The Wrong
11 ASSUNTO: Liar Liar
Notas iniciais
Hola, galerita!Todo bueno? *chega de espanhol por hoje, já tive 2 aulas! KKK*
Muito bem, aí está mais um capitulo bem fresquinho para vocês, ah e como vocês já devem ter visto a data aí em cima, a partir de hoje eu vou datar aqui nas notas o dia da postagem OK?
A propósito, essa música do Título é do NeverShoutNever, pra quem quiser ouvir: www.youtube.com/watch?v=iB2aL6LtWNA (É com Lyrics, tá? Porque eu não achei o original :S acho que não tem clipe)
Bom é isso aí, já enrolei vocês demais. Espero que gostem e boa leitura!
Acordei mais cedo do que imaginava, ainda estava escuro, e fui ao banheiro lavar o rosto. Quando voltei, sentei na cama e a luz acendeu. Eu nem tinha percebido que alguém estava ali sentado. Era o mesmo homem que me sequestrara, quer dizer, garoto.
– Bom dia, margarida! Sonhou comigo?
Respirei fundo. Aquela língua presa já estava me irritando profundamente.
– Não, ainda bem.
– Tá de mau humor, é? Acho bom você melhorar isso aí porque hoje tem visita.
– Quem?! — Perguntei esperançosa, achando que era Emy. Como se aquilo fosse uma simples prisão onde você recebe visitas de seu advogado, mas era bem pior.
– A patroa, quem mais seria, cachorra?
– Posso ir ao banheiro?
– De novo?!
– Você quer que eu faça nas calças, ou o quê?
– Está bem, está bem! À vontade, madame.
Entrei e tranquei a porta. Lógico que eu não iria usar aquela fossa! Apenas fiquei olhando pela fechadura. O rapaz tirou a máscara e eu pude ver seu rosto por inteiro. Eu já tinha visto aquele rosto feio em algum lugar... E era recente... Oh meu Deus, será que...? Não, não podia ser... Será que é aquele...?
Ele tirou um Iphone do bolso e digitou mecanicamente algum número. Ligou e rapidamente a pessoa atendeu.
– Alô? Pica-pau falando. — Pausa – Sim, a bitch já acordou. — Pausa– Ótimo, em quanto tempo? Dez minutos? — Pausa– Fechado. Até.
Ele desligou e eu fiquei pensando. Se ele era o sequestrador, a "patroa" seria... Ah, mas é claro. Só podia ser! Como eu não tinha adivinhado antes? Já sei, burra ao cubo.
Saí do banheiro antes que ele pudesse gritar comigo e quando estava fora, ele já estava de máscara novamente. Que rápido!
Encostei na parede, cruzei os braços e abri um leve sorriso sádico.
– Pode tirar a máscara, — e sussurrei — Daniel Foxter.
(N/A: Eu sei que você, leitor, não vai lembrar, mas faz parte... Olhe nas notas finais e você vai se lembrar quem é Daniel Foxter.)
Ele arregalou os olhos por debaixo do palhaço que cobria seu rosto e depois de um tempo, tentou parecer calmo, o mais calmo que podia estar, mas eu sabia que ele estava mega nervoso por dentro.
– O-O quê? Como? — Gaguejou.
– Pra que isso? Está trabalhando feito escravo para alguém que nem dá bola para você...
– A patroa vai chegar e não vai gostar que você fique espionando!
– ... Você gosta dela, não gosta?
– Eu faço as perguntas por aqui!
Ele começou a andar de um lado para o outro, com a mão na cabeça, tentando adivinhar.
– Você gosta dela. — Afirmei.
– CALE A BOCA! — Gritou muito alto. Continuei encostada na parede pensando se tinha feito a coisa certa. — Deixe-me pensar... — Ele me olhou praticamente de olhos fechados. — Foi no banheiro, não foi? Você espiou pela fechadura?
Engoli em seco e ele abriu bem os olhos.
– N-não.
– Vagabunda, diga a verdade!
Fiquei quieta e ele pareceu ler na minha testa: "Sim". Ficamos quietos até que ela chegasse.
Exatos dez minutos se passaram e uma menina que, por mais que estivesse com a mesma máscara de palhaço do Daniel, pude reconhecer, e soube que era exatamente quem eu estava pensando.
– Olha só, ela está acordada! — Ironizou e chegou mais perto, me analisando com seus olhinhos pequenos. Sentei na cadeira.
– Posso começar as perguntas? — Virei a cara e perguntei para Daniel. Ele olhou para ela, que pareceu confusa. — Por que eu estou aqui?
– Isso você não vai saber nunca.
– Por que não?
– POR QUE EU NÃO QUERO!
Descobri que a louca da "patroa" era bem pior do que o sequestradorzinho barato metido a jogador.
– Muito bem. Desde quando eu estou aqui?
Ela me olhou espantada com a minha rapidez e minha falta de medo e respondeu.
– Hoje é terça-feira.
– E você não acha que vão sentir minha falta no colégio?
– Não dá, você é transparente, ninguém nunca vai saber que você sumiu. — Respondeu Daniel, e era tudo o que eu queria ouvir para ter certeza das minhas hipóteses.
Ela lançou um olhar mortal para ele.
– NÃO VÊ QUE ELA É MAIS ESPERTA DO QUE NÓS?! — Gritou para ele.
– Como assim?
– Agora ela sabe que sabemos que ela é invisível na escola, seu imbecil!
– M-mas ela já sabe de tudo.
– VOCÊ CONTOU PARA ELA? — Ela jogou um prato que estava em cima da mesa (nem tinha reparado ele ali...) ao chão.
– Não! Claro que não!
– ENTÃO COMO ELA SABE?
– Se acalme.
– EU ESTOU CALMA! — Ela respirou fundo e perguntou quase sussurrando. — Como ela sabe?
– Ela viu pela fechadura do banheiro.
Dessa vez o olhar mortal foi para mim.
– Querendo estragar o meu plano, monguinha? Ah, não vai conseguir, mas não vai conseguir mesmo!
Olhei para ela sadicamente e ela tapou a boca.
– Oh, não! — Falou ainda com a boca coberta pela mão.
– O que foi? — Daniel perguntou.
– Eu a chamei de monguinha.
– E o que tem?
– Tem que agora ela já sabe quem eu sou!
– Já sabia há muito tempo. — Respondi. — O que você quer, Julien? Dinheiro? O Edward? — Olhei para minha unha e roí um pouco com os dentes. — Pode ficar. Ele é todinho seu.
– Agora não sou eu que quero alguma coisa.
Olhei-a espantada.
– Como assim?
– Perguntas suficientes por hoje. Até amanhã.
– Mas ainda é de manhã! O que eu vou fazer?
– Tome um banho. Que tal? Já faz um dia inteiro que você não toma banho, não é mesmo?
Levantei arrastando a cadeira e entrei no banheiro, batendo a porta. Mas abri-a novamente, lembrando-me de uma coisa.
– E a toalha?
Ela revirou os olhos, saiu e voltou com uma toalha e uma muda de roupa preta suja, velha e rasgada. Tomei meu banho e a água levou minhas lágrimas para outro lugar, e eu desejei ser uma lágrima para poder sair dali, por mais que tivesse que ir para o esgoto. Sentei no chão sem me preocupar com a sujeira — já que essa podia, sim, ir embora — e sem querer acabei dormindo. Dormir era o que eu mais fazia naquele lugar horrível.
Notas finais
Ah, desculpem estar pequeninito, é que eu quero postar o próx. ainda hoje!
Bezoos :3
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