The Words In My Mind.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Fic baseada no episódio 1x01.
Curtam lindamente ;)
Curtam lindamente ;)
“Você não faz ideia.”
Aquela frase se repetia por sua mente de forma enigmática, e se fechasse os olhos, ainda podia sentir o calor do hálito roçando sua orelha; ouvir a rouca e sedutora voz que, certamente, seria o alicerce de seus sonhos em noites frias. Castle conseguia visualiza-la pressionar os dentes perfeitamente brancos, — aqueles que formavam o sorriso mais lindo que ele já vira – sobre o lábio repuxado, segundos antes de se inclinar, limitando a distância entre seus corpos a tão poucos centímetros, que tudo que ele se permitia fazer era deliciar-se com o aroma cítrico exalando dos fios castanhos. Podia sentir cada pequena parte de seu corpo tremer e ansiar por um toque que nunca chegou.“Você não faz ideia.”Oh, sim, ele fazia. E como, fazia.Fitando um ponto incerto a sua frente, formara a sua frente novamente a imagem dos olhos verdes brilhando intensamente, os lábios vermelhos, o modo como a detetive se virou para andar de modo tão sensual, que parecia ter sido feito apenas para provoca-lo – embora, em algum canto de sua mente, era isto mesmo o que ele acreditava ter acontecido.Sentiu-se instigado como nunca antes. Um fogo ardia seu peito e se espalhava por todo o resto. A vontade contida que tinha de possui-la, de fazê-la sentir tudo o que se impregnara em sua mente desde que a vira pela primeira vez, era maior do que qualquer coisa que já houvera provado.Era novo. Era forte.“Você não faz ideia.”- Não, Detetive, quem não faz é você... – O escritor sussurrou, recolhendo o casaco da guarda do sofá e dirigindo-se a porta, ao ponto alto de sua loucura.~.~Apesar do blecaute que deixara a delegacia inteira em perfeita escuridão, ela ainda estava ali, sentada no chão, com as costas apoiadas em uma das tantas estantes de antigos arquivos que havia por ali, sozinha. “Foi para a faculdade, provavelmente uma boa. Teve opções. É, teve muitas opções. Opções melhores. Opções mais aceitas socialmente.”Kate fechou os olhos. As palavras ainda soavam em sua mente como se houvessem acabado de ser pronunciadas. Por um segundo, se permitiu navegar por lembranças distantes, e um sorriso melancólico foi incapaz de conter.Sabia que ele estava certo, mulheres como ela se tornavam advogadas ou médicas. Mas mesmo assim, não era o que faria para sua vida. Não, Kate sempre sonhara com a música. Um violão, simples, tendo o acalento de seus braços o envolvendo e os dedos que dedilhavam as linhas como se acariciassem a pele delicada de um bebê. E o som. O som que surgia, exalando-se pelo ambiente antes silencioso, muitas vezes era a única coisa que lhe trazia paz. “E ainda escolheu isso.”Mas tantas coisas haviam mudado. De repente, a música não conseguia mais trazer-lhe paz. Nada trazia. Até Kate descobrir que revelar a verdade a alguém, fazia-a sentir-se melhor perante as perguntas que jamais seriam respondidas em sua vida. “Me diz que algo aconteceu. Não à você. Não, está machucada, mas nem tanto. Foi alguém com quem se importava. Alguém que amava.”Abrindo os olhos novamente, a Detetive encarou o arquivo de sua mãe, repousando sobre seu colo. Os dedos deslizaram pela foto de Johanna. Algo havia acontecido, e houvera sido com a pessoa com quem ela mais se importava, a quem ela mais amava.Kate reprimiu as lágrimas que encheram seus olhos, suspirando profundamente.- Eu não canso de dizer o quão fofa você fica quando suas sobrancelhas se apertam dessa maneira. – Ela ouviu uma voz conhecida. Elevou a lanterna, até o momento esquecida ao lado de sua perna, iluminando o rosto do escritor.- O que diabos você está fazendo aqui, Castle? – Beckett levantou do chão, cheia de raiva. Se estava ali agora, era por causa dele. Porque suas palavras haviam bagunçado os pensamentos da Detetive, e vê-lo só a deixava mais desnorteada. Mas ele não respondeu. Muito pelo contrário. Rick ampliou o sorriso e aproximou-se em silêncio. O olhar compenetrado a fitava de um modo tão intenso e profundo, que Kate sentiu-se zonza. Perguntava a si mesma o motivo de não se mover, proclamar palavras de negação, ou ate mesmo empurrá-lo com força para longe, ao vê-lo tão perto de seu corpo, que a única coisa que inalava era a colônia masculina, esquecendo-se do oxigênio a sua volta.Tão rápido como a pergunta veio, a resposta aparecera imediatamente em sua mente.Ela o queria ali. Tão perto...Antes que pudesse notar, a respiração já houvera se tornado curta; pesada. O coração batia forte, mas parecia querer parar a qualquer momento. Linhas desconexas que se mesclavam e se colidiam, assim como os pensamentos conturbados e o desejo reprimido, mas nunca negado. Então, ela fechou os olhos, decidida a deixar-se levar, a se permitir sentir. Apenas sentir.Não demorara muito para que os dedos grossos diminuíssem a distância que os separava, tocando a pele macia com delicadeza – apenas as pontas. E, por algum motivo, a trilha quase inexistente que o homem fazia pelos traços finos de sua face, a fez tremer.
Era um gesto inocente, ela sabia, mas não conseguia se controlar.De repente, teve vontade de beijá-lo. Os lábios umedeceram-se de desejo, e a boca se entreabriu, esperando sinceramente que ele entendesse seu anseio e a invadisse.De pressa.Com força.Mas não fora o que aconteceu. Kate pode sentir os dedos masculinos descerem o trajeto e segurarem o lábio inferior entre o indicador e o polegar, puxando-o levemente para baixo.Quis abrir os olhos. Questioná-lo. Desvendar os mistérios que fervilhavam sua mente, instigando cada curto movimento. Porém, antes que assim pudesse fazê-lo, a língua quente contornou seu lábio superior, jogando para o alto qualquer pensamento racional que pudesse ter.- O que você quer, Castle? – Kate murmurou. A voz falha e a garganta lutando para reprimir um gemido.- Eu quero... – Ele roçou os lábios umedecidos por todo o rosto de Beckett, exalando o hálito quente por todo lugar e, então, depositando um beijo molhado contra as veias pulsantes de seu pescoço. – Beijar você... – Subindo até a orelha, Castle segurou o lóbulo entre os dentes, sussurrando roucamente ao pé de seu ouvido: Em todos os lugares...
Notas finais
Espero que tenham curtido.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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