The Wrong

31 ASSUNTO: Plane


Notas iniciais
Quinta-feira, 22 de março de 2012.
Olá galera! Eu estou meio triste hoje, mas de repente o CALEB DENISON COMEÇOU A ME SEGUIR NO TWITTER (@rafs_livio) E EU FIQUEI SUPERFELIZ!!! (Quem me tiver no facebook, eu coloquei o print lá, na twitpic também, - o link tá no twitter ;) - ).
A música é Plane, do Jason Mraz (http://www.youtube.com/watch?v=1KmEijRUBq8), tudo a ver com o capítulo :P
LEIAM COM A MÚSICA AO FUNDO, É MUITO BOM HAHA.
APROVEITEM BASTANTE!!!
SUPERULTRAMEGAÓTIMA LEITURA!

Desculpem por não poder ter escrito esse tempo todo (quem ler depois, nem perceberá, porém ainda tenho que me desculpar), eu fiquei de luto por um tempo ainda, até chegarmos ao aeroporto.

Minha mãe tinha arrumado tudo três dias depois da morte do vovô, para que pudéssemos estar todos bem arrumados, porém eu já tinha lhe dito que seria má idéia, já que eu precisaria tirar roupas de dentro da mala, além de que ela pôs MUITA roupa, ou seja, ter menos espaço para nossas compras ou então gastar mais dinheiro para a bagagem extra.

Acabei tirando algumas coisas, na quarta fecharam o boletim, na quinta e na sexta só houveram trotes e no domingo da semana seguinte seria a formatura.

Sim, eu fechei o terceiro ano.

Sábado – às sete horas da manhã – minha mãe me chamou para fazer o resto (arrumar a casa, ligar para mais algumas pessoas para avisar que estaríamos fora por uma semana e mais algumas coisas sem importância, só para não termos nenhum imprevisto na volta) e tomar café, me arrumar, pegar as passagens, bagagens, chamar um táxi, etc, etc. Enfim, teríamos que estar ao meio-dia no avião, ou seja, pegaríamos o almoço. Ideia da minha mãe, só podia ser.

Chegamos no aeroporto, comprei duas revistas (uma era da Disney, mais para um panfleto mesmo – eu sei que já teríamos um lá, mas eu estava ansiosa, ora – e uma genérica da Vanity Fair) e fizemos o Check-In. Fiquei impressionada com o número de estrangeiros que disseram que pegaram o vôo errado, ou que o vôo parou em Nova York em vez de Miami (meu pai traduziu do espanhol para mim) e com o número de idosos que estavam indo para a Disney! Uma senhora chegou e perguntou se eu estava ansiosa para ver o Mickey. Fiquei conversando com ela, totalmente animada.

– O Mickey, a Minnie, o Pato Donald, o Pluto, o Pateta, a Cinderella, a Branca de Neve, todos, TODOS!

Ela riu e perguntou qual era o meu número. Olhei o papel que a moça do Check-In tinha entregado e vi que era 25M, assento 28-A. Janela, uhul! Ela respondeu que nos veríamos no avião, disse que ficaria no assento 14-F, só que depois que ela foi embora, percebi que após o 18º ou 20º assento, fica ao Primeira Classe, que é onde viajaríamos, e antes é a Classe Econômica.

Uma moça sorriu largo para nós e nos levou até uma sala de embarque diferente. Estava apenas com minha mala de mão comigo. Com maquiagem, perfume, celular, IPod e o 3G da minha operadora. Já minha mãe estava com sua bolsa enorme onde guardava troca de roupa, livro, se fosse possível até frigideira ela enfiaria na bolsa. Meu pai estava sem nada, apenas a jaqueta da Puma e sua calça jeans rasgada, que servia de bolsa, cheia de bolsos pelos cantos.

Antes de chamarem, Ed me ligou, perguntando se eu estava viva. Respondi que sim, que estava viva, bem e muito ansiosa. E que aundo chegássemos em Orlando, eu o avisaria.

O chamado não demorou muito. Um moço jovem que ficava me encarando nos apontou o túnel correspondente ao nosso avião e entramos. Minha mala de mão toda hora escorregava das minhas mãos suadas, mas eu apertava-a ainda mais.

Entramos no avião.

Sem comentários. OK, vou comentar. Com ou sem emoção? Com, né? OK, OK.

Passei pela aeromoça que estava nos desejando as boas-vindas e nos levou até o outro lado do avião, onde havia a Primeira Classe. Fiquei observando pelas janelas o “estacionamento” dos aviões, como eu gostava de dizer quando pequena. Conseguia ver outras pessoas dentro do túnel em uma fila para entrar no avião. Havia poucas pessoas na Primeira Classe, e mais estavam chegando atrás de nós. Do meu assento, eu conseguia virar e ver a cabine de trás, onde provavelmente seria a cozinha.

Os assentos eram mais confortáveis, reclináveis e havia travesseiro e cobertor embaixo deles. A bandeja era maior e o ar saía bem mais daqueles buraquinhos no teto. Pus o cinto e esperei todos entrarem no avião para podermos decolar. A aeromoça perguntou se eu gostaria de um copo d’água e eu aceitei, minha mãe também. Meu pai já se preparava para dormir. A moça nos trouxe a água e foi para o outro lado do avião. Deixou uma fresta da cortina aberta e pude ver a mesma senhora que tinha conversado comigo no Check-in sentando em seu assento. Ela olhou para mim e acenou. Acenei de volta.

De repente, o piloto começou a falar primeiro em inglês e depois em espanhol. Como não era vôo internacional, ele não falou em francês, italiano ou alguma outra língua proveniente da Europa.

Eu não tinha entendido muito bem, pois tinha acabado de colocar os fones e colocar na primeira música: Plane, do Jason Mraz. Além disso, os pilotos sempre colocam a boca perto demais do microfone, o que abafa o som, mas ele tinha dito que estaríamos decolando em poucos minutos. Primeiro ele deu “ré”, seguiu na pista e correu, correu até pegar velocidade o bastante para... decolar.


I'm leaving your town, again | Estou deixando sua cidade, novamente

And I'm over the ground that you've been spinning | E estou sobre o chão que você vem rondando

And I'm up in the air so baby hell yeah | E estou suspenso no ar, então baby vá pro inferno, yeah

Well honey I can see your house from here | Bem, querida, eu consigo ver sua casa daqui

If the plane goes down, damn | E se o avião cair, droga!

I'll remember where the love was found | Eu lembrarei onde o amor foi encontrado

If the plane goes down, damn | E se o avião cair, droga!


Decolamos e logo eu me vi no ar, olhando para as ruas abaixo de mim. E do meu assento eu tinha uma linda vista de tudo. Conseguia ver minha casa, logo não a vi mais. As nuvens cobriram tudo e logo chegou o almoço. Fettuccine com salmão. Até que estava uma delícia, e ainda tomei dois copos de Ginger Ale. Logo nem as nuvens eu conseguia ver mais. E a música já tinha acabado. Logo outra veio, e meus olhos, cerrando-se, cobriram completamente a minha visão.


Notas finais
BEIJOS COM SABOR DE MEXERICA -QQ
. Rafinha ♥