Notas iniciais
Olá, amores! Eu sei, demoramos, mas estamos de volta. Peço mil desculpas a vocês, alguns probleminhas que tivemos foi: 1- Fomos viajar e ficamos sem contato, então não conseguimos dividir o capítulo. 2- Quando voltamos às aulas, descobrimos que estávamos em salas separadas :'(. 3- Estamos no terceiro ano do ensino médio, ou seja, está corrido por causa do vestibular. Bom, mas o importante é que voltamos, espero que vocês gostem do capítulo. Kah

Thomas

Berlim, 13:30 p.m.

Os primeiros testes já tinham acabado e não tive dificuldades; pelo que parece, esse lugar vai ser mais fácil que o Acampamento. Os mortais me cansam.

Adentrei a sala onde os testes aconteceriam, ela era escura e sem muita sofisticação: arquibancadas dos dois lados, estando essas ocupadas por algumas pessoas, dentre elas, os líderes dos grupos, e com um amplo espaço no meio da sala.

— Senhor West, vejo que já chegou – é, pelo visto ele não precisa de óculos, comento mentalmente o que John disse. – No centro, por favor. – caminhei calmamente, os passos ecoando por toda a sala – Muito bem, senhor Thomas West, como lhe foi dito, agora você dará início aos testes criados pelos líderes. Preparado para começar?

— Preparado. – nessa hora eu reparei que ele não estava sozinho, em um de seus lados vi uma menina, a mesma que encontrei quando cheguei e a que quase se tornou assassina ontem. Ela vestia uma calça jeans, com uma bota, dessa vez longa e de salto um pouco mais fino (não vai precisar lutar, né?), a camiseta vermelha podia ser vista por baixo de sua jaqueta. Do outro lado de John estava um adolescente de cabelos e olhos escuros, vestindo também calça jeans, com um moletom e tênis. De repente tudo mudou, eu não estava mais naquela sala, mas também não sabia..., algo me derrubou, só via água ao meu redor. Ainda sem saber bem o que aconteceu, tentei voltar a superfície para respirar e achar um lugar seguro.

Ar puro. Foi o que senti invadindo meus pulmões. Água. A primeira coisa que vi e a segunda que senti, antes de ser jogado novamente no meio daquela correnteza; mas acabou tão rápido quanto começou e toda água voltou para o que depois descobri ser o mar.

Fiz uma espécie de fonte com entrou na minha boca.

— Mortais – mal acabei de falar e uma nova onda, agora de uns 10 metros se formou, vindo em minha direção. Uma coisa eu tinha certeza: não usaria meu verdadeiro poder, gostaria de esconder o máximo que eu puder da minha verdadeira identidade.

O tsunami me atingiu com força total, jogando-me para trás. A cada vez que tentava voltar a superfície, mais era jogado para as profundezas, até que senti algo gelado embaixo de mim e um frio agonizante, fechei a jaqueta, apertando-a de forma a me esquentar mais, mesmo parecendo inútil.

Olhando em volta, constatei que só tinha neve, sem árvores, nem gelo , nada para me abrigar, apenas neve, branca, macia e mortal neve. Em cada passo meu, o frio aumentava e eu congelava, cascos finos de gelo se formavam na jaqueta. O ar gelado era intenso, insuportável, o sol fraco refletia na neve branca e ardia minha vista, a luz solar podia piorar a situação, mas o calor estava longe de ter algum efeito; estava tremendo, a cada respiração, nuvens de fumaça se formavam, meus dentes batiam com muita força, mal consegui andar, a hipotermia chegava muito rápido. Cai, mas a neve adquiriu uma com amarronzada e era quente, parecia... areia.

Areia, calor, sol forte. A única coisa gelada naquele deserto era eu.

Levantei-me limpando a areia da roupa, mas parte dela havia se transformado em lama, uma vez que o gelo, antes na jaqueta, começara derreter por causa do calor. Dei os primeiros passos naquele lugar, atravessando aquele deserto escaldante. Irônico como em poucos minutos o frio congelante dera lugar ao calor insuportável e a jaqueta que me protegera anteriormente, agora intensificava as altas temperaturas de tal forma que me vi obrigado a tirá-la.

Suor e sede, dois companheiros nessa nova viagem e que aumentavam conforme eu adentrava naquela sauna de areia. Quando mais eu caminhava, mais ficava surpreso de não ter tido choque térmico.

Água fresca. Algo comum, mas que era tão precioso para mim nesse momento. Então surge um lago na minha frente, o que me fez ajoelhar e tomar quase a lagoa inteira, pelo menos faria, se algo não tivesse passado tão perto de mim, fazendo olhar para a origem.

"Estou em uma base assassina e que, para você entrar, tem que passar por um teste suicida e se sobreviver permanece para eles te matarem de outra forma"; pensei ao ver umas 30 pessoas com armas apontadas para mim. O que fiz a seguir foi a primeira coisa que surgiu na minha cabeça: corri.

Tiros passavam perto de mim, ainda bem que os treinos do acampamento me tornaram resistente, mas parece que meus perseguidores também eram.

— Merda! — falei quando dois tiros passaram perto da minha cabeça. Acelerei mais a corrida, ganhando distância das pessoas.

Virei-me para trás constatando que a distância se mantinha, permaneci meu olhar até sentir uma movimentação sob meus pés, retornei o olhar para frente a tempo de ver o chão se rachando e abrindo um buraco que passou a engolir toda terra que deslizava da montanha a minha frente; freei bruscamente, conseguindo parar quando faltavam apenas milímetros da borda e caindo sentado.

Terra espirrava em mim, mas minha atenção estava em outro lugar: o chão em volta do buraco começava a rachar; levantei-me em uma tentativa falha de voltar a correr, desta vez vez para longe, mas demorei demais e, assim que dei dois passos, fui engolido para a negritude de terra caindo.

“Esse buraco não tem fim? Daqui pouco vou fazer uma visita ao meu pai que é melhor”, entretanto nessa hora parou, algo estava embaixo de mim, ficando de pé descobri estar dentro de um avião, pânico me tomou. Era um filho de Hades no domínio de Zeus, terra e céu, opostos. Com muita coragem comecei a caminhar entre as cadeiras, contudo o tempo que o transporte ficou estável foi muito pouco e voltei a cair, desta vez dentro de um meio de transporte mortal no domínio de um deus o qual me odeia; não precisaria de um espelho para saber que estava mais pálido do que meu normal.

O piloto disse algo, não prestei atenção, só tentava achar algo para me segurar e ignorar o enjoo constante que sentia. Olhei pela janela me arrependendo logo em seguida: nos aproximávamos do chão muito rapidamente, logo o avião explodiria, fechei os olhos, mas o impacto não ocorreu, ele começou a girar parecia estar sendo controlado por algo. Algumas partes do pássaro de metal começaram se soltar, deixando as ferragens expostas, parecíamos estar dentro de algo circular.

Destruído. Era esse o estado do avião. Sem que eu percebesse já “voava” controlado pelo que, agora descobri ser, um furacão. Suei frio.

As nuvens e o céu claro acima da tempestade ocupavam minha visão, já que aquela união de ventos me jogara para cima, ao menos a centrífuga parou, assim como os ventos e mais uma vez cai.

“Eu vou morrer” pensei, mas o fim da queda foi suave e o local estava escuro.

—Ahhh!- ouvi um grito e travei.

“Não pode ser!” Agora tudo clareou, principalmente onde pessoas sofriam, minha mãe também. “Não! Não!” A roda na qual encontrava-se amarrada girava e seus pés quase eram esmagados entre o chão e o objeto pesado.

—Ahhh!- mais um grito. Não conseguia me mexer, estava travado.

—Mãe.- falei baixinho.

—Thomas!- ela olhava para mim.

—Não – sussurrei dando um passo para trás, quando fui liberado do choque, encostei em algo, virando-me constatei ser uma parede de pedras, olhei para minha mãe, mas encontrei uma segunda idêntica à primeira.

“Essa é a hora!” Fechei a mão em punho e “soquei” a parede, na verdade apenas encostei a mão, explodindo as pedras com meu poder, fiz isso até conseguir passar.

Entretanto depois de apenas alguns passou, bati em uma grade.

—Grrr!- engoli em seco, girando meu corpo até a origem: um leão faminto. “Eles querem me matar. Meu pai tem uma filha assassina que nem os donos do lugar”. O animal se preparou para atacar, o meu plano era desviar o máximo possível, afinal a jaula só tinha eu e o rei da selva sem nada para me ajudar. Ele atacou, eu desviei, ele voltou a atacar e eu a desviar. Ficamos nesse jogo de fato e rato, até eu cometer o erro de escorregar, cai deitado, sem me dar qualquer tempo para sequer pensar em levantar, ele atacou; ergui o braço a fim de atrasar minha morte.

A dor não veio. O lugar era diferente mais uma vez: o fundo de um precipício, a pressão era enorme, parecia que iria explodir.

Analisando o local percebi que estava quase sem saída, tinha apenas duas: ou seguir uma trilha encontrando, provavelmente, um rio no final ou escalar a perigosa encosta. “Zeus ou Poseidon?”. A resposta seria nenhum deles, porém tinha que escolher e queria acabar logo com isso, então resolvi escalar.

Mal iniciei a subida e alguns pedregulhos deslizaram. O fato era: as rochas possíveis de escalar iam apenas até uma pequena parte, depois a rocha era completamente lisa, tentei segurar, não deu.

Sentei no chão, agora com as costas doloridas, a cabeça também. Apoiei lenta e cuidadosamente ela na parede tentando pensar, mas até a respiração era difícil, a pressão dava a impressão que qualquer mínimo movimento era capaz de me fazer explodir, deixando-me muito mal.

“Eu podia seguir a trilha”, porém estava vendo campos brancos como se tivessem muito abaixo; isso me deu vertigem e, por isso, deitei. “Por Hades por qual razão me deixar mais perto de Zeus? Ele já me odeia o bastante”.

O ar estava fraco, parecia rarefeito. Travei. “Rarefeito? Campos abaixo?”. A resposta veio como uma bomba: montanha. Com muito cuidado, passei a caminhar pelo

topo daquela colina, evitando ao máximo olhar para baixo; ela tinha a aparência de ser normal, acho que o teste é de altas latitudes, para ver nossa reação com o ar rarefeito, bom, a minha não estava boa: ofegava bastante e tudo piorou quando cheguei ao centro, ou pelo menos ao que devia ser, afinal a montanha era um vulcão prestes a entrar em erupção. Um aviso. Olhei para baixo ignorando a tontura, a colina era meio íngreme, contudo, nada complicado de descer. Outro aviso. No começo da descida, eu meio que andava,meio que deslizava, passara metade da metade quando meu pé prendeu, como resultado cai e sai rolando, procurando algo para me segurar, esse algo veio em forma de pedra. Outro tremor me fez olhar o topo, queria não ter feito isso, pois lava descia vulcão abaixo rapidamente. Ergui-me pelo braços, não havia terra sob meus pés, voltando a percorrer meu caminho até o chão, onde iniciou uma queimada na mata lateral, respirei um pouco para recuperar o ar, tossi, dei início a uma corrida intensa, os arranhões ardiam com a proximidade do fogo, de tempos em tempos, fazia uma pausa, apoiava no joelho, me recuperava e voltava a correr; esperava mudar o que tornara-se comum no teste: corrida e queda, mas nada ajudava.

Em uma pausa, vi uma figura de um animal se erguer entre duas árvores queimadas, como se surgisse do fogo.

— Guepardo. – Estão me zoando? Pelos meus conhecimentos, ele é o animal mais rápido do mundo. O felino me olhou e avançou.

Correr. Algo muito comum nesse teste. Entregando o guepardo continuava perto, foi nesse momento que tive uma ideia: a floresta não queimara inteira, na verdade, o fogo parou onde meu perseguidor apareceu, adentrei a floresta, esperava uma dificuldade dele para passar pelos troncos no chão, isso funcionou temporariamente até alguma coisa passar rente ao meu rosto, olhando, encontrei uma planta caída. E mais uma. E outra. Todas passando perto de mim; contudo não parei, só quando algo segurou meu braços, me girando e marcando um encontro quase romântico com uma árvore, afinal bati a cara nela.

Procurei uma saída. Vi uma pedra pontiaguda no chão, abaixei-me, mas na alcancei, estiquei-me, as pontas dos dedos tocaram-na. “Só mais um pouco...Consegui!”. Segurando minha conquista firmemente, golpeei a planta até ela me soltar e eu voltar a correr, entretanto não percorri nem um metro, quando prenderam meu tornozelo, logo em seguida meu outro tornozelo e mais um encontro, dessa vez com chão, meus pulsos também ficaram imobilizados.

Do verde a paisagem foi para o preto, novamente minha mãe está sofrendo, a diferença é que dessa vez ela se encontra viva com seres humanos a machucando, mas presa mais uma vez, agora em uma cadeira, no rosto vários cortes, sangue, hematomas, lágrimas escorrendo, tento avançar, continuo preso, não por plantas, mas por cordas e correntes. Tudo o que posso fazer é gritar, enquanto a mulher a minha frente sofre cada vez mais.

—Não- um fio de voz sai e eu fico livre, caio uma última vez, de volta à sala da qual sai, estava completamente suado, machucado, dolorido. Várias pessoas apareceram em meu campo de visão, todas me observando, no meu pensamento, apenas uma palavra: “finalmente”.

Notas finais
Bom, hoje é o dia da mães, então FELIZ DIA DAS MÃES PARA TODAS!!! Espero que vocês tenham gostado do capítulo. Beijinhos e até o próximo!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.