The four rituals
8 What is this diary?
Notas iniciais
Estou caída no chão agora, tem um diário perto no caixão da mãe de Vitória, um diário preto amarrado, nem tenho muito tempo de vê-lo, apenas pego e coloco no bolso que tem no meu vestido
— HEATER VOCÊ ESTÁ BEM? – grita alguém de longe se aproximando de mim. É Murphy.
— Ah, acho que sim.
— Deixa eu te ajudar. – diz ele me puxando pelo braço. – O que aconteceu? Eu te vi saindo lá de perto do velório, o que você veio fazer aqui?
— Eu vi... Uma pessoa.
— Quem você viu pra sair correndo tão desesperada?
— Não sei.
- Hm, vamos você esta meio suja e o que você aconteceu com seu pé?
— Sim, esses dias eu cai e machuquei. – digo.
— Heather! – Victória grita se aproximando. – Você está bem?
— Ela está, vou voltar para o velório, se cuida Heather – termina Murphy.
— O que você esta fazendo aqui?
— Eu acho que tinha visto uma pessoa.
— Acho que às vezes você tem uns parafusos faltando sabe... E, o que você ta fazendo aqui Onde meus pais foram enterrados?
— Desculpe, eu não sabia que eles tinham sido enterrados aqui me desculpe.
— Tudo bem, você esta com o tornozelo machucado, vamos para casa cuidar disso.
— Mas temos que voltar, ainda não acabou o enterro.
— Tudo bem, já esta acabando, e você esta com o pé machucado, nós já vimos os pais dela e já desejamos nossos pêsames é só o que importa.
— Você falou com os pais dela?
— Falei.
— O que eles te disseram?
— Disseram que ela tinha saído naquela noite, pegou o carro deles e saiu no meio da chuva, acharam o resto do corpo perto do carro que estava perto da rua que ela bateu o carro.
— Agrh, que crueldade.
— Pois é.
— Mãe, você sabe que foi ela, por que não fala o que sabe pra policia?
— Além de não termos provas estou com medo por você. Nós temos que esperar até termos uma prova contra ela.
— Esperar até quando? Até ela matar todos os meus amigos?! – digo em tom mais alto. – Não entendo por que você ainda defende essa mulher! Olha eu não quero ir embora com você, você vá embora sozinha!
— Espera! Como você vai embora?
— Eu pego uma carona! – termino
Estou com tanta raiva dela, por que minha mãe não denuncia logo essa mulher, acho que ela quer esperar todos ao meu redor morrerem? Minha cabeça esta latejando, eu vejo Murphy voltando para o enterro quando grito o seu nome:
— MURPHY!
— O que foi?
— Você ta de carro?
— Sim eu vim de carro, por quê?
— Me da uma carona?
— Claro vem comigo! – O carro dele não esta longe, já esta escurecendo e ele me leva pra casa bem rápido. Chego em casa, e vou correndo para o banheiro, meu pé esta doendo novamente, mais eu não penso em mais nada a só não ser a imagem que eu vi no cemitério, aquela frase escrita “Você não deveria estar aqui” esta me assustando, o que significava aquilo? Algum sinal? O garoto que eu estava perseguindo, eu consegui ver por um momento o rosto dele, era o irmão de Ashley, isso não faz sentido, ele está morto, mais afinal, nessa altura do campeonato eu nem sei o que é real e o que não é, resolvo tomar um banho.
Quando termino ouço Victória me gritando:
— Filha! Precisamos conversar. – Victória me grita, eu tranco a porta do quarto que era dela, mais agora é meu, e deito na cama e entro de baixo das cobertas, é agora que eu desejo dormir e nunca mais acordar, sair dessa vida terrível que eu tenho. Ela bate algumas vezes na porta, mais como ela vê que eu não vou abrir ela para.
Já são oito horas e eu ainda to deitada aqui, to morrendo de fome, mais não quero ir lá fora, eu não quero olha pra cara da minha mãe, eu posso estar sendo bastante egoísta, eu não enxergo o lado dela, eu sou filha dela e só vejo o meu lado e de meus amigos, o dela de mãe eu não vejo. Após esse pensamento, resolvo descer e conversar com ela.
Saio do quarto, vou até a cozinha e pego uma maça, e vou voltar para o meu quarto.
— Até quando você vai me evitar? Nós moramos dentro da mesma casa, vai ficar sem falar comigo até quando?
— Até você entregar ela e me contar o que sabe!
— Você vai saber, no momento certo!
— Então no momento certo eu volto a falar com você! – finalizo voltando para o meu quarto. O que eu to fazendo? Era pra eu falar com ela, mais não, meu lado orgulhoso não deixa, eu resolvo escovar os dentes vestir meu pijama e ir dormir.
Pesadelos e mais pesadelos. Eu simplesmente não consigo não consigo dormir, sempre que eu acordo e volto a dormir, tenho pesadelos, então resolvo ficar acordada. Quando não consigo dormir, normalmente quando tenho pesadelos, fico pensando em coisas felizes, em coisas boas, em coisas que nunca vão acontecer, são quatro horas da manha, meu celular esta na minha cama e recebo uma ligação de Jhonatan.
— Oi. – digo.
— Sua voz parece ser tão natural, você estava acordada não é? Mais pesadelos?
— Exatamente, como sabia disso?
— To aprendendo a te conhecer cada vez mais, mesmo você não querendo isso.
— Não é que eu não queira...
— É o que então?
— Não quero falar sobre isso.
— Acho que você não gosta de mim do mesmo jeito que eu gosto de você. – Ele nem imagina quanto eu gosto. – Vou desligar, até mais.
— Não desliga não. – digo corando. – Me desculpe você tem sido tão carinhoso comigo, e eu sempre tentando te evitar.
— A minha mãe me disse sobre a conversa de vocês naquele dia.
— O que ela disse?
— Disse que você disse a ela que ela não sabe ser uma boa mãe, só sabe trabalhar e tá sempre ausente pra mim, tenho que concordar com você.
— Ela contou também que disse que quer eu longe de você?
— Não, ela disse isso?
— Disse.
— Eu vou falar com ela.
— Não! Não fale que eu falei isso, ela vai acabar brigando com você.
— Tudo bem. – tenho certeza que ele esta mentindo pra mim. – então quer falar como foi seu pesadelo?
— Bom, eu estava sonhando com aquela imagem de novo, parece que aquilo nunca mais vai sair da minha cabeça, e você? Parece que você também estava acordado.
— Eu também tive um pesadelo.
— Geralmente você tem pesadelos sobre o que?
— Tenho pesadelos que coisas que me dão medo, principalmente em perder quem eu amo, principalmente em perder você. – diz ele, eu realmente não sei como continuar essa conversa, então somente digo:
— Nossa...
— Pois é... Bom, você vai fazer alguma coisa amanha?
— Ficar o dia inteiro em casa com dores no pé é valido como “fazer alguma coisa”?
— Quero dizer, você quer sair comigo?
— Para fazer o que?
— Tomar um sorvete quem sabe, não vamos ter aula por um tempo mesmo, e você ta precisando fazer algo para se distrair.
— Tudo bem amanha pode ser?
— Pode.
— Lá pras duas horas eu passo pra te pegar ok? Vou desligar agora.
— Ok, tenta dormir, adorei nossa conversa. – termino desligando o telefone.
Depois de minha conversa com ele, finalmente consigo deixar minha mente menos perturbada do que de costume, desde a morte da Ashley eu não consegui dormir sem ter nenhum pesadelo, ou fico acordada, essa noite consigo dormir tranquilamente, e só penso em coisas boas, mais eu ainda tenho uma duvida que me perturbe, o diário, eu tenho que ver ele.
Então me levanto da cama, acendo a luz e pego o diário, esta em cima da minha escrivaninha com o computador, é um diário preto com uma cruz na capa, eu abro ele e as paginas estão bem sujas, tem várias espécies de citações da bíblia, e tem muitas coisas que eu não consigo ler, até porque já esta tarde e eu quero dormir, melhor deixar para amanha mesmo, pelo menos agora eu já sei do que se trata, então coloco o diário de baixo do colchão, se Victória achar isso, capaz de jogar fora.
Rose não tem a visto, as cortinas da casa dela só ficam fechadas, estranho, mais quanto mais distancia dessa mulher melhor, se eu pudesse eu a denunciava, mais tenho medo pelo o que minha mãe falou no cemitério hoje, de certa forma ela esta certa, é melhor esperar.
Acordo na manha seguinte, vou rapidamente escovar os dentes, tomo meu café, faço como um dia normal, Victoria já saiu para trabalho como de costume, vou pra sala e ligo a TV, e em todos os canais só passam noticias da Ashley, de como ela morreu, isso esta me perturbando cada vez mais...
Meu telefone toca, é Laura, atendo bem rápido.
— Oi, como você esta?
— Levando essa situação, não da pra esquecer-se do nada, ainda mais quando você esta no lugar que aquilo aconteceu. – digo.
— Pois é, olha queria te pedir desculpas sobre o meu pai aquele dia, eu não sei o que aconteceu com ele.
— Tudo bem.
— Então como anda você e o Jhonatan?
— Estamos bem, ficamos muito mais próximos depois dessa situação.
-Estão namorando?
— Não sei, acho que não posso chamar de namoro.
— Hm, você foi ao velório da Ashley? Não te vi lá.
— Fui mais logo vim embora, eu te vi lá com seu pai, eu ia falar com você, mais achei melhor não
— Ah, eu não te vi, mesmo não querendo ir eu fui, mesmo eu não falando com Ashley, bom você sabe...
— É mais você podia me falar mais o que aconteceu naquela noite.
— Sim, eu vou falar mais não por telefone. – diz ela. – Você pode sair comigo hoje? Eu to precisando realmente falar com alguém, sobre umas coisas que estão acontecendo, e só pode ser você.
— Tudo bem eu ia sair com Jhonatan hoje, mais eu posso desmarcar.
— Sério? Não quero atrapalhar o programa de vocês.
— Não tudo bem, eu ligo pra ele, depois eu ligo pra você ok?
— Ok.
— Vou desligar agora, vou almoçar e depois ligar para Jhonatan pra desmarcar, que horas eu posso falar com você e aonde?
— Que tal no Just Coffe?
— Pode ser mais na onde é isso?
— É perto da sua casa, uma quadra e meia daí podem ser?
— Pode.
— Ok. Então vou desligar até mais tarde.
Almoço, e em seguida ligo para Jhonatan para explicar porque eu não vou poder sair com ele, ele entende, e não demoro muito coloco um tênis, mesmo sendo difícil por ter machucado o pé naquele dia, coloco uma camisa e vou escovar os dentes antes de ir. Eu não esqueço e vou pegar meu diário para levar, vou me abrir com a Laura, acho que ela vai conseguir me entender.
Quando pego, folheio as páginas, e cai um papel escrito novamente de sangue, parece ser recente, pois ainda esta meio úmido, eu não entendo muito bem esta escrito “Cuidado com quem está ao seu redor, essa história mau começo, cuidado com as Novas Regras!”
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