Notas iniciais
Meninas, mais uma vez obrigada por estarem aqui! A fic era pra ser curta, escrita quase toda de uma vez, mas acabei me enrolando esses dias, então desculpem a demora. Beijos!

Cena 1 (no quarto de Castle)

Dormir era um certo alívio para Kate porque ele sempre aparecia nos seus sonhos. Era como se nada tivesse acontecido. Não havia acidente, não havia mais suspeitos ou desconfiança. Havia apenas os dois. Kate no vestido de noiva que fora de sua mãe, indo ao encontro dele. Os dois dizendo “sim”. Os dois se amando na lua de mel. Kate parecia sentir seu cheiro. Seu sonho era tão real. Abriu levemente os olhos e o viu deitado, olhando-a.

Kate (fechando os olhos, quase num sussurro): É tão bom sonhar com você, meu amor.

Castle: É tão bom estar com você novamente.

Kate parou um minuto. Nunca um sonho fora tão real. Ela jurava tê-lo ouvido. Abriu os olhos e... ele estava ali. Deitado, olhando-a bem de perto. Como quando ficavam depois que faziam amor. Se olhando, se admirando.

Kate: Castle?

Castle: Eu não queria te acordar.

Kate: Castle, você está aqui!

Kate sentou-se num sobressalto. Parecia surpresa e feliz ao mesmo tempo. Castle sentou-se perto dela.

Castle: Eu estou bem. Eu só queria te dizer isso. Você não deveria ter me visto. Eu só ia deixar uma pista, mas aí eu te vi e deitei e...

Kate (interrompendo-o): Castle, do que você está falando? (abraçando-o) Você está bem, está aqui comigo.

Castle: Sim, eu estou.

Os dois se beijaram.

Kate: Por um momento eu pensei que tinha te perdido.

Castle: Eu sei. Tentaram me matar.

Kate: Como você escapou?

Castle: Meu pai me salvou e...

Kate se afastou e lançou-lhe um olhar sério.

Castle: Eu sei que você não confia nele.

Kate: Você estava com ele esse tempo todo?

Castle: Sim. Escondido. Nós precisamos encontrar quem fez isso.

Kate: Sim, nós precisamos. E estamos trabalhando nisso. Mas por que fazer isso com a gente, Caslte? Por que? Eu, sua mãe, Alexis... nós pensamos que você tinha morrido!

Castle: Eu sei. Me desculpe. Não foi ideia minha, foi dele.

Kate: Ah, claro que foi!

Castle: Parece estranho mas é uma boa ideia.

Kate: Caslte, claro que não é uma boa ideia! Nós estamos sofrendo sem você aqui!

Castle: Eu sei, mas eles vão voltar, Kate. Se descobrirem que eu estou vivo, eles virão e o alvo será outro.

Kate: Você também acha que foram eles?

Castle: O carro que me seguia era oficial.

Kate: Filho de uma mãe!

Castle: Como vocês chegaram a eles?

Kate: Mandaram me entregar uma carta que eu escrevi para você quando estava presa. Eles não vão parar nunca, Castle.

Castle: Não, não vão. Mas nós somos mais espertos. Nós vamos pegá-los antes.

Os dois se abraçaram por um minuto, em silêncio.

Kate: Então você não vai ficar?

Castle: Não. E eu preciso que você me ajude. Ninguém pode saber que eu estive aqui. Quanto à minha mãe e Alexis, você pode dizer pra elas que eles entraram em contato e que eu estou bem.

Kate: Castle...

Castle: Kate, confia em mim, vai dar tudo certo.

Kate: Era pra ser um dia perfeito...

Castle: Eu sei...

Os dois se olharam profundamente.

Kate: Quer dizer que você só ia me deixar uma pista e iria embora?

Castle: Eu estava com um pouco de medo da sua reação. Você tem uma arma...

Kate sorriu. Era a primeira vez que sorria depois de tudo.

Kate: Eu não sei se vou conseguir fingir.

Castle: Vai sim. Você é uma boa atriz.

Kate: Ah é? E o que te faz pensar isso?

Castle: Você fingiu que não me amava durante quatro anos.

Kate: Quatro anos? Você realmente acredita que eu te amei desde o primeiro momento?

Castle: Acredito.

Silêncio entre os dois.

Castle: Você nunca vai admitir, não é?

Kate sorriu e começou a beijá-lo no pescoço, de um lado e de outro. Castle suspirou. Não conseguia dizer mais nada. Ele sabia que não podia com ela, não resistia sequer a seus beijos, muito menos a suas carícias provocantes. E ele a queria tanto! Dois dias longe um do outro e a necessidade de tê-la era vital. E Kate sabia disso. Tirava suas roupas depressa, enquanto o deitava na cama. Ele adorava isso, a visão de sua amada inteira sobre si. Ela o dominava. Puxou-o para si, para seu corpo, num movimento que começou e devagar e foi aumentando. Castle sabia que lhe dava prazer, e ela retribuía com movimentos que o faziam querer sempre mais. Kate continha o desejo de gritar ao mundo que o amava, que ele era seu homem e que estava ali para ela. Aproximou sua boca e beijou-o com intensidade, enquanto ele puxou-a mais para si, e virou-se por cima dela. Ela adorava esse jogo de quem dominava quem. Mas a verdade é que não havia domínio: os dois se entregavam com tanta intensidade que se tornavam um só, e nesse encaixe perfeito se amavam, se enlouqueciam, se apaixonavam cada vez mais. Não havia perigo, não havia inimigos. Havia apenas os dois ali, naquele quarto quente, suspirando de prazer.