The story of my life - Cobrade
55 Vai ficar tudo bem!
(Dois meses mais tarde)
— Levanta. Agora! –(Fez Jade jogando um copo de água na cara de Cobra que há alguns dias, meses pra ser exato não se levantara daquele maldito sofá para fazer nada).
—Me erra, Jade!
—Eu mandei você levantar.
—Acontece que você nem manda em mim e eu não posso. Eu tô invalido quer que eu desenhe isso pra você?
—Bom... Não foi isso o que os médicos disseram, sua lesão é reversível , com fisioterapia e muito...
—Vem cá, você é medica por um acaso? Se formou enquanto sai todas as tardes pra fazer sabe-la Deus o que?
—Não, eu sou só uma idiota que acha que pode te ajudar. Quer ficar ai? Fica! Eu não vou assistir você definhar...
—Ainda bem... Sossego !
—Mas não pense que eu tô fazendo isso por você...
—Não?!
—Isso é pelo seu filho. –Disse Ela o puxando, fazendo com que o mesmo deslizasse pelo sofá.
—Me larga! Me solta. –Disse a empurrando enquanto o mesmo caia no chão e é arrastado pela mesma. –Me solta! Você não percebe o que tá fazendo.
—Eu tô te ajudando. –disse enquanto ligava o chuveiro e água escorria sobre o corpo do mesmo. Ambos pareciam dois estranhos. Ele sentado no chão e ela nem mesmo conseguia o olhar nos olhos.
—Não precisa fazer isso. –Disse assim que Jade entrou no boxe do banheiro e pegou algumas espojas e sabonetes vindo em sua direção.
—Eu já disse. Não é por você! Levanta os braços.
***
Anteriormente...
—Jade?! –Ele chama a sua atenção novamente fazendo com que a mesma olhe em seus olhos. – Eu... Eu não tô sentindo minhas pernas... Jade!!!
—--
O Senhor Ricardo tem o que podemos chamar de paralisia muscular parcial, felizmente é reversível contando que o paciente sofreu lesões em uma das vertebras lombares...
—Ai graças a Deus! –Sussurrou Jade baixinho. – E o que a gente faz agora?
— Fisioterapia, repouso e disciplina... Isso vai ajuda-lo
***
—Não precisa. –Disse cobra ao ver Jade pegando suas roupas após o banho forçado. –Eu falei que não precisa — Fez levantando o tom de voz.
—E eu não quero te ouvir. O seu fisioterapeuta vem ai. Ele me disse que você esta regredindo.
—Humm...
—Negação é a pior das fazes, sabia?! –disse ela enquanto ajudava o mesmo a sentar na cama; Secou seus cabelos com uma toalha e tirou sua blusa já que havia se molhado toda enquanto o mesmo a olhava.
—Eu não tô em negação, se é o que você quer saber... -Disse enquanto ela se aproximava. E você também não tem o direito de me obrigar a fazer o que não quero.
—Não é por que nós não estamos mais juntos ou num “paraíso”... Não é porque não estamos felizes que eu não te ame mais Cobra. Mas você não entende né? Eu errei e assumo isso. Mas você também errou! Vou deixar você se trocar sozinho!
***
Flashback on Jade
—Você precisa ir embora, cobra!
—Há não. Ainda não é nem Meia-Noite. E eu sei que a sua mamãezinha viajou.
—E você também sabe que não pode dormir aqui.
—Por quê? Se não tem ninguém. E alias... A gente podia aproveitar. — Disse indo beija-la. – Eu te faria companhia.
—Só Companhia, Vagabundo?! Pensei que você soubesse aproveitar mais as oportunidades.
—Dama, Dama! Você não me conhece.
—É mesmo?! Me fala então o que aconteceria se “hipoteticamente” eu deixasse você dormir aqui. -Fez rindo enquanto ele se aproximava beijando o seu pescoço e colocando alguns fios de seu cabelo para traz da orelha.
— Em primeiro lugar... Eu beijaria cada lugarzinho desse seu corpo.
—É... Fala mais.
—Depois?!
—Uhum!
—Depois eu ia tirar toda essa sua roupa... Te beija... –Fez a beijando. –Te morder... E provar do seu gostinho doce. –Fez mordendo o lóbulo de sua orelha enquanto a morena ria.
—Tá esperando o que então?
(...)
—Awh! –Fez Jade enquanto estava sentada no colo de cobra no sofá de sua casa.
—Rebola pro seu vagabundo, Dama. –pediu ele. Seus corpos se chocavam, o suor era um dos elementos presentes ali. (Ambos estavam sem as partes de baixo de suas roupas, apenas de camisa.) Cobra apertava as coxas da mesma e mordia o seu lábio inferior em resposta à sensação que a mesma lhe causara. Os movimentos iam ficando mais rápidos e suas respirações descompassadas. Para cima e para baixo... Uma e outra vez...mas rápido.
—Awh! –Mais rápido
—Não PA-ra! –Fez levantando um pouco mais uma de suas pernas.
—Cobra... ain... Não... An...Ahw!
—Jade?! –Disse Ed assim que abriu aporta e se deparou com aquela cena no sofá de casa.
Flashback off Jade
(...)
—Jade? –Chamou Ed novamente enquanto a mesma penteava os seus cabelos em frente ao espelho e ria ao lembrar aquela “triste cena”.
—Ah! Oi Ed! Faz tempo que você tá ai?
—Não muito! Você ai toda pensativa e sorridente. É o novo curso que você tá fazendo?
—Também. Mas tava lembrando de você.
—De mim?! –Fez ele surpreso. –O que?
—Digamos... Que você cortou o meu barato. –Fez rindo. Li-te-ral-men-te! L
***
Pov. Jade On
Já haviam se passado dois meses desde aquela noite terrível em que a minha vida tinha virado de cabeça para baixo. Cobra baleado, minha mãe na cadeia, eu sozinha. Graças a Deus as coisas pareciam estar melhor agora. A mamãe estava em casa novamente; Após passar duas noites detida o nosso advogado conseguiu sua liberdade provisória, contando que a mesma ia a julgamento daqui a alguns dias. O Ed veio morar com a gente, o Cobra estava tentando resistir às seções de fisioterapia como sempre, mas ele vai sair dessa, eu sei; E eu finalmente consegui um emprego, com todos os nossos bens bloqueados, alguém tinha que color algum dinheiro em casa. Agora eu sou professora numa escola de balé para crianças no centro da cidade. Não é o emprego dos sonhos, mas... Eu vou chegar lá. Não sei quando e nem como, mas vou!
Acabo de me arrumar, daqui a algumas horas eu iria dar aula; até que lá é legal! Ainda estou me acostumando com a gritaria no final das aulas e os abraços suados das minhas “pestinhas”. Pego o meu material necessário e saio do quarto. Passo pela sala e o Ed está todo melado de algo marrom... Com uma cara não muito boa e o Théo do lado todo risonho. É não podia ser boa coisa!
Ouço o Cobra brigar com o Chis mais uma vez, o seu novo fisioterapeuta e riu da situação. Também não é pra menos, não é todos os dias que se ouve Ricardo Cobreloa pedir com delicadeza para um cara tirar a mão de sua bunda.
Caminho até a porta de casa e lembro que me esqueci de alguma coisa, só não sabia o que era; Então voltei no quarto para ver se lembrava, quando vejo a mamãe. Ela tava sentada na sua “cadeira do papai” lendo um livro como de costume. O lenço em sua cabeça era florido, com algumas rosas e o cobertor em suas pernas da mesma cor, essa doença a causava frio durante toda tarde; Ela estava tão bonita! (mesmo naquela situação ) E parecia estar impressionada com o que acabara de ler ou muito triste já que o enredo do livro se tratava de uma historia de amor em que a dor de perder alguém seria tão grande capaz de abrir as portas do inferno. Meio apelativo, mas... A verdade é que perder não é para todos.
***
—Bora Cobreloa!
—Eu vou conseguir!
—Vai sim!
—Não me solta, cara. Calma!
—Bora cadê aquele cara forte que disse que quer fazer uma surpresa e tal para uma certa pessoa?!
—Cala essa boca.
***
Fale com o autor