The Young Sobrenatural
8 Significado de Inútil e Indícios de guerra.
Notas iniciais
Caroline estava perdida em pensamentos, tudo ocorrerá muito rapidamente para um só dia. No momento em que estava desacordada lembranças vieram em sua mente, do momento em que era uma simples criança até se tornar uma adolescente durante sua vida não teve muitas amigas e sempre foi excluída mesmo se destacando por sua beleza. O que ela estava pensando? Acabara de perder seu irmão em uma missão a mando dos Ridick’s e quase morrerá se não fosse por ele, Matt, após o nome vir em sua cabeça ela despertou.
–Hãn? Onde estou?
Ao abrir os olhos viu que estava em uma cama hospitalar cercada de curativos enquanto um soro pendia sobre a haste de metal da cama e para sua surpresa, lá estava ele sentado na cadeira a seu lado dormindo.
–É minha hora de fugir—Pensou ela.
Quando tentou se soltar dos aparelhos da cama do hospital sentiu uma pontada de dor nas pernas e na cabeça e assim desabou na cama gemendo de dor e logo uma voz lhe preencheu os ouvidos.
–Se eu fosse você ficava quieta.
Matt a encarava com um olhar sério e relaxado, podia se ver marcas de corte por todo seu rosto, mais não passava de finos traços, por conta de ser um lobisomem seu fator de cura estava ativo.
Caroline ainda não entendia a situação e simplesmente virou-se para Matt e perguntou.
–Por que você me salvou?
Ele simplesmente se relaxou na cadeira e argumentou.
–Também não sei, você tentou me matar uma vez, mais... sei lá é como se você fosse um bem precioso para minha fera interior.
Caroline ao ouvir aquilo começou a dar varias gargalhadas.
–Qual é a graça? Por acaso eu tenho cara de palhaço?—Perguntou Matt com um tom de voz irritado.
Mesmo ele falando aquilo ela ainda continuo com suas gargalhadas mais logo parou e lhe dirigiu um sorriso provocante.
–Se eu sou um bem precioso pra você quer dizer que essa caçadora agora tem um cãozinho de caça?
Matt ouviu aquelas palavras e assim se delimitou a fechar a cara e dizer.
–Por que não cala a boca?
–Porque você me fez falar.
Eles continuaram a falar sobre coisas aleatórias dando risadas e caçoando um ao outro mais logo Matt fez uma pergunta que acabou com todo aquele clima.
–Bom, éerr...não sei como pergunta, mais enfim, como é sua família, tipo os ridick’s?
Caroline colocou uma expressão séria no rosto e disse.
–Como você já deve saber somos uma família de caçadores, não só de lobisomens mais de criaturas sobrenaturais em geral, desde pequenos somos criados para matar esses ‘monstros’ e quando chegamos a fase de adolescência somos submetidos a vários testes para garantir o direito de permanecer na família.
–Que tipo de testes são esses?—Perguntou Matt.
–São o tipo de teste que garante que só os especiais conseguem passar.
–Então.. você e seu irmão passaram por esses teste né?
Caroline abaixou o rosto fazendo o cabelo cair sobre seus olhos e disse.
–Eu não, só meu irmão.
–Supondo que estes testes sejam tão rigoroso que só os especiais passam então você devia...
–Esta morta? Sim.
Matt ficou perplexo, não era essa a pergunta que ele queria fazer mais deixou a conversa fluir.
–Então como você esta aqui? Com certeza você fez algo impressionante para sobreviver.
–O problema, é que não fui eu que fez algo impressionante.
–Como assim?
Ela fez um longo suspiro e falou.
–Tudo começou com...
Flashback on
Caroline estava com muito medo, seu teste era caçar um lobisomem que estava perdido na floresta, e seu irmão estava junto a ela com um revolver apontando para frente enquanto ela usava apenas adagas de prata.
–Fique esperta, ele pode estar por perto, os rastros dele terminam aqui.—Dizia Bart com um olhar sério.
–Tá bom.—Caroline segurava suas adagas como se sua vida dependesse disso, o que era verdade.
Eles andaram mais afundo a floresta e encontraram um mendigo com roupas velhas e com um aspecto físico bem desengonçado e com pelos por todo corpo.
–Quem é você?—Perguntou Bart mantendo uma distancia segura com o revolver em frente.
O mendigo após ouvir tais palavras se virou para Bart e começou a chorar.
–Por favor, não me matem! Tenham piedade eu juro sairei das redondezas e só viverei na floresta longe das pessoas! Por favor não irei mais machucar ninguém!
Caroline conseguia sentir o desespero do homem mesmo sem conhecê-lo, porém Bart rapidamente pressionou o gatilho atingindo o mendigo no ombro o derrubando.
–O QUE DIABOS VOCÊ ESTA FAZENDO BART!—Gritou Caroline aflita.
–Apenas nossa missão, vamos aproveitar que ele não se transformou e acabar de vez com ele.
Bart preparou outra bala, e no momento que ele efetuou o disparo Caroline empurrou o revolver pro lado e o tirou passou longe.
–MAIS QUE PORRA CAROLINE! POR QUE FEZ ISSO!—Gritou Bart com um grande ódio.
–NÃO PRECISAMOS MATAR ELE, ELE PROMETEU QUE IA FICAR NA FLORESTA E NÃO IA MATAR MAIS NINGUEM!—Revidou ela.
A discussão começou a rolar e logo o mendigo começou a dar altas gargalhadas.
–Qual é a graça?—Perguntou Caroline.
–A graça? É que você é muito patética garotinha.
Após dizer tais palavras o corpo do mendigo se deformou por completo e logo tomou sua forma licantropica e assim partiu para cima de Bart e com um chute o jogou na arvore mais próxima.
–BART!—Sem se dar conta, logo ela foi arremessada batendo forte nos pedregulhos ao cair no chão.
O mendigo estava com um olhar psicopata, andou lentamente enquanto mostrava suas presas para ela com uma grande intenção assassina, assim apanhou ela pelo pescoço e começou a apertar.
–Por favor... me solte.—Implorou ela.
O mendigo lobisomem apenas olhou no fundo dos seus olhos e disse.
–Me desculpe docinho, mais eu tenho que lhe quebrar.
Quando estava perto de perder a consciência Caroline de relance viu o irmão dela efetuar um disparo atingindo em cheio o lobisomem na cabeça, porém seu corpo era muito resistente e o tiro não passou de uma distração.
–É mesmo, tenho que me livrar de você primeiro.—Dito isso arremessou a garota a morro abaixo e esta saiu rolando o terreno parando em uma parte plana com muito musgo.
Bart vendo que estava em apuros seguio Caroline, se jogou no terreno e caiu junto a onde ela estava e verificou se ela estava bem.
–Estou ótima, agora me deixe levantar.—O que foi um erro. Ao levantar ela sentiu um estralo no corpo e Bart percebendo isso viu que ela havia fraturado duas costelas.
Tomado pela ira ele disse.
–Escuta aqui, pegue esse revolver, certifique-se de fazer seu papel como isca direito.
Caroline seguio as instruções do irmão e assentiu com a cabeça, e assim Bart sumiu de vista.
Logo viu-se arvores sendo destruídas caírem próximas a ela, junto com pedras enormes e ali estava o lobisomem quase já em sua forma completa.
Ao ver tal cena Caroline ficou pasma.
–Como isso é possível! Você nem é um alfa!
O lobisomem apenas se aproximou e disse com suas palavras bem próximas ao rosto dela com um hálito fedendo a sangue decomposto.
–Para se virar um monstro, não é preciso poder e sim aceitar seu lado animal.
Após ouvir tais palavras, a criatura levantou sua pata a cima pronta para aplicar o golpe derradeiro, porem Bart sorrateiramente apareceu em suas costas e enfiou uma grande estaca de prata em suas costas perfurando por trás o coração da besta, assim a fera se debandou a alguns metros mais logo caiu morta.
Caroline se delimitou a um longo suspiro.
–Obrigada.—E deu um sorriso terno.
Bart se virou pra ela e disse.
–OBRIGADA É A PORRA!
–Hãn?—Disse Caroline.
–POR POUCO NÓS QUASE MORREMOS E POR SUA CULPA NÓS ACABAMOS SERIAMENTE FERIDOS!
–Mas...
–SEM MAIS E SEM MENOS, SUA INUTIL!
Aquelas palavras entraram na sua cabeça e ressoaram até hoje.
Flashback off
–E foi assim que fiquei conhecida por inútil, o elo fraco, a vergonha dos Ridick’s, e esse foi só o começo da minha inutilidade, nas missões seguintes eu sempre falhava ou atrapalhava os membros de equipe.
Lagrimas corriam sobre seu rosto deixando suas bochechas vermelhas como tomate, porém estas eram lagrimas de decisão, lagrimas de determinação.
–E é por isso que para provar meu valor irei caçar aquelas criaturas até os confins do mundo, elas serão prova de que não sou inútil! Irei vingar meu irmão e manchar com sangue das bestas a cara do meu pai!
Matt assistia a cena, como podemos dizer impressionado? Mais logo se limitou a dar risadas.
–O que foi?—Perguntou Caroline.
Ele simplesmente posou a mão na cabeça dela e disse.
–Boa sorte com sua missão, se nem um lobisomem pode bater de frente com eles quem dirá você?
Ela apenas virou o rosto em uma posição esnobe e disse.
–Cala a boca.
Logo alguém entrou na porta do hospital e falou.
–Já não basta sumir de casa e ainda você leva uma garota para suas aventuras malucas, fala sério!
Era Liliam, a mãe de Matt. Ela estava com um olhar preocupado.
–Érrr mãe?
–Não com “Érrr” mãe não, você sai de casa, vai pra escola e não fala mais nada, nem da um telefonema!
Ele estava envergonhado por levar uma bronca de sua mãe na frente de outra pessoa, ainda mais na frente de uma garota.
–Mais eu enviei uma mensagem.—Dizia ele com um sorriso cínico.
–Mais uma mensagem não irá me dizer se você esta vivo ou não! Pode ser algum sequestrador ou algo do tipo, pode... pode...—Ela já estava sem palavras quase derramando lagrimas.
Sem mais delongas Matt pulou da cadeira e abraçou sua mãe com o maior carinho que um filho pode dar.
–Me desculpa, eu....da próxima vez que eu sair de casa e ficar um tempo fora, a senhora ira ouvir da minha própria boca!
Ela apenas saiu do abraço e olhou pra ele enxugando as mínimas lagrimas.
–Espero que não esteja mentindo.
–Mais eu não estou!
Ela apenas lhe dirigiu um olhar desconfiado e se virou para a jovem que estava deitada.
–E quem é ela?
Matt tomou a frente e apresentou ela.
–Bom, mãe essa é Caroline, Caroline essa é minha mãe Liliam.
As duas deram um sorriso e apertaram as mãos.
–Então...Caroline quer que eu ligue pro seus pais?
Caroline por um momento ficou quieta mais logo falou.
–Meus pais moram fora do pais, creio que não é possível e preciso chamar eles.
Então, venha passar um tempo na minha casa até se recuperar—Disse ela com um sorriso terno.
Matt arqueou uma das sobrancelhas e disse.
–Ouououououo! É preciso mesmo ela ir pra nossa casa?
Sua mãe apenas se virou pra ele e disse.
–Pois considere-se com sorte, pois terá que cuidar de uma garota muito bonita!—E esboçou um largo sorriso.
Ele não pode fazer nada além de soltar um longo suspiro.
–Obrigada senhora Rylam, mais creio que não será necess—
Logo foi interrompida.
–Por favor, não sei o que meu filho fez pra deixa-la nesse estado mais o que estou fazendo é o mínimo para se desculpar.
Logo ela pensou em continuar a conversa mais viu que não levaria em lugar algum, então não fez mais nada que concordar.
–Ok, aceito sua oferta de desculpas, mais o medico nem viu meu estado para poder me dar alta.
–Quanto a isso, esta tudo bem ele disse que já pode sair do hospital porem deve fazer o mínimo de esforço físico e descansar muito para que seus ferimentos cicatrizem direito.
Ouve muita conversa, após Liliam assinar a papelada para tomar como responsabilidade ela teve que trazer seu carro para o estacionamento mais perto dali para facilitar o transporte da Caroline que estava de cadeira de rodas, após um imenso trabalho para coloca-la no carro eles se dirigiram a sua casa percorrendo as avenidas de Fall Heart até chegarem a seu destino.
Após chegarem a frente de sua casa, Liliam estacionou o carro o mais perto possível e obrigou Matt a carregar Caroline até chegarem na sala onde ele a colocou no sofá.
–Não vai agradecer?—Falou ele.
Ela ficou por um momento quieta mais logo arrastou o rosto de Matt para perto dos seus lábios e sussurrou-lhe os ouvidos.
–Não preciso agradecer a meu cachorrinho—Provocou ela em um tom sensual.
Matt apenas sussurrou-lhe de volta indignado.
–Não há de que.
Quando ele estava pensando em fugir do alcance dela, novamente o puxou de novo e sussurrou mais algumas palavras.
–Não se preocupe, irei agradecer corretamente quando estiver melhor.—Então lhe mordeu a orelha estimulando seu apetite sexual.
Matt apenas parou por um momento e se afastou ficando face a face com Caroline, só mais um pouco e eles estavam se beijando.
–Ora, ora, ora, você não perde uma mesmo!
No susto ambos se afastaram e ali estava Hannah encostada na parede do quarto enquanto batia as garras arranhando a mesma com um olhar assassino.
Matt com a raiva em seus olhos apenas virou-se pra ela enquanto recolhia o punho para evitar uma confusão.
–E você o que faz aqui?
Ela apenas se aproximou enquanto olhava para ambos.
–Inicialmente era pra eu vigiar essa loirinha irritante, mais logo surgiu um problema maior.
–E isso é problema meu por acaso?—Perguntou ele estendendo os braços?
–Pode não ser, mais aqueles que estão a seu lado irão sofrer se o problema não se resolver.
–Isso por acaso é uma ameaça?—Dizia ele com um olhar ardendo em um amarelo topázio.
–Eu gostaria que fosse, mais é serio preciso de sua ajuda.
–Você não tem a Joy?
Ela apenas cruzou os braços e se afastou um pouco.
–Ela esta ocupada com outros problemas.
–E eu sou o único livre? Pelo que eu saiba fui expulso de lá!
–Meu pai não quer sua ajuda, mais ele precisa por isso estou aqui.
Com um suspiro ele disse.
–Então...Diz qual é o problema.
–Não posso falar aqui, você tem que me seguir! –Dizia ela já saindo pela porta– Então venha!
Matt se delimitou a dar uma risada.
–Qual a graça?—Perguntou ela.
–Que desculpa você acha que eu devo dar para minha mãe? Que você me arrastou para um problema sobrenatural?
–OLHA AQUI!—Enfim gritou ela—. NÓS ESTAMOS INDO PARA EVITAR UMA MALDITA GUERRA! VOCÊ QUER QUE AS RUAS VIREM POÇAS DE SANGUE?! INOCENTES SERÃO INVOLVIDOS! VOCÊ POR ACASO QUER ISSO?! NÃO POSSO FALAR MUITO, MAIS SE QUER AJUDAR VOCÊ TEM QUE VIR, AGORA!-Na raiva ela se transformou em Lycan bem ali em pleno dia sem se importar se as pessoas veriam ou não.
Matt tomou um baita susto, sabia que Hannah era esquentada a ponto de fazer loucuras, mais quando a coisa estava preta o suficiente para faze-la agir pior que sua loucura atual, deve ser algo muito importante. Logo ele viu ela voltar a sua forma humana.
–Esta bem, irei com você.
Mais logo Caroline interviu.
–Mais Matt deve ser perigoso! Sua mãe esta morta de preocupada com você, não pode sair desse jeito! Você prometeu!
As palavras de Caroline perfuraram o coração de Matt, mais logo ele respondeu.
–Por isso conto com você, invente uma desculpa e depois me diga o que você falou através de mensagens.—Dizia ele enquanto pegava um casaco preto e mostrava seu celular.
–Vamos Hannah!
Assim eles saíram com uma tensão nos seus ombros, algo grande estava vindo, algo grande e terrível!
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