Notas iniciais
Felizmente consegui terminar a capa, sinopse, título e tudo o mais antes do esperado, então aqui estamos, voltando história de Fuyu.
Boa leitura ;D

Estaremos chegando até o fim do dia. Diz o moreno voltando a se sentar ao meu lado, aquiesço e deixo minha mente vagar.

Depois de sairmos do orfanato vagamos sem um rumo certo, eu havia desistido de procurar sobre o meu passado, percebi que Kanda já sabia a verdade e se ele não me contara, devia haver um motivo. Eu ainda não estava pronta para ajudar Allen e até o general não parecia apressado em procura-lo, minha próxima preocupação era Lavi, contudo, precisaríamos de um ótimo plano já que ele estava nas mãos dos Noahs.

Andamos de um lado para o outro destruindo akumas e recuperando inocências, o que era até divertido, pareceu quase como férias, porém na segunda semana de setembro encontramos com o general Cross, ele dissera que vinha nos procurando, pois tinha muito a nos falar. Ele dissera já estar ciente do fato do moreno ter se tornado meu guardião, e que havia algumas coisas que ele precisava nos contar sobre isso. Foi um choque quando ele nos revelou que ao torna-lo meu guardião eu me tornei vulnerável aos Noahs, já que a mente do espadachim não estava protegida e nem sua inocência estava sendo escondida.

Senti-me completamente idiota por não ter pensado nisso antes, mas cheguei rápido a solução, bastava eu criar uma barreira, já que eu fazia isto comigo mesma. O ruivo, entretanto, frustrou meus planos, ele nos explicou que o meu escudo era gerado inconscientemente, mesmo quando eu não estava acordada a inocência continuava a mantê-lo, e a energia usada para esta tarefa era mínima, em compensação, se eu criasse um escudo, deveria ser eu a mantê-lo, e a energia nesse caso em que o objetivo era esconder completamente a sua existência, seria muito grande. Ele ainda fez questão de nos dar um prazo, de acordo com ele, em cinco dias eu estaria exaurida.

Eu não sabia o que pensar, como deveríamos lidar com aquilo então? Foi quando o general explicou que só haviam dois lugares seguros em que poderíamos ficar, a mansão Ichinose ou a Ordem. Pensei em negar, mas ele foi mais rápido, nos disse que não tínhamos muita opção, eu precisava aprender a usar a inocência, já que eu agora havia liberado tanto poder. Perguntei-lhe o que significava e ele me disse que eu tinha aumentado minha taxa de sincronismo, porém não estava acompanhando-a, eu precisava voltar para um desses lugares e aprender a usar a inocência direito, ou de fato eu perderia o controle para ela.

Com todas essas opções, decidimos voltar para a ordem, eu não queria colocar o pessoal da mansão em perigo novamente. Ao ligarmos os golens quase fomos atacados por meu irmão, ele estava na ordem, pois supunha que poderíamos ir para lá, mas como demoramos muito ele pensou que algo tinha acontecido, depois de acalma-lo disse que de fato estávamos voltando para a ordem, que era para onde rumávamos agora.

Arrependida?

Não. Sorrio para o moreno. - Com frio na barriga.

Ele ri e o acompanho, passo o resto do caminho pensando sobre os outros, depois que Kanda se tornou meu guardião, passei a ignorar melhor a mente dos exorcistas, o que era um alívio, mas agora eu queria estar preparada para quando chegasse, então estava me atualizando sobre a Ordem. Haviam dois exorcistas novos, uma garotinha e um homem, alguns finders novos, Daniel também fora adicionado ao quadro de exorcistas, uma vez que ele havia vindo junto de meu irmão e os outros que estavam na mansão também tinham voltado.

Fuyu. Estava tão concentrada que não reparei na carroça parando. — Ele só vai até aqui.

Ah, certo. Descemos da carroça. — Novamente estou fazendo este caminho a pé.

Memórias de vários meses atrás vem a minha cabeça, rio, tanta coisa mudou em tão pouco tempo, parecem até memória de outra vida.

De volta ao ponto de partida, hum? Aceno com a cabeça, olhando a enorme construção a minha frente.

Vamos. Digo tomando coragem e me encaminhando para a porta da frente.

Boa noite. Um padre atende a porta, nos olhando da cabeça aos pés.

Boa noite. Sorrio. — Ichinose Fuyuki e Kanda Yuu, estamos sendo esperados.

Os olhos do homem se arregalam, ele sai da frente e faz uma reverencia, me sinto constrangida, agradeço-o e seguimos para o escritório de Komui.

Estou nervosa. Murmuro me aproximando mais do moreno, absolutamente todas as pessoas que passam por nós param para nos olhar e logo desatam a cochichar.

Ele arqueia uma sobrancelha, como se me dissesse, sério? Fazer o que, não consigo ser tão confiante quanto ele, e todas essas pessoas me olhando me deixam muito desconfortável. Sem contar que sei de tudo que foi dito e não me sinto nem um pouco confortável sendo alvo de tantas fofocas.

Fuyu! Mal abro a porta do escritório e estou sendo abraçada. — Eu senti tanto a sua falta.

Sorrio, enterrando o rosto no peito de meu irmão e passando os braços por sua cintura, eu sentira muita falta dele também.

Eu também senti sau…

Seu cabelo!? Ele me afasta, mantendo-me a distancia de seus braços e leva a mão a meus cabelos, parecendo muito chocado, o que me faz rir.

Gostou? O calor havia sido muito grande este ano, e eu nunca fui exatamente boa em cuidar de meu cabelo, então decidi corta-lo na altura do ombro, o que o tornava muito mais fácil de cuidar e fresco também.

Meu irmão não fala nada, só fica me olhando com uma expressão estranha, rio me sentindo sem graça, será que ficou ruim?

Ficou lindo. Ele finalmente se pronuncia, bagunçando meus cabelos ao que rimos.

Parece bem fresco. Um enorme sorriso toma conta de meu rosto, largo meu irmão.

Natsu! Abraço-a apertado, não sabia que ela estaria aqui.

Com saudade? Pergunta ela, passando a mão por meus cabelos.

É claro que ela está, somos seus irmãos. Rebate Aki.

Irmãos?! Estava tão concentrada neles que nem reparei nas outras pessoas da sala, a pessoa que indagara foi Bak.

Bak-san, Komui-san, Brigitte-san, Leverrier, há quanto tempo. Digo sorrindo para eles.

Bem vinda de volta, Fuyuki-chan. Mordo meu lábio sentindo um peso se depositar em meu peito, as palavras de Komui me lembram de todos os lugares que abandonei e do perigo que represento a qualquer um próximo.

Nós estamos com fome. Todos nos voltamos para Kanda, ele ficara tão quieto que havia sido esquecido, noto que sua intenção é desviar minha linha de pensamento e lhe sorrio grata.

Sem chances! Olho para Natsumi. — Antes de mais nada eu e você vamos a Hevlaska, não posso ficar aqui por muito tempo.

Aceno com a cabeça, nem estou com tanta fome.

Ela precisa primeiro se apresentar aos superiores. Diz Brigitte Fae.

Não, primeiro precisamos discutir sobre sua fuga. Rebate Leverrier.

Fuyu não tem nada a falar a ninguém. Aki diz em minha defesa.

Não deveríamos deixa-la comer se ela está com fome?

Todos começam a gritar e discutir, minha cabeça começa a latejar, me encolho em meu lugar, por que não falam um de cada vez.

Sinto-me sendo puxada, mal tenho tempo de processar e no segundo seguinte a porta é batida atrás de mim, finalmente consigo voltar a ouvir meus pensamentos, já que o corredor está vazio e silencioso.

Notas finais
E então, o que acharam do primeiro capítulo da segunda temporada, esperavam pela volta para a Ordem? Decepcionados? Surpresos? De qualquer maneira espero que tenham gostado e que continuem acompanhando a história.