Notas iniciais
Olá! Algumas pessoas lembram de mim de quando eu postava algumas fics de Naruto... Mas não consigo mais imaginar personagens já existentes... E ao ler algumas histórias de minha autora favorita, Mililika, me inspirei a escrever novamente. Isso é só o começo, espero que gostem.

A dor percorria pelo seu corpo enquanto sentia suas unhas transformando-se em garras e suas mãos adquirindo uma estranha pelagem branca e preta, encarava com ódio os olhos as duas irmãs Guenevere que o observavam em um misto de diversão e crueldade.

"Talvez agora ele pense duas vezes antes de nos acusar novamente" A mais nova falava, brincando com seus longos cabelos róseos, tingidos com sua mágica. Morgana, a mais velha, mantinha-se concentrada murmurando seus encantos que prendiam o homem a sua frente. Ele tentou falar, tentou resistir, mas tudo que saiu foi um som que se assemelhava a um rugido, seus curtos cabelos negros agora tomavam a mesma cor branca de suas mãos, e seu rosto se esticava adquirindo uma forma felina. Um tigre branco. Haviam-no transformado em um tigre branco.

Millicent se aproximou do felino, preso magicamente por sua irmã, passando a mão em sua cabeça enquanto sorria sarcasticamente. "Que coisa mais fofa...", quando o mesmo tentou morder-lhe a mão ela se afastou, com uma cara de surpresa, jogou seus cachos rosados para traz e mostrou para ele suas unhas compridas e afiadas, se aproximou lentamente, e o arranhou da testa até o pescoço, sem passar por seus olhos, atravessando seu nariz e bochechas. "Um rosto tão lindo, é mesmo uma pena, tome essa cicatriz como lembrança, para que não venha nos acusar de algo tão ridículo novamente". Millicent e Morgana, as famosas irmãs Guenevere, herdeiras de um poder sobrenatural inimaginável, consideradas a dupla de feiticeiras mais poderosa do continente de Natelyia.

Grunhindo de dor, o felino assistiu as duas irmãs se afastarem, sem poder sair do lugar, e sem conseguir o que viera atras : Respostas.

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Elenea, o segundo reino mais próspero de Natelyia, conhecido por sua beleza e simplicidade, repleto de lagos e riachos enfeitando a paisagem, o castelo, no centro, era brilhante como se fosse feito de pedras preciosas, protegido por uma baixa muralha, que por sua vez era cercada de um pequeno lago, o lago de Thresh, e em suas margens nasciam flores das mais diversas formas e cores. As casas feitas de tijolos de cores claras, como cinza, branco, lilás e até rosa, davam a todo reino um toque suave e delicado que encantava a todos os turistas e comerciantes que ali se aventuravam, atrás principalmente de suas cavernas onde se encontrava uma rara joia chamada Turmalina rósea, como o nome diz, rosa, extremamente cobiçada pelos artesãos, que as usavam na criação de móveis e jóias, muito procuradas por mulheres da alta realeza, não só em Elenea, mas em todos os cinco reinos do continente de Natelyia.

Seu rei, Rowan Graine Branwyn, governava com sabedoria, mesmo com sua fama de passar noite após noite no bordel real, era tratado com respeito por seus súditos, e correspondia ao mesmo nível, era musculoso, não muito alto com somente 1,72 de altura, porem era considerado um dos homens mais fortes do reino, comandou seu exército em várias batalhas contra seu reino inimigo, Kaladia, não saindo vitorioso em todas elas, mas em um número considerável, era, além de muito esperto, um grande guerreiro. A princesa, Mirabelle Graine Branwyn, era sua unica filha legitima, perdera a mãe, a rainha, quando tinha apenas 1 ano, hoje, com 21, possuía os longos cabelos ondulados de sua mãe, de um tom ruivo, e os olhos negros do pai, não era a mulher mais bonita do reino, não tinha um corpo angelical, era magra, mas não muito, seus seios não eram largos e seus glúteos eram proporcionais ao resto do corpo, mas conquistava seus súditos com seu sorriso, sua personalidade extrovertida, desengonçada, e seu amor pelas artes, era uma bela dançarina, esplêndida cantora, tocava o piano e harpa com maestria, porém era muito ingênua.

Apesar de toda a beleza do reino, hoje ele estava infestado de medo e sangue. Cavaleiros de Elenea e de Kaladia batalhavam em meio a multidão de cidadãos que se apressavam ao tentar apagar o fogo que levava suas casas e familiares. No centro da cidade encontrava-se o exército do rei, se preparando para defender a cidade do ataque inimigo, montando e colocando em prática estratégias para derrota-los sem que prejudique o reino e seus moradores. Arqueiros se posicionavam em cima das casas que não haviam sido incendiadas, em cima dos muros do castelo, os magos se posicionavam estrategicamente atrás de seus guerreiros para protege-los e ajuda-los em suas missões, afastando flechas perdidas e cancelando feitiços dos magos inimigos. Dentro do castelo os cavaleiros se movimentavam para proteger cada um dos nobres que se abrigavam lá dentro, tentando mante-los a salvo junto com parcela da população, principalmente mulheres e crianças que utilizavam os abrigos reais para fugir do campo de batalha. Ou ao menos aquelas que conseguiam chegar até la.

Mirabelle sentia-se já sem folego, correndo pelos corredores do castelo fugindo de seu quarto, que havia sido atingido por uma uma das flechas enfeitiçadas com fogo atiradas em direção aos aposentos reais, corria, corria, mas a tensão do ataque fazia que não se lembrasse a direção para onde deveria ir. Correu até que suas pernas não aguentassem mais, já não escutava mais o barulho dos gritos nem o tilintar das espadas do lado de fora. Respirou fundo e olhou em volta, e não reconhecia onde estava, devia ter entrado em uma das alas abandonadas do castelo, que haviam sido esquecidas quando sua mãe, a rainha, que praticava suas artes ali, faleceu. Andou mais um pouco, sem saber para onde realmente ia, se adentrava mais aquele lugar, ou se estava no caminho de volta a batalha que ocorria do lado de fora.

Após alguns minutos chegou a um grande aposento que continha uma grande estante de livros em uma de suas paredes, e no meio um grande sofá em frente a um grande quadro que mostrava sua família, sua mãe, seu pai, e Mirabelle quando pequena, ela sabia quem tinha pintado, sabia que nunca teria como conta-la sobre como o quadro estava perfeito, quase mágico. Olhou mais um pouco em volta ao notar que lágrimas começavam a brotar em seus olhos, não era hora para chorar. Passou observando a estante, onde se encontravam algumas enciclopédias, a maioria sobre pintura, alguns sobre música, e outros tipos de arte que corriam no sangue da família.

No fim da estante, se via na parede logo ao lado, um pequeno rompimento comprido, na altura mais ou menos de uma porta, Mirabelle se aproximou, tentando analisar o que era, olhou, olhou, sabia que havia algo do outro lado, encostou, e viu uma grande porta se abrir a sua frente, revelando um corredor grande e escuro, cogitou a hipótese de seguir para ver onde dava, mas achou que não seria sensato, afinal, havia uma batalha acontecendo na cidade, e não sabia onde aquela passagem iria parar. Deu meia volta e começou a fazer o caminho de volta agora já um pouco mais calma, até que um barulho alcançou seus ouvidos, gritos, o som de espadas se chocando, haviam conseguido entrar no castelo. Virou-se e correu na direção da passagem, e sem pensar duas vezes, atravessou-a, afinal, era sua chance de ficar viva, era perigoso ficar ali e ser pega por um inimigo, e com sorte aquela passagem levava para algum bairro longe da batalha, ou até mesmo para longe do reino, onde estaria em segurança.

Notas finais
Vou parar por aqui, prometo postar até o fim de semana o segundo capítulo explicando pra vocês quem é o homem no começo, o que aconteceu com ele e por que, e também o que aconteceu com a linda Mirabelle.

Sei que as vezes é pedir demais, mas se puder, reviews são aceitos, tanto com elogios quanto com criticas, desde que construtivas! Obrigada.