The warmth of Winter
53 Adeus
Notas iniciais
Layla Foster POV
– O que está acontecendo? Pergunta Johnny se aproximando de onde eu, Daniel, Beatrice e Lenalee estamos.
– Nós sentimos a presença de akumas. Diz a Lee.
– Muitos deles. Completa a Fontana.
– Parece que já estão cientes da situação. Natsumi se aproxima, sua expressão composta, porém é visível que ela está preocupada com algo, olho a minha volta e sinto meu coração disparar.
– Onde está Fuyuki? Todos olham em volta, se dando conta do sumiço da morena.
– E o Kanda? Acresce Beatrice.
– E o Akihiko-san? Completa Daniel.
– Eu os levei a um lugar seguro. Como se invocado por seu nome, o moreno aparece na porta. — A esta altura ambos já devem estar longe.
Sinto um súbito alívio, Fuyu está longe do perigo e ainda por cima o general está com ela, sou obrigada a assumir, ela estará mais segura com ele do que com qualquer outra pessoa.
– Nós iremos reforçar as barreiras nesta região, por essa razão, vocês devem aguardar aqui mesmo. Fala Natsumi, olho para os outros e vejo que estão tão confusos quanto eu.
– Você está sugerindo que nos mantenhamos fora da batalha?! A Fontana praticamente afirma.
– As barreiras são muito seguras, vocês não precisam se preocupar, nem mesmo um Noah seria capaz de quebra-las. Explica a Ichinose.
– E o que pretendem fazer em relação aos akumas? Pergunta Lenalee com aparente perplexidade.
– Destruí-los, o que mais espera? Trocamos um olhar confuso.
– Como? Questiono, ao que a morena ri.
– Por favor, com quem você acha que está falando? Natsumi estreita os olhos e chão parece sumir de nossos pés, me desespero, mas no momento seguinte estamos de volta ao salão. — A família Ichinose não é a mais prestigiada de Londres por nada. Não há nada que meros akumas possam fazer contra nós.
– Ainda assim, deixe-nos ajudar. Fala o Smutter. — São muitos akumas.
– Nós não podemos garantir a vida de nenhum de vocês. Ela nos encara com muita seriedade. — Se saírem daqui, será por sua própria conta e risco.
Olhamos uns para os outros, não preciso perguntar, sei que eles pensam o mesmo que eu, como ela pode sugerir que sentemos e esperemos quando há akumas do lado de fora.
– Vamos ajudar. Diz Lenalee, ao que concordamos com a cabeça.
Se Fuyu está fugindo, ela precisa que os atrasemos o máximo possível, já que tenho certeza de que eles estão atrás dela.
– Muito bem, mas farão do nosso jeito. A morena começou a nos dividir, indicando a cada um o lugar que deveria tomar, pelo jeito, eles já tinham toda uma estratégia planejada.
Natsumi me disse para me posicionar na torre central da residência, aparentemente, lá era o lugar com a melhor visão, e também onde estão os outros que usam armas de longo alcance. Subi correndo as escadas, não havia tempo a perder, em meu caminho para cá, eu tive um breve vislumbre do estado da batalha, e nosso lado estava em desvantagem.
Assim que cheguei lá, um garoto de cabelos loiros e olhos marrom, me indicou onde me posicionar, haviam outras pessoas lá, e me surpreendi ao ver a capacidade de seus ataques. Uma garota fazia com que raios atingissem os akumas, os desintegrando em questão de segundos.
– Concentre-se nos de level baixo. Olhei-a sem entender, em nenhum momento ela desviou os olhos do campo de batalha. — Mate em um ataque só, isso diminui o número de inimigos e evita que eles revidem. Deixe que os do chão cuidem do resto.
Sua lógica era surpreendentemente boa, então decidi segui-la, de fato, destruíamos muitos em um pequeno espaço de tempo, e isto ajudava aqueles que estavam cara a cara com os akumas, fazendo com que pudessem se concentrar em seus próprios inimigos.
Um level três reparou em nós, sem tempo para pensar, comecei a alveja-lo, porém ele prosseguiu em nossa direção como se estivesse sendo atingido apenas pelo vento. Ele agarrou o garoto que eu encontrara quando cheguei e o atirou para fora da torre, senti meu sangue gelar, eu e os outros continuávamos a o atingir, porém era ineficaz. O akuma vendo que eu era uma compatível a inocência, mirou em mim uma bola de energia, antes contudo que ele tivesse a chance de atira-la, o mesmo foi atingido e jogado longe.
– Estão todos bem? Pergunta Lenalee, já se preparando para seguir o akuma, fora ela quem o atingira com uma espécie de tornado.
– Sim, obrigada! Grito a morena que já pulara atrás de seu novo inimigo.
Voltamos a nos concentrar nos de level baixo, perdi a conta de quanto tempo se passou e de quantos akumas eu destruí, mas após o que pareceu ao mesmo tempo uma eternidade e uma fração de segundos, a garota de antes tocou no meu ombro.
– Acabou. Ela me ofereceu um sorriso cansado, que retribui. — Finalmente nos livramos de todos eles.
Desci com ela e os outros, acho que nunca havia usado tanto a minha inocência, a única coisa que queria agora era descansar e comer, estou com tanta fome que acho que seria capaz de comer um boi inteiro sozinha, todos se dispersaram, mas antes, um dos garotos me disse para voltar para o salão de baile.
– Ah, finalmente você chegou. Dei um olhar de poucos amigos ao moreno, não importava o quanto Fuyu gostasse dele, eu simplesmente não conseguia gostar do Ichinose. — Agora que estão todos aqui, eu gostaria primeiro de agradecê-los por toda sua ajuda.
– Beatrice ainda não chegou. Informa Daniel, olho a minha volta e reparo que ele tem razão.
– Sim, esta era a segunda coisa que tinha a falar a vocês. Senti meu estomago afundar, eu podia não me dar bem com a morena, mas a expressão de Akihiko estava me deixando assustada.
– Beatrice encontrou-se com um Noah... Todos prenderam a respiração. — Ela não resistiu.
Um terrível silêncio recaiu sobre o salão, eu não conseguia acreditar, a poucos minutos atrás eu estivera conversando com ela, sem dúvida ela me irritava, sempre me provocando que Fuyu gostava mais dela, isto não podia ser verdade.
– Sinto muito. Disse o Ichinose, ao meu lado, Lenalee tampa a boca, lágrimas começam a correr por seu rosto, vejo o Smutter abraça-la.
Balanço a cabeça, isto não é verdade, uma pessoa não morre de uma hora para outra, isto é inacreditável demais, ela era forte e cheia de si, jamais deixaria que alguém a derrotasse, não tem como ser...
– É melhor que vocês voltem a seus quartos, nós iremos cuidar de todo o resto.
– Isso não é verdade! Rebato, sem conseguir me conter.
– Layla...
– Não me venha com este tom. Digo irritada com o olhar e o tom de Akihiko. — Ela não está morta, não tem como estar, eu falei com ela minutos atrás, ela me disse que iria roubar Fuyuki de você na próxima dança, ela...
Minha voz embarga e mesmo contra minha vontade, lágrimas surgem em meus olhos, não posso aceitar que isto seja verdade.
– Sinto muito. Fala o moreno colocando a mão em meu ombro, seu olhos tão gentis e compreensivos fazem lembrar-me de Fuyu, e não consigo evitar que as lágrimas escapem, fungo, levando as mãos ao rosto, ele me abraça e calmamente acaricia meus cabelos, o que faz com que meu choro se torne ainda pior.
Eu sabia que exorcistas morrem, nós estamos em uma guerra, é algo que se espera, mas nunca havia acontecido comigo, nunca ninguém tão perto, eu ainda não presenciara isto desde que entrara na ordem. Era a primeira vez, e isto me assustava muito, segundos atrás eu conversava com ela, e agora, jamais voltaria a vê-la, aquilo era apavorante, poderia acontecer com qualquer um, a qualquer momento, e não havia nada que eu pudesse fazer quanto a isto.
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