Notas iniciais
Finalmente minha inspiração voltou, então consegui escrever alguns capítulos, por isso estou postando mais cedo. Boa leitura = )

Ichinose Akihiko POV

Você deveria se despedir dela. Ouço a morena dizer a Foster, que vira a cara.

Suspiro, Fuyu estará melhor sem elas, penso cansado. O Smutter se despedia dela, porém a mesma continuava apática, espero que ainda haja como reverter este estado. A Fontana se aproxima e puxa Fuyuki para um abraço, ela não responde, me pergunto como ela reagia a isso antes, Fuyu sempre gostou de abraços, eu me lembro de que ela vivia se jogando contra mim, era realmente fofinho. A loira olha para ela com lágrimas nos olhos, suspiro irritado, por que não se apressa.

Se vai sentir falta dela, diga logo, você pode não ter outra chance. Kanda diz a Layla, porém sei que está dizendo isso a si mesmo, visto o quanto de arrependimento ele sente no momento.

Fu… yu. A Foster se atira sobre a morena, apertando-a em seus braços, grossas lágrimas rolam de seus olhos. — Fuyu-chan!

Sinto o ar pesado, todos se despendem dela, em luto, não quero me deixar afetar, porém é impossível ignorar tamanho pesar, eles acreditam que não há mais solução. Depois de a loira finalmente larga-la, olho em direção ao general, ao notar meu olhar, ele acena com a cabeça e se vira.

Vamos. Diz, saindo em frente, me pergunto se ele também acredita nisso, entretanto, seus sentimentos são mais difíceis de decifrar.

Viro-me para Fuyu e me surpreendo, sua expressão continua intacta, porém uma lágrima corre por seu rosto, aproximo-me e a seco, me pergunto se em algum lugar, ela tem consciência do que se passa, afinal, ela está os vendo partir.

Seguimos até a estação, a morena continua completamente apática, luto para expulsar de minha mente os acontecimentos do passado, me afundar em culpa não ajudará em nada agora. Sentamo-nos no banco para esperar pelo trem, faço com que Fuyuki tome um pouco de suco, seu estado só irá piorar se não passar a se alimentar direito, penso desanimado.

Sinto um arrepio percorrer minha coluna, olho ao redor, meu coração se acelera, conheço muito bem esta sensação, a temperatura parece cair gritantemente, sei que isso nada tem a ver com o tempo, uma presença maligna se aproxima, e sei que seu alvo é Fuyu.

Finalmente nos encontramos. Como se brotasse do chão, atrás da morena surge um homem. — Mestre.

Ele se ajoelha e sinto como se uma pedra de gelo atingisse meu estômago, isto é um Apocryphos. Ele volta a levantar os olhos, fitando Fuyuki, tento me manter calmo, contudo, sei exatamente o que ele pretende e que não posso fazer nada para detê-lo.

Está na hora de seu despertar. Ele se levanta, mas antes que possa se aproximar dela, me coloco entre os dois, isso é o mínimo que posso fazer por ela.

Ichinose, hum. Ele parece me analisar, sinto cada vez mais dificuldade em respirar. — Seja inteligente e saia da frente. Você sabe que este é o destino dela.

Isso não é verdade. Rebato, ao que ele balança a cabeça, parecendo desapontado.

É uma pena, eu realmente não gostaria de ser obrigado a lhe machucar, então lhe dou uma última chance, se afaste e deixe que eu a acorde. Cerro meus olhos, não pretendo entregar Fuyu, não importa o que.

Em um movimento rápido demais para que eu acompanhasse, ele para a minha frente, no instante seguinte acerto a pilastra da estação, sinto minha cabeça ficar extremamente tonta. Vejo através de meus olhos embaçados, ele se aproximando da morena e colocando a mão sobre sua testa, tento me mexer, mas me manter consciente já está sendo uma vitória.

Não ouse tocar nela! Uma flecha atinge o Apocrypho, fazendo-o se virar, acompanho seu olhar, reconheço a voz, mas meu cérebro está confuso demais para se lembrar de onde, e minha visão não ajuda em nada.

Você está bem? Alguém se ajoelha ao meu lado, e me vira, verificando meus sinais vitais.

Estou tonto. Sei que também conheço essa pessoa, porém ainda não consigo me lembrar.

Ouço um barulho alto e me viro, minha cabeça clareia ao focalizar novamente em Fuyu, ela está em segurança, a Fontana correra para seu lado, para tira-la do campo de batalha.

Primeiro o moyashi e a agora Fuyuki, quem é você e o que quer com eles? Exige Kanda, apontando a espada para o Apocrypho.

Kanda Yuu. Diz a criatura, de maneira inabalável. -Em nosso primeiro encontro, eu achei ter deixado bem claro que você deveria parar de perseguir Allen, mas você não só me desobedeceu, como envolveu minha mestra. Dessa vez não serei tão bonzinho, ao ponto de te dar uma nova chance.

O Apocrypho se aproximara tão rápido do general, que ele nem tivera chance de se mexer, ele agarra o pescoço do mesmo e o levanta, entretanto, antes que pudesse causar qualquer dano, ele é atingido por um enorme dragão preto, derrubando ambos no chão.

Soltando um suspiro incomodado, ele se levanta e encara o dragão, no momento seguinte, o mesmo volta a sua forma reduzida, e ao meu lado, o loiro prende o ar.

Eu terei que começar por vocês.

Como em um passe de mágica, o ser aparece detrás da Foster, ele coloca a mão sobre os olhos dela e a mesma desmaia, logo em seguida ele aparece atrás do Smutter e repete o processo, por último, ele se materializa próximo a morena e faz o mesmo com ela.

Agora sim. Fala ele, mirando o general, que havia acabado de se levantar.

Se movendo tão rápido, que é impossível para o olho humano acompanhar, ele atinge o moreno, arremessando-o contra um pilar, de alguma maneira, este consegue se esquivar, entretanto, no instante seguinte, o Apocrypho aparece em frente à Kanda.

É o seu fim.

DEIXE-O EM PAZ!

Meu choque não poderia ser maior, olho em direção a voz, mesmo sabendo muito bem a quem ela pertence, parada a alguns metros de distância, com uma expressão severa, nada típica, Fuyuki encara o ser.

É a mim que você quer, e não a ele. A morena sorri, porém, não é seu sempre cálido e reconfortante sorriso, este sorriso é muito mais gélido e superficial. — Neste caso, venha me pegar.

Dito isso, ela salta para longe e desata a correr, depois de uma última olhada para o general, o Apocrypho a segue.