rosto.

Meus braços se afrouxaram em volta do seu corpo e ela escorregou deles, fiquei a olhando se distanciar me olhando por cima do ombro com um sorriso sapeca no canto dos lábios, então ela sumiu em outro corredor de livros, sorri bobo e fui atrás dela, mas assim que entrei no corredor ela já não estava ali, eu olhei para os lados e escutei um riso baixo ali atrás de mim, porem quando me virei também não havia ninguém ali.

Não consegui suprimir um sorriso, o que essa garota estava fazendo? Brincando de esconde-esconde? Eu iria acha-la, a se iria!

Olhei entre as frestas dos livros e há vi no corredor da frente, dei a volta rápido e entrei no corredor, só que ela já não estava mais ali, dei uma volta de 360º e não há vi, comecei a andar pelos corredores seguindo risos baixos e passos, aquela biblioteca era realmente grande, mas ela iria procura-la em cada canto, apesar de alguma coisa me dizer que se ela não quisesse ser encontrada ali não seria.

Suspirei derrotado, ela era boa nessa brincadeira, mas e se não fosse brincadeira? E se ela tivesse ido embora? E se tivesse me deixado ali como idiota me alimentando de promessas deixadas no ar?

–Já desistiu?- Ouvi aquela voz doce atrás de mim e me virei.

O peso de todos aqueles “E se” deixaram as minhas costas e eu caminhei até a garota que sorria divertida, puxei seu braço para um abraço, levantei seu queixo e tomei seus lábios com urgência.

O que estava acontecendo comigo? Esse desespero bobo por uma brincadeira de criança, qual é desse desespero todo? É medo de perdê-la?

Senti minha garganta queimar em busca de ar, afastei nossos lábios mas encostei nossas testas.

–O que foi?- ela perguntou ofegante.

–Acho que não gostei dessa brincadeira- respondi.

–Será?- Perguntou sorrindo- Acho que os livros te assustaram.

–Parece que você conhece esse lugar muito bem- falei.

–Bem até demais- continuou- Venho aqui desde pequena.

–Explicado, mas isso não faz muito tempo não é?

–Como assim não faz muito tempo?- perguntou confusa.

–Você disse que vez aqui desde que era pequena, ou seja, não faz muito tempo porque você ainda é pequena- sorri e ela me olhou indignada, bateu as duas não no meu peito, senti uma leve ardência.

–Seu gigante pernudo!- sua voz ficou mais alta.

–Nanica- retruquei.

–Prédio ambulante.

–Já pensou em uma profissão futura?- perguntei e ela me olhou confusa.

–Que?- Perguntou.

–Profissão futura, como pintora de roda pé sabe?- A provoquei.

Seu rosto ficou vermelho de raiva e eu sorri fazia um tempo desde que não a irritava desta maneira.

–Ora seu...- Senti que ela ia me xingar de muitos nomes não agradáveis.

–Ge-gente, descu-culpa interromper- A menina de cabelos castanhos e olhos azuis apareceu, apertando uma prancheta contra o peito, parecia um pouco nervosa por estar ali chamando nossa atenção- Ma-mas você sabe Mel biblioteca é um lugar que se cultiva silencio e digamos que vo-vocês estão meio... Barulhentos.

–Ai meu Deus Mel! Me perdoa- Melissa começou a dizer e eu fiquei um pouco confuso duas Mel’s? – Mas é que esse garoto realmente me tirou do sério!

–Tudo bem, sem problemas, mas não briguem- ela disse calma- Vocês estavam melhor quando apenas estavam se beijando.

Depois disso saiu andando, a pequena estava de costas para mim, mas os seus punhos fechados indicava que ela estava brava ou morrendo de vergonha, talvez os dois ao mesmo tempo.

Aproximei-me dela e a abracei por trás, há vi ficar tensa.

–Sabe de uma coisa?- perguntei me aproximando do seu ouvido- Você fica magnificamente linda quando está brava- dei um beijo no seu pescoço e senti sua pele se eriçar, a virei de frente pra mim ela ainda estava um pouco vermelha- Me desculpe por te irritar por um capricho meu.

–Você é um idiota sabia?- balbuciou apoiando a testa no meu peito.

–Sabia- sorri- Então que tal você pegar os seus livros para nós irmos embora?

–Certo- ela disse e se afastou.

Durou quase uma hora, sem exagero, ela passava pelos livros murmurando coisas como “Já li”, “Chato”, “Plágio” ou “Entediante” por vezes seus olhos brilhavam e ela escolhia o livro, quando decidiu que já era o suficiente eu tinha uma pilha com oito livros, sem falar que um era um atlas enorme de anatomia, que pesava mais do que os outros setes juntos.

Quando perguntei pra ela porque ela tinha pegado o atlas respondeu com um simples “É apenas curiosidade sobre o corpo humano”, ela bufou com a minha resposta de volta “Se você quer tanto assim estudar o corpo humano não precisa de um livro é só pedir com carinho que eu deixo você me estudar”.

Ela andava saltitante na frente enquanto eu carregava uma pilha de livros pesados atrás.

A biblioteca tinha um corredor enorme só com mesas que seguiam do fim da biblioteca até onde a garota de cabelos castanhos ficava atrás de uma mesa grande, nos dois lados desse corredor de mesas tinha estantes e mais estantes de livros.

–Nossa Mel! Acho que você está inspirada hoje- A garota disse sorrindo.

Ela era bonita, mas era fofa, doce e meiga demais, tudo em excesso fica ruim menos a minha beleza é claro, eu gostava mais de garotas mais dependentes de si, sensuais e com atitude, mas Melissa estava ali mostrando que se pode ter os dois lados e muito mais e isso me encantava.

–Castiel- a pequena chamou minha atenção- Coloque os livros aqui encima um pouco pra ela registrar os livros.

Fiz o que ela pediu, a outra garota registrava os livros e anotava algo no computador, Melissa não olhava pra mim, pelo menos não diretamente, me aproximei mais dela encostando desnecessariamente o meu corpo no dela, ela ainda não me olhava porem seu corpo a denunciava, ela ficava ligeiramente tensa, seus pelos do pescoço se eriçavam e suas bochechas se avermelhavam, eu adorava esse lado inocente dela.

–Pronto Mel, pode me dar o seu cartão da biblioteca?- Melissa puxou do bolso e deu o cartão bem parecido com uma carteirinha, mas a foto não era dela, era um garoto, que eu por vezes já tinha o visto na parede do quarto da menor- Você ainda não encontrou a sua?- a garota perguntou risonha e Melissa negou- Se quiser posso pedir segunda via.

–Porque pedir segunda via se eu posso usar a do Vik?- Melissa deu com ombros e a outra sorriu, instintivamente eu me afastei um pouco dela.

–Prontinho, o senhor que vai levar os livros pra Mel?- Só depois de alguns segundos percebi que a garota se referia a mim.

–Senhor?- Questionei e Melissa riu.

–Desculpem-me, Castiel essa é Melody Finn, Mel esse é Castiel Burn meu novo vizinho- ela disse nos apresentando eu só assenti com um sorriso mínimo e ela fez o mesmo um pouco envergonhada.

–Vizinhos é?- ela perguntou provocando a minha pequena- Tem certeza que é só isso?

Olhei para Melissa ansioso com sua resposta, não tínhamos nada certo no entanto alguma coisa tínhamos, disso tenho certeza! Gostaria de ouvir da sua boca o que somos.

–Só- ela respondeu segurando as mãos na frente do corpo- Apenas vizinhos.

Era mais fácil ela ter me dado um murro talvez doesse menos, peguei os livros e caminhei em direção à saída, ouvi Melissa se despedir e vim caminhando atrás.

Eu só queria chegar em casa logo, não era nenhum cavalheiro de ficar ajudando donzelas, mas só estou ajudando ela nesse momento porque sei que esses livros estão realmente pesados.

Caminhamos em um silencio constrangedor, ela parecia quer falar, conversar, mas assim que eu percebia que ela ia começar apressava o passo, não queria ouvir sua voz, ela me hipnotizava, ela ia me deixar confuso e me fazer amansar como se fosse um cão raivoso.

Chegamos à frente da casa dela, esperei-a abrir o portão e então despejei os livros em seus braços me controlando ao máximo para não joga-los, virei às costas dando um “Adeus”.

–CASTIEL!- ela gritou e eu parei instantaneamente me virando- Qual é o seu problema? Porque está agindo como um garotinho idiota?- Cuspiu as palavras em mim.

Ela deixou a pilha de livros caírem bruscamente no chão o que me assustou porque na biblioteca ela os tratava como se fossem ouro.

–O meu problema?- perguntei sínico, dei o sorriso mais irônico que eu pude para continuar falando- Ora nenhum vossa Alteza agora se eu seu pobre vizinho não for mais necessário eu vou me retirar!

Ela arregalou os olhos e em seguida os apertou ameaçadoramente, seu rosto adquiriu um tom purpura, ela me lembrava daqueles Tigres mais só que filhotes.

–Você está bravo porque eu disse que era meu vizinho?- perguntou baixo só que audível para mim, sua voz era quase fria- E o que você queria que eu dissesse?!- ela disse mais alto.

Algumas pessoas que passavam ali olhavam para nos, para ela com pena e para mim com desprezo como se eu fosse o carrasco da história.

–Me diga Castiel! Queria que eu falasse então esse é meu vizinho, nós estávamos se pegando um dia após a chegada dele, mas então brigamos no domingo só que nos entendemos agora pouco em um dos corredores como você viu, sabe a gente se pega- ela disse ainda brava- A é isso queria que eu dissesse que nós estávamos nos pegando?

Ela respirou fundo, seus olhos azuis brilhavam com essa raiva toda dela.

–Eu não queria que dissesse isso- disse finalmente em tom baixo- Eu só queria ser muito mais que apenas um vizinho pra você- Gritei comigo mesmo por ter dito algo tão idiota, desviei o olhar, o outro lado da rua nunca me pareceu tão interessante.

Ficamos em silencio, a ouvi suspirar e então se aproximar de mim, suas mãos seguraram o meu rosto gentilmente e me virou para fita-la.

–Você fica muito fofo com esse bico- ela disse sorrindo.

–Eu não faço bico e muito menos fico fofo- reclamei.

–A fica sim- ela deu uma risada breve- Eu não sabia o que dizer, eu nunca fiquei com alguém e também não sabia se você gostaria de ser taxado como alguém que tem algo comigo.

Fiquei a admirando, aqueles olhos eram tão azuis, me senti mais idiota ainda por ficar agindo como um adolescente com hormônios a flor da pele, tudo bem eu tenho dezessete, mas não agia mais assim, pelo menos não antes dela.

–Desculpa- murmurei.

Ela sorriu e ficou na ponta dos pés dando um beijo na ponta do meu nariz, eu olhei pra ela espantado, ninguém nunca tinham me dando um beijo na ponta do nariz, as garotas geralmente preferiam beijar minha boca, seu sorriso abriu ainda mais provavelmente entendendo a minha confusão, deu mais outro beijo ali e se afastou.

Eu fiquei ali tentando arranjar um motivo, razão ou significado daquele gesto, não fazia sentido nenhum! Ou será que não era pra fazer?

–Ei vizinho- Melissa me chamou e eu a olhei- Vai ficar ai parado pensando na vida ou me ajudar com esses livros pesados?- ela indicou os livros que estavam em seus braços.

–E o que eu ganho com isso?- brinquei.

–Que tal um murro?- Perguntou sínica e eu me assustei um pouco com a brutalidade da resposta.

–Além de baixinha é marrenta?- continuei- Vamos lá me faça uma boa proposta e eu te ajudo- disse me apoiando sobre os livros aumentando o peso.

–Te dou um prato de comida serve?- Ela disse e meu estomago gritou um “SIM!”.

–Serve- respondi- me dá isso aqui.

Ela jogou os livros nos meus braços e eu entrei na casa dela, ela entrou, fechou o portão e passou na minha frente, descendo as escadas pulando os degraus, não me surpreenda que ela tenha caído no outro dia, chegamos à frente da porta e ela destrancou e nós entramos.

–Onde eu coloco isso?- perguntei e ela se virou pra mim se apoiando bruscamente encima dos livros se fingindo de pensativa.

–Ora, ora, vamos ver... — ela fez mais peso e eu quase deixei cair- não sei... Onde você pode por?- ela continuou fazendo peso.

Eu fiz como se fosse deixar os livros caírem e ela se afastou rápido.

–Sua anã folgada- resmunguei- Onde eu deixo isso?

–Será que é pedir demais pra você colocar lá no meu quarto enquanto eu esquento a comida ou será que você não quer comer?

–A com certeza eu quero!- Disse já seguindo para o corredor.

A ouvir rir enquanto ia pra cozinha, segui o corredor e desci as escadas, caminhei pelo outro corredor longo até chegar a ultima porta, a porta do lado direto estava aberta, olhei para dentro e vi um quarto totalmente negro, muito bagunçado, uma cama desnecessariamente grande, com três televisões na parede conectadas a um Xbox, computador e notebook na mesa logo do lado, pilhas de jogos, revistas de games, uma parede tinha o guarda roupa embutido e na outra cinco prateleiras seguindo da parede até a porta do banheiro, as quatro primeiras estava repletas de bonecos, mais pareciam aqueles de coleção, todos em perfeito estado, e na ultima livros ou eram revistinhas em quadrinhos? Todas enfileiradas.

Soltei uma risada, aquele deveria ser o quarto da miniatura macho da Melissa, sai dali e fui para a porta ao lado, entrei no quarto da Melissa, estava do mesmo jeito que o outro dia, tirando a bagunça na cama e algumas roupas jogadas no chão do quarto, deixei os livros encima da mesinha, mas antes de eu fazer qualquer outra coisa ouvi passos apressados e a Pequena entrou no quarto com um grande envelope nas mãos.

–Acabou de chegar do correio, o Alexy que mandou- ela foi até a cama e afastou o cobertor se sentando.

–E o que é?- Perguntei sentando ao seu lado.

–Não sei- deu com os ombros.

–Então abra- respondi.

–Esta bem, está bem- ela rasgou a lateral do envelope e caiu um saquinho com fotos e um bilhete.

“Deixe o orgulho e o medo de lado e seja feliz! Com amor Alexy”.

Sorri com aquilo enquanto ela somente suspirou, pegando o saquinho de foto e despejando três fotos no seu colo, a eu conhecia aquelas fotos, sim, passei a semana inteira olhando para elas antes de dormir.

–Você já viu essas fotos?- ela perguntou sem me olhar, encarando as fotos.

–Já, seus amigos já haviam me mostrado e o Lysandre me mandou elas também- respondi.

–Alexy me mandou uma no sábado, outra no domingo e a ultima na segunda- ela disse segurando as fotos.

Então ela olhou para parede de fotos e levantou, foi até a parede e depois de um tempo se decidindo tirou três fotos de lá, colocou na mesa e começou a fazer alguma coisa com as nossas fotos, depois ela foi até a parede e começou a colocar nossas fotos.

Levantei-me e fui ver quais fotos ela havia tirado da parede, uma era dela com o Viktor, ela estava encima de um skate com a mão na testa e mais para trás o garoto que usava patins estava caído no chão, à outra ela estava sentada em um banco com um garoto de cada lado e um atrás, os três usavam roupas de basquete, o da direita segurava uma bola de basquete ele era moreno, olhos castanhos claros, o da esquerda tinha os braços sobre os ombros da minha pequena, era loiro tipo surfista, cabelos até o ombro e olhos verdes, um sorriso malicioso estava em seus lábios, o garoto de trás tinha cabelos castanho e olhos verdes, fazia chifrinho na garota com uma mão e na outra tinha um pacote de biscoito de chocolate, e a minha garota parecia que fazia ao máximo não chamar a atenção mas não adiantava, estava usando uma calça jeans gasta, blusão negro, cabelos presos, óculos e uns livros no colo e sorria divertida, mas com aquele sorriso ela poderia até estar com trapos que ficaria linda.

A ultima foto era de uns três anos atrás mais o menos, ela estava sentada na frente de uma TV concentrada no jogo, um pouco mais distante sentado no puff estava uma versão do Viktor um pouco menor, com um livros no colo e usava óculos, mas sua atenção não estava na leitura e sim no rosto da minha pequena, e por fim do outro lado da garota tinha um típico nerd, cabelos castanhos de tigela, óculos tampa de garrafa, camisa xadrez abotoada até o fim, tinha um sorriso estupido nos lábios e os braços erguidos em uma das mãos havia um pacote de biscoito de chocolate.

Virei-me e olhei para a Melissa, que estava de frente para a parede com as mãos na cintura como se observasse uma obra de arte bem feita, fui até ela e a abracei por trás admirando junto a ela as nossas fotos, eu realmente estava feliz, estar ali é como se eu tivesse aos poucos entrando na vida dela.

Dei um beijo em seu pescoço, mas só isso mesmo, eu ia mostrar pra ela que ela não era como as outras, que ela era especial pra mim.

–Ei meu rango tá pronto?- perguntei.

–Esta sim!- respondeu rindo- Mas vem cá, não te alimentam em casa não?

Ela se soltou de mim e estendeu a mão e eu peguei sentindo um calor no peito com aquele pequeno gesto.

–Na verdade estão tentando me envenenar- brinquei- Quem cozinha lá em casa é o Miguel, mas hoje ele saiu então minha mãe resolveu queimar as panelas.

–Como você é mal, não deve ser tão ruim assim- ela disse.

–Ai que você se engana, ela é péssima, quando eu sai de casa ela já estava na segunda panela queimada, então eu fui comer um hot-dog ali no parque e te vi passando.

–Ah, aqui em casa quem não tem o dom é a Megan, o Nico sabe se virar, meu pai da raiva de como ele sabe fazer tudo e minha mãe, bem é mãe- disse mas de repente parou- Não que eu esteja dizendo que sua mãe não seja mãe porque não sabe cozinha, não é isso, é que pensando bem a Megan nem sendo mãe saberia cozinhar, então, espera, eu to me enrolando toda.

Ela parou de falar e olhou pra mim, observando minha reação, que foi dar risada da sua atrapalhada tentativa de se desculpa.

–Tudo bem, entendi e não me ofendi- respondi e ela suspirou aliviada.

Entramos na cozinha e ela fez um gesto para eu me sentar, então ela começou a me servir, montou um prato bem farto e colocou um copo de coca na mesa.

–Está bom deste tanto?- perguntou colocando o prato na minha frente.

–Está ótimo- respondi- estou até com água na boca só de ver.

Ela sorriu e sentou na minha frente.

–Sabia que a digestão começa quando você vê e sente o cheiro do alimento? A expressão “estou com água na boca” é a prova disso, seu cérebro manda as glândulas salivares produzirem mais saliva que tem enzimas digestivas que quebram as moléculas de amido, pensando que você vai se alimentar...

–Ok já entendi- a interrompi- A área biológica nunca foi minha preferida.

–Já eu gosto muito- seus olhos brilharam- Gosto de saber como é meu corpo e como funciona, é interessando saber onde fica cada osso, articulação, músculo, órgãos, ah eu até me empolgo quando começo a falar.

–Eu já sou o contrario, gosto de exatas- respondi ainda a olhando- Alias, está uma delicia vizinha.

Eu disse e ela corou.

–A comida está uma delicia- repeti e ela riu sem graça- Mas você também está.

–Baka!- ela respondeu.

Terminei de comer e levei as coisas para a pia, ela abriu a geladeira e se abaixou pegando algo dentro e eu controlei todo o meu corpo, como ela se atreve empinar essa bunda comigo aqui?!

Não atrevi me mover, segurei minhas mãos na pia e a apertava com força, droga eu tinha um plano perfeito na minha mente e essa garota fica me provocando!

Então ela ficou ereta novamente e fechou a porta da geladeira, segurando um copo com um liquido vermelho dentro.

–Que foi?- ela perguntou e me olhando, eu não devia estar com uma cara muito boa.

–Nada- disse suspirando.

Nós fomos para sala, ela sentou no sofá e eu sentei do seu lado, ela terminou o suco que pelo cheiro me lembrava morango e colocou o copo na mesa de centro ali.

Melissa ligou a TV e em seguida deu um gritinho e eu bufei.

–A não, passei a semana assistindo isso em casa, passou todos repetidamente- reclamei.

–Eu sei! Eu também assisti e esse é o meu preferido!- exclamou animada.

–Fala sério quem aguenta assistir Harry Potter todos os dias- disse olhando.

–Eu! E aposto que muita gente agora fica quieto, que o Sírius vai aparecer- ela disse.

Estava no começo do filme, Harry tinha saído de casa depois de transformar a tia em um balão, estava sentado em uma calçada e ai apareceu um cão negro, a garota do meu lado mal se aguentava.

–Vem cá- abri os braços e ela se encaixou em mim.

Ela falou o filme todo, ela sabia todas as falas, sem falar que quase teve um treco quando o Harry descobriu que o Sírius era o padrinho dele, ficava consolado o garoto pelo outro lado da TV dizendo que o Sírius amava ele e os pais dele mais do que ninguém e blá, blá, blá.

E eu só ria das reações exageradas dela, se eu não a segurasse com força pela cintura ela estaria grudada na tela da TV.

–Essa é a cena mais linda- disse sem piscar- Ah Sírius você é fofo demais.

–Você sabe que ele não esta te escutando né?- a provoquei.

–Não enche Castiel- resmungou- Ah Harry aceita logo!

O Harry e o Padrinho estavam olhando para o castelo de Hogwarts enquanto o Sírius o chamava para morar com ele, mais depois disso se eu não tivesse assistido a esse filme ante se não ia entender nada Melissa gritava “Ah Aluado não!” “Cuidado Almofadinhas!” ”Severus sai dai!” “Rabicho Maldito, vou arrancar todos os seus dedos traidor!” “Oh não, os dementadores, saiam de perto do meu Sírius!”.

–Você vai me deixar assistir ou vai ficar gritando?- resmunguei.

–Mas o meu lindo Sirius esta morrendo!- reclamou indignada.

–Primeiro ele não é seu e segundo ele não é lindo, esta mais parecendo uma ameixa seca com cabelo.

–Não ouse falar assim do Snuffles na minha frente!- ela se afastou de mim, via fogo dentro dos seus olhos.

–Snuffles?- perguntei confuso.

–É um codinome do Sirius- ela respondeu- Só pra quem leu os livros querido.

–Hm- respondi- Chega de falar desse cara e vem cá- ela fez uma careta mais voltou para os meus braços se encaixando confortavelmente, dei um beijo no topo da sua cabeça.

Poucos minutos depois a porta da frente se abriu, e entrou a Megan e o Loiro engomadinho.

–Castiel!- A mais nova disse surpresa a me ver ali.

–Eu- respondi rindo de lado.

Melissa tentou se afastar um pouco mas a prendi ali do meu lado, o Loiro olhava curioso para nós e a irmã mais nova parecia radiante ao nos ver ali abraçados.

–Ah Castiel se não fosse pela Melissa eu te daria um beijo- Disse eu me surpreendi mas ri depois, já o Loiro não parecia ter gostado muito do que ela disse- Só você pra convencer essa cabeça dura.

–Só um cabeça dura pode convencer outro- respondi.

–Realmente, nossa estou cansada- ela disse e se sentou no outro sofá- Não acredito, Harry Potter de novo Mels?

–E o Prisioneiro de Azkaban! É o meu preferido- respondeu cruzando os braços.

–Senta aqui Nath- Megan chamou o garoto que ainda estava na porta.

–É... Ok- ele suspirou e foi se sentar dando um oi para a pequena e um aceno de cabeça para mim.

O final do filme foi realmente difícil conseguir manter Melissa nos meus braços, quando o Harry conjurou o Patrono no outro lado do lago ela deu um salto e escapou de mim, mas a puxei pelo braço de no e ela caiu no meu colo, ali foi bem mais fácil mantê-la, primeiro porque ela tinha plena consciência do meu corpo colado no dela e segundo por que ela parecia estar bem mais confortável ali.

–Nunca vi alguém consegui controlar a Melissa quando ela vê o Sírius, nem o Viktor conseguiu essa proeza- Megan disse e eu nem preciso dizer que me senti ao ouvir isso, agora Melissa ficou quase roxa de vergonha, dei um beijo em seu rosto.

O filme acabou e logo começou a continuação, Harry Potter e o Cálice de fogo.

–Me recuso assisti isso, onde está o controle?- Megan perguntou, Melissa levantou o controle e riu.

–Se você não quer assistir é só se retirar- rebateu pra irmã.

–Fala sério Mels, ok, vamos ser racionais e fazer uma votação! Quem quer trocar de canal levanta a mão- Megan levantou imediatamente, Nathaniel entrou na brincadeira e levantou a mão e em seguida eu fiz o mesmo, mas ela sentada no meu colo de costas para mim e não viu- Pronto ganhamos três contra um.

–Três?- Melissa se virou a tempo de me ver com a mão levantada- Seu... Seu... TRAIDOR!

Ela pulou encima de mim, colocando cada perna do lado do meu corpo, eu ria e protegia o rosto enquanto ela me tentava acertar com aquelas pequenas mãos, a irmã veio por trás e pegou o controle que a mais velha havia deixado cair e sair de fininho.

Melissa não parou, mas só que a coisa não estava ficando muito boa para mim, ela estava sentada encima de mim, praticamente pulando em meu colo, eu tentava ao máximo manter meus pensamentos puros mas não adiantou, então num impulso segurei os braços da garota e a prendi no meu colo, então ela percebeu o que estava acontecendo e começou a ficar corada, isso não estava ajudando nada na minha sanidade.

Antes que ela tentasse sair dali sussurrei no seu ouvido:

–Se você sair eles vão ver — apontei para o casalzinho no outro sofá- Levante devagar vire e volte a se sentar.

Ela fez o que eu pedi, só que rápido e forte, mordi meus lábios quando ela sentou com força no meu colo, essa garota é doida! Eu estou aqui me controlando, fazendo de tudo pra não mandar a sanidade pra puta que pariu e ela faz essas coisas.

O casal no outro sofá não prestava atenção em nós, não diretamente, trocavam de canal e conversavam sobre o filme que estava passando, quando Melissa viu o controle na mão da irmã fez um gesto pra levantar, mas eu a segurei no meu colo, ela me olhou e eu neguei com a cabeça.

–Melhor você ficar aqui ou terá que arcar com as consequências- disse no seu ouvido, a vi se arrepiar e assentir.

Ela encostou as costas no meu peito, depois se sentou ereta de novo, depois ficou de lado no meu colo, só sobre as minhas pernas, depois tentou ficar de outro jeito.

–Você não está ajudado- reclamei e a sentei de lado como um bebê no colo, colocando sua cabeça na altura do meu pescoço, ela descansou uma mão no meu peito e assim ficou.

Sentia sua respiração leve no meu pescoço, eu não estava prestando atenção no filme que passava na TV e muito menos ela, eu passava as mãos no seu rabo de cavalo, seus cabelos escorriam pelos meus dedos, a minha suposta ereção já tinha ido embora, mas meu coração batia descompassado debaixo da pequena mão dela que jazia no meu peito, eu sei que ela podia sentir mas eu não podia controlar isso.

–Você está bem? Seu coração está batendo muito rápido, isso pode ser algo perigoso- ela disse levantando a cabeça para me olhar, seus olhos azuis preocupados fez meu coração dar um salto.

–Não se preocupe, ele está batendo assim por você estar aqui tão perto de mim- expliquei e deu um selinho rápido.

Ela deu um sorriso tímido, e abraçou meu corpo com força, deu um beijo castro no meu pescoço e ficou ali.

Uma coisa eu sabia, ali era o lugar dela, ela se encaixava de uma maneira no meu corpo como nunca nenhuma outra o fez.

Estou me sentindo tão estupido, meus pensamentos e palavras, eu pareço um mané apaixonado! Droga! Droga! Droga! Isso não pode ser possível.

–Ela dormiu- Megan anunciou do outro lado da sala.

Sua respiração batia mais pesada no meu pescoço agora, seus braços afrouxaram do abraço apertado que ela dava.

–Vou coloca-la na cama e ir pra casa- respondi e a mais nova assentiu.

Levantei devagar e a garota se mexeu no meu colo, passando os braços pelo meu pescoço, olhei para ela, mas ela ainda dormia como um anjo segui para o seu quarto, abri a porta e coloquei-a na cama com cuidado, ela se mexeu desconfortável provavelmente estava gelada a cama, ela tateou a cama e abriu os olhos devagar, tão azuis.

–Não vai- ela encontrou minha mão e segurou- Se você for e não voltar?

–Eu vou voltar- respondi passando a mão pelo seu rosto- Amanhã a gente vai se ver.

–Não vamos não- ela disse- vou viajar pra casa da vovó amanhã.

Sorri entendendo, deitei um pouco em sua cama olhando em seus olhos.

–Confie em mim, nós vamos nos ver, talvez hoje uhn?- disse e dei capturei seus lábios em um beijo calmo e gostoso- Agora dorme.

Ela não custou a dormir, mas até ela fazer, ficou segurando minha mão, então caiu no sono.

Fiquei a observando um pouco mais logo levantei, olhei sua parede de fotos e achei uma dela sozinho, parecia estar no campo, era tudo verde, havia uma árvore grande fazendo uma enorme sombra, e lá estava ela sentada, com um vestido branco com algumas rendas bem leve, cabelos soltos ao vento, na cabeça um daqueles chapéus branco também, pés descalços e segurava um livro mais não lia, olhava para o horizonte, que estava tentando competir com os azuis dos seus olhos, tirei aquela foto da parede, era justo, fui à cômoda dela e escrevi um bilhete, dando um ultimo beijo em seus lábios.

Fui embora com a cabeça cheia de notas esperando a serem transcritas e o meu corpo explodindo de alegria.

Notas finais
Então... E ai? Curtiram? Eu estava com algumas idéias na cabeça de tipo fazer um instagram para a fic porque vira e mexe eu vejo imagens perfeitas para a Fic, tipo de personagens como a Megan, Miguel e os pais da Mel e do Castiel que vocês não sabem como que são... então se gostarem da idéia me avisem porque eu faço um! Comentem amores, XOXO da bruta!