The Young Sobrenatural
1 Reencontro
Notas iniciais
Matt Rylam estava apreensivo,estava sendo selecionado os alunos que iriam jogar como titulares no time de basquete, todos haviam se dedicado aos montes para pegar pelo menos uma vaga, enfim um homem de roupa esportiva e de corpo robusto mais bem definido entrou na quadra onde todos se alinharam automaticamente.
–Escutem aqui, iremos fazer a seleção para as posições do time, já temos um armador, um ala, um pivô e um ala-pivô, preciso se um ala armador no time, enfim iremos começar pelos arremessos, façam uma fila, agora!—Gritou ele.
Todos obedeceram de imediato duas filas se formaram ao arredor da área de três com uma bola em mãos e começaram arremessar as bolas. Podia-se ver grandes arremessos com o passar do tempo, até chegar a vez de Matt.
Após chegar sua vez ele se preparou para jogar, mais logo foi caçoado.
–Olha lá, o Rylam vai jogar.—Falou um.
–Ora, ora aquele inútil não tem força nem para segurar uma bola.—Falou outro.
Surpreendendo a todos,Matt fez uma bela cesta de três que calou a boca de todos.
–Aposto que foi sorte!—Gritou um do fundo da fila.
–Mais uma, para ver se estou acreditando.—Falou o treinador perplexo, pois Matt não tinha uma boa força física.
Novamente ele apanhou outra bola e fez novamente mais um belo arremesso de três.
–O que andou fazendo Mr.Rylam?—Perguntou o treinador surpreso.
–Praticando na quadra perto lá da minha casa.—Afirmou ele confiante.
–Bom parece que temos uma vaga pra você meu rapaz.—Disse o treinador preenchendo uma plaqueta.
Logo todos começaram a estapear as costas de Matt com um gesto de parabéns, até ele ficou surpreso com aquilo, mais alguém não gostou nada daquilo.
–Não aceito isso!—Gritou um jovem loiro e musculoso chamando a atenção de todos.
–Ora, acha que pode fazer melhor que o Rylam, Jack?—Perguntou o treinador com um tom de sarcasmo.
–Claro! Desafio ele para um mano a mano!—Afirmou Jack.
Todos instantaneamente urravam em aprovação pelo desafio.
–Que assim seja!—Disse o treinador.
Logo um circulo se formou perto da cesta, dentro dela estava Rylam e Jack se encarando.
–Quem começa?—Perguntou Jack.
–Você!—Exclamou Matt jogando com força a bola em Jack que segurou.
–Uia!—Disse ele pegando a bola—. Vamos ver se faz tudo mesmo.
A partida começou, Jack avançou com a bola pelo lado direito, porém o Matt o interceptou dando um tapa na bola. Mais Jack era habilidoso, usufruindo de sua força física impediu o tapa de Matt usando seu corpo contra o dele fazendo-o tombar, e aproveitando que estava caído fez uma bandeja e logo todos murmuravam em questionação.
–Só isso que pode fazer Matt?!—Exclamou Jack o provocando.
–Mais uma!—Gritou Matt se levantando e pegando a bola enquanto se posicionava a frente de Jack para começar uma rodada.
Todos admiravam a determinação de Matt.
Assim Matt avançou pela esquerda driblando o Jack, porém ele era muito rápido e ficou a sua frente o impedindo de prosseguir com o lance.
–Merda.—Exclamou Matt recuando com a bola.
–Quase em..—Disse Jack o desafiando.
Novamente ele avançou dando tudo de si, porém quando tentou fazer uma bandeja, Jack aplicou um ‘toco’ que deslocou dois de seus dedos da mão direta, assim ele caiu no chão urrando de dor.
–Mais que..—Resmungou Matt mordendo o lábio.
–Oooh, a princesinha tá reclamando?!—Disse Jack se virando para o treinador—. Sério que você queria colocar essa mariquinha em uma partida oficial?
O treinador bufou e limpou o nome de Matt na tabela e colocou o de Jack.
–Todos pro chuveiro, Matt pra enfermaria.
–Mais treinador eu posso jogar!—Disse ele se levantando rapidamente.
–Fala sério garoto, do que adianta fazer bons arremessos se não consegue durar uma partida, francamente viu!—Exclamou ele e todos foram pro chuveiro enquanto Matt ia para a enfermaria.
Chorando, mais não de dor e sim de tristeza, foi até a enfermaria onde uma mulher com vestes medicas estava lendo o livro.
–Enfermeira Joy.—Saudou ele a mulher de pele branca com cabelos negros e um corpo sedutor.
–Não sei se você vem para me ver ou se gosta de estar na enfermaria.—Afirmou ela fechando o livro enquanto Matt se sentanva na cadeira.
–Talvez os dois.—Falou ele sorrindo.
–Fala sério, o que foi que aconteceu?—Perguntou ela enquanto pegava o kit de primeiro socorros e começava a passar a atadura em seu dedos deslocados.
–Fui escolhido pro time de basquete, mais perdi a vaga em um mano a mano.—Disse ele tristonho.
–Mesmo?—Perguntou ela sem nenhuma emoção.
–Se eu fosse mais forte, eu poderia ganhar dele e recuperar o que me roubaram.—Afirmou Matt com convicção.
A enfermeira cessou por um momento como se tivesse entrado em transe, mais depois terminou o curativo e deu um tapa nas costas do garoto.
–Novo em folha, pode ir.—Afirmou ela.
Após dizer isso Matt saiu da sala.
–Acha que podemos transformar ele?—Falou um homem de cabelos negros que surgiu do canto da sala.
–Não sei Roy, sabe que o Jason não permite menores de 18 anos.—Falou ela.
–Fala como se fosse inocente e seguisse as regras, fala sério né?!—Exclamou ele olhando pela janela da sala.
–E além do mais, precisamos de caras jovens, cansei dos ‘lobos velhos’ que temos.—Afirmou ele colocando um sorriso no lábio.
–Eu sei que precisamos de gente nova, mais trazer jovens que nem ele, que tem tudo para ter um grande futuro pela frente morrer em conflito com nossos rivais, fala sério, não gosto disso.—Disse ela apanhando um maço de cigarro e fumando um dos enrolados após acende-lo com o isqueiro.
Ao chegar em casa Matt foi recebido com a maior ternura, o ar estava diferente sua mãe estava fazendo o jantar que aparentemente era pra mais de duas pessoas.
–Temos vistas?—Perguntou Matt deixando sua mochila no sofá.
–Sim, os Reed vão voltar a morar na antiga casa deles.—Afirmou ela colocando um grande prato de macarrão na mesa.
–Isso quer dizer que?..—Se perguntou Matt.
–Sua namorada vai voltar pronta pra você, se deu bem garotão.—Disse Liliam,sua mãe, com um sorriso de orelha a orelha.
–Primeiro ela não é minha namorada.—Disse ele contando com os dedos—. Segundo ela nem deve se lembrar de mim direito. Terceiro ela deve estar namorando alguém a essa altura do campeonato.—Afirmou ele.
–Tá, Tá, você quem sabe e anda logo! Vai tomar banho!—Exclamou ela jogando a toalha pra cima dele.
Obediente ele foi para o seu quarto entrou no banheiro, e ligou o chuveiro e uma sequencia de pensamentos veio em sua cabeça enquanto as gotículas caiam sobre sua cabeça. Até ali tudo bem após terminar o banho ele foi a seu quarto com apenas uma mini toalha cobrindo suas partes intimas.
–Ora, ora você cresceu mesmo.—Afirmou uma garota de cabelos negros com mechas roxas e com uma roupa estilo rock, blusa preta calça jeans e botas de couro.
–Quem é você?—Perguntou Matt caindo no chão com tamanho susto.
–Você passa míseros dez anos longe de mim e ainda me pergunta? Fala sério né?!—Exclamou ela enquanto se esticava na cama de Matt.
–Hannah? É você?!—Perguntou Matt perplexo.
–Demorou hein, sentiu saudades?!—Disse ela enquanto se sentava na cama.
–Sinceramente...não, mais você cresceu e muito.—Disse o garoto enquanto olha pro corpo da garota.
–Você também cresceu.—Disse ela apontando para ele—. Em certas partes principalmente.
Sem perceber Matt estava sem toalha e rapidamente cobriu suas partes intimas.
–Poderia sair daqui para eu me trocar?—Perguntou Matt completamente vermelho.
–Certo, certo..—Ela se levantou da cama e saiu do quarto rindo.
–Sério isso?—Perguntou Matt a si mesmo com um olhar cômico.
Após vestir suas roupas mais, formais ele desceu as escadas e viu um homem sentando na cadeira com uma roupa social esporte, ele tinha cabelos negros e olhos azuis, esse era o pai de Hannah, Jason Reed.
–Há quanto tempo Matt, faz quantos anos que eu não te vejo? Sete?—Disse o homem após colocar um garfo cheio de macarrão na boca e limpar com o guardanapo.
–Dez para ser exato.—Disse Matt se sentando na cadeira se preparando para comer.
O tempo foi passando e fomos colocando a conversa em dia falando sobre como foi a vida, o senhor Jason disse que estava em uma viagem de negócios e agora que os problemas estavam resolvidos e para aproveitar o tempo livre, ele voltou pra cidade e pretende ficar aqui até Hannah completar o ensino médio.
Já a Hannah contou o que ela fez no fundamental, ela era uma eximia atleta, apesar de não parecer, havia ganhado varias competições uma de natação uma de handebol, uma de ciclismo e outra de vôlei.
Minha mãe falou como foi viver com meu pai fora de área, ele viajou a trabalho já faz um ano e não deu mais noticia, o que preocupou ela bastante mais como sempre a cada trabalho longo que meu pai fazia, mais tempo com a família ele ficava o que era bom.
A conversa fluiu mais e mais até chegar a minha vez.
–E você Matt, fez algo de bom esse tempo todo em que a gente esteve fora?—Perguntou Jason.
–Bom tentei entrar em vários times de esportes diferentes, até agora estou esperando sair o resultado.
–E pra qual time você planeja jogar?—Perguntou Jason.
–Basquete.—Afirmou Matt.
–E vai jogar de que?
–Ala-armador, porém tem mais pessoas concorrendo comigo, então acho que.—Matt cessou a fala.
–Que?—Perguntou Jason.
–Nada.—Respondeu ele um pouco baixo com um olhar triste.
–Filho, aconteceu algo?—Perguntou a mãe de matt.
–Nada, esquece.—Respondeu Matt focando-se na janta após ouvir a pergunta da mãe.
–Bom, creio que ele não quer falar, tudo bem respeitemos isso.—Disse o senhor Jason com um sorriso compreensivo.
Após isso ouve mais conversas paralelas, porém com o passar do tempo a bebida já havia acabado e a mãe de Matt notará isso.
–Mais que diabos.—Resmungou Lilian enquanto abria a geladeira.
–O que foi?—Perguntou Matt.
–Acabou o refrigerante.—Falou ela.
–Estou indo comprar então, tem um mercado perto daqui.—Falou Matt.
–Mais já é quase dez horas, melhor não.—Falou Lilian, sua mãe.
–Não tem problema, eu vou e já volto e relaxe, tenho dinheiro.—Disse Matt saindo de casa mostrando sua carteira pra que sua mãe vê-se.
Ele andou um pouco pela calçada e viu que as ruas estavam desertas, não que aquilo lhe causa-se medo, mais dava uma frio na espinha.
Após andar um pouco até virar a esquina ele foi ao mercado a qual tinha falado e entrou pela porta que se abriu diante dele.
Depois de ter entrado no mercado viu um velho lendo jornal com uma xicara de café de lado cuidando do balcão e outro sujeito de casaco preto que olhava a loja desconfiado.
Com receio de que haveria algo, ele foi até o freezer da loja e apanhou os refrigerantes que prometeu a sua mãe e foi até o balcão.
–Dez dólares e quarenta centavos.—Disse o velho.
–Não tenho dinheiro trocado.—Falou Matt.
–Então apenas me dê os dez dólares.
Após colocar as bebidas em uma sacola, e pagar ao velho saiu do estabelecimento tranquilo andando o mais rápido que podia pela calçada afim de chegar em casa, porém algo lhe intrigava.
–Espere, por que ele esta me seguindo?—Perguntou-se a si mesmo após da uma olhada para trás e ver o homem de jaqueta de couro que estava no estabelecimento lhe seguir.
Percebendo que o homem acelerava o passo pra alcança-lo ele começou a correr, alcançando a esquina que dava de frente a sua casa, porém misteriosamente o homem que antes estava a muitos metros a suas costas, agora estava parado a dois metros a sua frente.
–Mais que diabos é isso?—Perguntou Matt ao homem com um olhar de pânico.
–Um truque, que você vai ver.—Disse ele enquanto seus olhos tomavam uma cor totalmente branca enquanto de seu corpo saia braços esqueléticos—. Mais não vai sair vivo para contar história, boy.
Após ver tamanha aberração instantaneamente como qualquer uma pessoa faria ele começou a correr.
Disparadamente ele passou por esquinas virando-as sem saber pra onde iria, apenas fugir daquilo lhe importava. Ele continuou a correr, porém chegou a um beco sem saída.
–Mais que porra.—Gritou ele de pânico.
–Não se preocupe, vou comer devagarzinho para ver você urrando de dor.—Disse o monstro enquanto adentrava a mais perto do corredor tentando alcançar Matt.
–Por favor, não me mate, minha mãe esta me esperando em casa!—Exclamou o garoto enquanto via a criatura se deformar por completo.
–Oh..que bonitinho, vou fazer uma visita pra sua mamãe depois que eu lhe foder totalmente.
Quando a criatura estava preste a dar o golpe final ouve-se um barulho pelo beco, similar a um rosnado de um lobo, aquilo fez a criatura parar instantaneamente.
–Se encostar um dedo nele, será a ultima coisa que fará em vida.—Disse uma garota que estava logo na entrada do beco.
O monstro se virou pra ela e começou a falar.
–E o que uma jovenzinha como você pode fazer a mim?
–Uma coisa má, uma coisa muito má.—Afirmou ela com um sorriso desafiador.
–Hannah?! O que você esta fazendo?! Sai daqui, ele vai te matar!—Gritou Matt em pânico.
–Como você é besta Matt, o perigo agora sou eu.
Após dizer tais palavras, garras saíram de seus dedos e presas caninas surgiram em seu maxilar enquanto seus olhos se tornavam verdes.
–O que um lobo faz aqui, não devia estar com sua alcateia?—Falou o monstro.
–Eles não precisam se preocupar com lixos iguais a você.—Exclamou ela com uma voz mais grossa.
–Quer saber? Vou matar você primeiro, mais antes de te matar vou lhe estrupa, você atrapalhou meu banquete, e você sabe que a hora da refeição é uma hora sagrada.
Ambos fizeram barulhos estranhos mostrando suas presas e avançaram um contra o outro.
Hannah era rápida, desviou do primeiro golpe do monstro e fez um corte na altura do joelho fazendo a criatura cair, mais ele era rápido, com um de seus braços esquerdo aplicou um soco em Hannah que a fez voar para uma cesta de lixo.
–É tudo que pode fazer?!—Exclamou ele enquanto se levantava.
–Nem brincando estou!—Disse ela soltando um sorriso irônico.
Com agilidade ela saiu da cesta de lixo enquanto um golpe do monstro passava reto dividindo a lixeira em duas.
Fugaz Hannah pegou uma brecha do oponente deu uma sequencia de arranhões em sua cara o atordoando-o, finalizando a sequencia de golpes ela deu uma tapa que arrancou a cabeça do inimigo que entrou com uma bela cesta de três em uma outra lata de lixo.
–É, esse cansou um pouco.—Afirmou ela após cessar sua transformação.
–Agora é só irmos pra casa e.. Oh my god.
Ela chegará tarde, o corpo de Matt estava sangrando muito, e sua pele estava pálida.
Desesperada Hannah foi até Matt caído no chão e ficou tentando acorda-lo.
–MATT, MATT! MATT!
Seu grito ecoou pelo beco vazio, onde as esperanças de vida de Matt eram escuras.
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