The son of Red - Primeira Temporada.
3 Capítulo 2 - Aprendendo a treinar.
Notas iniciais
Van se mantinha sentado em uma cadeira de frente para a cama de seu pai observando o Espeon de seu pai sobre o colo de Red. Espeon olhara primeiro para Red e depois para Van enquanto seus próprios olhos brilharem em um tom de azul. Van respirara fundo.
– Pai tente falar alguma coisa? – pedira Van com uma expressão seria.
– Você crescera meu filho – dissera Red mentalmente.
– Funcionou – dissera Van olhando do pai para Green e o Dr.Philip. A ideia era simples usar a técnica telepatia de Espeon para ligar telepaticamente a mente de Van e Red temporariamente.
– Bom isso ajudara muito em sua comunicação, mas o senhor não deve ficar dependente dessa alternativa. Por enquanto o senhor poderá fazer suas primeiras sessões fisioterapêuticas aqui antes de ir para Sinnoh mesmo assim peço para que se esforce.
– Eu farei o meu melhor para ver meu filho na Liga Kanto no final do próximo ano – dissera Red mentalmente sorrindo mesmo que apenas com um lado de sua face. Aquilo fora para Van como ser atingido no peito por uma flecha. Van não queria se tornar um treinador pokémon, mas faria isso para garantir que seu pai partisse-se e se esforçasse em seu tratamento.
– Meu pai disse que vai se esforçar em seu tratamento – disse Van forçando um sorriso passando a observar o Pikachu de seu pai e seu Pichu brincando. Era incrível como aquele velho e poderoso Pikachu ainda estava vivo sendo um dos primeiros pokémons de meu pai.
– Tem treinado seu Pichu? – perguntara Red mentalmente para Van pegando o rapaz de surpresa.
– N-Não, ainda não tive tempo. Eu encontrei ele a apenas dois dias – dissera Van não contando que na verdade encontrara o Pichu no dia anterior. Após deixar o hospital no dia anterior Van precisara negociar com Pichu sobre ele ser seu pokemon permanentemente. Afinal seria complicado inventar algo para o pai que após ele ter ido para Sinnoh Pichu sumira. A escolha mais fácil fora convencer Pichu.
– Sempre treine seus pokémon o máximo de vezes que puder. Não existe um pokémon perfeito ou invencível. Cabe a você conhecer e aprimorar as qualidades de cada pokémon – disse Red com um olhar serio mostrando para Van que ele não deveria levar aquilo a serio – ah sim como tem se saído em seus estudos?
– M-M-Meus estudos? Bom... eu não sou mais o melhor da classe... mas só tenho algumas notas abaixo da media em Historia que já estou recuperando – dissera Van suando compulsivamente “só tenho notas abaixo da media em historia porque só falam de pokémons!”.
– Bom acho que por hoje já chega vamos deixar o senhor Red descansar – dissera Dr.Philip fazendo sinal para que Van o acompanhasse.
– Eu já alcanço vocês tenho que falar um minutinho com o Red. Ah Van... amanhã não se esqueça de contar para seu pai como fora o treino do Pichu – dissera Green dando um sorriso de canto vendo Van assentir desanimado pegando Pichu em seus braços e saindo do quarto junto do medico. Green passara a olhar com seriedade para Red – você escolhera uma péssima hora para bancar a bela adormecida, velho amigo. As sombras se moveram mais do esperávamos. O numero de crimes aumentara, novos inimigos surgirão durante seu coma, muitos treinadores tem sido vitimas de crimes o que prejudicara o surgimento de novos iniciantes. Está tudo ocorrendo do jeito que eles queriam.
Espeon olhara para Red e em seguida para Green com seus olhos brilhando ligando telepaticamente a mente dos dois enquanto Pikachu saltava o seu lado.
– Sou grato por ter protegido meu garoto até agora deles. Eles viram atrás dele como vieram de nós e eu sei que ele estará preparado – dissera Red mentalmente passando olhar para fora da janela de seu quarto.
– Você não deveria ter permitido que aquele... aquele garoto se torna-se um treinador. Ele mudara mais do que tem lhe demonstrado. Ele perde o controle de suas emoções facilmente, é irresponsável, indisciplinado e acima de tudo os olhos dele... eu já vi de longe o seu garoto brigando com todo o tipo de aberração anabolizada... se as coisas não começarem a mudar talvez chegue o dia em que tenhamos problemas sérios com ele – dissera Green de braços cruzados.
– Eu acredito em boa parte do que dissera, mas eu acredito ainda mais nele não porque ele é meu filho e sim porque de certa forma se parece com a gente na idade dele. Ele sempre fora um garoto teimoso e determinado com o meu talento para se meter em problemas e para fazer a coisa certa. Eu acredito nele... ele um dia talvez se torne uma pessoa diferente de mim... e da mãe dele – dissera Red observando um Pidgey voando – Espero ansioso pelo dia que ele abrirá suas próprias asas e seguira seu próprio caminho.
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Eu me mantinha sentado em um banco de um campo de treinamento para pokémons olhando para meu pequeno Pichu sentado ao meu lado. O que eu faria com esse nanico? Se ele fosse um garoto querendo aprender a brigar eu saberia como ajudá-lo ensinando onde bater para causar mais dor e intimidar os outros, mas como eu ensinaria um animalzinho como aquele? Eu poderia fazer ele correr em volta do campo de treinamento algumas vezes... mas seria estranho eu pedir para ele correr e eu ficar só olhando. Se eu tivesse uma bicicleta eu poderia dar umas voltas com Pichu correndo atrás de mim dando inicio com pequenas corridas e depois aumentando as distancias. Bom fora isso uma das coisas que eu fiz quando mais novo e queria ficar mais forte. Eu ainda corria todas as manhãs e fazia exercícios para ficar mais forte – claro sem virar uma almondega de músculos. O problema é que eu não entendo nada de ataques de pokémons e coisas do gênero.
Passei a ficar observando alguns treinadores treinando seus pokémons provavelmente para enfrentarem o líder do ginásio de Viridian. O mais estranho era que mesmo eu não entendendo nada sobre pokémons eu conseguia saber no que os treinadores estavam acertando e no que estavam errando. Alguns deles impunham exercícios pesados que pareciam ser impróprios para pokémons de baixa musculatura. Já outros estavam me estressando com aqueles gritinhos de incentivo mesmo o pokémon estando fazendo algo que estava claramente abaixo de sua capacidade. Aquilo tudo me lembrava do meu desenvolvimento, de inicio eu queria ficar mais forte e extrapolava nos exercícios assim causando mais mal do que bem e em outros dias pegava leve demais. Eu acho que para humanos e pokémons é preciso seguir certas etapas da mesma forma que fazemos quando estamos levantando peso, não começamos com pesos enormes e sim com os pequenos nos adaptando a eles antes de passar para um mais pesado e assim por diante.
– Sem ideias de como treinar esse ratinho? – perguntara uma voz masculina próximo a mim que não tinha como eu não reconhecer. Me virei vendo Cris filho mais novo do Green me encarando. Ele tinha cabelos castanhos arrepiados, olhos verdes, pele clara, usava uma camisa preta, calça jeans azul e tênis preto. Eu não era amigo dele a alguns anos e eu sabia que fora culpa da minha fase rebelde.
– Oi Cris o que você quer? – perguntei desconfiado afinal a ultima vez que eu o vi nos brigamos e eu o deixei estirado no chão.
– Meu pai me pedira para lhe dar umas dicas se não você nunca vai chegar na Liga Kanto no final do ano que vem – dissera Cris com seriedade.
– É tão difícil assim ser um treinador? – perguntei em duvida – Eu só preciso desafiar ginásio para ganhar insígnias, não é?
– Pelo visto o negocio aqui é serio. Se você desafiar um ginásio de pokémons do tipo pedra qual pokémon levaria vantagem? – perguntara Cris de braços cruzados.
– Sei lá... talvez eu usasse o Pichu depois de treinar bem ele – disse dando de ombros.
– O Pichu é um pokémon do tipo elétrico e ataques elétricos não funcionam em pokémons do tipo pedra. Se você não sabe nem o básico, participar da Liga é um sonho quase impossível – dissera Cris com seriedade. Não é como se eu quisesse participar da Liga Kanto, mas meu pai me prometera se esforçar em seu tratamento para que pudesse me assistir no final do ano que vem.
– Ta eu entendi. Eu sou grato pela sua ajuda de verdade e... me desculpa por aquela vez eu sei que você estava querendo me aju... – nem tive tempo de terminar sendo atingido em cheio por um soco me fazendo cair do banco. Levei minha mão direita a minha bochecha e olhei para Cris que sorria... tive que me controlar pra não pular nele e encher ele de pancada – O que foi isso?
– Agora estamos quites – disse Cris sorrindo me oferecendo sua mão direita – vem vamos começar logo antes que eu mude de ideia em lhe ajudar.
Enquanto Cris me ensinava sobre como funcionava a Liga Pokémon, vantagens e desvantagens, como capturar um pokémon e como treiná-los o Elekid de Cris dava pequenos choques nas bochechas de Pichu aumentando os choques em pequenos intervalos de tempo. Aparentemente quando jovens os Pichus tem problemas em lidar com sua eletricidade e com isso quando usavam seus ataques elétricos acabavam sofrendo dano com o próprio ataque. Cris dissera que usando aquele método logo Pichu estaria adquirindo imunidade a eletricidade assim não sofrendo quando usasse o próprio ataque. Ele me recomendara um multímetro que eu poderia usar para medir a voltagem do Pichu e para dar choques nele aumentando a voltagem aos poucos.
Cris me contara sobre os dezoito tipo de pokémon, suas vantagens e desvantagens. O que eu achara mais estranho era que alguns pokémons eram de mais de um tipo diferente o que o tornava duplamente perigosos. Era interessante o fato que um pokémon do tipo Fogo/lutador era imune a ataque do tipo fogo, mas era afetado normalmente por golpes do tipo lutador. Como um pokémon com sendo de dois tipos diferente poderia ser imune a um deles e afetado normalmente pelo outro?
Era interessante poder conversar normalmente novamente com Cris – mesmo minha bochecha doendo muito. Me faz lembrar o tempo em que eu tinha muitos amigos, mas agora eu vejo que eles na verdade não eram tão meus amigos quanto eu pensava. Quando eu estava consumido pela culpa e descontava a minha raiva a torto e direito. Cris fora o único que mais de uma vez tentara me fazer voltar ao normal enquanto os outros se afastaram. Se antes eu não valorizava a amizade do Cris como eu devia, eu acho que agora eu deveria. Até pensei em seguir jornada com ele como ele dissera, mas ele já era um treinador experiente e eu só iria atrasá-lo. O certo era eu seguir meu caminho sozinho dando o meu melhor com o que o Cris me ensinara.
No dia seguinte eu estava novamente no campo de treinamento que a cidade havia disponibilidade para os treinadores pokémon me aproveitando que era sábado e não teria aula. Eu usava um conjunto de calça e blusa de moletom vermelho e um tênis esportivo preto. Eu havia aprendido um pouco sobre Pichu e com isso consegui pensar em um jeito de treiná-lo. Eu havia saído mais sedo para correr e levei o Pichu comigo fazendo pequenas pausas para que Pichu descansasse. Eu primeiro tinha que aumentar a resistência física dele e ir melhorando aos poucos seus ataques. Eu havia desenhado um circulo na areia do campo de treinamento onde finquei uma tabua com uma bola de vôlei amarrada a ela. Ao redor do circulo haviam quatro círculos menores vazios em quatro posições diferente.
– Pichu agora vamos treinar os seus ataques. Pelo que eu vi das técnicas que você consegue usar são muito poucas, mas apenas três delas são ofensivas que seriam o Choque do Trovão, Tapa Duplo e Investida. Infelizmente pelo que o Cris me disse você ainda vai precisa de mais algumas sessões antes de usar seu Choque do Trovão sem levar dano. Por isso vamos treinar seu Tapa Duplo e sua Investida – dizia sentado na grama com Pichu sentado na minha frente com uma bola de futebol ao meu lado.
– Pii! – dissera o Pichu assentindo no que eu entendi ser “Entendi”.
– Bom eu quero que você treine o seu Tapa duplo nessa bola de basquete, mas quando eu lhe avisar que vou jogar a bola de futebol você deve saltar pelo círculos menores até chegar na posição onde poderá investir contra a bola de Futebol em pleno ar a mandando de volta para mim. Faremos esse treinamento todos os dias até seus ataques estarem bem desenvolvidos – disse ficando de pé segurando a bola de futebol.
Pichu não possuía muita força em seus golpes, mas eu acho que os pokémons não ficam fortes do nada. Eu acho que eles como os humanos podem ficam mais fortes aos poucos não de uma hora para a outra. Porque se fosse diferente pra que eles iriam precisar de treinadores se podem ficar fortes facilmente? Treinamos durante algumas horas enquanto eu passava alguns exercícios diferentes para o Pichu os quais eu gostava mais de participar... era como se ele não fosse um pokémon e sim um amigo que eu estava ajudando a treinar me divertindo. Aquilo me lembrara de quando criança eu treinando dribles e cabeçadas com o Cris antes de um jogo. Começo a pensar que talvez o único lado bom de eu me tornar um treinador seja estar me tornando amigo do Pichu.
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