The Wedding Date

3 Primeiro quase encontro


Notas iniciais
Muito obrigada a quem está acompanhando. Espero que gostem!

Rachel e Finn tiveram que trabalhar o triplo naquela manhã, pois não trabalhariam a tarde e a noite. Ele deu três toques na porta do escritório dela.

– Entra — disse Rachel sem tirar os olhos dos papéis em suas mãos. Finn entrou na sala e falou:

– Bom, faltam apenas dez minutos para nosso almoço. Já arrumei minhas coisas. Espero lá embaixo? — perguntou colocando as mãos no bolço.

– Ok. Daqui a cinco minutos estarei lá. — Rachel disse ainda sem olhar nos olhos dele.

Finn se retirou pegando seus pertences no caminho para esperá-la no estacionamento. Alguns minutos depois Rachel apareceu lá, e ergueu a chave do carro próxima ao mesmo abrindo as portas.

– Ei! — chamou a atenção dela. — Vamos, eu dirijo. Não sei como você é no volante e eu sou muito novo para morrer.

Rachel bateu com força a porta do seu carro enquanto revira os olhos para o homem a sua frente e seguindo para o carro do mesmo, ele por sua vez, levantou e deu a volta no carro abrindo a porta para ela.

– Sou um cavalheiro, chefinha. — deu um sorriso irônico. Rachel apenas revirou os olhos e engoliu o comentário debochado que havia pensado. Quando Finn deu a volta e entrou no carro colocando o cinto de segurança ela disse:

– Vou ignorar esse seu tom debochado com a minha pessoa. E para sua informação... — ela o ouviu acelerando o carro — eu sou uma ótima motorista. — Finn apenas deu um sorriso bem sarcástico.

– Bons motoristas não se esquecem de colocar o cinto de segurança. – Enquanto Rachel bufava e colocava o cinto, ele deu a partida rindo.

Ao chegar ao restaurante ele abriu a porta do mesmo, dando passagem a ela sorrindo debochadamente. Rachel revirou os olhos pela milésima vez enquanto estava com ele e procurou uma mesa mais reservada para que eles pudessem conversar sem que nenhum intrometido restasse à atenção. Logo que achou uma afastada dos demais, sentou-se e passou a observar o cardápio escolhendo seu pedido enquanto Finn fazia o mesmo. Alguns minutos depois o garçom do recinto se aproximou:

– Boa tarde, senhores. Então, qual seria o pedido?

– Para mim uma salada caesar. – Rachel disse apontando para o cardápio e mostrando ao garçom.

– E eu filé mignon à parmegiana. — fechou o cardápio observando que Rachel mexia em sua bolsa.

– Então... — ela retirou de lá um envelope com fotos — Tenho aqui umas fotografias da minha família para você ter uma noção de quem é quem pelo menos. Alguns minutos se passaram até que ela lhe mostrava uma última.

– E por fim, esta é Quinn, minha irmã que está se casando.

– Bem, não ajuda muito já que nessa foto ela parece ter o que? Uns 10 anos?

– Na realidade 17. Mas então — continuou falando enquanto guardava na bolsa as fotos que estavam em cima da mesa — precisamos inventar nossa história, né.

– Que história? — Finn olhou confuso para ela.

– Bem... "Como a gente se conheceu?" Essa é uma das principais perguntas que fazem aos casais.

– Ah...

– Pensei de dizer que nós fomos apresentados por um amigo em comum que temos. Mas acho que seria muito sem graça, sabe... Creio que possamos inventar algo melhor. — disse fazendo gestos com as mãos.

– Já que você quer incrementar... Podemos dizer que nós estávamos em uma festa no barco de um amigo em comum. — ele fez uma cara pensativa — Estávamos bêbados e caímos no mar. Fomos parar em uma ilha deserta e fomos obrigados a conviver juntos por alguns dias. Saímos da ilha com a ajuda de um casal que estava de férias viajando de barco. Jantamos fora algumas vezes para nos conhecermos melhor e olha só... Nos apaixonamos. Genial! — ele disse convencido — Mas devo dizer que me inspirei um pouco no filme "S.O.S do Amor". E então, o que acha? Ah... — ele lembrou cuidadosamente de se dizer — Eu assisti este filme porque fui obrigado, ok? Ok. — Rachel o olhava incrédula.

– Você é tapado ou algo relacionado? Tem que ser algo natural. — Rachel estava quase repensando em considerar a ideia de que foram somente apresentados por um amigo em comum quando o garçom se aproximava. — Vamos comer para irmos logo resolver a questão das roupas. Depois vejo sobre isso.

Rachel respirou fundo e agradeceu o garçom que colocava a comida na mesa. Finn fez o mesmo, mas antes que começasse a comer não conseguiu evitar o comentário:

– Vai comer só essa saladinha? Você por acaso é vegetariana? – Perguntou em deboche.

– Por acaso eu sou sim e sim vou comer só essa saladinha.

– Tudo bem, melhor do que ser uma dieta louca que vocês mulheres gostam de fazer, porque se me permite falar você tá com tudo em cima. – Ele abriu um sorriso no maior estilo ganharão e colocava um pedaço enorme de carne da boca, enquanto Rachel ficou estática o olhando sem nenhuma resposta, depois disso comeram silenciosamente. Era um silêncio incomodo, porque apesar de trabalhar a alguns anos com Finn, não tinham muita intimidade. Nunca tiveram conversas muito longas e o dia-a-dia era mais ou menos "Olá", "Bom dia", "Boa tarde", "Boa noite", "Com licença", "Aqui está o contrato".

Após alguns minutos Rachel chamou o garçom:

– A conta, por favor.

– Ok, senhora. — ele se retirou.

– Aqui o dinheiro para pagar nosso almoço. — Finn colocou as cédulas em cima da mesa.

– Não Hudson, eu pago. Obrigada.

– Eu insisto, por favor.

– Não. No acordo está incluído que as despesas são minhas. — ela disse puxando o dinheiro da carteira enquanto o garçom se aproximava. Finn levantou uma sobrancelha.

– A conta, senhora. — o homem entrou o papel a ela.

Rachel observou e entregou o dinheiro para o garçom.

– Aqui está o dinheiro. Pode ficar com o troco. Vamos? — olhou pra Finn.

– Vamos né. — Finn recolheu seu dinheiro da mesa e se dirigiu a saída junto de Rachel. Ele fez o mesmo gesto de quando haviam chegado ao restaurante o que a deixou um pouco irritada porque tudo o que percebia na voz dele era deboche.

– Vamos andando. A loja é no final da rua. — Rachel disse quando percebeu que Finn se dirigia em direção ao carro. — Desde que fiz essa proposta diferente a você, tenho percebido que você tem se dirigido a minha pessoa com um tom debochado. Mas queridinho — ela deu ênfase no "queridinho" — lembre-se que eu ainda sou sua chefe.

– Acho que você quis dizer indecente. — ele percebeu que ela iria interrompê-lo e continuou — E além do mais não estava no meu contrato esta "proposta diferente" que você diz. — ele falou fazendo aspas com os dedos. — E acho legal você conhecer um pouco mais do Finn Hudson aqui. — apontou para si mesmo.

– Não dê uma de Google com esse seu "você quis dizer". — ela revirou os olhos abrindo a porta da loja. Finn a seguia logo atrás. — E sim, a proposta não estava no seu contrato, porém a sua tão esperada promoção está no acordo que fizemos. — ela observou que ele não esboçou reação então finalizou percebendo que uma das funcionárias da loja vinha atendê-los — Só mais uma coisa: tenho pena das mulheres que saem com você.

– É? Então pode passar a sentir pena de você, porque você vai virar uma delas...

– Oi, boa tarde. — Rachel mesmo disse antes da atendente. Ela interrompeu Finn totalmente ao perceber que ele continuaria e fez sinal para que ele parasse de falar. Ele revirou os olhos e procurava por um lugar em que pudesse se sentar. Finn não gostava daquele tipo de loja e Rachel, pelo o que parecia, ficava horas na mesma.

– Olá, boa tarde. Em que posso ajudá-los? — a funcionária da loja de roupas perguntou simpática colocando as mãos para trás.

– Eu gostaria de ver os vestidos para casamento. Depois gostaria de ver os ternos que vocês têm para ele.

– Tudo bem. Veremos o vestido primeiro?

– Ok. — Rachel disse para atendente. — Finn, você espera aqui ou?

– Sim. Vou me sentar ali. — ele apontou para uma cadeira ao lado do balcão.

Finn se sentou e tentava se distrair com alguma coisa em seu celular até que outra funcionária chegou perto dele e começou a puxar assunto e perguntar suas medidas para já ver modelos de terno, enquanto Rachel saía pela milésima vez do provador. Dessa vez usava um vestido preto. Finn já não aguentava mais o "entra e sai" dela e a mesma pergunta que viria agora:

– Então, o que acham?

– Fabuloso. — disse com um sorriso no rosto a funcionária. "Mas você disse isso dos oito últimos" pensou Rachel.

– Vestido preto para casamento? Você não é viuva, querida. — Finn disse. Debochadamente diga-se de passagem.

– Mas isso não tem nada a ver, seu tolo. Não acredito que nunca viu uma mulher com um vestido preto em um casamento.

– Não sou muito de frequentar casamentos. Mas ué, vai ver todas elas eram viúvas. — deu os ombros.

Rachel revirou os olhos, o que já estava ficando muito comum neste tempo que passou com Hudson.

– Acho que vou ficar com o vermelho e com o preto. — disse para a funcionária. Ela ainda se admirava no espelho com o vestido preto e realmente gostava do que via. Entrou novamente no provador, retirou o vestido que iria comprar e vestiu suas roupas. Saiu de lá e disse olhando para Finn que mexia no celular.- Agora vejamos um terno para você.

– Ok. — disse a atendente, mas não a que estava atendendo rachel, mas sim a que estava ao lado de Finn e lhe mandava sorrisos. — As opções de terno que temos para ele são essas. — apontou para alguns ternos pendurados atrás deles. Os dois foram até lá e Rachel tirou dois do cabideiro que agradaram a ela e entregou a Finn.

– Toma. Vista esses dois, vejamos qual fica melhor.

Finn entrou no provador e saiu sendo elogiado pela atendente de todas as maneiras, Rachel apesar de não demonstrar nada travou o maxilar e olhou com desaprovação pelo comportamento nada profissional.

Após resolverem qual terno ficaria melhor, era a hora de escolher a gravata.

– Eu gostei da vermelha. — disse Finn.

– Vermelho fica maravilhoso em você, se me permite dizer. – A funcionária elogiou.

– Não. Não pode ser da mesma cor que o meu vestido, porque parece que você tirou um pedaço dele. — Finn ergueu uma das sobrancelhas — Eu gostei dessas duas. Pronto. — ela disse e entregou a funcionária.

– Bem, qualquer escolha ficará muito bem. — disse ela pegando as gravatas. E Rachel sorriu. — Mais alguma coisa ou posso fechar a conta?

– Pode sim. Tudo certo já.

Rachel pegou a sua carteira dentro da bolsa que Finn segurava no colo e pegou suas compras.

– Pode deixar que eu levo. — ele puxou as sacolas de compra das mãos dela enquanto se dirigiam à porta.

– Obrigada. Mas agora você terá de me levar ao estacionamento da empresa porque deixei meu carro e outra coisa, essa paquera que rolou entre você e a funcionária não vai poder acontecer de novo quando estivermos viajando.

– Pode deixar, acho que consigo me controlar.