Notas iniciais
Genteee desculpa a demoraaa, final de bimestre é sempre pesado pra mim. Não coloquei tanta coisa pois estava sem muitas ideias então...

Precisava de um tempo para processar tudo, é claro que eu sabia que ele iria me dizer isso. Mas achei que a minha reação seria a mesma... Só que não foi. Ainda pensara que era cedo e que deveríamos esperar mais um pouco, ou deixar tudo como boas lembranças... Oh Deus, será que isso é tão difícil? Deveria ter me deixado ir sem essa noticia... Deixaria o tempo curar sua dor, e quando se curasse, se esqueceria de mim... No final, decidi não responder, não iria fazer outra besteira. Iria esperar e conversar com todos do grupo primeiro. Então aqui estávamos nós, na estrada a caminho de Paris. Ainda parece surreal pensar em algo do tipo. Eu estava vivendo, pela primeira vez em minha vida,

estava fazendo algo por mim mesma... Algo que só eu poderia decidir: Meu futuro. Fiquei tão preocupada com Patrick que nem parei para pensar o por quê eu estou aqui, mas isso iria acabar. Não sei se essa reação seria apenas o medo me cobrindo de algo novo, algo que nunca provei: Esse tal de amor. No momento não importa mais, sem músicas tristes, tempos nublados, choradeiras, e momentos nostálgicos que provavelmente irão me deixar com depressão por um mês.

–O que tem de bom em Paris? — Perguntei me virando para Luna que estava no passageiro do lado de Dan.

–Franceses? — Luna riu.

–Você vai gostar de lá...- Dan disse, sem tirar os olhos da estrada. — Quer dizer, não será tão bom quanto Londres... — Dan soltou um sorriso malicioso, olhando para o retrovisor. — Mas você irá gostar.

–Já me cansei de ficar nesse carro. — Encostei a cabeça no banco de um modo que me fizesse escorregar mas o sinto não deixara.

–Só se passaram cinquenta minutos. — Sam disse em um tom surpreso.

–O caminho vai ler longo Dylan. — Julie disse tirando o sinto e vindo até mim, ela pegou minha bolsa e dela tirara a câmera. Houvera tantos problemas com os Lobos que eu havia me esquecido que estava com a câmera.

–O que esperam fazer em Paris? — Perguntei fotografando a vista da janela. — Quer dizer além de beberem.

–Ofendeu. — Sam riu. — Mas se for para pensar...

–Não seja boba Dylan. — Julie deu um empurrão com os pés no banco da frente, onde Sam estaria sentada, insinuando que Sam cala-se a boca. — Paris tem os melhores restaurantes, precisamos ir em pelo menos dois.

–O Museu do Louvre. — Luna disse olhando para o banco traseiro. Fazendo com que Sam pegasse o livro que tinha sobre os pontos turísticos na Europa.

–"O Museu do Louvre, instalado no Palácio do Louvre, em Paris, é um dos maiores e mais famosos museus do mundo. Localiza-se no centro de Paris, entre o rio Sena e a Rue de Rival dos Champs-Élysées..."

–Que chato. — Interrompi Sam.

–"É onde se encontra a Mona lisa, a Vitória de Samotrácia, a Vênus de Milo." — Sam continuou ignorando o que eu havia dito.

–Mona lisa? — Dan perguntou olhando para Luna. — Sabe quantas horas ficaríamos na fila?.

–A gente pode deixar os pombinhos. — Disse me referindo a Sam e Julie. — Em algum lugar típico e romântico, depois corremos para algum lugar mais interessante. — Dizia sem olhar para elas, estava mais focada nas fotos que havia tirado.

–Dylan? — Sam disse querendo minha atenção.

–O que foi? — Por um momento tirei os olhos da câmera e olhei para as duas. — Paris é o lugar perfeito para vocês.

–Está dizendo que Paris é um lugar gay? — Dan perguntou rindo.

–Se você está dizendo... — Era o que eu estava querendo dizer, só não queria parecer grossa ou algo do tipo.

A viagem até agora estava um tanto cansativa. Dan dissera que faltava só uma hora para chegarmos finalmente em Paris. Não sabia se era a ansiedade mas o tempo passava tão devagar parecia que estávamos indo para um lugar muito mais longe. Não saberia responder se nós fossemos de trem iriamos ser mais rápidos... Talvez. Mas isso não importava muito, estávamos todos ansiosos para ir para Paris.

–Chegamos. — Dan disse aliviado. Era uma e vinte e cinco da tarde. O sol ainda estara a brilhar, o tempo estava mais fresco, não era tão nublado quanto Londres.

Ficamos em um Hostel que ficara perto do centro. Entramos e ele era bem diferente do Hostel de Londres, era mais simples, não havia tantos detalhes. O teto era reto e cinza, as paredes tinha um papel de parede branco encardido, corredores apertados e um estacionamento minúsculo. Como anteriormente Dan foi fazer o "check in":

–Vamos dar uma voltinha? — Perguntei largando minha mochila no chão.

–Para você conhecer mais um garoto? Nem pensar. — Luna disse rindo.

–Muito engraçado. — Forcei o sorriso. — Eu estou falando sério.

–Nós precisamos descansar Dylan. — Sam aparentava tão cansada que parecia que iria deitar no chão mesmo.

–Está brincando né? — Perguntei indignada. — Foram só uma hora de viagem.

–Eu também estou morto. — Dan estava com um olhar cansado,

–Vocês são realmente uns velhos... Olha... Estão caindo aos pedaços. — Disse irritada. — Vamos logo, porque as oito irão servir mingau para os velhinhos ali na esquina!

–Adoro Mingau! — Dan brincou. — Vamos Dylan, só um cochilo... — Todos já estavam indo em direção aos quartos. Ficava exatamente na ultima porta do corredor. O quarto dessa vez era maior, havia um grande espaço, pois tinha duas beliches a mais.

Todos decidiram se deitar, e descansar da viagem, mas eu não estava nada cansada, então sorrateiramente me levantei da beliche, peguei minha câmera e sai do hostel.

Fui fotografar alguns pontos que achava mais interessante e pensar no que Patrick havia dito. Sei que prometi a mim mesma que não iria pensar nisso, mas todos sabem que isso é impossível.

Precisava pensar no que dizer, deveria dizer que também o amo? Como ele está agora? Como ele está se sentindo? Eu não o respondi... Como será a agonia... A angustia... Ou talvez eu só esteja sendo dramática.... É... Estou sendo dramática.

Tudo era tão confuso, o meu tempo em Londres havia sido tão rápido, mas ao mesmo tempo tão duradouro. Aconteceu coisas que jamais havia vivenciado. Talvez aquilo me deixara mais forte, ou até mesmo mais fraca. Patrick me fizera pensar diferente, agir diferente. Me deixou como uma adolescente.

Ele perguntava coisas que nunca conseguia responder... Mas no final de tudo eu ainda era a confusão...

Notas finais
Próximo capitulo sairá o mais rápido possível