The mine word
2 Capítulo 1: Em um novo mundo.
Notas iniciais
Sento-me na cama cansado, hoje foi um dia agitado.
—Nem acredito que isso esteja acontecendo. –Pensei.
Pompo entra no quarto, vestindo uma camisola verde claro com detalhes em verde.
—Não consegue dormir? –Perguntou ela parada em frente à porta.
—Pensando na minha casa.
Pompo aproximou-se e sentou-se ao meu lado, Mesmo que tenhamos aparentemente quase a mesma idade ela tem um corpo bem pequeno e cabelos loiros meio esverdeados muito lindos.
—Amanhã nós vamos ao território dos Enderman pra você poder usar um portal.
Eu também não entendi de primeira. Na verdade esse não é o nosso mundo, acabei aqui de uma maneira digamos idiota: Estava fazendo uma visita ao Grand Canyon em uma viagem pra comemorar a minha formatura na faculdade. Estava de frente a uma deformação quando senti alguém me empurrar. Tudo de que me lembro é de acordar e Pompo estar ao meu lado, ao que ela me disse eu estava desmaiado no meio da floresta.
—Gostaria de entender melhor pra onde vamos exatamente.
—Existe um reino que é totalmente isolado. Ele é coberto por uma barreira. Lá devem ter um portal para o seu mundo, os Enderman que conhecem esse tipo de craft.
Craft é um tipo de poder mágico que os habitantes desse mundo possuem. Pompo me explicou que cada raça consegue manipular uma substância ou forma de energia diferente. O povo dela, por exemplo, pode fabricar pólvora e gerar explosões apenas com um pouco de concentração.
—E como planeja entrar lá, então?
—Meu plano não foi tão longe assim. –Pompo faz uma expressão totalmente infantil. –Eu sei que está assustado, mas tudo vai ficar bem. Você tem a minha palavra.
—Tudo bem. Deixe-me dormir um pouco. Espero que meu cérebro consiga processar o que houve hoje.
—Está bem, deixarei você sozinho então.
Pompo sai do quarto. Deito-me na cama de madeira que não possuía colchão. Era dura como o próprio chão, sendo apenas forrada com alguns edredons.
—Espero não ficar muito tempo aqui. –Pensei.
Com esse pensamento eu adormeci. No dia seguinte, acordei com Pompo me chamando, olhei meu relógio e marcava seis horas da manhã, embora o tempo aqui possa ser diferente do da Terra.
—Por que acordar tão cedo? –Perguntei ainda com peso nos olhos.
—Eu preciso cuidar do gado do meu pai e pensei que você poderia me ajudar.
Pompo está com uma camisa preta com um colete de couro verde por cima e usando um short preto de algum tecido grosso.
—Tá bem, eu ajudo você. Tem alguma coisa pra comer?
—Do que está falando? Vamos pegar a comida agora.
Na hora fiz uma cara de surpresa, sabia que esse mundo parecia atrasado, mas não pensei que tanto.
—Oque eu preciso pegar?
—Você pode pegar uns ovos no galinheiro, eu vou pegar um pouco de leite e geléia no galpão.
Levantei-me e fui até o galinheiro, fiquei surpreso por haverem galinhas nesse mundo.
—Que bizarro, como pode o mesmo animal existir em dois mundos?
Na curiosidade eu fui verificar se realmente havia ovos lá, e havia, peguei alguns e sai daquele lugar. Fui até o galpão onde Pompo estava e fui até ela.
—Aqui os ovos que você pediu.
—Obrigada, poderia pegar a geléia? Ainda tenho que tirar o leite.
Olhei para o bicho a sua frente e acabei falando:
—Oque é isso?
—Como assim? Não existem vacas no seu mundo, não?
—Existem, mas eu não esperava achar uma aqui.
—Uh... Gostaria de ver como é o seu mundo.
Nesse meio tempo sai de lá, peguei a tal geléia, que parecia normal a primeira vista e coloquei na mesa. Pompo chegou com um balde cheio de leite, o coloca em um balcão e logo em seguida indo até um armário até um armário.
—Aqui, pega um pouco de pão.
—Obrigado.
Peguei o pão e cortei ao meio, passei um pouco de geléia e comi.
—Nossa, está muito bom.
—É receita de família.
Nunca havia comido um pão tão bom e macio, mesmo que não fosse fresco é impressionante o fato de não estar duro.
—Aqui, experimenta com manteiga.
No inicio fiquei meio apreensivo com a idéia, mas decidi provar, estava uma delicia, não parecia com a manteiga que eu passava no pão ou nas panquecas toda manhã, mas era de longe a melhor coisa que havia comido naquele dia.
—Bom, né? Minha família tem o melhor gado da região.
—Realmente, a propósito, onde está sua família?
—Meu pai foi convocado pra uma guerra e minha mãe foi à cidade trabalhar, deve voltar em uma semana. –Ela fez uma expressão triste.
—Desculpe, não devia ter perguntado.
—Tudo bem, não se preocupe com isso.
Terminamos de comer e Pompo foi alimentar os animais enquanto eu voltei pra cama, não conseguia mais dormir, mas fique lá pensando.
—Isso não parece ser um sonho, eu realmente estou em outro mundo.
Com esse pensamento eu continuei ali deitado pensando. Uma hora se passa e alguém abre a porta do quarto.
—Você vai ou não?
—Onde?
—No território dos enderman, esqueceu? Levanta.
Havia me esquecido totalmente que iríamos sair hoje.
—Calma, eu só vou me arrumar.
—Te espero lá na porta então.
Ela saiu do quarto, não sei por que disse que iria me arrumar sendo que nem tenho outra roupa a não ser essa camisa branca e esse jeans azul. Sai em alguns minutos, Pompo estava ao lado da porta da frente me esperando.
—Vamos?
—Vamos.
Saímos da casa e Pompo trancou a porta.
—Nós vamos a pé?
—Não, você está louco? Vamos de Cavalo.
Quando ela disse isso eu até assustei, imaginei que fosse ser um bicho totalmente esquisito, mas acabou que eram cavalos mesmo. Pompo subiu no seu e eu no outro, ela disse que era só relaxar e deixar que o cavalo fizesse o trabalho.
—A-Assim?
—Isso, vamos devagar pra você se acostumar.
Começamos a andar. O sol da manhã estava forte e o ar meio frio ainda.
—Para onde vamos exatamente? Vamos seguir caminho direto até o tal lugar dos enderman?
—Não, precisaremos cruzar todo território dos Creepers e depois o das Aranhas pra chegar lá. –Pompo explicava como se eu entendesse da geografia desse lugar.
Continuamos andando o resto do dia todo.
Fale com o autor