The (my) Bodyguard

11 #11. Por Favor.


Notas iniciais
Olá gente, adivinhem que dia e hoje? Segunda! Dia de que? The (my) Bodyguard, viva! Bem, foi Quinta-Feira passada que eu postei o ultimo capítulo, mas ainda estou chocada até agora com o tanto de comentários que recebi, sério, eu jamais pensaria que o masoquismo do Tuba causaria tanta repercussão. Só tenho que agradecer à vocês; Obrigada por tudo, povo! Obrigada quem favoritou, quem está começando a ler a fic agora e obrigada leitores fantasmas que resolveram aparecer, não sumam mais! Vou dedicar esse capítulo à glamorosa Jessie s22 que me deixou uma recomendação maravilhosa, obrigada mesmo! Sigam o exemplo dessa moça, gente! Me deixem recomendações! Heuheu. Enfim, já que todo mundo apoiou às cenocas hots, aqui está e por favor, deixem as opiniões, okay? Nunca tive tanto trabalho em escrever um capítulo como esse. Boa leitura!

Tobias

Ele estava no quarto. Iria ser hoje. Hoje eu mataria ele. Estava cansado de torturas, ele era meu pai, ele não podia fazer aquilo comigo. Estava cansado das cintadas, dos tapas, das pauladas e dos ferros, eu não merecia aquilo, ele é quem merecia. Hoje ele iria morrer.

Só conseguia pensar naquilo, nada mais se passava pela minha cabeça, apenas a sede de vingança e a fúria. Eu não merecia aquilo, minha mãe não merecia aquilo, mesmo não fazendo nada para reverter a situação, ela poderia denuncia-lo, mas ela não fazia.

Bem, como ela não se habilitava eu teria que fazer.

A arma? Eu tinha conseguido com Amar, meu vizinho. E dai que eu tinha apenas oito anos? Ele me entendia, ele faria qualquer coisa para fazer com que eu me livrasse de Marcus, até mesmo me ensinar como manusear uma arma. Ele sabia de tudo o que se passava, ele me compreendia. Qualquer pessoa compreenderia minha situação.

Você quer matar seu pai, Tobias. Mesmo sendo um sádico ele ainda é seu pai. Meu subconsciente repetia para mim, me deixando confuso e culpado. Não, eu precisava fazer aquilo, tinha que acabar com aquilo, cortar o mal pela raiz era minha unica escolha, era a unica escolha de todos nós. Todas as internações de Marcus não resolveram nada, ele sempre dava um jeito de voltar e sempre voltava pior. A morte era sua única escolha.

Ele estava no quarto. Iria ser hoje. Hoje ele iria morrer. Ele já estava dormindo, à hora de dormir era a unica hora em que ele ficava quieto. Mamãe estava ao seu lado dormindo pacificamente por baixo das cobertas. Por baixo das cobertas que cobriam suas feridas e hematomas. Somente por pensar nisso aquela onda de fúria já voltava com força. Marcus iria pagar, ele iria pagar por tudo o que fez comigo e minha mãe. Ele iria pagar com sua própria vida.

Estava de pé parado na porta olhando para os dois. Por que nossa família não poderia ser como as outras? Por que eu fui nascer justo nessa família? Eu queria apenas ser normal, queria um dia ir poder pescar com meu pai ou ajudar minha mãe com às compras, mas não, eu tinha logo que nascer na família Johnson.

"Um dia o mal será cortado pela raiz, meu filho."– Foram essas as palavras que mamãe tinha me dito uma vez.

Podia sentir o peso gelado em minhas mãos pequenas, eu podia fazer aquilo, eu podia. Levantei a arma, destravei-a, apontei para Marcus, mas antes de apertar a porra do gatilho mamãe começou a chorar.

– Tobias, meu filho, o que você está fazendo? — Ela indagou em pânico.

– Cortando o mal pela raiz, mamãe.

– Tob, larga essa arma. Onde você conseguiu isso? Tobias, ouça a mamãe. — Ela se mexeu no intuito de sair da cama.

– Não se mexa! — Gritei apontando a arma para ela que ficou congelada em seu lugar. — Cale a boca, mamãe. Eu vou cortar o mal pela raiz, eu vou.

Lágrimas pinicaram em meus olhos. Eu não iria chorar agora. Não podia chorar. Eu iria ser forte, iria aguentar. Tinha que cortar o mal pela raiz.

– Tobias, não faça isso. Escute à mamãe, por favor. — Mamãe ainda chorava. Marcus se remexeu na cama e antes de que eu pudesse processar qualquer coisa eu já tinha apertado o gatilho.

Apertava sem parar. Fechei os olhos e apertei diversas vezes. Eu tinha cumprido minha missão. Eu tinha cortado o mal pela raiz. Agora eu e mamãe seriamos felizes. Apertei o gatilho novamente, mas nenhum barulho saia, as balas tinham acabado. Abri os olhos convicto, as lágrimas tinham escapado.

– Mãe, estamos livres! Estamos livres, mamãe! — Larguei o peso gelado no chão de madeira e corri para mamãe que agora estava deitada na cama encharcada de sangue. — Mamãe, eu consegui cortar o mal pela raiz! Eu consegui!

Me joguei em cima de mamãe completamente feliz, ignorando — ou pelo menos tentando — os respingos do sangue de Marcus que se espalhavam pela cama, eu não me preocupei em olha-lo. Eu estava livre, os sangues não eram nada, agora eu tinha minha liberdade!

– Mamãe, acorda. Acabou. Acabou tudo. — Balancei mamãe, que não acordava de jeito nenhum. — Mamãe! Mamãe!

Foi quando eu olhei seu pescoço. Havia muito sangue ali, será que era apenas o sangue de Marcus? Por que minha mãe não acordava? Por que ela estava ficando roxa?

– Mamãe, acorda por favor. — Chorei, já sabendo a resposta para todas as minhas perguntas. — Mamãe! Me desculpa, por favor. Acorda. Mamãe!

Mas ela nunca mais acordou. Eu tinha matado minha mamãe. Eu não tinha cortado o mal pela raiz. Eu tinha me tornado o mal.

*****

– Tobias, eu sei que você está ai. Abre essa porta agora!– A voz de Tris me tirou completamente de meus demônios. Era Tris mesmo ou eu estava delirando? — Tobias!

– Tris? — Indaguei, interrompendo as cintadas. Eu não poderia fazer isso com Tris aqui, mas eu tinha que fazer. Eu tinha a machucado. Tinha ferido seus sentimentos. Uma onda de dor, culpa e desejo percorreu meu corpo. Eu quero está garota tanto que dói, e só de pensar nela com Al eu sentia raiva de mim mesmo.

Girei o cinto na minha mão e acertei em minhas costas mais uma vez, inclinando minha cabeça para trás e absorvendo completamente a dor que em poucos minutos foi transformada em prazer.

– Abre, Tobias. Por favor.

– Você não quer me ver assim, vá embora. — Tris não podia me ver assim. Eu sou um monstro, ela não podia me ver.

Ela iria me abandonar e seria somente eu novamente, eu teria Tris apenas em meus sonhos como sempre e eu não poderia suportar. Deus teve piedade de mim, ele me deu uma chance de rever Tris, então por quê eu estava a desperdiçando? Girei o cinto, acertei e inclinei minha cabeça esperando sentir aquela dor aguda e latejante que logo seria transformada em uma dor boa.

Eu não ouvia mais a voz de Tris e isso me deixou atordoado, como se algo fosse arrancado de mim. Era apenas uma alucinação então. Tris estava com Al. Eu tinha abandonado-a, ela tinha o direito de me abandonar também. Girei o cinto e acertei.

– Tobias! — A voz de Tris voltara a me atormentar. Girei o cinto e acertei mais forte dessa vez.

– Tris, vai embora. — Respondi ofegante, não conseguindo me concentrar e sentindo a verdadeira dor. De repente as luzes se acenderam, o que era? Girei o cinto e acertei.

– Tobias. — Tris sussurrou meu nome fracamente. Era ela. Ela viu. Ela iria fugir a qualquer momento, ela iria me deixar.

– Tri... Tris? — Virei minha cabeça para ver sua pessoa atrás de mim com seu belo rosto pálido, eu não conseguia me concentrar em sua figura ali, tinha que absorver a dor. — Como você...

– Por que você está fazendo isso? Diz, Tobias! Por que você faz isso com si mesmo?!

– Beatrice, vai embora. Por favor. Eu não quero que me veja assim. Por favor. Vai embora. Por favor. — Eu não consegui aguentar, eu curvei minha cabeça e chorei. Chorei por ser fraco, chorei por ser estupido, chorei por tudo. Tris não podia me abandonar, eu fui estupido novamente, ela não podia ver isso. Não era orgulho, eu apenas não quero que Tris faça parte desse mundo, do meu mundo masoquista.

– Calma, vai ficar tudo bem. — Ouvi sua voz sussurrada depois de um tempo e isso incrivelmente me acalmou. Eu sabia que nada iria ficar bem, mas ouvir Tris dizendo essas palavras era reconfortante. — Eu vou limpar suas feridas, ok? Você certamente irá aguentar.

Paralisei. Não, Tris não podia me ajudar, tudo iria ficar mais difícil se fizesse.

– Não. Por favor, Tris. Vai embora. Por favor. — Implorei. Eu não queria que ela fosse embora, mas isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde.

– CALA A BOCA E LARGUE ESTE CINTO! EU VOU LIMPAR A PORRA DE SUAS FERIDAS E PONTO!

Tris se aproximou de mim com uma toalha e a pressionou em minhas costas o mais delicadamente possível, eu não iria suportar, era tão bom que doía de verdade. Inclinei minha cabeça para trás e gemi, dividido entre o prazer e o desespero. Deus, era muito bom, mas Tris não podia vivenciar isso. Eu não quero que Tris me dê prazer desse jeito.

– Você não entende! Não faz isso, por favor, por favor. Você não entende. — Pedi novamente, sem folego. Eu queria mais daquilo, eu queria, eu tinha que resistir, Tris não podia fazer isso.

– Não entendo o que? — Ela indagou ainda pressionando a toalha em minhas feridas. Eu gemia e ofegava desesperado, lutando comigo mesmo. Ela tinha que parar ou eu teria um orgasmo contra a minha própria vontade ali mesmo.

– Pare, Tris. Pare! — Me contorci desesperado e resolvi abrir o jogo. — Você está piorando tudo. Para, por favor. Eu sinto prazer, isso é bom para mim. Pare com isso. Por favor. Por favor.

Tris parou quase que instantaneamente. Essa é a hora em que ela sairia correndo e me abandonaria.

– O... O que?

– Tris, eu sou um masoquista.

******

Tris

– Um masoquista? Você é um masoquista? — Minha voz saiu em um sussurro silencioso.

Um masoquista, isso explica diversas coisas como, por exemplo, o dia no hospital. Eu confesso que já tinha imaginado várias coisas de Tobias, eu não sei, ele poderia ser um mafioso, um traficante, um suicida, mas um masoquista? Eu não poderia ficar mais chocada.

Eric, cadê você?

– Você... Você se machuca porquê você... gosta? — Sussurrei novamente, ainda incrédula, nem sabia mais o que sentir nesse momento. Eu queria correr, queria gritar e correr. Se não fosse Tobias nessa cama eu juro que faria.

Tobias assentiu, claramente destruído. Se ele não podia sentir dor, por quê ele parecia tão devastado?

– Por que você está chorando então? — Tobias estava de joelhos abertos em sua cama com a cabeça ainda inclinada em seu peito. Sai de meu transe e hesitantemente subi na cama e me ajoelhei em sua frente, ele precisava de ajuda.

Eu não sabia o que fazer, meu primeiro pensamento foi bater em sua cara, mas logo me lembrei de que eu só estaria lhe ajudando, eu queria ajuda-lo, mas não desse jeito, então descartei a ideia. Contudo, no calor do momento, dividida entre o pavor, raiva e pena, eu apenas peguei minha mão e coloquei em cima da sua, não podendo ignorar o breve choque que senti e o calor de suas mãos.

– Porque você me viu. — Ele finalmente levantou sua cabeça e respondeu minha pergunta. Seus olhos estavam vermelhos e seus lábios inchados.

Eu me sentia péssima por pensar nisso logo nesse momento que não é um dos melhores, mas Tobias estava tão estranhamente lindo; Seu olhar segurava o meu e minha mão ainda estava na sua quente e confortante.

– Por favor, Tris, não me abandone. Eu sou um monstro, mas não me abandone. — Tobias pediu apertando minha mão.

Eu já não conseguia mais pensar em nada, todos os meus pensamentos lógicos tinham evaporado. Eu só queria ajuda-lo, eu não iria abandonar Tobias, até porque nem tinha como. Mesmo sendo um masoquista ele ainda era meu guarda-costas.

Há outra coisa também, a mesma coisa que me fez dizer não para Al. Eu estava gostando de meu guarda-costas? Eu não sei, mas tudo indicava que sim. O panico me bateu novamente. Tinha sonhando com Tobias, os sonhos mais loucos possíveis; Fantasiei meu guarda-costas nu, eu sempre achei ele atraente, claro, mas eu acho que tudo isso era mais do que atração.

Entretanto, agora acabo de descobrir que meu guarda-costas é um masoquista. Toda atração e sentimentos que sinto por ele deveriam sumir, não é? Afinal, ele é um masoquista. Por que eu acho que tudo apenas piorou?

Não, eu não estou apaixonada por meu guarda-costas. Estou confundindo piedade com paixão, é isso.

– Eu estou aqui, eu não vou te abandonar. — Sibilei, por fim, olhando diretamente em suas iris azuis hipnotizantes. Eu iria para o inferno com certeza, porque enquanto ele precisa de ajuda, aqui estou eu pensando em como esse simples olhar faz coisas estranhas entre minhas pernas.

– Promete para mim, Tris. — Ele fechou os olhos com força, provavelmente para não chorar. — Não me abandone, por favor.

– Eu prometo. — Repeti convicta, mesmo não sabendo ao certo o que isto significava. Ele tinha medo de perder o emprego? Estava delirando? Deus, será que ele tinha usado drogas?

– Eu só tenho você, Tris. Só você e Andrew. Sempre foram vocês. — Ele sussurrou abrindo os olhos novamente. Certo, meu pai gosta de Tobias, disso eu não tinha duvida.

Mas e eu? Eu gosto de Tobias?

Sem pensar tirei minha mão da sua e a coloquei em seu rosto, em sua bochecha esquerda. Eu não sabia mais o que estava fazendo, meu coração batia forte com medo e ansiedade, eu só queria toca-lo de alguma forma, queria apenas tranquiliza-lo. Comecei a acariciar sua bochecha e ele gemeu, trazendo aquela sensação estranha no meio das minhas coxas de volta. Me aproximei mais e nossos joelhos agora estavam se tocando. Levantei minha outra mão e a levei em sua bochecha direita, agora estava segurando seu rosto. Meus polegares roçaram seus lábios entreabertos e eu só pensei em fazer uma coisa. Eu queria beija-lo.

E eu fiz. Trouxe minha cabeça para frente e cautelosamente colei meus lábios no seus, macio, quente, doce e suave, eu queria mais. Fechei meus olhos, abri um pouco minha boca e beijei seu lábio inferior. Sua boca também começou a se movimentar e estávamos definitivamente nos beijando. Não sei se era paixão ou luxuria, mas eu sentia algo estranho, uma dor do peito parcialmente boa, como se algo lá dentro tivesse sido preenchido. Abri minha boca novamente, dando permissão para sua língua entrar e me entreguei em nosso beijo calmo e doce como se minha vida dependesse disso. As mãos de Tobias encontraram meus cabelos e ele me empurrou, ficando em cima de mim.

Minha mão ainda segurava seu rosto possessivamente, nosso beijo continuou doce e carinhoso, estava aproveitando cada segundo e nesse momento eu já não sabia mais o que era ou não errado, se ele era ou não meu guarda-costas ou se estava apaixonada por ele ou não. Eu estava perdida em seu beijo.

– Eu preciso de você. Por favor. — Tobias afastou nossos lábios sem folego, assim como eu. Eu não queria parar, eu queria mais.

– Eu também. — Foi tudo o que consegui dizer. Flashes do sonho que tive com Tobias se passaram por minha mente. Eu queria isso, eu sempre quis isso. Entrelacei meus braços em seu pescoço com urgência e trouxe ele para meus lábios novamente, mas ele hesitou e meu coração errou uma batida. Oh, meu Deus, ele iria me rejeitar.

– Eu nunca fiz isso com ninguém. — Sua voz estava rouca, ele estava apenas complicando as coisas... Espera, o que ele disse?

– Você é virgem? — Perguntei chocada e ruborizada ao mesmo tempo. Ainda existem garotos virgens? Que não sejam, sei lá, gays?

– Sim. — Ele calmamente respondeu, ainda em cima de mim. Seu cabelo estava bagunçado, seus lábios mais inchados do que nunca e oh, ele não podia estar mais lindo e desejável. Como uma pessoa dessas pode ser virgem?

– Eu também. — Murmurei ainda ruborizada.

– Você quer isso? — Ele indagou, hesitando novamente. — Eu te quero mais do que qualquer coisa, mas eu não posso fazer isso se você não quiser.

– Eu quero. — Sussurrei ainda com o meu bom senso perdido. Eu sabia que quando tudo isso acabasse eu iria me arrepender, mas eu não iria pensar nisso agora. — Eu quero.

Dessa vez ele não hesitou, aproximei nossos lábios novamente e ele se entregou. Seu peso estava me esmagando, mas eu não me importava. Deslizei minhas mãos por seus braços explorando-o e provando o nosso beijo agora desesperado comparado ao nosso primeiro beijo que foi calmo e carinhoso. Suas mãos desceram em meu corpo passando por meu rosto, meus seios e parando em meus quadris, minha pele queimando em cada parte que ele me tocava. Fiquei um pouco nervosa, eu nunca tinha feito isso, e se eu fizesse errado?

Caralho, eu já estou fazendo uma coisa errada.

Minhas mãos continuou passeando por seus braços, seu peitoral, seus ombros saciando cada centímetro, e quando cheguei em suas costas ele soltou um gemido forte. Droga, eu esqueci!

– Desculpe. — Sussurrei apavorada.

– Não, eu quero que você me toque, por favor. — Ele pediu. Tobias estava me pedindo para tocar em suas feridas. Oh, Deus. — Me toque.

Seus lábios deslizaram sobre meu pescoço e todo o pequeno raciocinio que tinha me sobrado foi embora no mesmo instante. Minhas mãos chegaram em seus ombros novamente e hesitantemente percorri meus dedos sobre suas feridas ainda frescas, Tobias gemeu novamente e isso apenas me incentivou a continuar, eu já adorava o seu barulho e queria ouvir de novo. Seus lábios agora desciam mais para baixo sobre meus seios e o nervoso tomou conta de mim novamente, mas eu não podia ignorar minha excitação.

– Vamos tirar essa coisa. — Tobias murmurou, parando os beijos para tirar minha blusa cinza, me deixando apenas com um sutiã rosa (que no momento me pareceu broxante) e jeans.

– Essa coisa se chama blusa. — Joguei a mesma no chão e procurei petulantemente os botões da calça de Tobias, o mesmo que me lançou um olhar nervoso. Oh, eu não era a unica, menos mal. Ele rapidamente se livrou da calça, sua atenção e boca foram para meus seios, e suas mãos para os botões de minha jeans.

Em questão de segundos estava apenas com meu sutiã e minha calcinha. Tobias se sentou e parou por uns segundos para me analisar — eu corei, é claro que eu corei — e quando seu olhar estava de volta nos meus sua boca possuía um sorriso indecifrável.

– Você é bem mais bonita do que em sonho, Tris. — Ele distribuiu um beijo carinhoso em minha testa, e nesse momento eu poderia estar amando ele.

– Digo o mesmo. — Admiti ruborizada. Dessa vez ele me deu um sorriso inteiro e eu não pude deixar de sorrir de volta.

Inclinei meu corpo para cima e ousadamente, me sentei em cima dele, deixando nós dois sentados. Tobias me lançou um olhar escuro e timido ao mesmo tempo o deixando mais sensual. Para encoraja-lo, peguei suas mãos e coloquei-as sobre o fecho de meu sutiã, levando meus lábios aos seus novamente. Seus dedos faziam cocegas sobre minha pele e finalmente meus fechos se abriram, suas mãos subiram para meus ombros e lá ele desceu as alças de meu sutiã fazendo ele cair completamente.

– Eu não acredito que isso está acontecendo, Tris. — Ele murmurou sincero. Seu olhar desceu sobre meus seios nus e eu não pude deixar de me sentir mais desejada.

E ele começou seu trabalho. Suas belas mãos agarraram meus quadris me trazendo mais para ele e eu entrelacei minhas pernas em sua cintura me aninhando em seu colo e o sentindo pronto para mim. Oh, meu Deus. Eu não podia aguentar mais, queria senti-lo por completo, queria que ele fosse totalmente meu, que nós fossemos um só. Seus lábios deslizaram sobre meus seios e eu me senti desfalecer. Soltei um gemido involuntário e minhas unhas arranharam suas costas machucadas o fazendo gemer também.

– Eu preciso de você. — Ouvi sua voz rouca e entrecortada. — Devagar agora, Tris, preciso sentir você, conhecer você, preciso que você seja minha agora. Sonhei muitas vezes com isso e não posso esperar mais nenhum segundo.

– Então vamos logo com isso. — Gemi, puxando um punhado de seus cabelos e inclinando minha cabeça para trás para dar mais acesso aos seus lábios. Pude senti-lo rir e fiquei mais confortável, era bom vê-lo feliz, embora minha urgência de seu corpo sobre o meu não fosse uma piada.

Meu comentário deve te-lo incentivado porque suas mãos agora estavam descendo em meus estomago fazendo minha pele se queimar cada vez mais. Eu nunca tinha tido um orgasmo antes, mas acho que se Tobias me torturasse mais um pouco com essas mãos eu iria ter um não tão tarde. Seus dedos entraram em minha calcinha e eu praticamente suguei todo o ar do quarto. Me balancei precisando de mais e ele deve ter entendido porque seu dedo entrou em mim e fez o seu trabalho.

– Tobias, está tudo muito bom, mas eu realmente não quero os seus dedos. — Admiti entre meus ofegos.

– Você tem que ser mandona até nesse momento? — Ele sorriu, beijando-me na boca.

– Principalmente nesse momento. — Foi a minha vez de procurar o cós de sua cueca fazendo ela sair de Tobias e oh, meu Deus, isso foi tudo o que fui capaz de dizer até em pensamento. Bem, foi meio difícil tirar a cueca completamente já que eu estava praticamente enganchada nele, mas demos um jeito de tirar nossas únicas peças de roupa.

– Tris, isso é muito importante para mim, eu não trocaria esse momento com nenhuma outra mulher. — E antes de qualquer outra coisa ele me abraçou pela cintura deitando sua cabeça em meus ombros. Oh, não, ele estava triste de novo? — Você está arrependida?

– Oh, Tobias, se eu estou aqui é porque eu quero. Você sabe disso. — Respondi. Suas palavras me paralizou por um breve momento e eu senti uma urgente vontade de chorar. Eu não sinto que estou fazendo algo errado por mais que isto seja, pela primeira vez eu sinto que estou fazendo a coisa certa e com a pessoa certa.

Devagar, Tobias me empurrou para o colchão e novamente me fazendo ficar embaixo dele. Sua boca encontrou à minha mais uma vez e Cristo, eu nunca no mundo poderia imaginar que Tobias fosse assim tão... Carinhoso. Ele se moveu e eu o senti entre minhas coxas, ele me olhou nos olhos e eu vi que ele estava me pedindo permissão de novo.

– Por favor. — Dessa vez eu supliquei.

– Oh. — Eu ofeguei quando senti seu membro entrando em meu sexo e a sensação de aperto dentro de mim. Ele ficou imóvel, apenas me observando com uma sombra de preocupação em seus olhos azuis, e mesmo tão atordoada com a magnifica sensação dele dentro de mim eu não pude deixar de revirar os olhos.

– Machuca? — Ele indagou seriamente, mas também não conseguindo esconder sua empolgação.

– Tobias, cale à boca, pelo amor de Deus. — Mandei, ainda me acostumando com ele dentro de mim.

Minutos depois eu já estou confortada, Tobias entra e sai de mim calmo e carinhosamente, como se tivéssemos todo o tempo do mundo, bem, temos todo o tempo do mundo. Sua cabeça estava enterrada em meu ombro e cada gemido vindo de sua boca me causava algo prazeroso no estomago, na espinha e entre minhas coxas. Minhas mãos acariciaram seus cabelos lentamente enquanto as suas viajavam pelo meu corpo quente e suado, ele me puxou para mais um beijo e meu corpo ficou rígido.

– Oh, Tris. — Tobias explodiu dentro de mim me incentivando a fazer o mesmo, e juntos chegamos ao nosso clímax. Respirava pesadamente e meu coração batia forte. Tobias caiu em cima de mim completamente esgotado e com sua respiração irregular, ele beijou meu ombro e rolou para o colchão ficando ao meu lado.

– Ah... Ual. — Foi tudo o que ele pode dizer. Eu dei risada.

– É... Ual. — Me virei, ficando de frente à ele. Estava muito cansada para fazer qualquer outra coisa, então tudo o que posso fazer é entrelaçar minha perna na sua e dormir.

*****

– Sinceramente, Tris? Eu não sei bem o que é amor, mas se ele for metade desses minutos que passei aqui com você, eu acho que te amo. — Mãos acariciavam meus cabelos e eu acho que estava sonhando. — E acredite, não é precipitado.

Notas finais
Isso é tudo, pessoal. Espero que tenham gostado! *-----* Mas e Tris, ein? Será que vai levar tudo numa boa ou vai dar mais um de seus surtos? hehe' Até semana que vem, amores!