Notas iniciais
Boa leitura ♥

Layla tem razão, penso levantando os olhos para minha amiga que havia se levantado e me oferecia à mão.

Eu ainda acho que seria melhor se eu simplesmente sumisse, já que absolutamente todas as pessoas que se aproximam de mim acabam tendo problemas, porém eu não podia desistir, não quando tantas pessoas contavam comigo, se eu parasse agora, então teria sido tudo em vão, seria como dizer a eles que suas vidas não tem valor, já que eles a arriscaram por mim e eu simplesmente estava me dando por vencida.

Aceito a mão de Layla e me levanto, não sei o que posso fazer, simplesmente não encontro a inocência, e me recuso terminantemente a atacar James, também não gostaria de ter que lutar contra os outros, eu queria que simplesmente não tivéssemos que lutar, queria que todos pudessem se entender, por que não podemos viver em paz? Sinto meus olhos se encherem de lágrimas, por que há tanto ódio? Eu simplesmente não consigo entender, mesmo agora, mesmo com tudo que há a minha frente, eu não consigo odia-los, não consigo odiar ninguém.

Sinto algo cálido tocar minha mão, aproximo-a de meu rosto e constato se tratar de neve, porém a algo estranho com essa neve, ela é quente e brilhante, ao invés de derreter e se tornar água, ela permanece por alguns instantes e quando some, deixa uma espécie de brilho perolado.

Não se deixem ser atingidos. Fala Road, levanto meus olhos e vejo que todos parecem muito distraídos com a neve.

De repente James cai de joelhos, tento correr até ele, mas Tyki se coloca em meu caminho, levanto os olhos o encarando, sei que nenhum de nós quer batalhar, ele só mexe os lábios, dizendo recue, vejo Sheril se aproximar e pegar James, sua aparência havia voltado ao normal, tento me aproximar, porém Tyki, me segura, sua expressão implora que eu me afaste, obviamente, ele não pode apenas me conter, o certo seria que aproveitasse para me atacar, Road abre uma porta, contudo, antes de atravessa-la, ela me dá um último olhar, não consigo compreender o sentimento por trás de seus olhos.

Sinto-me sendo empurrada para trás com certa força e uma vez que Tyki estivera segurando minha cintura com seu braço, perco completamente o equilíbrio, porém sou segurada por Yuu, o Noah também me lança um olhar antes de adentrar o portal, o seu, entretanto aperta meu coração, ainda quero estar perto dele, mas por quê?

Precisamos ir. Viro-me, só então reparando no general Cross, o que ele está fazendo aqui?

A neve para e sinto minha cabeça ficar momentaneamente leve, respiro fundo, segurando-me a Kanda. Isso não faz sentido, não é obra da inocência, por que estou assim, quer dizer, fui eu que fiz isso?

Ele tem razão, temos que ir. Levanto os olhos para o moreno e aquiesço, sinto-me levemente tonta, porém me recuso a reclamar.

Assim que começamos a andar sinto o vento frio atravessando meus ossos, olho para baixo e me dou conta de que ainda estou com a camisola de Catherine, passo os braços em torno de mim mesma.

Oe, Usagi, me de sua jaqueta. Lavi vira-se com uma expressão confusa, porém segue a direção do olhar de Kanda, sinto meu rosto esquentar.

Strike! Tampo minha boca caindo na risada, é tão típico do Lavi. — Eu não tive a chance de me apresentar, me chamo Lavi e sou o aprendiz do Bookman! Você é a Fuyuki-chan, certo?

A jaqueta. Fala Yuu, se colocando entre mim e o ruivo, que havia se aproximado absurdamente, agarrando minhas mãos.

Faz se um longo silêncio, Lavi parece ter se recuperado, ele olha atentamente para Kanda e depois me espia por cima do ombro do mesmo, então sua expressão se ilumina e um enorme sorriso estampa seu rosto.

É isso aí Yuu, esse é o meu garoto. Sinto-me completamente perplexa quando o ruivo agarra o ombro do general, o felicitando. — Eu estou tão orgulhoso!

Fala fingindo enxugar uma lágrima, todos olhamos sem entender a cena, até que Kanda acerta uma cotovelada no estômago do Bookman Jr., fazendo com que este o solte.

Aqui. Layla havia se aproximado e me esticava um dos sobretudos que vi em meu armário, ainda nem havia o utilizado, era de um cinza escuro. — Seu irmão que fez a mala.

Explica ela, olho para suas mãos e de fato ela carrega uma mala, aquiesço e pego o sobretudo o vestindo, ele cobre até a altura do joelho, Lala volta a abrir a mala e procura por algo, então levanta um par de meias e uma bota, rio, é uma boa, estou descalça e está muito frio. Sento-me em um tronco caído e calço-as, são exatamente do mesmo tom que o casaco e chegam ao joelho, um conjunto penso me olhando, provavelmente foi bem caro, suspiro me levantando.

Seguimos em silêncio durante o resto do caminho, na metade dele volta a chover, mas continuamos em frente, pelo tanto que andamos, creio que saímos da cidade e isso me faz perceber que não sei para onde estamos indo, parece que para um local especifico, só não sei qual. Já havia começado a clarear o céu, quando paramos em frente a uma casa de campo, Cross bate na porta, olho para os outros, tentando saber se mais alguém sabe onde estamos.

Olha só! Uma senhora idosa abre a porta. — Quem é vivo sempre aparece, não?

Tudo isso é felicidade por me ver?! Comenta o general sarcasticamente.

Dessa vez você trouxe metade da Ordem para cá? Ela olhara para nós com aparente desinteresse. — Acha que aqui é o que? Pensionato?

Na verdade... O ruivo agarra meus ombros me colocando de frente para a senhora. — Ela não te lembra de ninguém?

Muito prazer, eu...

Esse cabelo que não para no lugar nem molhado, só conheço uma pessoa que tinha cabelos assim, duas na verdade. Ela aproximara muito seu rosto. — Uau, a semelhança é gritante. Do que eu devo te chamar, Campbell, Ichinose, ou já tem outro nome? Qual o parentesco, ela é a filha de Louise? Como se chamava o pai dela, Takeshi, Takashi, Taka...

Takehiko. Digo, me curvando. — Eu me chamo Ichinose Fuyuki, é um prazer conhecê-la.

Hum, Ichinose é? Ela me olha de cima a baixo. — É a última coisa que você parece.

Por algum motivo minhas bochechas coram, me acho tão parecida ao Aki e a Natsu, também nos acho parecido à mamãe, tudo bem que não tenho nada a ver com Lizzy, mas será que sou assim tão diferente? Bom, eu sou meio anã, Natsu é uns bons quinze centímetros mais alta e Aki nem se fala, acho que minha mãe era alta, em uma foto que ela está em pé ao lado de meu pai não parece haver muita diferença de altura, por que eu sou tão baixa?

Deixe-me adivinhar, ela é a atual compatível ao coração e está procurando refúgio. Não fora uma pergunta, ela desvia os olhos de mim, os voltando para o ruivo. — Me diga que não caiu na besteira de se tornar guardião dela também, nem você pode ser assim tão estúpido.

Honestamente, não sei o que sentir em relação a sua pseudo pergunta, quer dizer, eu concordo que ser guardião não é algo nem um pouco vantajoso, mas isso foi meio cruel, bom, ela não deixa de ter razão, suspiro, será que Lizzy se culpava por arrastar Cross para seus problemas também?

Não, não. O general indica Kanda com a cabeça. — Aquele é o felizardo.

Minha nossa, será que hoje tiraram o dia para me depreciar? Sei que não é muito justo o tanto de trabalho que dou ao moreno, mas não precisava ser tão sarcástico em relação à posição de guardião. O pior é que não posso nem discordar, torna-lo meu guardião, só dobrou o trabalho e dor de cabeça que dou a Kanda.

Notas finais
Alguma ideia de quem é a senhora? Pessoal, eu gostaria de pedir encarecidamente que me dessem suas opiniões, é um pouco frustrante escrever para fantasmas, e me ajudaria muito se vocês me dissessem se devo mudar algo, ou dar mais destaque a algum personagem, ou até mesmo corrigissem meu português. Desde já, muito obrigada e espero que tenham gostado do capítulo.