The mine word

15 Capitulo 14: Um céu estrelado de memórias.


Notas iniciais
Eai galera, beleza? Voltei com outro capitulo e queria dizer que vou tentar postar os capítulos quarta ou quinta-feira também. Bora lê?

—Não é óbvio? Eu estou chorando. –Disse ela com os olhos cheios de lagrimas.

—Porque está chorando? É por causa da Pheal? –sento-me ao seu lado.

—Não... Na verdade é por causa dela, mas não é só isso.

—Oque é então?

—Eu me lembrei dela, me lembrei do quanto eu a odiava e isso me magoa profundamente. –Disse ela apertando o peito com a mão direita.

—Isso não é motivo pra se ficar chateada, nós estaremos do seu lado até o fim.

—Mas e quando tudo isso acabar? Quando você for pra casa e eu voltar pra fazenda do meu pai? Esses dias que passamos juntos foram muito divertidos, mas eu não quero que essas memórias não tenham significado no futuro.

Ela me deixou sem palavras, eu ainda não havia parado pra pensar nessa questão. A luz da lua cheia ilumina a água e tudo a sua volta com um brilho mágico e hipnótico.

—Bem... Talvez isso não acabe tão cedo.

—Como pode ter tanta certeza? A cidade dos endermans está mais perto do que você pode imaginar. Eu... Eu preciso de tempo pra... –Eu a abraço inconscientemente, não sei oque deu em mim àquela hora, mas eu só queria ficar junto da Pompo. –Oque está fazendo? Eu não tomo banho há dias, devo estar toda suada.

—Eu não me importo. –Ela dá um suspiro de surpresa. –Não me importo com nada que não envolva você.

Ela fecha o abraço e encosta a cabeça no meu peito. –Você jura que não vai me abandonar?

—Eu prometo. –Digo fazendo carinho em sua cabeça.

Suas lagrimas escorrem pela minha camisa branca e se misturam com o seu doce cheiro. Ela me afasta um pouco. –Vire de costas.

—Por quê?

—Apenas vire-se.

Eu fico de costas pra ela e para o rio, o barulho das suas roupas chama a minha atenção. –Oque você est...

Ela se cobre com seu colete. –Não olhe!

—D-Desculpa! –Viro-me imediatamente. O barulho continua por mais alguns segundos até que eu escuto um barulho de água. –O-Oque você está fazendo?

—Estou me banhando no rio, não deixe ninguém me ver assim!

—Espera, isso quer dizer que você? –Eu engulo em seco ao pensar na situação.

—Sim, se você me olhar eu vou explodir a sua cabeça.

—Eu não vou olhar! –Digo morrendo de medo e ansiedade.

O tempo pareceu passar bem devagar naquela situação, estava tão nervoso com oque poderia acontecer que estava suando frio. Os outros continuam dormindo, embora eu ache que apenas o Sekka seria um incomodo nesse momento.

—Está tudo bem aí? Você parece meio nervoso.

—E-Eu não estou nervoso!

—Uh... Você está tremendo. Você quer tanto assim olhar pra mim? –Disse ela com uma voz provocante. –Eu não me importaria com uma olhadinha de leve.

—Eu prometi que não iria olhar!

—Ha ha ha... Eu estou apenas brincando. Você é tão fofo quando está nervoso. –Ela começa a andar na água.

—Oque está fazendo?

—Eu já acabei, vou colocar as minhas roupas. –Ela começa a andar na areia. –Espere só mais um pouco.

Esse “pouco” pareceu demorar mais que o banho inteiro. –Já posso olhar?

—Não! –Pelo barulho ela deve estar colocando a camisa. –Pronto, pode olhar.

Eu me viro lentamente pra sua direção. Ela está usando apenas a camisa preta de tecido fino e o short de sempre, seu cabelo ainda está molhado e brilhando com luz da lua sobre ele.

—Você está incrível.

—Obrigada. –Ela fica vermelha. –Vamos pra perto da fogueira. –Ela pega suas outras roupas e vai comigo até a fogueira. –Ah! A água estava tão fria!

—É isso que dá tomar banho de rio a noite.

—Você não é o meu pai pra me dizer oque fazer! –Ela vira o rosto.

—Eu vou secar o seu cabelo. –Eu vou até a minha cama e pego a minha blusa verde e começo a enxugar o seu cabelo com ela.

—Não faça isso... Você não vai conseguir usar ela molhada.

—Eu me preocupo mais com a sua saúde do que com a blusa, e se você pegar uma gripe? –Ela fica quieta.

Termino de enxugar seu cabelo e começo a alisar ele com as minhas mãos. –Isso é vergonhoso. –Disse ela vermelha como um morango.

—Você quer que seu cabelo fique todo cheio de nós?

—Não, mas isso ainda é vergonhoso e ao mesmo tempo nostálgico.

—Como assim?

—O meu pai sempre penteava o meu cabelo depois que eu saia do banho... Eu sinto a falta dele.

Pelo jeito que a Pompo fala do pai dela ele deve ser o máximo, eu gostaria de conhecê-lo algum dia. –Você sabe pra onde ele foi?

—Não, ninguém sabe onde a guerra está acontecendo.

—Não existem boatos?

—Alguns dizem que é no Nether, mas outros dizem que é no arquipélago dos guardiões. –Essa explicação só me fez perceber que não sei nada da questão geográfica desse mundo.

—Não importa o tempo que a guerra durar, eu tomarei conta de você até que ele volte.

Ela se vira repentinamente. –Oque você está tentando dizer?

—Que eu te amo. –Ela fica mais vermelha ainda. –Eu te amo muito e se não pudermos ficar juntos nesse mundo eu irei te levar junto comigo para o meu mundo.

Ela fica sem resposta, talvez tenha sido muita coisa pra ela processar ao mesmo tempo. Ela inclina a cabeça e encosta no meu peito. –Você jura?

—Eu juro. –Ela me abraça e fecha os olhos e algum tempo depois eu também adormeço.

—Acordem logo, pombinhos, eu já estou ficando com inveja! –Disse Hedyps cutucando as nossas cabeças.

—Oque? –Eu olho pra baixo e vejo Pompo ainda meio sonolenta agarrada em mim. –Acorda baixinha, temos que ir.

Ela se levanta e se espreguiça esticando os braços pra cima. –Oque tem pro café?

—Resto de peixe. –Disse Hedyps.

—Oba! –Ela corre pra pegar um pedaço.

Não sei se foi o mau jeito ou se foi o peso da Pompo sobre mim, mas as minhas costas estão doendo pra caramba. –Há quanto tempo estão acordados?

—Já faz algumas horas, não queríamos atrapalhar vocês. –Ela dá um risinho.

—E cadê a Pheal e o Sekka?

—Eles foram à frente, disseram que vão nos esperar perto de um lago que fica seguindo o rio.

—Então vamos comer e seguir viaje. –Digo me levantando e indo comer junto com a Pompo.

Depois de comer nós arrumamos as poucas coisas que sobraram e seguimos pelo leito do rio. –Não acredito que aqueles dois idiotas levaram o meu cavalo!!! –Grita Pompo Indignada.

—Mas eles levaram a maior parte das coisas com eles. –Disse Hedyps.

—Levaram porque queriam! –Ela cruza os braços.

—Calma você pode gritar com eles o quanto você quiser quando chegar lá. –Digo.

—Acho bom!

Continuamos andando por mais ou menos duas horas até chegarmos ao tal lago. Pheal está sentada na areia perto da água e o Sekka está deitado sobre uma árvore.

—Chegamos! –Grita Hedyps acenando com o braço.

—Que demora! Porque demoraram tanto?! –Indaga Pheal.

—Não queríamos atrapalhar o seu encontro. –Diz ela dando um risinho.

Ela fica vermelha. –I-Isso não é um encontro!!

—Uh... Que chato. Talvez eu o pegue pra mim. –Disse Hedyps provocando.

—Como se eu ligasse. –Diz ela mexendo no cabelo.

—Vamos parar com isso e seguir viaje? –Digo.

—Ah... Vamos sim. –Pheal coloca suas botas e limpa a areia da roupa.

Pompo vai até o Sekka e o acorda. –Devolve o meu cavalo agora!!

—Calma menina. –Diz ele levantando do chão e desamarrando o cavalo da árvore.

Após resolvermos todas as questões idiotas do grupo nós voltamos a seguir viaje pelo leito do rio. Continuamos nesse ritmo por uma semana e, no fim, nós finalmente chegamos... –Bem vindos à cidade dos endermans. –Disse Pheal abrindo os braços.

Notas finais
Gostaram? Deixem um comentário dizendo oque vocês estão gostando e oque vocês não estão gostando e nós nos vemos na quarta (talvez).