The Wrong

11 ASSUNTO: Liar Liar


Notas iniciais
Segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012.
Hola, galerita!Todo bueno? *chega de espanhol por hoje, já tive 2 aulas! KKK*
Muito bem, aí está mais um capitulo bem fresquinho para vocês, ah e como vocês já devem ter visto a data aí em cima, a partir de hoje eu vou datar aqui nas notas o dia da postagem OK?
A propósito, essa música do Título é do NeverShoutNever, pra quem quiser ouvir: www.youtube.com/watch?v=iB2aL6LtWNA (É com Lyrics, tá? Porque eu não achei o original :S acho que não tem clipe)
Bom é isso aí, já enrolei vocês demais. Espero que gostem e boa leitura!

Acordei mais cedo do que imaginava, ainda estava escuro, e fui ao banheiro lavar o rosto. Quando voltei, sentei na cama e a luz acendeu. Eu nem tinha percebido que alguém estava ali sentado. Era o mesmo homem que me sequestrara, quer dizer, garoto.

– Bom dia, margarida! Sonhou comigo?

Respirei fundo. Aquela língua presa já estava me irritando profundamente.

– Não, ainda bem.

– Tá de mau humor, é? Acho bom você melhorar isso aí porque hoje tem visita.

– Quem?! — Perguntei esperançosa, achando que era Emy. Como se aquilo fosse uma simples prisão onde você recebe visitas de seu advogado, mas era bem pior.

– A patroa, quem mais seria, cachorra?

– Posso ir ao banheiro?

– De novo?!

– Você quer que eu faça nas calças, ou o quê?

– Está bem, está bem! À vontade, madame.

Entrei e tranquei a porta. Lógico que eu não iria usar aquela fossa! Apenas fiquei olhando pela fechadura. O rapaz tirou a máscara e eu pude ver seu rosto por inteiro. Eu já tinha visto aquele rosto feio em algum lugar... E era recente... Oh meu Deus, será que...? Não, não podia ser... Será que é aquele...?

Ele tirou um Iphone do bolso e digitou mecanicamente algum número. Ligou e rapidamente a pessoa atendeu.

– Alô? Pica-pau falando. — Pausa – Sim, a bitch já acordou. — Pausa– Ótimo, em quanto tempo? Dez minutos? — Pausa– Fechado. Até.

Ele desligou e eu fiquei pensando. Se ele era o sequestrador, a "patroa" seria... Ah, mas é claro. Só podia ser! Como eu não tinha adivinhado antes? Já sei, burra ao cubo.

Saí do banheiro antes que ele pudesse gritar comigo e quando estava fora, ele já estava de máscara novamente. Que rápido!

Encostei na parede, cruzei os braços e abri um leve sorriso sádico.

– Pode tirar a máscara, — e sussurrei — Daniel Foxter.

(N/A: Eu sei que você, leitor, não vai lembrar, mas faz parte... Olhe nas notas finais e você vai se lembrar quem é Daniel Foxter.)

Ele arregalou os olhos por debaixo do palhaço que cobria seu rosto e depois de um tempo, tentou parecer calmo, o mais calmo que podia estar, mas eu sabia que ele estava mega nervoso por dentro.

– O-O quê? Como? — Gaguejou.

– Pra que isso? Está trabalhando feito escravo para alguém que nem dá bola para você...

– A patroa vai chegar e não vai gostar que você fique espionando!

– ... Você gosta dela, não gosta?

– Eu faço as perguntas por aqui!

Ele começou a andar de um lado para o outro, com a mão na cabeça, tentando adivinhar.

– Você gosta dela. — Afirmei.

– CALE A BOCA! — Gritou muito alto. Continuei encostada na parede pensando se tinha feito a coisa certa. — Deixe-me pensar... — Ele me olhou praticamente de olhos fechados. — Foi no banheiro, não foi? Você espiou pela fechadura?

Engoli em seco e ele abriu bem os olhos.

– N-não.

– Vagabunda, diga a verdade!

Fiquei quieta e ele pareceu ler na minha testa: "Sim". Ficamos quietos até que ela chegasse.

Exatos dez minutos se passaram e uma menina que, por mais que estivesse com a mesma máscara de palhaço do Daniel, pude reconhecer, e soube que era exatamente quem eu estava pensando.

– Olha só, ela está acordada! — Ironizou e chegou mais perto, me analisando com seus olhinhos pequenos. Sentei na cadeira.

– Posso começar as perguntas? — Virei a cara e perguntei para Daniel. Ele olhou para ela, que pareceu confusa. — Por que eu estou aqui?

– Isso você não vai saber nunca.

– Por que não?

– POR QUE EU NÃO QUERO!

Descobri que a louca da "patroa" era bem pior do que o sequestradorzinho barato metido a jogador.

– Muito bem. Desde quando eu estou aqui?

Ela me olhou espantada com a minha rapidez e minha falta de medo e respondeu.

– Hoje é terça-feira.

– E você não acha que vão sentir minha falta no colégio?

– Não dá, você é transparente, ninguém nunca vai saber que você sumiu. — Respondeu Daniel, e era tudo o que eu queria ouvir para ter certeza das minhas hipóteses.

Ela lançou um olhar mortal para ele.

– NÃO VÊ QUE ELA É MAIS ESPERTA DO QUE NÓS?! — Gritou para ele.

– Como assim?

– Agora ela sabe que sabemos que ela é invisível na escola, seu imbecil!

– M-mas ela já sabe de tudo.

– VOCÊ CONTOU PARA ELA? — Ela jogou um prato que estava em cima da mesa (nem tinha reparado ele ali...) ao chão.

– Não! Claro que não!

– ENTÃO COMO ELA SABE?

– Se acalme.

– EU ESTOU CALMA! — Ela respirou fundo e perguntou quase sussurrando. — Como ela sabe?

– Ela viu pela fechadura do banheiro.

Dessa vez o olhar mortal foi para mim.

– Querendo estragar o meu plano, monguinha? Ah, não vai conseguir, mas não vai conseguir mesmo!

Olhei para ela sadicamente e ela tapou a boca.

– Oh, não! — Falou ainda com a boca coberta pela mão.

– O que foi? — Daniel perguntou.

– Eu a chamei de monguinha.

– E o que tem?

– Tem que agora ela já sabe quem eu sou!

– Já sabia há muito tempo. — Respondi. — O que você quer, Julien? Dinheiro? O Edward? — Olhei para minha unha e roí um pouco com os dentes. — Pode ficar. Ele é todinho seu.

– Agora não sou eu que quero alguma coisa.

Olhei-a espantada.

– Como assim?

– Perguntas suficientes por hoje. Até amanhã.

– Mas ainda é de manhã! O que eu vou fazer?

– Tome um banho. Que tal? Já faz um dia inteiro que você não toma banho, não é mesmo?

Levantei arrastando a cadeira e entrei no banheiro, batendo a porta. Mas abri-a novamente, lembrando-me de uma coisa.

– E a toalha?

Ela revirou os olhos, saiu e voltou com uma toalha e uma muda de roupa preta suja, velha e rasgada. Tomei meu banho e a água levou minhas lágrimas para outro lugar, e eu desejei ser uma lágrima para poder sair dali, por mais que tivesse que ir para o esgoto. Sentei no chão sem me preocupar com a sujeira — já que essa podia, sim, ir embora — e sem querer acabei dormindo. Dormir era o que eu mais fazia naquele lugar horrível.

Notas finais
Pra quem não se lembra, Daniel Foxter é um menino que joga no time do Edward de roupas de CDF e cabelo ensebado e tal que aparece no capítulo 3 - Threat Signal. Entendido?
Ah, desculpem estar pequeninito, é que eu quero postar o próx. ainda hoje!
Bezoos :3