Notas iniciais
Um novo capítulo chegou!!

Audrey

Colorado, Estados Unidos, 17h

Se fosse para citar uma das coisas que mais odeio aqui na base, seria isso; hoje infelizmente é meu dia de organizar o armamento, aqui as tarefas também são divididas entre nós, somos separados em grupos e duplas na maioria das vezes, como eu e a Lauren. Estamos separando o armamento que será levado na próxima missão, que ocorrerá dentro de algumas horas.

– Acho que estou esquecendo-me de algo – Lauren fala pensativa.

Observo tudo em volta e não reparo a falta de nada – Acho que esse negócio de sentimento está te deixando um pouco paranoica.

– HAHA muito engraçado, já pode ir para o circo, palhacinha.

– Eu sei, eu sei – rio fazendo uma reverência de agradecimento.

– Lembrei! Pega aqueles cintos de suporte perto da janela, por favor. – ela pergunta terminando de arrumar as bolsas.

– Okay, folgada – ela ri e me levanto caminhando até o lugar indicado. Pego os cintos e quando novamente passo meu olhar pela janela, um movimento me chama atenção, estreito os olhos na tentativa de enxergar melhor, vendo um garoto que aparentava ser um pouco mais velho que eu, ele usava jaqueta de couro, acompanhada de uma roupa toda preta, tinha cabelos loiro escuros e seus olhos estavam cobertos por um óculos escuro; ele descia de uma moto e estava sendo acompanhado por guardas para dentro, ele era lindo.

– Achou? – escuto a voz de minha amiga me tirando do transe.

– Hm, achei – caminho até ela e a entrego os cintos.

– O que estava olhando? — ela arqueia uma das sobrancelhas.

– Que? Não, nada. – respondo meio aérea.

– Aham, ta, sei. – ela fala desconfiada e fecha as janelas.

Por um segundo me esqueci que ela lia meus sentimentos, merda, as vezes isso me irrita um pouco, o que torna mais difícil eu conseguir mentir para ela.

– Bom, eu terminei aqui, acho que vou descansar um pouco antes do jantar – ela fala se levantando.

– Okay. – suspiro e me levanto, caminhando em direção a meu quarto.

Passando pelo corredor de entrada, avisto um foto do dia da inauguração da base e seu criador na parede. George Ebert Collins, o fundador e primeiro das gerações estava cortando uma faixa na frente dos portões da base. Passaram-se 46 anos e não mudou nada, me lembro como se fosse ontem a primeira vez que entrei por esses portões, uma criança amedrontada pelo desconhecido. Enfim, não muito diferente de agora.

Escuto o barulho da porta principal da base se abrindo, e por lá passam o mesmo garoto de minutos atrás, acompanhado de John Collins, segundo da geração. Ao se aproximarem, troco um sorriso com John e sinto o olhar do novato sobre mim, retribuo o mesmo e me deparo com seus olhos escuros e frios, pode parecer loucura, mas seu olhar despertou em mim uma sensação incômoda, fazendo meu corpo ser tomado de arrepio e calafrios, mas, ao mesmo tempo, me prendia a ele, até ele seguir seu caminho e me deixar estática que nem idiota, fitando o nada. Afasto meus pensamentos e continuo meu caminho para o quarto.

Thomas

Chegamos na sala e John me oferece um assento, não demorou muito para que chegássemos, mas gastaríamos menos tempo se não fosse por nossa parada repentina, me sento e observo ao redor e vejo uma grande sala, com retratos de família por toda parte. Ah mortais, rio fraco com meu pensamento, mal sabem eles onde estão agora.

– Então, como descobriu a base? – ele me olha desconfiado.

Acho que não tinha pensado nisso antes, começo a olhar para as grande paredes – Hm, minha mãe... ela estudou aqui – invento algo ainda aéreo nos pensamentos.

– Sua mãe? Qual seu nome?

– Thomas... – vejo um quadro na parede com uma fotografia de aspecto antigo, com várias pessoas, agentes, logo abaixo seus nomes, isso! – West – o olho – filho de Melissa West – forço um sorriso.

– Melissa? – ele abre um sorriso – e como ela esta? Foi uma das melhores de 85!

– Ah... ela está bem, sabe como é – fico girando um pouco na cadeira.

– Sim – ele sorri terno – então Thomas, irei te explicar as regras da base e os procedimentos pelos quais terá que passar para descobrir em qual grupo se encaixa – assinto – depois disso está liberado.

– Okay – finjo que presto atenção a cada palavra de sua explicação, sorrindo e confirmando com a cabeça. – Bom, isso é tudo?

– É sim, já pode se dirigira a seu dormitório – ele me entrega uma pulseira de metal – Sua chave.

A pego – obrigado – levanto e ando em direção a porta.

– Thomas? – o olho – não se atrase para o jantar.

– Pode deixar. – sai e vou pro meu quarto.