The story of my life - Cobrade

50 Como se Fosse a Última Vez (Part 1)


Notas iniciais
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—Daqui ninguém me tira. –Falou, todavia Olavo a pegou pelo braço tentando força-la a sair.

—Me solta!

—Eu acho melhor você soltar ela ou...

—Ou o que? Está me ameaçando moleque?

—Eu não sou moleque. –Disse Cobra. — Eu sou um homem! E se você não soltar a minha mulher agora, quem vai sair quebrado daqui é você. – Cobra expressava ódio, mas não partiu de imediato para agressão, ele sabia que aquela não era a hora e nem o momento adequado para aquilo.

—Mãe! Fala comigo. –pedia jade, mas a mesma ainda estava sonolenta.

—Jade... Você não estava lá.

—Shiii! Não fala muito mãe. –Ela estava confusa.- Eu tô aqui agora e não vou nunca mais deixar você.

***

Pov. On Cobreloa

—Bora Cobreloa. Chutes mais fortes. Força rapaz.

—Desse jeito ele não vai pra liga (Ufc)

...

—Marica! Marica! Dizia um muleque de rua pra mim quando eu era pequeno. Ele não continuou, pois soquei a cara dele com tanta força que fiz caírem alguns destes...

Despertei daquele sonho que andava me perseguindo há algumas noites, olhei pro lado e percebi o Théo se revirando na cama. A Jade não estava lá. Bem ela ainda não havia se deitado.

—Ei Garotão! –Chamei a sua atenção. –Cadê a sua mãe em? Será que ela esqueceu a gente aqui?! –Mexi em seus cabelos. –Eu acho que sim papai! –Respondi por ele e ri. –Ela estaria rindo da gente agora, pode crer! –Vamo lá buscar ela?

O peguei nos braços e fui até a sala que estava vazia. Caminhei até a cozinha e nada da Jade por lá. Então decidi ir até o jardim. Não era muito tarde e todos da casa haviam saído só a Lucrécia que permanecia de repouso como o médico havia mandado.

E ela estava lá! Sentada em uma das espreguiçadeiras olhando para piscina.

—Você não vem dormir!? –Perguntei e ela nos olhou estendendo as mãos para pegar o Théo, mas eu não o entreguei. –Vem vamos! Tá frio aqui fora. –A chamei novamente. Ela voltou o seu olhar pra piscina e o manteve lá. –Jade a gente precisa conversar. Já faz alguns dias que eu tenho notado. Você não tá dormindo direito, não quer saber do Théo e nem de mim. A nossa casa você nem fala mais em se mudar pra lá; Se é que você quer mudar ainda.

Eu falava e ela parecia não me escutar, quanto isso o Théo balbuciava algumas palavras sem sentido me ensopando de baba.

—Jade! Eu tô falando de com você.

—Eu tô cansada Cobra. Por favor! Eu tava cuidando da minha mãe. Entenda isso.

—Se você também não percebeu... Eu tô tão cansado quanto você. Cansado de te ver pela casa. Pra lá e pra preocupada com alguma coisa. Cansado de não conversamos mais, cansado de acordar e não te ver do meu lado.

—A minha mãe tá morrendo e você me diz que tá cansado, Cobra!? –Ela me olhou pela primeira vez desde que comecei a falar e seus olhos encheram de lágrimas.

—Você poderia muito bem chamar alguém pra cuidar da sua mãe, mas você...

—Eu também tô cansada de tudo isso. –Ela gritou!- Você acha que eu não percebo o quão longe nós estamos e não é só por minha culpa. Você também... Nesses dias até mesmo o Olavo veio me perguntar se estava acontecendo alguma coisa entre nos e eu não soube o que responder

—Quer saber de uma coisa? –Disse rude- Eu não ligo pra o que os outros pensam Jade. Eu tô cag*ndo pro Olavo. Eu quero saber o que você pensa. O que nós achamos.

... silêncio

bababa... –peguei o brinquedinho do Théo que havia caído no chão e o coloquei sentadinho na grama.

—Eu tava tão feliz. Achei que a gente ia morar naquela casa. –Uma lágrima caiu. E...

—A gente vai morar naquela casa. Pelo menos eu vou! Se você não quiser ir... Eu não posso te obrigar a nada. –Falei, mas ela continuou.

-... Que íamos passar por nossas dificuldades, mas... Na primeira você desiste de nós. Depois de tudo o que a gente passou. Eu pensei que você não fosse tão egoísta a esse ponto.

—Se ser egoísta é te querer bem e feliz com o que temos. É querer a sua atenção pra mim até mesmo quando estamos discutindo... Se ser egoísta é isso, Jade. Então eu sou a pior pessoa do mundo.

Ela me olhava fixo. Pude sentir alguma coisa escorrer de meus olhos. Era uma lágrima! Eu estava cheio de tudo aquilo. Os dias pra mim se resumiam em treinos e reclamações devido ao meu rendimento. Noites e mais noites sem dormir por causa do Théo. Escanteios por todas as partes dessa casa e a rejeição da Jade. Pra mim já chega!

Respirei fundo e voltei com o Théo para o quarto. Essa noite seria longa ele não tava com sono então resolvemos brincar com alguns dos seus carrinhos. Amanhã teria treino logo cedinho e o Coquetel seria logo ao anoitecer. Seria um dia longo!

Pov. off Cobra

***

No dia seguinte...

—Oi bebê! –Disse Jade ao entrar no quarto e perceber o Théo mordendo algo. –O que é isso ai em? Tá gostoso? –Fez ela bocejando. Ainda era cedo e pelas aparências a mesma teria passado a noite na espreguiçadeira no jardim. –Cadê o seu pai? –Ela perguntou baixinho e mesmo apareceu a respondendo.

—No banho! –Ele disse sem delongas saindo do banheiro apenas com uma toalha enrolada a sua cintura.

Ela apenas o olhou rapidamente e voltou a brincar com o garotinho. Cobra trocou de roupas e organizou-se para ir ao treino. Penteou os cabelos, passou um pouco de perfume e desodorante como de costume, pegou a sua bolsa e caminhou até o outro lado do quarto procurando suas ataduras.

—Viu as minhas ataduras. –Perguntou!

—Não! –Jade respondeu com indiferença

—Tem certeza?! –O mesmo insistiu.

—Elas não são minhas.

—Ok! –Ele sussurrou e foi até a beira da cama onde ela estava. –Tchau campeão. –Disse dando-lhe um beijo na testa. –Deseja boa sorte pro seu pai hoje no coquetel como a gente combinou tá. –Jade apenas o olhava. -O pai te ama! –Disse e saiu sem ao menos olhar para ela. Era de costume que ambos se despedissem como se fosse a ultima vez, beijos quentes e amassos gostosos não selaram o inicio daquela manhã.

—Put* merda! –Disse Jade passando as mãos nos cabelos. Ela havia esquecido do Coquetel.

***

—Charutos Africanos! –Fez Kéron sentando-se a mesa. –Nossa de quem são.

—Chegou essa manhã para o seu pai. –Respondeu a empregada.

—Do papai é?! –Perguntou cheirando a caixa e a abrindo.

—Jogaram no Jardim. O jardineiro encontrou esta manhã por lá.

—Olha só! –Disse ela ao pegar um nas mãos. –Bom! O papai não vai ficar bravo se eu pegar um não é? “Eu sempre quis fumar um desses, igual o poderoso Chefão” Me traz um isqueiro. –Pediu!

***

—Vai filha. Eu vou ficar bem. A que horas vai ser esse coquetel?

—No convite diz às 7h.

—E que horas são?

— Sete e meia. Ele não veio pra casa. Eu acho que ele não me quer nesse coquetel.

—O Ricardo é apaixonado por você filha. Eu acho meio difícil ele não te querer por perto. Agora eu que faço questão que você vá. Me ajuda aqui a levantar.

—Pra que?

—Eu vou te ajudar ué? Isso se você ainda quiser a minha ajuda.

—claro que eu quero mãe.

(risos)

***

—Ricardo! Essa daqui é Layla. Uma das patrocinadoras. –Disse killer os apresentando-Layla esse é o garoto de quem eu te falei.

—Como vai?! –Respondeu Cobreloa educadamente apertando a mão da mesma que fez questão de lhe beijar as bochechas. O que deixou Cobra um pouco incomodado.

—Não é assim que se cumprimentam no Brasil? — Perguntou ela.

—Sim! –Respondeu brevemente. Eles conversaram um pouco e killer saiu para fazer as honras da festa.

—Bourbon. Puro sem gelo! –Pediu Layla ao barman. Você vai de que?

—Eu não bebo quando tô trabalhando. -Respondeu Cobra sem mais delongas. As intensões da mesma naquela noite pareciam suspeitas para o rapaz.

—Ai! Essa doeu. — Fez rindo. –Creio que a sua chefe aqui abra uma exceção pra você. O mesmo pro cavalheiro que está aqui ao meu lado. –Pediu ela.

***

Pov. On Jade

Cheguei um pouco atrasada no local do Coquetel. Tinham muitas pessoas ali. Fotógrafos e jornalista de todo o país disputavam entrevistas com as estrelas do mundo da luta. Desço do carro e arrasto um pouco da calda do meu vestido que não era nem tão grande assim; Ele era lindo! Preto colado ao corpo com uma grande fenda que deixava minhas costas nua. Caminho até o local de recepção.

Merda! Eu havia esquecido o convite. E agora como eu vou entrar?!

—Jade! –Você por aqui? –Escuto uma voz familiar próxima a mim.

—Eduardo!

—Eu acho que você esqueceu isso aqui. –Ele tinha o convite nas mãos.

—Não acredito que veio só por causa do convite?

—Humm... Eu vim trazer a caneta da sorte do papai também. –Fez rindo

—Bobo!

—Ao contrário de você. Eu estou com o meu e o seu convite. Vamos entrar senhorita. –Falou estendendo o braço para que Jade o pegasse.

Pov. Off Jade

***

—Um, dois, três... –Disse Layla e virou de uma vez só seu copo na boca. – Burbon. A melhor bebida que já inventaram. Tem certeza que não vai quer outra doze? –Ela perguntou a Cobra que nem mesmo havia tocado em sua bebida.

—Tenho!

—A vai! Só um pouquinho. Não vai te fazer tanto mal assim. –falou levantando-se e pegando em suas mãos levando o seu copo até a boca fazendo com que o mesmo o virasse de uma só vez.

—Atrapalho alguma coisa? –Perguntou Jade não gostando nadinha daquela cena.

Notas finais
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