The (my) Bodyguard

2 #2. Meu Medo de Carecas.


Notas iniciais
Oiiii! Eu estou muito muito feliz com essa minha fic! Muito feliz que vocês gostaram do primeiro capitulo também! Sério, eu fiquei muito surpresa com o avanço dessa história. Graças a vocês, povão! Eu nem sei o que dizer de tanta alegria. Então, vocês já assistiram Divergente Movie? É perfeito! *-*

– Um guarda-costas? Seu pai pirou de vez. — Christina, minha melhor amiga, falou no telefone após eu lhe contar o que papai tinha feito.

– Tudo por causa de algumas peças de roupas! Eu fui desafiada, Chris e você sabe como me sinto em relação a isso. — Bufei.

– Eu sei, Tris. Eu sei. — Ela disse. — Você só tem que tomar cuidado.

– Eu sempre tomo cuidado. Agora tenho que ir, estou atrasada para o meu próprio julgamento.

– Sem drama, Tris. Juízo!

Desliguei o celular e fui tomar banho. Talvez meu ultimo banho em liberdade.

Liguei o chuveiro e comecei a pensar em como seria meu guarda-costas. Será que ele iria ser ruim comigo e me obrigar a fazer cento e cinquenta abdominais todos os dias? Eu posso gostar de pular de um penhasco de 43 metros, mas não significa que eu goste de fazer exercícios. Ele provavelmente iria ser careca, musculoso, cheio de tatuagens e odiava pirralhas baixinhas como eu.

Vinte minutos depois eu desliguei o chuveiro e me enrolei em minha toalha, tentando apagar a visão do meu suposto guarda-costas. Fui para o quarto vestir algo. Não era legal ficar imaginando sua babá estando pelada.

Acabei colocando um vestido preto e minhas adoráveis botas. Baguncei um pouco meu cabelo e me olhei no espelho vendo o resultado. Abri um sorriso satisfeito. Mamãe ficaria orgulhosa de mim só por usar o vestido. Eu não era muito fã de vestidos, mas eu queria mostrar para papai e o guarda-costas que eu não era uma pirralha. Eu podia tomar contar de mim sozinha.

Peguei minha bolsa e andei pela casa vazia. Caleb estava estava na faculdade a quilômetros de casa, mamãe já tinha ido viajar a trabalho e papai quase não parava em casa, então estava sozinha com a empregada. Isso se minha babá vulgo guarda-costas não ficasse em casa o tempo todo. Abri a porta da frente e recebi uma lufada de ar fresco. Me lembrei da sensação de estar pulando do penhasco. Eu precisava fazer aquilo novamente.

****

– Oi, Johanna. Meu pai está me esperando. — Avisei a secretária de papai, que sempre tinha um sorriso no rosto.

– Espere ai, Prior. — Ela me parou. — Seu pai está em uma reunião, eu vou avisa-lo.

– Essa reunião provavelmente é sobre mim. — Passei por ela correndo. — Obrigada!

– Srta. Prior você não... — Entrei na sala de papai antes que ela terminasse e fechei a porta.

– Cheguei. — Avisei para ninguém em particular. Na verdade para papai e os dois homens que estavam com ele.

Um deles era careca. Não tão careca, mas com o cabelo curtinho. Congelei.

– Eu consigo notar, Beatrice. Sente-se. — Papai me pediu. Fui para a cadeira mais distante do homem careca e me sentei ao lado do outro homem. Pelo menos ele tinha cabelo e não era tão ameaçador. Ao contrário, tinha um olhar de cachorro abandonado.

– Olá, senhores. — Cumprimentei os dois homens com apenas um aceno de mão. Papai me lançou um olhar severo.

– Olá, Beatrice. — O careca respondeu.

– Oi, Tris. — O cara ao meu lado também respondeu. Fiquei me perguntando como diabos ele sabia meu apelido.

– Beatrice, esses são Quatro e Eric. — Papai avisou, não fazendo nenhum gesto para saber quem era quem. — Eles são do exército.

– Legal. — Foi tudo o que eu consegui dizer. Do exercito? Tiraram meu guarda-costas de uma porra de um exército?

Olhei para o careca. Ele tinha uma cara de vilão com todos esses piercings e tatuagens. Que belo exemplo de babá ein, pai?

Papai interrompeu meus pensamentos me entregando um papel suspeito.

– Assine aqui. É um documento constando que Quatro será responsável por você.

Assinar? Por que raios eu preciso assinar um documento? Eu já não disse que sim? — Surtei. — Quer dizer, eu nem pude falar sim já que eu nem tive escolhas!

– Se acalme, Tris. Meu Deus. — O cara que estava ao meu lado colocou a mão no meu ombro. Olhei para ele atordoada.

– Que tipo de intimidade e essa, cara? Me chamar de Tris e tocar no meu ombro? — Perguntei furiosa. Ele, ao contrário de mim, nem se abalou. Abriu um sorriso da forma mais presunçosa o possível.

– Perdão. — Ele levantou as mãos em sinal de rendição.

– Beatrice, será que você pode assinar logo este papel? — Papai perguntou impaciente.

Um papel. Papai queria que eu assinasse um documento que constasse o fato de eu ter uma babá. Uma babá de percingis e tatuagens que cobrem praticamente o rosto inteiro. Fiquei me perguntando onde diabos papai achou esse sujeito.

– Pai, olhe para ele! — Apontei para o careca. — Ele tem tatuagens até dentro do ouvido!

– E dai? — O tatuado me perguntou. Tremi só por ouvir sua voz. Eu deveria calar a boca, mas não me segurei.

– E dai que você é um péssimo exemplo de guarda-costas.

Papai saiu de sua cadeira e mexeu nos cabelos. Esse gesto demonstrava que ele já tinha perdido toda a paciência. Ele andou até a janela, respirou fundo e se sentou de novo.

– Beatrice, seu guarda-costas não é ele – papai apontou para o careca. — Esse é Quatro. Seu guarda-costas. — Ele apontou para o homem ao meu lado, que sorria divertidamente.

– Oi, Tris.

Eu queria pular do penhasco mais alto, só que sem o cabo de proteção desta vez.

Notas finais
E ai? Me desculpem o capitulo pequeno, eu prometo que o próximo será maior! *-* Continuem deixando comentários. Quem sabe eu não poste mais cedo? hehehe Beijos audaciosos.