The story of my life - Cobrade
36 Ele me faz bem
Notas iniciais
–Você vai contar pro Cobra não vai? Você não vai negar um pai pro seu filho vai?
–Bianca, por favor!
–Me desculpa Jade, mas você não tem o direito de fazer isso, essa criança vai...
–Ser igual a mim!?- A interrompeu. -É isso que você ia dizer? Sabe Bianca, durante toda minha vida, eu quis conhecer meu pai e a minha mãe nunca me disse ou nunca se importou com a minha opinião. E eu posso te dizer outra coisa? Não me fez falta. E com o Cobra não vai ser diferente. Talvez um dia eu revele, eu conte toda a verdade, mas por hoje, chega de decisões.
***
Dois meses mais tarde...
No Brasil...
–Para um pouquinho aí! –Pediu Cobra
–Qual foi já tá cansado.
–Você não cansa não!?
–Não! Hoje eu quero extravasar toda a minha raiva. –Disse karina.
–Bater num saco de areia não vai te fazer esquecer do Pedro.
–Tem razão! Da próxima vez eu bato nele.
(Risos)
–E você!?
–O que é que tem eu?
–Ainda gosta da Jade?
–É...
–Cobra, você nunca gostou de alguém? Nem da Jade?
–Karina... Eu e a Jade, a gente tinha um lance. Você não entende! –Disse duvidando de seus sentimentos.
–Sei! Mas você seria capaz de perdoar alguém que você... Tipo, gosta muito? Mesmo essa pessoa fazendo mal a você?- Perguntou referindo-se ao seu ex-namorado, porém tal pergunta teve uma certa ambiguidade para o Cobra.
“Você a perdoaria!? Mesmo depois dela ter quebrado a promessa; QUE NUNCA TE DEIXARIA!”
Ricardo Cobreloa é o homem que mais se aplicara aquela velha frase. “Faça o que eu digo não o que eu faço!” E por mais sincero que fosse, nunca, jamais deixaria a sua fama de mal.
–“k”, palavras são só palavras! Ações, são só ações! Elas machucam, mas...
–Eu já entendi!- Disse a lutadora reprovando a posição do amigo. Tchau pra você!
***
–Lucrécia!!!-Chamava Ed. À mesma estava em seu quarto... Tentando organiza seu novo visual que resumia-se em lenços e perucas devido o tratamento para o câncer. (Sua cirurgia fora um sucesso e o tratamento estava dando certo). Quando a mesma ouve uma voz dissonante da sua.
–Mãe! –Dizia Jade! Os seus olhos estavam marejados, vê a mãe sem cabelos a fez pensar a importância dos mesmos para a mãe naquele momento e por que arrancara os seus. Elas se olharam pelo o espelho durante um bom tempo e Lucrécia parecia não acreditar no que estava vendo. Virou-se para filha e simplesmente a abraçou.
Era estranho, a Jade imaginou todas as formas de repudio, mas ela não aconteceu. Aquele abraço foi o mais dolorido e o mais acolhedor de todos. Elas se abraçaram durante longos seis minutos e a Lucrécia pode sussurrar nos ouvidos da filha a recíproca de tal sentimento.
–Eu te entendo! E também te amo filha! Independente de tudo!
–Mãe!
–Você vai ser muito feliz, viu meu neto!- Fez Lucrécia beijando a barriguinha saliente da filha que soluçava. (Não que fosse perceptível a olhos estranhos, mas Lucrécia sabia do que se tratava.)
–Obrigado!
–Eu te entendo, em todas as formas. — Disse Lucrécia! Quando a mesma engravidou da Jade teve total desprezo da mãe e soube como havia sido ruim aquela experiência e ela não queria que a filha, a qual jurou proteger e ser a mãe que não teve, passasse por aquela situação sem o seu apoio.
***
–“Bi”!!! –Gritou Karina ao ver a irmã abraçada com o seu pai ao entrar em casa.
–Ahhh!!! Que saudades! – Fez já chorando. –minha irmãzinha!
–Você fez falta. Por que você tá aqui o que houve?
–A Jade, ela veio visitar a Lucrécia e quis vir junto.
–Que lindo as duas assim!-Fez Gael!
–Eu aposto que a Bianca, amou a Jade como irmã. –disse a Ruiva ironicamente.
–Não fala assim dela! A Jade é muito diferente do que aparenta ser.
–Nossa! Defendendo a Jade? Quanta mudança! Eu tenho que ir agora, mais tarde a gente conversa.
–Ai deixa essa daí pra lá. -Disse karina. –Me conta quero saber tudo Bianca. Como é lá?
***
No Qg...
–Tá com raivinha Cobra, se socar esse saco com tanta força outra vez eu acho que fura! –Disse rindo
–O que você que aqui garota!? Vasa! – disse sem ao menos bater os olhos no sorriso sarcástico da garota.
–Ah Cobrinha, eu vim te trazer uma notícia em primeira mão.
–Sai daqui, vasa!- Disse a empurrando com total brutalidade para fora do Qg. A conversa com a karina o fez lembrar de um passado não muito distante que ainda passeava por suas lembranças.
–A Ja-de!
–Garota você gosta da Jade em? Desencana, esquece, por que eu já...
–A Jade ela tá aqui! –Disse o interrompendo. -Ela chegou! –fez rindo enquanto o lutador se pôs paralisado em sua frente. –E aí Cobrinha o gato comeu a sua Língua?
–Sai daqui! – Trancou-se!
(...)
–Jade?
–O que você quer?
–Nada eu só vim vê como você tá!
–Já viu, então pode ir embora!
–Eu...
–Jade, meu amor algum problema?–Disse uma terceira voz, um homem. Bem vestido e de ótima aparência.
– Adeus Cobra! –Sussurrou! -Não meu amor, nenhum problema. É apenas um Vagabundo, no lugar errado e na hora errada! –Fez respondendo a seu namorado.
É apenas um Vagabundo, no lugar errado e na hora errada.
É apenas um Vagabundo... No lugar errado e na hora errada...
(...)
–Não!!! –Gritou despertando de um sonho ruim.
Pov’Cobra on
“No lugar errado e na hora errada” aquelas palavras estavam me atormentado, dormir seria uma tarefa difícil, então me levantei e decidir dar uns socos a mais naquele saco de areia, afinal, eles sevem pra isso!
–Haa! –Um soco. –ham! –Novamente.
“-A Jade ela tá aqui! Ela chegou!”
–Maldita! –Gritei enquanto socava mais uma vez aquele saco. Peguei a chave do carro e sem ao menos hesitar uma vez fui até sua casa, queria vê-la. É isso! Eu a quero!
...
As luzes de seu apartamento estavam apagadas, passava das 23h30min e eu pude lembrar de todas as vezes que tive naquele lugar. Desci do carro e a esperei aparecer. Era assim que acontecia, sempre foi! Mas ela não veio.
Alguns quarteirões à frente se encontrara a orla e seria lá onde minha noite acabaria.
Pov. Cobra off
(...) Minutos mais cedo.
–É mamãe, eu vou dar uma volta preciso renovar as energias. Tudo bem!?-perguntou a garota que acabara de chegar à cidade.
–Mas jade, você nem...
–A Lucrécia... deixa a garota respirar um pouco, eu sei que a saudade é grande, mas...
–Tudo bem! Cuidado com meu netinho. A vovó aqui é muito coruja.
(risos)
–Sim Senhora!-Fez a morena batendo continência.
***
Pov. Jade on
Desci ligeiramente e andei alguns quarteirões até chegar à praia. Não tinha muita gente, a não ser um casal de velhinhos bêbados que estavam aproveitando o que a vida ainda podia lhes dá. Caminhei um pouco com os pés na areia e em alguns momentos com os mesmos na água. É que ela estava muito gelada e me causava arrepios, mas como era bom estar em casa.
Me permiti sentar na arei e observar aquele “marzão”, se defender e querer ser campeão a qualquer custo. Me lembrei da ultima vez que estive ali, com o Cobra, e deixei escaparem algumas lágrimas; Era estranho voltar ao mesmo lugar, um tempo depois e perceber que o tempo passou a vida mudou, e você ainda tem a sensação de que é a mesma pessoa.
“É lindo não é?
–O que?
–Esse marzão agressivo assim, tentando se defender e sem campeão a todo custo.”
Sorri ao lembrar dele e mais uma vez pude lembrar que... Ele me fazia bem.
–Você fica linda sorrindo! –Pude ouvir com muita propriedade. E só então me dei conta da realidade que ouvia. Paralisei, gelei todos os meus sentidos foram embora. Eu jamais esqueceria aquela voz.
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