Notas iniciais
Essa é minha primeira fanfic de Kuroshitsuji e eu não sei o que estou fazendo, mas parece divertido.

Vou me divertir escrevendo e espero que vocês se divirtam lendo. E é isso, mais nas notas finais.

O chacoalhar da carruagem era constante, mas apaziguado por melhorias recentes. Seu exterior era negro com os detalhes em verde esmeralda finamente combinados. Seu interior era agradavelmente espaçoso, o estofamento no mesmo tom de verde do exterior, as cortinas negras com detalhes prateados e a madeira escura que juntava as poucas cores.

Duas moças estavam no interior. Uma das jovens tinha dezessete anos de idade e o requinte claro em sua postura impecável. Um vestido delicado em seu amado verde, bordados negros e os babados em branco que combinavam com um par de luvas da mesma cor e bordados verdes imitando folhas. Tinha cabelos negros e lisos presos em um coque elegante acima da cabeça que permitia que os longos fios escorregassem por suas costas evidenciando o quão longos realmente eram. A franja escura e bem cortada destacava a palidez da nobre com humildade, contrastando com a expressão arrogante que ela costumava usar. Tinha olhos num tom de esmeralda intenso e brilhoso que detinham o dom de fazer perder quem a encarasse diretamente, embora no momento, eles que estivessem perdidos na paisagem lá fora.

Diante dela estava uma mulher. Aparentava ter uma vintena de idade. Era esguia, mas tinha curvas sinuosas que chamariam muita atenção se não vestisse um uniforme impecável. Um vestido branco justo até a cintura e um pouco mais folgado enquanto descia por suas pernas até os tornozelos. A saia deste era aberta dos lados até perto de seu joelho, permitindo passadas mais largas e confortáveis. A gola da peça ia até perto do maxilar, escondendo seu pescoço, e este tinha um casaco também branco apoiado, similar a um blazer, mas muito mais delicado e com detalhes de seda na frente que a vestia como se houvesse sido costurado diretamente em seu corpo. Duas correntes negras juntavam os dois lados da peça e escondiam-se no bolso do lado direito. Seus pés estavam calçados em um salto branco tão perfeitamente limpo que parecia nunca ter tocado o chão. Seus olhos eram diferentes um do outro, enquanto um deles era de um perfeito e límpido tom azul claro, o outro era vermelho intenso e impiedoso, brilhando sempre como pétalas úmidas sob o sol. E para completar sua aparência, cabelos curtos e brancos como raios da lua cheia, lisos e na altura dos ombros. Eram perfeitamente repicados e emolduravam com perfeição seus traços finos.

A mulher de cabelos alvos olhava de canto para a menina diante dela, tendo no canto dos lábios um discreto sorriso maldoso. Ajeitou a própria franja com as pontas dos dedos, calçados em luvas negras, e sorriu mais abertamente.

- Parece descontente, Ojou-chan.

- Tsk. — Bufou girando os olhos em órbitas e encarando a mulher. — Que tipo de serva chama sua dona assim?

- Você é jovem demais para que eu a chame de outra forma. — O sorriso ficou mais maldoso enquanto ela repetiu de forma desagradavelmente lenta — O. Jou. Chan.

- Pff, tanto faz. Quanto tempo falta? Eu estou cansada dessa carruagem, Catherine.

- Creio que não falte muito, mas se desejar podemos interromper a viajem por um momento e você aproveita para descansar um pouco.

- Não. — Desviou o olhar de Catherine e olhou pela janela novamente. — Não quero prolongar, ainda mais, este desgosto.

- Ora, ora. Parece até ter paciência vendo desse jeito. — Ela riu divertida — Vamos, vamos. Sorria. Em breve a busca pelo seu objetivo vai começar, devia estar mais animada.

- Animada? — Virou com o tom de voz áspero, encarou a outra indignada. — Qual motivo tenho para estar animada?!

- Todos eles, ora. Ganhou mais tempo de vida, isso é sempre bom. — Suspirou e ajeitou a franja novamente. — Você podia simplesmente estar morta, ojou-chan.

- Tanto faz. Fique em silêncio até chegarmos, Catherine.

- Sim, m'lady.

A viagem prosseguiu no silêncio desejado. Os poucos solavancos sofridos pelo veículo resultavam em expressões de puro desgosto de desagrado na jovem em vestes verdes.

Quando finalmente chegaram sua expressão finalmente mudou. Um sorriso curto iluminou seu rosto quando a porta da carruagem foi aberta e ela desceu com Catherine às suas costas. Segurou a saia do vestido e deu alguns passos pelo chão de pedra, então parou a admirou o lugar.

Sem que notasse, haviam passado por um grande jardim bem cuidado e suntuoso, que recebia verde e vivo as duas e seus servos. A mansão era grande e em pedra cinzenta, pavorosamente bem cuidada e que aparentava ser estranhamente nova. A jovem não percebeu a presença de um mordomo, senhor de cabelos brancos e expressão gentil, que descia em direção à elas.

- Bom dia senhoras, sejam bem vindas à mansão Phantomhive. — Disse colocando a mão contra o próprio corpo e prestando uma breve reverência. Ao corrigir a postura ele ajeitou o monóculos.

- Bom dia. — Catherine fez uma reverência delicada — Apresento a duquesa Alice da casa Ailsa. — Indicou a jovem com a mão direita, logo a levou ao próprio corpo em reverência para que a jovem tomasse a frente.

- Desejo ver o duque Phantomhive agora, se for possível.

- Seja bem vinda senhorita Alice, aguardávamos sua chegada ansiosamente. O grande quarto de hóspedes foi preparado e peço que fique à vontade enquanto a recepção é organizada. O mestre Ciel a receberá uma vez que esteja instalada devidamente para o chá.

- Hum... — Suspirou descontente. Antes que pudesse falar, Catherine interveio.

- Compreendo. Minha senhora agradece pela hospitalidade, foi de fato uma viagem cansativa, descansar primeiro seria o mais indicado.

- Desfrutem da hospitalidade da casa Phantomhive, peço que me acompanhem então.

Os servos de Alice descarregaram a carruagem enquanto ela e Catherine seguiam o mordomo. Reparou pouco na mansão por dentro, parecia escura e vazia e isto a incomodava. "Se fosse para ficar em um lugar desolado era melhor ficar em casa." pensou.

O quarto que recebera fazia jus à fachada da mansão.

- Soubemos do apresso da senhora pela cor verde. — Disse o mordomo — E decoramos de acordo. Espero que esteja de seu agrado, senhora Alice.

Inicialmente como uma grande sala, o ambiente tinha as paredes cobertas com placas de madeira avermelhada e polida, a mesma madeira de que os móveis eram feitos. A tapeçaria era negra com detalhes delicados em fios de prata apenas em seus extremos, destacando a madeira e o verde das almofadas e sofá. O verde combinava com o vestido que ela trajava perfeitamente, e vasos com flores vermelhas quebrava a rotina do local. Sorriu com aquilo. "Ao menos são atenciosos.".

- Minha senhora agradece muito pela consideração, na hora do chá estará pronta para encontrar com o senhor Phantomhive.

- Certo. — Fez uma reverência final — Virão buscá-las quando for a hora, um bom descanso.

A porta foi fechada e Catherine a trancou, como costumava fazer. Alice perambulou pela sala admirando silenciosamente o ambiente. Levou a mãos aos cabelos e os soltou, deixando que a cascata negra se estendesse até seus tornozelos perfeitamente lisa. Um suspiro de alívio escapou e ecoou na sala enquanto ela tirava os sapatos e ia descalça, com o vestido arrastando no chão, para o quarto. Abriu a porta e deleitou-se com o ambiente.

A cama era grande, como esperado, e tinha as cortinas em veludo verde e pesado. Os lençóis haviam sido tingidos de preto para ela, alinhando a decoração tão ao seu gosto como nunca havia tido antes. A banheira estava escondida por um biombo no extremo do quarto, e no armário, inacreditavelmente, já podia encontrar toda a bagagem que fora trazida consigo.

- Catherine, você está ficando mais rápida que nunca, não percebi que deixou meu lado para isso.

- Infelizmente ojou-chan. — Falou com uma seriedade que alarmou a duquesa, fazendo com que encarasse a mulher — Não fui eu.

- Mas... Eu vi os servos descarregarem.

- Vimos, mas desconfio que haja alguém habilidoso o suficiente para antecipar seus gostos e organizar prontamente todos os seus pertences.

- Eu não gosto disso.

Alice franziu o cenho e ficou de costas para mulher. Ela começou a livrá-la as pesadas roupas até que estivesse apenas com um vestido preto e fino que ia até os joelhos que usava como base para suas vestes. Jogou-se sobre a cama e se espreguiçou.

- Alice ojou-chan.

- Hum? Que foi? — Murmurou preguiçosa.

- Precisa trocar suas luvas também.

A duquesa rolou na cama ficando com a barriga para baixo e abraçou uma almofada. Ainda tinha as luvas em mãos, de fato. Sentou e virou de frente para a criada.

- Eu não gosto de tirar as luvas. — Murmurou.

- Eu sei, ninguém verá além de mim.

Alice suspirou de forma pesada e descontente, puxando pelas pontas dos dedos o tecido macio que protegia suas mãos. Assim que as tirou e deixou sobre a cama, ela encarou desanimada as palmas de suas mãos.

- Suas luvas.

Catherine entregou um novo par, preto com um anel verde em volta do pulso de cada uma e um botão no alto. Ela logo a calçou e deitou novamente.

- Me acorde quando for hora de me vestir.

A mulher puxou as cobertas para cima de Alice e a ajeitou ali, curvando-se antes de sair.

- Sim, m'lady.

Notas finais
Entãaaaaaaaaaaaao é isso ai.

Não sei bem por que e nem de onde, mas decidi não compartilhar um monte de coisa por hora. Como ~o que tem nas mãos de Alice~.

Pretendo fazer, de agora em diante, capítulos em ponto de vista. Então eu espero, sinceramente, que vocês gostem do que tem por vir. A história já está consideravelmente desenhada na minha cabeça, então acho que não vou demorar muito pra postar.

Espero que gostem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.