Theres No Going Back.
11 Capítulo 11 - Casamento
Notas iniciais
Não ficou tão bom quanto eu queria. Mas...
POV Alisson
Enfim, o grande dia esperado por mim havia chegado.
O meu casamento com o Tyler.
Eu estava no nosso apartamento, que seria fechado assim que saíssemos para a lua-de-mel no dia seguinte.
A mãe do Tyler estava me ajudando com a maquiagem e vestido entre as outras coisas necessárias para o casamento.
Ele já estava na casa do pai dele, onde seria a cerimônia. Iríamos casar somente no civil, mas faríamos tudo como se fosse à igreja. Ele quisera assim, pois sabia que eu no fundo queria, mas não iria pedir.
Por volta das 15 horas, eu sairia do nosso apartamento, era sábado e eu havia dormido até as 10 horas. O Tyler saíra antes mesmo de eu acordar, havia deixado um bilhete:
‘Resolvi ir mais cedo. Preciso organizar muitas coisas e eu estou bastante nervoso com hoje. Não sei o motivo, mas acho que todos se sentem assim.
Mais tarde eu te ligo, para conversarmos um pouco.
Amo você.
Tyler. ’
A mãe dele havia chego ao meio-dia com o meu almoço, ela também estava emocionada e nervosa com o momento. Enquanto eu comia, ela havia comentado:
- Lembro muito bem de o Tyler dizer que nunca se casaria. Ele tinha 18 anos na época, e havia se decepcionado com uma garota.
- Sinceramente? Eu também não me imaginava me casando. Ainda mais com 17 anos. E 9 meses depois de conhecer ele. Foi tudo muito rápido, mas tenho certeza que estamos seguros de nossas decisões.
Depois disso, ela comentou sobre o seu casamento com o Charles Hawkins e todas as dificuldades que enfrentaram juntos. Até mesmo da morte do Michael. Não resisti e perguntei:
- O que exatamente aconteceu com o Michael? Eu evito comentar com o Tyler, pois sei que ele ainda sofre.
- Eles eram mesmo inseparáveis. O Tyler fazia tudo o que o irmão fazia, o Michael estava sofrendo por causa de uma garota e o pai por tentar ajudá-lo pediu para que trabalhasse na empresa. O Michael aceitou, só que se começou a focar no trabalho demais.
- Eu acho que o Tyler no momento não está fazendo o mesmo, sabe. Ele leva a sério o trabalho, mas não o colocou como prioridade na vida dele. Está fazendo as escolhas certas, mas com os pés no chão. – Comentei.
- Exatamente. A situação é diferente. O Charles comentou comigo, o Tyler está trabalhando com prazer, e não como uma saída dos problemas, como o Michael. Por fim, o Michael se suicidou com alguns venenos, no próprio apartamento que morava com o Tyler. – Contou.
- Seria o mesmo apartamento que o Tyler morava com o Aidan? – Perguntei.
- Sim. Tentei fazê-lo sair de lá, mas não consegui. O Aidan se propôs a nos ajudar e foi morar com o Tyler. Ele não sabe que o Aidan recebia de certa forma, ajuda financeira do Charles. E nem pode saber. Mas, sempre eu e o Charles estivemos por trás. Não conseguimos ver o nosso filho sofrendo sem fazer nada.
- Não julgo você. Eu faria o mesmo. – Comentei.
Continuamos a conversar sobre o Tyler, enquanto ela arrumava o meu cabelo. Muitas coisas que eu sabia sobre o Tyler eram porque ele contava, mas eu sabia que tinham fatos que ele escondia, não estava errado. Havia historias minhas, que eu fazia o máximo para esconder e esquecer.
Depois que ela terminou o meu cabelo, ela fez a maquiagem. Teríamos que tomar o máximo de cuidado na hora que colocasse o vestido. O vestido seria simples, nada muito chamativo, até mesmo, para sermos apenas casuais.
Por fim, deu 15 horas. Quem buscaria a mim e a mãe do Tyler seria o motorista do Charles que se atrasou alguns minutos.
- Nervosa querida? – A mãe do Tyler me perguntou.
- Muito. – Confessei.
O motorista deu uma olhada pelo retrovisor e sorriu. Retribui o sorriso e ele passou a dirigir mais rapidamente.
Eu não sabia onde passaríamos a lua-de-mel. E ao mesmo tempo não fazia a mínima idéia para onde algumas coisas nossas estavam indo. Havia imposto ao Tyler que se ele não contasse para onde nossas coisas estavam indo, ficaria sem sexo por 1 mês. Logicamente, isso foi por água abaixo na primeira oportunidade. Na noite do dia 1º após chegarmos da casa do seu pai, não consegui resistir e acabei voltando atrás da minha decisão.
Entramos pelo enorme portão. As coisas estavam todas em seus devidos lugares no enorme jardim.
O Tyler estava esperando-me ao lado dos juízes e do seu pai, com os padrinhos. O seu pai veio até a mim, com quem ele entraria primeiro com a sua mãe. E depois, faria o mesmo comigo.
O frio na minha barriga estava aumentando a casa segundo. O Tyler estava excepcionalmente lindo no smoking. Havia penteado o cabelo, algo que ele relativamente odeia. Além de ter feito a barba.
Eu praticamente segurava o braço do pai dele com bastante força. Era evidente que não tinha muitas pessoas, cerca de 20. Mas, mesmo assim era uma tensão.
Quando enfim cheguei até ele, ele pegou a minha mão e a beijou, antes de dar um beijo na minha testa.
O juiz então fez a cerimônia normalmente.
Até que por fim, chegaram às palavras mais importantes:
- Tyler Mark Hawkins, você aceita Alisson Alicia Jones como a sua esposa?
- Sim, aceito. – Tyler disse convicto. – Colocando a aliança que Caroline havia trago.
- Alisson Alicia Jones, você aceita Tyler Mark Hawkins como o seu esposo?
Apesar de estar morrendo por dentro, consegui dizer normalmente:
- Sim, aceito. – E coloquei a aliança em seu dedo.
- Podem se beijar. – O juiz disse timidamente.
E então ele me puxou. Ficamos um considerável tempo nos beijando, até ouvirmos os convidados baterem palmas.
Assinamos os documentos necessários, sendo seguidos dos padrinhos e testemunhas.
Por fim, as pessoas vieram nos cumprimentas e fomos seguindo para dentro da enorme casa, indo em direção no enorme espaço coberto para a realização da festa.
- Morreu de ansiedade? – Ele perguntou, enquanto caminhávamos lentamente.
- Chegou muito perto. E você? E cadê a pessoa que me ligaria? – Perguntei, fingindo estar nervosa no final da frase.
- Não me deixaram ligar. Para ser mais exato, meu pai não deixou.
Entramos no ‘salão de festas’ e ele pegou duas taças de champanhe.
- Não se preocupe, só compramos vinho e champanhe. Heineken é para ocasiões menos importantes. – Tyler disse me entregando uma taça.
- Não teremos dor de cabeça então. – Murmurei e rimos.
A Ashley e a Katharine haviam ido ao casamento, afinal, eram umas das poucas pessoas que eu confiava, e por incrível que pareça, a Katharine estava namorando com o Thomas.
Ela havia pedido para que eu deixasse que ele fosse, e eu aceitei, para agradá-la, mas pelo que parecia, ele havia ido viajar.
Talvez fosse uma mentira, mas eu estava feliz pela a sua ausência.
Por fim, começaram a dança dos casais. Enquanto eu dançava com o Tyler, ou melhor, tentávamos, nós nos beijávamos.
A festa rolaria até por volta das 21 horas. Teríamos que ir para o aeroporto às 22 horas.
- Não vai me dizer para onde vamos viajar? – Perguntei, depois de comermos o bolo.
- De forma alguma. É surpresa. Falta pouco. – Respondeu.
- Posso tentar mantê-lo longe de mim. – Provoquei.
- Tente. – Sussurrou e me puxou para outro beijo.
Ficamos conversando com alguns convidados até por volta das 20:30. Fui trocar o meu vestido por um mais simples, para podermos viajar. Ele fez o mesmo. Trocando o smoking por uma roupa menos chamativa. Acabou por usar calça social e uma camisa vermelha.
Eu estava com um vestido preto, bastante discreto.
- Vamos? – Perguntou, enquanto caminhávamos em direção a BMW que nos esperava com as nossas malas.
- Sim. – Murmurei.
Ele se despediu de seus pais, e eu de minhas amigas, além dos nossos padrinhos. Enquanto andávamos em direção ao carro, grãos de arroz nos atingiram. Rimos, e por fim, ele abriu a porta do carro para mim. Entrei, e ele também fez o mesmo. Acenamos para os nossos amigos e seus familiares antes dele dar a partida rumo ao aeroporto.
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POV Tyler
O longo vôo até a Inglaterra passou-se demoradamente. Assim que pisamos no avião, a Alisson dormiu. Eu assistia a um filme que passava na TV.
Quando finalmente estávamos pousando no país, a acordei:
- Vamos, amor, acorde. Já chegamos.
- Hmm. – Murmurou.
- Vou deixar você ai. – Brinquei.
Ela então abriu os olhos, e por fim, apertamos os nossos cintos.
Descemos e depois de toda a burocracia, resolvi dizer onde estávamos:
- Lembra que disse que tinha o sonho de conhecer Londres? Aqui estamos.
Ela me olhou assustada e disse:
- Você está brincando não é?
- De jeito algum. É sério. Vamos pegar o nosso carro. – Falei e começamos a caminhar até onde ficava a empresa de alugueis de carro.
Enquanto eu resolvia as questões burocráticas com a empresa, ela conversava com alguém no celular.
- Vamos? – Perguntei, enquanto ela desligava o aparelho.
- Sim.
Saímos e pegamos um Chevrolet.
Meu pai já havia deixado tudo certo para nós. Inclusive o hotel. Eu dei graças a Deus pelo carro ter GPS. Digitei o endereço no aparelho, e logo já nos dirigíamos ao local.
As ruas de Londres estavam com neve, por causa do inverno. Era uma das épocas mais lindas da cidade.
- Ficou contente com a noticia? – Perguntei.
- Não tem palavras para descrever o quão estou feliz agora. – Respondeu.
Sorri, e peguei brevemente em sua mão.
Chegamos ao hotel e depois de pegarmos a nossa chave-cartão na recepção fomos para a nossa suíte.
Depois de colocarmos nossas coisas no armário, fomos para o banheiro tomar banho na enorme banheira. Deitei primeiro e a puxei para o meu colo.
- Está muito frio lá fora. – Comentou depois de um tempo.
- Sim, comprei alguns casacos para nós. Foi a primeira coisa em que pensei. – Comentei.
- Hmm. – Murmurou.
Ficamos o restante do tempo em que pudemos abraçados, nos beijando na banheira. Saímos por causa da água, que já esfriava. Pedi para enviarem o nosso jantar, e ficamos esperando, apenas de roupão.
Enquanto esperávamos, liguei o meu notebook e enviei um e-mail ao Aidan e ao meu pai, dizendo que a viagem tinha sido normal.
Houve-se a batida na porta e fui atender. Era o nosso jantar, dei a gorjeta ao garçom que havia trago, e em seguida começamos a comer.
A comida era completamente deliciosa. Nunca havia provado algo tão bom, em toda a minha vida.
- Essa comida é muito boa. – Comentei, enquanto me servia mais.
- É verdade. O tempero é ótimo. – Alisson concordou.
- Amanhã vamos ao Big Ben. E depois passaremos a andar por ai. – Falei enquanto degustava o vinho italiano.
- Tudo bem guia de turismo.
Começamos a conversar sobre o casamento e a viagem. Não havia mais o que fazermos. Estávamos totalmente exaustos por causa da viagem. Escovamos os dentes e fomos para a enorme cama.
Beijamos-nos por um longo tempo até eu começar a ficar excitado. As batalhas de mãos e línguas se iniciaram. E o detalhe maior me despertou, antes de qualquer coisa:
- Amor, eu esqueci os preservativos.
- Não tem problema. – Murmurou. – Estou tomando pílula.
- Como e quando foi ao medico? – Perguntei assustado. Ela não havia comentado essa parte comigo.
- Há alguns meses atrás, por causa das cólicas. Fui com a sua mãe. Enfim. – Falou.
Então não esperei que ela dissesse mais alguma coisa e nos uni.
O clímax dessa vez demorou bastante. Nenhuma das partes queria que o momento acabasse. Por fim, me dei por derrotado:
- Não agüento mais.
- Eu também não. – Mais gemeu do que falou.
Passamos a tentar controlar as nossas respirações em seguida.
- Estou ficando velho. – Comentei e rimos.
- Não, nem sei quanto tempo durou. Nunca fizemos assim.
- É mesmo. Afinal, estamos em nossa lua-de-mel não é verdade? – Perguntei.
- Isso mesmo, marido.
- Hmm. – Murmurei e por fim, dormimos.
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Nossos dias em Londres foram excepcionais. Passamos quase 20 dias apreciando o local. Teríamos que voltar para Nova York por causa da universidade. Eu teria que me matricular, e preparar para as aulas. Se tudo desse certo, estaria formado no final do ano. Meu pai havia comentado que possivelmente passaria a direção da empresa depois que o meu diploma estivesse em minhas mãos. As noticias não poderiam ser melhores.
Quando finalmente chegamos à Nova York e eu dirigia rumo a nossa casa, a Alisson questionou:
- Estamos indo para onde?
- Para a nossa casa. – Respondi naturalmente.
- Está brincando? – Perguntou emocionada.
- De jeito algum. Está pronta há 1 mês basicamente. Era uma surpresa. – Comentei.
- Nossa! – Alisson murmurou e beijou o meu rosto.
Sorri com o fato. Enquanto entravamos nas proximidades.
A casa não era tão grande quanto à do meu pai, mas era bastante receptiva. Havia 5 quartos e 3 banheiros, além da nossa suíte. Fora as duas salas, biblioteca e cozinha.
A área de lazer era grande, mas nem se comparava ao jardim.
- Tyler, quantos milhões gastou aqui? – Perguntou incrédula.
- Ah, foram somente 400 mil. – Respondi como se fosse 400 dólares.
- Ainda está pagando não é? – Continuou.
Na verdade, 100 mil eu havia recebido de comissão durante o decorrer do ano. Meu pai havia me dado 100 mil, e os outros 200 mil eu pagaria no decorrer do tempo. Agora, eu ganharia mais e logo já estaria tudo quitado.
- Isso não importa. Vamos conhecer a casa?
Assentiu e por fim entramos.
Havia ficado completamente perfeita. Da forma que eu queria. Depois de passarmos por todos os lugares, fui buscar nossas malas.
Notas finais
Amanhã posto o final.
Obrigada pelos comentários.
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