The seven come back
1 Amy
Notas iniciais
Hey guys, aqui vai o primeiro capítulo da nossa história o/
Começando com a minha ruivinha preferida!
Beijos e boa leitura :3
Começando com a minha ruivinha preferida!
Beijos e boa leitura :3
Bem-vindo ao instituto Highway.Arrumei meu cabelo que estava uma confusão ruiva. Eu o odiava. Odiava como ele não se decidia entre o vermelho ou o laranja , odiava como ele não era liso ou cacheado, tinha uma vontade própria, e digamos que ele tem uma personalidade rebelde.Estava ajeitando a saia do uniforme, quando Catelyn, a "amiga" de Enebelle, entrou gritando -sem pedir permissão — que não sabia o que vestir naquele dia.Bufei irritada com tamanha futilidade. Todas elas se vestiam parecidas, na verdade, elas eram parecidas. Loiras com seus cachos perfeitos, olhos escuros que ficavam enormes com tanto rímel, altas e totalmente magras. Elas pareciam postes com peruca e maquiagem.Saí do quarto apressadamente, tentando não escutar a discussão fútil, sobre qual saia era a melhor. Andei rapidamente pelos corredores do instituto procurando por Hannah. Minha única amiga nessa prisão horrível. Hannah não era como elas, nós passamos horas discutindo sobre livros, assistíamos filmes antigos escondidas sempre que tínhamos tempo ou ela apenas conversava comigo enquanto eu estava pintando. Hannah é uma boa amiga, mas eu ainda tinha medo de contar a ela o meu segredo. Talvez seja porque tenho medo dela me achar louca, e me abandonar nesse inferno. Só uma pessoa sabia, e ela compartilhava da minha loucura.Andei distraídamente pelos corredores, meus pés me levavam rápido até o caminho que eles conheciam muito bem. O dormitório de Hannah fica na Ala C, tenho que atravessar o internato inteiro para poder encontrá-la. Estava pensando em como fazer Hannah mudar de dormitório quando esbarrei em alguém, que por ironia do destino era quem eu não esperava encontrar.— Cuidado aí, Ruiva — levantei meus olhos para encarar os de Andrew, verdes e lindos como o mar. Ele ainda segurava meus braços, para que eu recuperasse o equilíbrio.—Desculpe, estava distraída — murmurei enquanto tirava seus braços dos meus, dando um pouco mais de espaço entre nós quando recuei um passo. — Cair num corredor lotado já está virando rotina.— Você teve sorte que esbarrou em mim — ele comentou com um sorriso, começando a puxar algumas mechas do seu cabelo castanho para cima. —Imagina se você cai em cima da Irmã Mary? Ela faria você rezar durante um mês, pedindo a algum santo que lhe dê equilíbrio. — ele fez uma cara de terror, me fazendo rir.— Existe um santo que dá equilíbrio? —perguntei em tom de brincadeira e Andrew sorriu — Porque se existir, eu realmente preciso rezar pra ele.— Olha, eu preciso falar com você —o sorriso de Andrew desapareceu, e seus olhos verdes me encararam, sério. — É sobre aquele nosso, é, hm, pequeno... problema.Meu coração começou a bater tão rápido que eu pensei que iria ter um ataque cardíaco aqui mesmo. Andrew queria falar comigo sobre o "nosso pequeno problema".Eu sabia o que isso significava, e não era nada bom. Andrew e eu, guardávamos esse segredo desde os 10 anos, nenhum de nós contou a ninguém sobre a loucura do outro. Era um assunto fechado, que nós compartilhávamos apenas quando um de nós dois tinha uma "recaída". Que infelizmente, era frequente. O nosso segredo estava guardado a 6 anos.Nós víamos coisas.Coisas que as pessoas normais não vêem. Coisas que poderiam te aterrorizar pelo resto da vida. Coisas, que andavam por aí como se fossem gente. Coisas que nós aprendemos a ignorar.Crianças costumam ver monstros e bichos debaixo da cama, aberrações dentro dos armários e fadas boazinhas que te dão uma moeda. Mas isso é apenas uma fase, elas crescem, e param de ver e temer essas coisas.A minha não passou. Eu continuei e continuo as vendo. E o pior, eles não vivem no armário ou debaixo da cama. Eles vivem por aí, andando e falando como gente normal, estão num restaurante ou lojas de roupas, muitas vezes eles podem ser o seu vizinho. Mas as pessoas não os percebem. Continuam os tratando por igual, levando-os ao cinema e shopping, saindo juntos e sendo amigos.Mas Andrew e eu somos diferentes. Quando notamos que as pessoas não viam eles como realmente são, resolvemos fingir que nada acontecia, precisamos fingir que nós não vemos. E quando passamos a ignorar, e não ficar apontando pra eles desesperadamente tentando fazer as pessoas enxerga-los, eles pareceram diminuir de quantidade. Pararam de sussurrar coisas, ou aparecer em meus sonhos. Não ficam mais falando coisas desconexas a qual nós nunca entendemos. Eles estavam sempre por perto, nos observando, mas eles mantinham distância, como se esperassem algo.
—Tudo bem — respondi quando voltei pra realidade —podemos falar depois da aula. Não é tão sério, é? — levantei uma sobrancelha e lhe lancei um olhar significativo. Andrew o sustentou por um tempo antes de responder.—Acho que ...—AMY JANNE STONE ! — Irmã Mary gritou meu nome, chamando a atenção do corredor lotado de alunos. Agora, todos os seus olhares estavam fixos em mim, na Irmã, e nos seus passos furiosos em minha direção.—Pois não, Irmã Mary? — perguntei tentando controlar meu nervosismo, quando ela finalmente terminou o seu caminho até mim. Comecei a me lembrar desesperadamente do que andei fazendo durante a semana para que tenha me deixado tão encrencada. Não me lembro de ter feito nada.—Não me venha com toda essa formalidade e rostinho de boa moça, menina. — ela me olhou tão acusadoramente que por um segundo eu acreditei que era mesmo culpada, de sei lá pelo que eu estivesse sendo acusada. —A senhorita está muito encrencada dessa vez, senhorita Stone.—E posso ao menos saber o que eu fiz, Irmã? — engoli todo meu medo e a olhei diretamente nos olhos, tentando passar minha inocência, piscando meus grossos cílios ruivos adoravelmente e colocando o olhar que fazia as pessoas fazerem o que eu queria, me arrependendo totalmente disso em segundos.Os meus olhos são azuis. Não de um azul normal, como metade da Europa tem, mas um azul bem claro, que é facilmente destacado por conta do formato enorme que eles tem, que geralmente chama a atenção das pessoas. Meu pai costumava brincar que eles eram um pedacinho do céu. Minha mãe odiava a comparação, —O porquê ela nunca explicou— mas sempre me disse que eles eram realmente bonitos.Irmã Mary também tem olhos azuis, mas ao contrário dos meus, os seus eram escuros, pequenos e sem vida, delineados por grossas rugas e olheiras profundas. Seus olhos eram severos assim como seu rosto velho e enrugado, os olhos sempre pareciam tão frios e distantes que davam medo.Mas quando eu os olhei, eles estavam vermelhos.Pisquei demoradamente, incrédula com o que eu havia visto, e quando abri os olhos novamente, os da Irmã haviam voltado a ser azuis. Que agora me encaravam totalmente em fúria. Dei uma rápida olhada para Andrew que ainda estava ao meu lado. Ele pareceu não notar nada de diferente. Pelos céus, eu estava ficando totalmente louca?—Não pense que olhar pra mim com esses enormes olhos azuis de um jeito adorável, vai mudar ou melhorar a sua situação mocinha— ela praticamente rosnou enquanto agarrou meu braço, —de um jeito nada educado ou delicado— e começou a me arrastar para o final do corredor.Que inferno eu tinha feito a essa mulher? Não havia acontecido nada para que ela me tratasse assim. Comecei a listar novamente tudo o que eu havia feito, não só no mês, mas no ano inteiro, quando a voz de Andrew interrompeu os passos rápidos, e minha caminhada humilhante até a diretoria.—A senhora está exagerando, Irmã Mary — a voz de Andrew era firme, e seus olhos não vacilaram por um segundo. —Acho que seria melhor se a senhora a soltasse, está humilhando uma aluna na frente da metade do colégio, Irmã. Acho que seus superiores não gostariam disso.Apenas quando Andrew falou eu tive coragem para olhar ao meu redor. O corredor estava totalmente lotado, os alunos estavam se imprensando e empurrando uns aos outros para poder ver o que acontecia. Bom, e quanto a parte da humilhação, Andrew estava certo.Eles estavam com a mão na boca, segurando o riso, fazendo piadinhas entre si e tentando segurar a gargalhada a todo custo. Bem, alguns nem faziam o esforço. Passei os olhos pela multidão procurando por Hannah, mas não havia sinal dela em lugar algum, ao contrário disso, vi Enebelle segurando seu iPhone, de capinha gritante de tão colorida, filmar minha humilhação. Vadia. Ela e as amigas faziam parte do grupo que não seguravam o riso.Ótimo, além de encrencada, amanhã eu estaria no Youtube.Irmã Mary olhou de um modo tão raivoso para Andrew, que pensei que ela largaria meu braço sairia correndo e o atacaria. Isso não aconteceu, mas seus olhos ficaram vermelhos como sangue, e ela murmurou algo em uma língua que eu não entendi, mas tinha certeza que não era uma palavra muito bonita. E no outro segundo, os olhos voltaram ao normal.Olhei para os alunos procurando algum sinal de que eles tinham visto também, algum sinal de que eu não era completamente louca. Mas eles pareciam muito entretidos rindo da vergonha alheia, no caso, da minha.Quando olhei para Andrew, uma faísca de esperança ainda acendeu dentro de mim. Os olhos dele estavam arregalados. Tão verdes e expressivos, agora eles estavam perplexos. Por favor, vamos lá Andrew, por favor, tenha visto também.—Está questionando a minha autoridade, Rapazinho? —Irmã Mary deu ênfase na ultima palavra, menosprezando tanto que todos entenderam que ela estava zombando dele, arrancando várias risadas do nosso "público". —Talvez queira se juntar a ela, em?Andrew ainda parecia muito chocado para responder a provocação da Irmã, então apenas ficou olhando pra ela, como se estivesse ligando os pontos."Por favor esteja" foi o que fiquei repetindo na minha cabeça durante um bom tempo. Vamos Andrew, perceba que eu estou realmente e totalmente encrencada. Fiquei pensando em como dar algum sinal, percebendo que gritar um "Ela é um deles! Socorro, uma freira monstro está tentando me atacar!” Não seria muito discreto.Vendo que Andrew não iria responder, a Irmã simplesmente se virou e voltou a caminhar e me arrastar para a diretoria. Comecei a protestar e dizer que poderia andar sozinha, para ela largar o meu braço ou simplesmente ficar perguntando o que eu fiz. E quando já estávamos no final do corredor e eu já estava totalmente desesperada e certa de que deveria gritar que a freira velha e enrugada era um monstro.O professor Tom apareceu, e mandou que todos os alunos, que ainda estavam no corredor fossem para as suas devidas salas, que já estava todo mundo atrasado e eles ficariam de castigo no final de semana se não saíssem de lá em 15 segundos. Ele começou a contar em voz alta.Quando ele estava no número 8, eles já tinham ido embora.Sobrou apenas eu, Andrew que continuava parado no mesmo lugar, a Irmã, ainda me apertando, e o professor Tom, parado no meio do corredor. Eles dois se encaravam com olhos estreitos, enquanto Andrew e eu trocamos um olhar confuso. Pelo visto, havíamos perdido muita coisa.—Irmã Mary, posso saber o que está fazendo com esses alunos? — professor Tom tinha uma voz calma, mas ao mesmo tempo, perigosa.—O Senhor os quer, homem-bode, e você sabe disso — a mão da Irmã Mary se fechou bem mais sobre o meu braço, fazendo suas unhas entrarem na minha pele, e quase esmagar o meu osso. Não consegui deixar escapar um gemido alto de dor.—Largue a garota, demônio, e fuja, se não quer voltar para o tártaro cedo de mais. — O professor falou em um tom tão ameaçador que fez todos os meus pelos se arrepiarem.Não estava entendendo nada. Quem ele era? Por que a Irmã chamou ele de homem-bode? O que ela queria comigo e Andrew? Eu estava começando a suar frio, e meus lábios estavam secos e quebradiços, nem precisava olhar pro espelho para saber que eu estava branca como papel. Eu estava entrando em pânico.—Você sabe que a profecia não vai se realizar— a voz da Irmã, não era mais humana, era um rosnado. E quando olhei para o seu rosto, sua pele estava saindo e seus dentes se tornando grandes e afiados.Ela estava se tornando um monstro. Um monstro com asas.—Você não vai desistir, não é, Fúria? —Professor Tom perguntou enquanto puxava sua flauta do pescoço, e começou a toca-la rapidamente.O som era horrível, mas pareceu funcionar com a Irmã/Monstro/Fúria.Ela me soltou, e colocou as mãos sobre o que eu pensava ser um ouvido deformado, e emitiu um som horrível, nem um pouco humano. Corri o mais rápido que pude até Andrew, que estava parado observando tudo atrás do professor, olhando perplexo, para o monstro que se debatia.—Pensa que seria tão fácil? — o monstro parou de se contorcer e chegou perto, de um jeito ameaçador, de Tom. —Você está enganado.Ela olhou pra cima, e junto com ela, o professor também, olhavam para o teto de vidro. E pela primeira vez, o seu olhar vacilou, e seu rosto parecia surpreso.Também olhei para cima, tentando entender o que acontecia. Eram duas coisas, voando em cima do teto, e se pareciam muito com o que era pra ser a Irmã Mary. Elas pareciam esperar um sinal.
E ele chegou.Irmã Mary soltou um grito/rosnado tão alto que Andrew e eu nos agachamos e tampamos nossos ouvidos. Era algo totalmente horrível e esganiçado, que doía até a ultima parte do meu cérebro. O professor Tom também se encolheu, prevendo o que iria acontecer.Então, o teto explodiu.
Notas finais
Iaí, gostaram?
Não se envergonhem, apareçam, e digam se está bom, ruim, ou péssimo.
Juro que não mordo!
Alguma alma linda e caridosa, pode por favor me ajudar com a capa da Fic?
Obrigada, beijos :)
Não se envergonhem, apareçam, e digam se está bom, ruim, ou péssimo.
Juro que não mordo!
Alguma alma linda e caridosa, pode por favor me ajudar com a capa da Fic?
Obrigada, beijos :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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