The Wrong

14 ASSUNTO: Save The World


Notas iniciais
Olha aíiiii como prometido, hahaha. Ó, ta vendo? Cumpri!
Ta, a música do titulo acho que alguns já ouviram, é do Swedish House Mafia, aqui ó: www.youtube.com/watch?v=t_Qr67iheFg
Espero que gostem desse capitulo, é só um "complementar" como eu gosto de dizer. Existem os complementares e os suplementares. Pra mim os suplementares são os ESSENCIAIS, e os complementares são os NÃO TÃO ESSENCIAIS, para COMPLETAR a história.
Mas acho que ficou fofinho >.
Boa leitura!
PS.: Matheus, aqui ta marcando 18:04 KKK #sendosincera ;)

Ele correu e me abraçou. Detalhe: eu estava de toalha. Mas não me incomodei, ele já tinha me visto assim mesmo, e se ele estava ali, era pra me salvar... não era?

– Eles te machucaram? — Perguntou muito raivoso, e, pelo que eu "conheço" dele, queria arrancar a cabeça dos três (se soubesse quem eram).

– Não. Você veio aqui para me salvar, né? — Indaguei quase chorando.

– Claro! — Passou a mão por meus cabelos. — Quase morri quando soube que você estava aqui.

– Como você soube?

Ele abriu a boca para falar, mas fechou-a novamente, olhou para os lados e completou,

– Antes vamos sair daqui. — Me puxaria para sairmos, mas eu segurei-o.

– Espera, deixa eu me vestir!

– Logo!

Mandei ele se virar e ele o fez, contra sua vontade, mas fez. Coloquei a roupa desesperada e enfiei meu tênis nos pés.

– Vamos.

Ele abriu a porta — que, lógico, não estava mais trancada — e me levou para fora. Era um apartamento de cobertura normal. Passamos pela cozinha, pela sala onde havia um menino de seus seis, sete anos assistindo televisão que nos viu mas não moveu um dedo e finalmente saímos dali.

Quando já estávamos na recepção do prédio, abracei-o muito forte e lá vieram as chatas das lágrimas.

– Ei, — enxugou-as com os polegares — não precisa mais chorar. Eu estou aqui. — Me abraçou novamente. — E nunca vou te abandonar.

Saímos e em frente do prédio havia uma BMW X1 preta estacionada. Ele abriu a porta do banco dianteiro e me enfiou lá dentro, logo passou para o banco do motorista, sentou, deu a partida e saiu voando (não literalmente, dã).

– É seu?

– Meu pai me deu ontem. — Brilhou os olhos como uma criança que acaba de ganhar seu presente de Natal.

Chegamos na casa dele e ele me puxou para dentro.

– O que viemos fazer aqui? — Perguntei.

– Na sua casa é muito perigoso.

– Mas meus pais devem estar preocupadíssimos!

– Eu já contei tudo a eles. Emy achou melhor dizer que você ia dormir na casa dela, mas eu disse que não. Eles têm que saber a verdade.

– Fez bem. — Acariciei seu rosto. Eu podia até não querer vê-lo mais lá no "cativeiro", mas ele tinha me salvado de lá. E por mais que você pense "nossa, um cativeiro feito por três adolescentes psicopatas" eu sei como é estar lá, e você não. — Mas me conte. Como você descobriu que eu estava lá?

Nos sentamos no confortável sofá de três lugares (eu me senti uma rainha em seu trono, juro) e ele começou a contar.

– Brenda me ligou logo depois que eu saí da sua casa um pouco aflita. Ela disse que tinha achado um celular na rua, jogado perto da 6ª avenida, tinha revistado e viu que era seu pelas fotos, contatos e músicas. Aí os idiotas dos seus "sequestradores" — imitou aspas — ligaram para saber se ele estava com você, mas ligaram do número fixo. Depois de dois dias achei muito estranho e verifiquei na lista telefônica. Quando descobri que o endereço era de uma das casas do pai da Julien, fui até lá hoje no horário de aulas que ela não estava lá, me apresentei como namorado da Julien e a mãe dela me contou que depois da aula provavelmente ela iria para um dos apartamentos deles. Ela me deu o endereço e eu fui correndo até lá para te buscar. E aquele menino da sala abriu para mim, dizendo que era o guardião. Levei-o a padaria mais próxima, comprei-lhe um pirulito e ele me deixou te levar.

Sorri automaticamente.

– Mas às vezes Daniel me aparecia no horário de aulas.

– Ele, por acaso, também não é muito conhecido. Ninguém notou.

– Então ele ajudou Julien porque ela pediu e esta, porque Lucy pediu.

– Então você já está sabendo? — Olhou-me e pude perceber a fúria em seu olhar.

– Sim. Não fique assim, não é culpa do Spencer — menti. Eu achava que era parte da culpa dele, sim.

– Claro que é, Vic! Eles poderiam ter te machucado! Olha o seu estado!

– Estou tão ruim assim?

– Você sabe que sempre está linda. Menos quando não está saudável. E este é o caso. Eles te deixaram sem comer?

– Algumas vezes.

– Filhos da...

– Ei! Xingar não vai adiantar.

– Não mesmo, vamos fazer um B.O.

Soltei uma gargalhada.

– Você acha mesmo que a polícia vai acreditar na gente?

– E por isso você acha que devemos ficar parados?

– Parados, não. Mas acho que deveríamos comemorar a minha volta. — Abri um sorriso.

Ele sorriu de volta.

– Quer ir a um restaurante?

– Não, Edward! Eu quero falar com meus amigos! Falar com Emy, com o Antorelo — ele fez uma cara de enciumado -, agradecer a Brenda e perguntar sobre...

– Sobre...?

– Nada.

– Agora conta!

– Nem morta!

Saí correndo pela sala, mas ele me pegou, me fez cócegas e fomos parar ao chão, um sobre o outro (eu sobre ele). Meu cabelo roçava em sua boca e ele tirou-o da frente. Fitei seus olhos claros e percebi que mesmo querendo, não poderia viver sem Edward. Como amigo, como protetor e... como amor.

Depois de... ah, eu preciso falar? Ok, que vergonha. Depois do beijo nos levantamos (sem fôlego porque estávamos deitados), ele pegou minha mão e me levou para o carro. Sua expressão tinha mudado completamente. Suas sobrancelhas tinham se franzido e ele lancou um olhar mortal por cima dos meus ombros, como se estrangulasse alguém em pensamento.

– Aonde nós vamos? — Perguntei depois de sairmos.

– Na casa de Emy, — respondeu sem olhar para mim — esclarecer algumas coisas.

Notas finais
Gostaaaaaaaaram?
Reviews!!!
Beijos.
Rafa.