The last house
14 Keeping Up
Notas iniciais
Eu caí no amor com você, muito antes que eu soubesse, o que isso significou para desistir de tudo...Eu era uma pedra rolante...Até que você veio e deu um sentido para tudo. Eu não poderia te prometer nada, Se foi tudo um engano,então eu acho que nós dois somos os culpados...Agora eu sei...eu perdi você há muito tempo atrás.
A long time ago – First Aid Kid
Duas semanas foram suficientes para Robin perceber que seu tempo fora de steverson havia sido em vão. O dia passou sem pressa, ele não podia esperar para cair no encantamento de seu filho novamente, a saudade do pequeno Roland estava acima de qualquer outro sentimento, mas ele também estava certo que não ia esquecer aquela mulher, não mais. O homem apoiou seus pulsos sobre a parede enquanto sentia a água rolar pelo seu corpo, e mais uma vez ela estava em sua mente, lutando contra qualquer outro pensamento. Finalmente ele estava em casa, ou melhor, na casa de sua mãe, que o esperava no andar de baixo com a mesa posta contendo suas comidas favoritas.
– Robin não vai comer? – Diane pergunta quando olha para o filho descendo as escadas e se dirigindo até a porta da rua.
– Depois! Eu preciso encontrar uma pessoa agora.- ele fala e sai, a mulher fica pensativa, sabia que Roland não seria, pois, o menino já estava indo visita-lo no dia seguinte.
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Tudo estava sempre do mesmo jeito, no mesmo lugar, Mas algo parecia diferente, Robin manteve seu olhar fixo para os portões da casa no final da rua, então ele fechou seus olhos e flashes da noite de amor que ele teve com Regina começou a invadir seus pensamentos. ( Droga Robin!) ele disse a si mesmo saindo dali, e indo em direção ao pub local. Minutos depois quando o homem adentra ao local, olhares curiosos caíram sobre ele, mas Robin foi direto a mesa onde Killian o esperava.
Killian não sabia como agir, Robin agora sabia de tudo, e ele se sentia mais culpado do que nunca, talvez até pensasse que sua amizade com ele havia acabado ali, Robin havia deixado a cidade pouco depois de saber, fato que não lhe deu o tempo necessário para conversar sobre o que aconteceu, mas Robin precisava vê-lo, precisava de uma opinião de alguém que estivesse de certa forma fora de qualquer culpa.
– Killian
– Robin eu...
– Não precisa Killian... por favor apenas se sente. – Os dois se sentam e o garçom traz uma bebida forte para ambos.
– Como foi a viagem?
– Bem, como está Emma?
– Está bem, teve que ir pra Boston essa semana.
– uhnn
– Robin qual é... você não vai falar nada?
– Estou apenas fazendo o que você fez durante.. sei lá.. 15 anos!
– Eu...
– Eu sei Killian, minha mãe provavelmente deve ter pedido para não falar nada, pois era para minha segurança, e provavelmente ela fez isso com metade da cidade, e vocês apenas levaram a diante toda a situação, mas daí o tempo foi passando e ninguém mais se importava, não é? Ela tinha ido embora, Marian apareceu, eu me casei, o Roland nasceu. Todos pensaram que talvez havia sido melhor as coisas terem acontecido dessa maneira, não é? Eu estava feliz, ou pelo o menos parecia, e o pequeno detalhe de que todos ocultaram de mim metade da minha própria vida, era só isso, um mero detalhe.
– Nada do que eu fale agora vá amenizar qualquer que seja. Eu errei, Todos nós erramos Robin, o que eu posso te dizer são as minhas sinceras desculpas, saiba que eu nunca fui de acordo com essa coisa toda, mas talvez você esteja certo, nós achamos que as coisas estavam caminhando para o bem, e por mais que você negue, por um tempo elas realmente estavam.
– Sabe o que é mais engraçado? — Robin ri – Eu me apaixonei por ela, sem nem ao menos saber quem ela era.
– Você sabe que não é tarde, não precisa ser muito inteligente para ver que ela ainda ama você também.
– Eu juro que tentei, tentei esquecê-la, irônico isso não? Eu passei a minha vida inteira tentando lembrar, e agora que eu mais quero é esquecer, e simplesmente eu não consigo.
– Vá atrás dela.
– Eu não posso! A vida dela é em Nova York, a minha é aqui, nós dois seguimos caminhos muito diferentes, e ela está para se casar.
– Como você pode ter tanta certeza disso?
– Não importa Killian, é tarde demais, não há nenhum caminho para nós a esquerda, eu preciso seguir a minha vida, e deixar que ela siga com a dela.
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As coisas estavam começando a entrar nos eixos para ambos. Robin conseguiu um novo emprego para lecionar aos calouros da universidade de Boston, e dividia seu tempo entre as duas cidades. Roland agora estava morando com ele, em um pequeno apartamento que ele havia alugado no centro, já que Marian estava mais ocupada em dar atenção ao seu novo namorado. Se passara apenas pouco mais de um mês, mas parecia que haviam sido anos, desde que ele a viu pela última vez. Em Nova York já se passavam das 4 horas da manhã, Regina não conseguia dormir. Ela deslizou os lençóis sobre seu corpo, até que seus pés encontraram a textura gelada do piso amadeirado, ela colocou as duas mãos sobre a sua cabeça, e depois se levantou. Abrindo as cortinas das grandes janelas em pele de vidro, onde se tinha uma magnifica visão do Empire State Building, com as brilhantes luzes da cidade de Nova York, ela teve finalmente a consciência do que estava prestes a fazer, talvez seja por isso que ela não conseguia dormir, estaria ela fazendo a coisa certa? Não havia sido precipitado demais? Sua mente estava uma bagunça, sua vida não poderia ser diferente, mas já estava feito, ela perdeu o amor da sua vida, talvez ela nunca mais irá vê-lo. Mas nada disso importava mais, o futuro estava a sua frente, já estava feito. Ela se virou para a mesinha de cabeceira, onde seus óculos de leitura davam lugar para um pedaço de papel marche nas cores branco e perolado, parecia que estava molhado, ou algo assim, mas no fundo podia se ver claramente o que estava escrito : Regina e Jefferson convidam.
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Ela fechou seus olhos. Marfim, Gelo, Algodão, São todos brancos de qualquer maneira, que diferença isso faz, se o homem que a esperaria no altar não era o que ela verdadeiramente amava. Então ela abriu seus olhos frente ao espelho e a encontrou deslumbrante em um modelo Valentino Champanhe, sem muitos detalhes, este era completamente justo, com uma calda discreta estilo sereia, que delineava todas as curvas do seu corpo.
– oww Deus! Regina! – Mary que estava passando os olhos em alguns modelos da loja, se volta para Regina.
– Sim, ele é realmente o vestido perfeito
Regina se voltou para o espelho e ficou admirando-a. Ela se olhava imaginando sua caminhada até o altar, quando o único sorriso que ela poderia pensar era o de Robin, o olhar dele, a sua face esboçando um riso bobo, enquanto a via caminhar até ele, para ser sua esposa. Mas não era com ele que ele iria se casar. Pouco mais de um mês já haviam se passado desde que ela deixou Steverson, desde então ela não obteve nenhuma notícia dele, não que ela não tenha ido atrás, para saber que ele havia saído da cidade, a deixando ainda mais sem nenhuma esperança. Ela recusou o pedido de Jefferson, uma, duas, três vezes. Pobre homem, ele a amava! Isso era uma verdade! E Regina sabia que ela e Robin não poderiam ser mais nada. Então ela percebeu que estava interferindo mais uma vez em alguma possibilidade de pelo o menos tentar ser feliz, bem ela sempre gostou de Jefferson, ele realmente era um homem que a fazia bem, havia cumplicidade, amizade e porque não se casar? Para que esperar? Talvez algum dia ela realmente o amasse da mesma maneira que ele a amava, mas ela não estava o enganando. Ele sabia claramente o nível dos sentimentos dela para com ele e isso foi mais um motivo para ela aceita-lo, e deixar acontecer. Ela voltou ao provador, certa que havia feito a escolha certa para seu vestido de noiva quando experimentou pela primeira vez o modelo há 2 semanas atrás. Agora era real, seu casamento aconteceria em apenas 3 dias.
– Eu acho que nós vamos ter que fazer mais alguns ajustes na parte de cima – A vendedora disse.
– Eu concordo, estou sentindo essa parte apertando meus seios- Regina falou.
– Estranho, tem pouco tempo que você experimentou e estava perfeito.
– Ansiedade, geralmente as noivas engordam um pouco antes do casamento. – A mulher da loja é simpática.
Depois de certificarem que o vestido seria ajustado a tempo para o casamento Regina e Mary saíram da loja de noivas e seguiram para um café próximo ao central Park.
– Eu vi como você ficou na loja. – Mary fala depois de alguns minutos de silencio.
– Oi?
– Quando se olhou no espelho, Regina você tem certeza que isso é o certo a se fazer? Você quer mesmo se casar com o Jefferson? — Mary perguntou para Regina.
– Mary nós já conversamos sobre isso, eu te disse que eu não estou enganando ele, não se trata apenas de mim ou dele, se trata do simples fato que eu não posso colocar o Robin a cima da minha felicidade ou do meu futuro durante toda a minha vida, você sabe disso, e eu também gosto do Jeff, eu não quero faze-lo sofrer.
– Mas você não consegue esquece-lo de jeito nenhum, não é?
– Claro que não, e nem nunca vou me esquecer, (risos) parece meio irônico isso, mas eu tenho a plena consciência que o Garoto por quem eu me apaixonei vai ficar para sempre em minha memória, mas eu não posso e nem nunca poderei tê-lo.
– Regina, não é desse garoto que eu estou falando, ele eu sei que nunca você vai esquecer, e que pode construir um futuro a cima disso, mas a pessoa que eu estou falando é o homem que você “ conheceu” há semanas atrás, um Homem, feito, maduro, e como você mesma disse irresistível, ele é que está impedindo que você se comprometa 100% com quaisquer chances de ser feliz com o Jefferson.
– Este homem me odeia Mary, e sim, se você quer que eu diga que eu não consigo parar de pensar nele, ou todos os momentos que tivemos juntos, eu não vou mentir para você, eu penso, vivo e mas, eu ainda posso sentir o seu toque, o seu cheiro... mas do que isso adianta? Ele não me perdoou, eu dei os meus motivos, me arrastei, até demais para conseguir o perdão daquele homem, mas mesmo assim foi em vão, eu não vou correr atrás dele novamente, sem chances.
– Ok, eu não falo mais a respeito disso, eu prometo, é porque na verdade eu estou preocupada com você, venho te observando e vejo que você não está nada bem, está pálida, e ficando zonza com frequência, minha mãe comentou comigo que semana passada você passou mal na casa dela, durante o jantar. Está mesmo tudo bem?
– É ansiedade Mary, 3 semanas para organizar um casamente é algo realmente estressante, mas como eu já te disse, é melhor que seja o quanto antes, para que esperar não é.
– E você e o Jefferson como estão? .. você sabe...
– Estamos indo aos poucos, mas está tudo bem entre nós sim, ele me faz feliz como você sabe.
– Fico feliz em saber, apesar de insistir que você deve ir ao médico.
– Foi a tia Eva que pediu para você vir falar comigo, não é?
– Estamos preocupadas! Vai que você desmaia em pleno altar, Regina você precisa cuidar mais de si, isso provavelmente é uma anemia, você precisa estar forte, o casamento é em três dias, amanhã é a sua festa de despedida.
– Lá vem você com isso de novo.
– Já te disse que como madrinha tenho tudo planejado.
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A luta para dormir estava sendo constante, mas dessa vez não seria por conta do que estava preste acontecer, Regina estava realmente se sentindo mal fisicamente, Mary e sua tia Eva estavam certas em se preocuparem com ela, Regina nunca foi uma pessoa que ligou muito para sua saúde, e definitivamente os últimos meses haviam sido uma enxurrada de emoções que contribuíram para o estado de stress e ansiedade excessiva. Ela se levantou o mais rápido que pode, suando frio correu para o banheiro e depositou tudo que estava em seu estômago, dentro do vaso sanitário. Ela ligou o chuveiro em seguida e tirando sua camisola, entrou debaixo da água fria, afim de melhorar o que estava sentindo, ela poderia jurar que se ela não estivesse se protegendo, era certo que aquilo era gravidez, mas não era possível, não passava de uma crise, de qualquer maneira ela estaria vendo seu médico no dia seguinte para que isso não evolua a algo mais grave.
– Olá Regina, é um prazer tê-la aqui hoje, então me diga, o que traz aqui?
– Oi Doutor, o prazer é todo meu, bem, eu não venho me sentindo bem nas últimas semanas, Eu estou passando por muita coisa, muitas emoções, e então eu acho que possa ser algo relacionado com stress e ansiedade.
– A propósito, eu soube do casamento, meus parabéns!
– Obrigada!
– Bem Regina eu vou pedir a enfermeira para colher uma amostra do seu sangue, e enquanto ela leva ao laboratório para analise, eu te examino ok?- Regina fez que sim com a cabeça, e se sentou na cadeira para que a enfermeira colhesse seu sangue. Logo depois o médico lhe entregou um vestido de hospital e pediu para ela se deitar na maca.
– Eu preciso te fazer algumas perguntas
– Claro
– Da última vez que você esteve aqui já faz algum tempo, eu me lembro de você ter me dito que sofreu um aborto na adolescência devido uma bala no seu braço esquerdo de raspão que a fez perder muito sangue.
– Sim, já faz um tempo.
– Bom eu tenho que saber, se você puder se lembrar, os sintomas que você tem sentido é algo parecido com o que sentiu quando estava gravida?
– Um pouco, mas dessa vez tem muita coisa envolvida
– O seu período está normal?
– Bom, no último mês veio corretamente, pelo que eu me lembre.
– Quando foi a sua última relação sexual?
– Em torno de duas semanas
– Você considerou a hipótese que você possa estar gravida?
– Sim, por um momento passou pela minha cabeça, eu tenho ganhado peso, nos últimos dias, sinto meus seios inchados, mas as minhas ultimas relações foram todas protegidas, e além disso eu tomo o anticoncepcional frequentemente, então eu logo descartei qualquer possibilidade de uma gravidez.
– Eu vejo, seu abdômen está inchado, mas eu vou esperar os resultados do exame para ter certeza de qualquer coisa, é perceptível que você está fraca, vou lhe receitar algumas vitaminas para prevenir uma anemia mais forte.
A enfermeira entra na sala com os resultados do exame, ela entrega para o médico que agradece, e logo pega o envelope na mão, abrindo – o e lendo atencioso , enquanto Regina expressava uma face tensa esperando o parecer do médico.
– Regina, você disse que toma pílulas anticonceptivas frequentemente não é.
– Sim.
– Por um acaso você tem feito uso de remédios antidepressivos, calmantes, remédios para dormir ou algo do tipo?
– Talvez, sim, nos últimos meses, mas o que isso tem haver.
– Você deveria saber que esse tipo de medicamento altera a eficácia do anticoncepcional.
– E o que você quer dizer com isso?
– Isso quer dizer que nós já temos a causa de todo o seu mal estar. Você está gravida.
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