The Young Sobrenatural
5 Os Ridick´s.
Notas iniciais
O clima no armazém estava tenso, as todos estavam sentados em cima de caixas enquanto esperavam o senhor Reed voltar, ele estava muito preocupado a ponto de chamar sua família daquele jeito, mais todos sabiam que para isso acontecer a situação tinha que estar em uma situação critica.
O tempo passou e o silencio reinou, Matt queria dizer algumas palavras, mais logo percebeu que aquilo só iria piorar as coisas. Enfim o senhor Reed, agora vestido adequadamente, apareceu com um notebook em sua mão direita enquanto na sua esquerda carregava uma estante portátil a qual se encontrava um projetor.
–Pra que serve isso?—Perguntou Roy.
–Em que tempo você vive? Não sabe pra que serve um computador?—Respondeu Joy com um olha de reprovação.
–Claro que eu sei, mas estou perguntando pra que tudo isso?—Perguntou Roy incrédulo com tudo aquilo.
Após instalar os fios do notebook e do projetor, o senhor Reed se virou pros demais e começou a falar.
–Bom, chamei vocês aqui daquele jeito para dizer que estamos em estado de emergência ou seja a cada segundo que se passa corremos perigo de vida.—Disse ele com um olhar sério o que deixou o clima mais tenso.
–Não adianta eu explicar com palavras, tenho que mostrar a vocês.—Dizia ele enquanto abria pastas e arquivos do notebook abrindo um vídeo na tela do projetor.
Era um vídeo muito nojento, monstros deformados de olhos vermelhos esquartejavam cadáveres e babavam um muco amarelo muito depravado, mais logo perceberam que eles pararam de agir como “animais” após uma sombra refletir neles o que os fez ficar com medo. Todos viram o vídeo horrorizados e com uma caras nada boas, mais logo retomaram o ar sério e iniciou a discussão.
–O que são eles?—Perguntou Hannah.
–Wendigos.—Respondeu Reed.
–Mendigos?—Perguntou Matt.
–Não Wendigos, metamorfos canibais comem que tudo que vê pela frente desde simples humanos até os seres sobrenaturais, são muito fortes e muito rápidos e se desenvolvem equivalente a condição do ambiente ou seja...
–Quanto melhor a comida que comem...—Disse Roy tendo sua frase completada por Joy.
–Mais fortes eles ficam.
–Exatamente.—Afirmou o senhor Reed enquanto caminhava, aquilo o fez parecer que estava dando palestra.
–E por acaso foi um desses monstros que atacou o Matt?—Perguntou Hannah.
–Inicialmente achamos que era outro lobisomem, mais depois do que você me falou e depois de Roy analisar as feridas de Matt enquanto estava na clinica cirúrgica, sim concluímos que era um Wendigo.
–Se for assim conseguiremos derrotar eles facilmente, afinal eu sozinha matei um.—Afirmou Hannah confiante.
–Sim, você derrotou um deles, um de baixo nível, um fraco, talvez até um novato, mais agora estamos lidando com Wendigos top de linha, eu mesmo tive dificuldade de matar pelo menos um deles!—Afirmou Reed em um tom sério o que fez os outros hesitarem.
–Espera.—Interviu Matt—. Se mesmo você teve dificuldades para derrotar um, sei lá mais o que dingo, quer dizer que não temos a mínima chance se pegarmos um de frente?
Um silencio momentâneo aconteceu, mais enfim veio a resposta.
–Infelizmente, sim.
–Então o que planeja fazer?—Perguntou Joy.
Após um longo suspiro Jason Reed respondeu.
–Não sei.
Todos ficaram revoltados com aquela resposta, a Joy apenas ficou tranquila respirando lentamente para manter a calma, a Hannah ficou fazendo perguntas para seu pai enquanto Roy fazia de uma parede mais próxima saco de pancadas. Mesmo incrédulo Matt apenas disse as únicas palavras que conseguia no momento.
–Quer saber? Foda-se!—Gritou ele enquanto seguia caminho pra fora do armazém.
–A onde você pensa que vai?—Perguntou Hannah.
–A onde você pensa que vou? Vou pra casa! Ou você esqueceu que também tenho uma mãe que quase nem mais falo com ela desde daquele maldito dia em que sai do hospital, han?—Gritou Matt cego de raiva—. Sem contar que também tenho uma escola pra ir, se lembra?
Hannah tentou socar a cara dele, mais o senhor Reed a impediu enquanto olhava em seus olhos, o que foi bastante para resolver aquilo.
Mesmo não se importando com os problemas que estavam acontecendo ele só queria saber em ir pra casa e ficar um tempo com sua mãe, o que era bom pois toda vez que ele voltava da escola ele só mandava mensagens pra ela dizendo que ia passar um tempo com o senhor Reed. Após duas horas andando pela rodovia ele chegou em sua casa e encontrou sua mãe lá com uma cara acabada.
–Mãe? O que aconteceu?—Perguntou Matt após entrar em sua casa.
–Matt?—Olhou ela surpresa—Matt!
Após gritar seu nomes varias vezes seguidas ela foi correndo e abraçou seu filho com bastante ternura.
–O que aconteceu para ficar tão preocupada assim?—Perguntou Matt.
–Você não vem mais em casa, agora que a Hannah voltou você só vive no ‘colo’ dela e não fala mais comigo, acha que eu não fico preocupada?!—Exclamou ela enquanto tocava o corpo do filho por inteiro.
–Ei, por que ta fazendo isso?
–Quero me certificar de que esta bem, eu me preocupo sabia? Quer matar sua mãe do coração?!—Dizia ela enquanto dava um tapa na cabeça de Matt.
Ela estava certa, não tinha como sua mãe saber de tudo só por mensagens. Eles tentaram conversar e Liliam fez questão de mimar seu filho até a ultima de suas forças só pra mante-lo em casa.
Tudo estava perfeito, Matt se sentia feliz por ter voltado pra sua casa, mais ele não sabia que tudo aquilo estava perto de mudar.
Amanheceu e assim mais uma dia de aula ele iria ter, mesmo passando por tudo aquilo ele tinha que ir pra escola, afinal se existia um monstro muito mais assustador que um Wendigo, era sua mãe quando descobria que Matt havia faltado aula.
Chegando a escola ele se encontrou com Hannah, mais por um motivo ela o ignorou e como sentavam bem próximos, toda vez que ele tentava conversa com ela, esta simplesmente virava o rosto. Era muito irritante pra Matt aquilo estourava seus miolos, mais não podendo fazer nada a respeito ele começou a ignorar ela também.
As aulas percorriam pelo manhã como um raio, parecia que alguém estava controlando o tempo para que isso acontecesse mais isso não impediu de o professor dizer alguns anúncios.
–Olha, acabei de saber que temos uma aluna nova aqui, ela foi transferida de Los Angeles pra cá, em Fall Heart, entre minha jovem.
Uma garota de olhos negros e cabelos loiros apareceu, não tinha um corpo deslumbrante mais sua beleza chamava muita atenção.
–Bom essa é a Caroline, espero que se deem bem com ela, bom garota sente-se atrás do Matt.
Ela gentilmente se sentou atrás do garoto, não tentou conversa com ele, mais seu jeitinho feliz incomodava muito. Assim após o almoço os times de basquete, futebol, futebol americano da escola foram para suas quadras praticar Matt acompanhou o time de basquete é claro, mais não jogou e ficou apenas sentado nas arquibancadas.
–Por que você não joga?—Perguntou uma voz calma.
Quando ele se virou para ver quem era se surpreendeu com o que viu, era a Caroline que gentilmente se sentou a seu lado, o que deixou Matt nervoso pois seu jeito meigo era muito cativante.
–Não estou afim.—Respondeu ele.
–O que aconteceu? Ouvi dizer que você era um dos mais esforçados, mesmo que não tivesse talento nenhum, fazia o melhor que podia.
Após um longo suspiro Matt falou.
–Mesmo tentando me encorajar, você não pode me ajudar, o que você acha que eu vou ganhar sendo humilhado em campo?—Perguntou Matt coerente, pois se ele perdesse o controle ali, a vida de muitos estava em perigo.
–Sinceramente eu não sei, mais eu posso te oferecer isso.—Com um simples gesto ela beijou a bochecha de Matt o que deixou muito nervoso.
–Por que você fez isso?—Perguntou Matt incrédulo.
–Não gostou?
–Não é que eu não goste é que..—Continuou a frase por pensamento—. É que é meio estranho uma novata que mal chegou na escola já ficar dando em cima de mim.
–Bom eu posso oferecer algo maior, se jogar por mim.—Disse ela sorrindo.
–E o que por acaso seria isso?—Perguntou Matt.
–Não posso falar, mais você vai.—Jogando seu corpo um pouco por cima de Matt ela sussurrou em seu ouvido sensualmente—. A-D-O-R-A.
Como qualquer homem que se prese ele caiu na tentação da loira e foi correndo para a quadra pedindo ao treinador permissão pra jogar. Após sua saída um jovem loiro e alto com olhos negros iguais ao de Caroline se sentou ao lado dela.
–Acha que é ele?—Falou ele.
–Não sei Bart.—Afirmou ela.
–A sua artimanha de seduzir foi um pouco além do limite não acha?
–Eu sei, mais foi preciso sabe.
–Sua missão esta indo conforme o planejado, irei relatar ao pai.—Falou ele enquanto se levantava para sair dali.
–Espera.—Dizia a jovem segurando o pulso dele.
–Vocês me chamaram de Las Vegas apenas para matar um jovem? Mesmo se não for ele isso não é certo, não podemos matar um pessoa na maior cara de pau, não podemos esquecer que ele ter um pai ou uma mãe que o espera chegar em casa.
–E dai? Saiba que estamos fazendo um grande favor a essa família e além do mais ele pode ser um monstro que esta matando as pessoas.
–Mais..
–Sem mais e nem menos, cumpra seu dever, filha inútil!—Exclamou o Bart enquanto saia dali deixando a garota cabisbaixa.
Ela segurou suas lagrimas o máximo que podia e depois que conseguiu se levanto e foi o mais próximo para a quadra para dar apoio ao Matt que agora estava no meio de um jogo.
Matt driblava, corria nem mesmo tocava a bola e mesmo quando os jogadores tentavam derruba-lo eram eles que tombavam, de fato o poder do lobisomem ajudava muito, após sozinho chegar ao garrafão com um pulo fez uma bela enterrada, o que deixou todos boquiabertos.
–Rylam, por que não mostrou que podia fazer isso tudo antes?! Foi incrível! Como driblou todos eles! Não sei o que andou fazendo mais alguma coisa você fez, você esta no time!—Gritou o treinador enquanto abraçava o jovem, os outros jogadores mesmo com inveja não podiam fazer nada e também aceitaram Matt como membro do time. O Jack chegou todo confiante vestindo sua camisa de titular, logo viu a confusão no meio da quadra e perguntou incrédulo.
–O que aconteceu para estarem assim?—Perguntou ele.
Ninguém respondeu, então o treinador tomou a frente e falou.
–Jack, você esta no banco, Rylam você é o novo Ala-armador do time, venha para os treinos do time todos os dias, entendeu?!—Exclamou o treinador enquanto cuspia de tanto falar na cara de Matt.
–Entendi!—Disse Matt feliz.
Ele estava tão animado com aquilo que nem percebeu que Caroline estava na arquibancada o esperando, quando ia chama-lo pra jogar mais uma partida ele ignorou e foi até a garota na arquibancada.
–Demorei?—Perguntou ele enquanto arfava pesadamente.
Ela apenas levantou seu rosto e esboçou um sorriso.
–Agora, vou te dar sua recompensa, vem!—Exclamou ela pegando sua mão enquanto ia puxando ele para o vestiário do clube de basquete. Ao entra dentro do vestiário ela fechou a porta e se jogou pra cima de Matt.
–Mais o que?—Perguntou ele nervoso.
–Sou sua até alguém bater naquela porta.—Disse ela enquanto beijava o pescoço de Matt.
Matt era tímido, mais não era santo, traçou Caroline enquanto a prendia no armário e a beijava loucamente enquanto ambos começaram a fazer caricias um no outro até chegarem ao ponto de pegarem em suas partes intimas. O clima estava ficando quente, Matt já estava sem camisa e ele tentava tirar as roupas da garota mais logo ouve inesperado.
–Matt.—Interrompeu ela enquanto olhava diretamente em seus olhos—. Você me perdoa?
–Por que?—Perguntou ele.
–Eu tinha que fazer isso.—Disse ela.
–Fazer o que?
Sua resposta veio a tona, sentiu uma pontada de dor em seu abdômen e quando viu, uma faca reluzente estava presa a seu abdômen, logo ele recuou e para sua surpresa percebeu que estava transformado, como diabos ela sabia que era lobisomem? Essa duvida pairava em sua mente.
–Mais, por que?—Perguntou ele enquanto golfava uma poça de sangue junto a uma substancia preta.
–Não é nada pessoal, mais me perdoe!—Com uma faca em mão, ela apunhalou Matt duas vezes no peito, e quando ela ia dar o golpe final, outra garota chegou e lhe deu um chute que a jogou no armário.
–Han..—Ele não conseguiu completar a frase, pois na mesma hora a quantidade de sangue que cuspia era maior.
–Fala sério, você não tem nenhuma intuição? Como uma menina que acaba de chegar na escola e do nada se joga pra cima de ‘um qualquer’? Teve sorte de eu estar aqui!—Dizia Hannah extremamente furiosa.
–Acho que baixei um pouco a guarda, tinha que saber que lobos não andam sozinhos.—Falou ela enquanto se levantava limpando sangue de sua boca.
–Mais para sua informação, caçadores também não andam sozinhos.—Após dizer tais palavras um jovem de cabelos loiros entrou no vestiário com um revolver carregado mirando nos mesmos.
–Você demorou Bart!—Exclamou Caroline.
–Me desculpe, mais prometo encerrar esse assunto logo logo.—Afirmou ele enquanto se preparava para atirar.
Um silencio repentino se fez, enquanto Hannah aflita via o revolver ser apontada para ela, tentou-se manter calma, mais uma voz abençoada apareceu no local.
–Se eu fosse você não faria isso.—Falou uma voz sedutora, e a origem dessa voz era uma mulher de cabelos negros e olhos verdes, enquanto mordia uma maça tranquilamente.
–Também é um deles?—Perguntou Bart apontando o revolver pra mulher.
–Se eu for o que você vai fazer? Atirar?—Dizia a medica da escola, Joy enquanto se aproximava do garoto colocando sua cabeça bem no cano do revolver.
–Um puxar de dedo para acionar o gatilho, é o suficiente para matar essa loba? Então vamos lá atire.—Dizia ela tranquilamente.
O jovem hesitava momentaneamente, uma hora queria pressionar o gatilho mais a voz da razão chegou a sua mente e ele guardou o revolver.
–Sou esquentado, mais não sou burro a ponto de te matar se eu fizer isso as autoridades vão cair pra cima de mim.—Afirmou ele.
–Sabias palavras meu caro.—Afirmou Joy—. Agora saiam daqui antes que eu acione a policia.
Rapidamente os dois, Bart e Caroline, saíram dali.
–Rápido precisamos levar ele o mais rápido possível para o armazém.—Disse ela enquanto saia pelos fundos do vestiário.
–Espera! Por que o armazém? Não pode cuidar dele aqui?!—Gritou Hannah aflita enquanto segurava o corpo inconsciente de Matt.
–Infelizmente não, meus aparelhos médicos para isso estão no armazém, ele vai ter que aguentar até chegarmos lá.
Elas pegaram um carro e foram dirigindo em meio a estrada, Joy ia o mais rápido que podia mais vendo Matt naquele estado, deixava Hannah com muito desesperada.
–Vai mais rápido droga!—Gritava ela.
–Gritar não vai ajudar em nada! Agora fique quieta!—Falou ela enquanto manobrava o carro.
Um silencio reinou ali, Hannah estava com muito medo de perder Matt, mais em fim ela falou.
–Quem eram eles? Caçadores?—Perguntou Hannah.
–Sim, e não são qualquer um.—Dizia ela com um olhar sério.
–São os Ridick.
Fale com o autor