The blood we share

1 Por que ser tão boazinha?


Notas iniciais
O primeiro capítulo foi curto, eu sei. Porém foi para ter uma ideia de quantas pessoas iriam se interessar pela história... Espero que realmente gostem.

Aproveitem a leitura.

POV Lena

Algumas pessoas acreditam que nós, como seres humanos divinos, estamos destinados a algo, já outras preferem acreditar que nenhuma força sobrenatural pode interferir em nossas vidas, somos totalmente responsáveis pelo que nos acontecem. Antigamente, se esse tipo de assunto surgisse à mesa ou na roda de conversa, diria com toda certeza que acredito em ambas as teorias. E como sempre, ninguém iria entender minhas explicações sobre o que acredito ser o destino, mas, embora minha mente seja fértil para criar teorias, no fundo eu sei que por mais que traçamos nossos caminhos, algo sempre estará reservado para nós, por mais simples que seja.

— Eu estou falando sério, Lena! Por que você não pode me ajudar com isso? Eu sou sua melhor amiga! É seu dever me ajudar! — Ela vira o rosto e bufa — Sinceramente, eu não sei onde você pretende chegar com isso...

— O que você está me pedindo vai contra meus princípios, eu já disso isso, Marina... Você por favor poderia entender? — Levanto e sigo meu caminho.

A caminhada até em casa não é longa, aproveito o tempo para ouvir minhas músicas favoritas do momento, tiro o celular do bolso e encaro seu aspecto mal cuidado, destruído — Já está na hora de você se aposentar, amigão. — Chego em casa e como de rotina sinto o ar pesado, carregado com todas as energias negativas possíveis, entro no meu quarto e jogo minha bolsa.

Por que eu nunca arrumo esse quarto? Tudo é tão bagunçado e fora de ordem, mas, de alguma maneira eu me sinto bem nele, de alguma forma eu me sinto segura. Começo a pensar como seria se tivesse ajudado a Marina com seu plano para separar seu ex namorado de sua atual, talvez ela não entenda... Não, ela entende perfeitamente a situação, ele a deixou, a deixou por outra garota, então porque ela não consegue aceitar que foi melhor assim? Não somos donos de ninguém, muito menos de seus corações, não iria conseguir participar de algo que prejudicasse alguém, que, mesmo sendo um babaca como o ex da Marina, estivesse feliz com outra pessoa.

É exatamente isso que me intriga, por que eu não consigo revidar quando alguém me magoa? De alguma forma eu sinto como se fizesse parte de cada ser humano presente no planeta, como se um pedaço meu vivesse dentro de cada um, não conseguiria machucar alguém, pois estaria machucando a mim mesma... E no fundo... Eu sei que minha maior virtude um dia irá causar minha destruição. Deito em minha cama onde o lençol permanece solto há dias e sem nenhuma expectativa de ser arrumado de volta.

— Olhe, eu não diria exatamente sua destruição... — uma voz desconhecida sussurra perto de meu ouvido e levanto em um imediato salto.

— Quem está ai? — pergunto ainda ofegante do susto.

Sem resposta, levanto correndo em busca do interruptor de luz procurando identificar o autor daquela voz. Mas para minha surpresa, não há ninguém além de mim — devo ter pensado em voz alta — digo a mim mesma. Ainda suspeita porém exausta resolvo ir dormir, devo estar tão cansada que já estou ouvindo coisas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.