The Weasley Girls
1 The Weasley Girls
Notas iniciais
Estou de volta com uma fic nova e sem atualizar as antigas porque isto sou eu como pessoa.
Apeteceu-me escrever uma fic sobre as girls da família Weasley e não me lembro de ter lido uma assim então aqui está. O meu esforço de algumas horas, um gelado de café, demasiada água e um calor insuportável.
Espero que gostem
Xx
Nymphadora
Victoire Weasley na humilde opinião de James Sirius Potter era um bonequinha. Cabelos platinados caindo sobre uns ombros pálidos. Boca vermelha e cheia, olhos azuis rodeados de pestanas escuras enormes e um pequeno nariz arrebitado. Tudo nela gritava frágil. James sorria com a ingenuidade das pessoas que pensavam que Victoire era tudo menos não frágil. Victoire abria a boca e tudo o que saía gritava Weasley. Ela podia ter herdado a aparência angelical dos Delacour mas por dentro toda ela era ruiva. Incluindo a habilidade para o Quidditch. Quando Victoire voava não havia dúvidas de onde ela pertencia, o cabelo apanhado com uns pequenos fios a voarem à sua volta, as sobrancelhas franzidas em concentração, os lábios apertados do esforço enquanto rasgava os céus a toda a velocidade atrás da minúscula bolinha dourada. Victoire Weasley era a sensação de uma brisa suave no rosto e a noção de um feito realizado. Victoire era um motivo para sorrir num dos dias mais tristes da História.
Dominique Weasley com a mesma forma perfeita de ser da irmã mais velha parecia uma cópia da mesma tirando o facto de ser mais alta e da juba ruiva que adornava o seu rosto de porcelana. Além da óbvia falta do gene que a fazia capaz de levantar voo. Olhos grandes e de um azul tão escuro como a noite, pele pálida pontilhada por sardas de um tom ligeiramente mais amorenado que a pele dela. Dominique brincava com eles quando se tratava de duelar. Tão rápida no ataque como a irmã era no ar, não lhes dando uma hipótese de pensar, de processar a luz brilhante que vinha na direção deles. Dominique podia ter dois pés esquerdos quando se tratava de dançar mas num ringue de boxe ela era imparável. James sabia que bastava um olhar na direção dela e toda a gente percebia que nada do que dissessem a iria afetar. Dominique Weasley com o seu cabelo cor de fogo e os seus piercings era um furacão em forma de mulher envolta numa saia que era só um bocadinho justa demais.
As únicas coisas que Roxanne herdara dos Weasley era a tendência para arranjar problemas e a altura exagerada. Roxanne era uma beleza escura toda ela cabelos castanhos indomáveis, olhos capazes de verem o segredo mais profundo de alguém e lábios que faziam as pessoas mais conservadoras benzerem-se. Ria-se alto, sentava-se com as longas pernas bronzeadas cruzadas um sorriso a adornar as feições angulosas e descansava a mão no ombro de alguém de maneira desleixada. Um sorriso lânguido a formar-se quando via alguém que lhe interessava, os olhos felinos a seguirem-no ou a seguirem-na. Roxanne não tinha problemas. Tanta podia ficar com marcas de barba por fazer na pele ou com vestígios de batom vermelho esborratado. Óculos de armação de massa equilibrados na ponta do nariz e um livro de criaturas mágicas nas mãos esguias. James nunca chegara a perceber de onde vinha a fascinação dela até a ver conversa da sua maneira distraída cheia de mãos e pernas com o marido da Tia Luna, um livro de aparência antiga nas mãos no homem. Claro, Scamander. Roxanne era uma criatura tão mágica como aquelas que ela gostava de estudar.
Molly Weasley era a típica Weasley. Tirando a evidente falta de altura que fazia mais baixa do que a maior parte da família, Molly tinha tudo. Cabelos ruivos cortados curtos, olhos tão azuis como o guache que ela gostava de utilizar para pintar o céu sem nuvens. Sardas espalhadas pela pele vermelha dos escaldões que apanhava quando se distraía nos jardins. Molly para James Sirius era uma artista. Sempre com as mãos sujas de grafiti negro e camisolas cobertas de tintas ao acaso. A Toca estava coberta de desenhos e pinturas dela fossem da família, das corujas ou de paisagens. Tudo que ela pudesse transformar para o papel e tudo que ela não pudesse transformar para o papel. Estava tudo ali nas paredes velhas e tortas da casa dos avós. Apesar da falta de altura a Molly não lhe faltava a vontade de comer. Ela era tão boa na cozinha como era nos desenhos sendo capaz de cozinhar refeições inteiras só porque se lembrara.Molly gostava de estar sozinha. Não no sentido de estar sozinha num cómodo mas sim sozinha de não ter um namorado e/ou namorada, como Roxxy gostava de salientar. Isso nunca lhe interessara. Molly era Molly e Molly era Weasley.
Lucy Weasley com o seu cabelo castanho claro, tez pálida, nariz um bocadinho grande demais e lábios finos quase podia passar despercebida no meio de toda aquela gente mas não passava. Lucy com os seus cabelos apanhados de maneira estilosa e as suas roupas extravagantes. Lucy com os seus lábios finos pintados de roxo escuro e unhas roídas quase até à cutícula. Lucy com a sua calma e os seus planos mirabolantes. Quando James pensava nela pensava nas revoluções feitas pela calada da noite, nos feitiços disparados silenciosamente, nas noites mal dormidas escondidas sob sorrisos. Quando James pensava em Lucy e no que ela representava James sabia sempre que era ela que os unia a todos. Lucy com as suas falas inteligentes e gestos fugazes. Lucy com os seus cabelos castanhos pacatos e olhos contemplativos era a cola que os mantinha juntos nos tempos mais difíceis. Lucy era a mais Weasley de todos eles.
Rose Weasley era um gênio e ninguém poderia algum dia pensar em negar isso. Apesar de nunca ser vista com um único livro ela sabia as respostas todas para o exame em questão. Rose Weasley com a sua pequena falha entre os dentes da frente e a camisola demasiado grande que ela usava obrigatoriamente em eventos especiais que gritava estampado “GIRL POWER”. Rose Weasley com a sua pele morena e cabelo encaracolado e rapado de um lado. Rose Weasley que odiava quando a chamavam de boneca e batia na primeira pessoa que ousasse humilhar alguém à sua frente por diversão. Rose Weasley com o seu amor infinito por Doctor Who e James Buchanan "Bucky" Barnes. James Sirius Potter sabia bem no fundo do seu íntimo que Rose era como as tempestades de areia. Imprevisível. Incapaz de ser controlada. E ele adorava isso. Apesar do lado mais durão de Rose ela era capaz de ser tão suave que nem um gatinho. Gostava de carinhos e bolachas de chocolate. Dos momentos em que a família toda se reunia e ela era capaz de os manter a todos debaixo de olho. Porque podia ser Lucy que os unia e Molly que os alimentava mas era Rose que cuidava deles todos. Rose Weasley era uma lutadora e no momento em que ela parasse de lutar o mundo acabaria.
Lily Potter apesar de não ter apelido Weasley tinha o sangue. E porque ser Weasley não é somente um nome mas sim um estado de ser Lily era tão Weasley como as primas. A genética fora boa com ela. Era capaz de levantar voo na sua vassoura topo de gama e jogar Quidditch. O cabelo cor de cobre, uma perfeita mistura do cabelo negro do pai e ruivo da mãe, presos numa trança enquanto voava calmamente à volta do campo. Olhos castanhos cor de chocolate obstinados e a curva atrevida do lábio inferior. Lily no ver de James era impossível. Não era por ser a irmã mais nova dele (OK talvez fosse um bocadinho) mas Lily com o seu charme absurdo capaz de atrair o mais mal educado dos vizinhos a fazer o que ela queria e isso irritava James tanto como o admirava. Ele queria ter essa capacidade mas tudo que lhe calhara na rifa foi a inaptidão do pai para eventos sociais. Lily era um terramoto. Onde quer que ela fosse com as suas sobrancelhas ligeiramente mais escuras do que o cabelo arqueadas e os lábios pintados de um rosa claro ela virava tudo de pés para o ar. Metaforicamente é claro. Porque apesar de ser capaz de amaldiçoar quem a irritasse e se fosse necessário bater, Lily não era fã de violência. Lily era fã de palavras cortantes capazes de deixarem pessoas a chorar desalmadamente durante dias e noites. Lily era uma força da natureza não adepta à violência e com um vício por doces.
E então todas elas se reuniam na Toca. Os desenhos de Molly nas paredes, os elásticos pretos de Victoire espalhados pelo cômodo, um dos inúmeros livros de Roxanne numa das mesas prestes a cair com o peso, a varinha perdida entre as almofadas do sofá de Dominique, um das sabrinas de ballet de Lucy penduradas precariamente na maçaneta da porta, um prato de biscoitos de Rose em cima do livro de Roxanne e Lily no meio daquela confusão toda, esparramada confortavelmente no sofá com migalhas de um bolo de abóbora espalhadas sobre a camisola de lá com um enorme L dourado na frente ouvindo As Esquisitonas aos altos berros nos fones vermelhos e ignorando definitivamente a discussão que ocorria atrás dela. Crookshanks caminhou lentamente por entre as várias pernas aconchegando-se em cima dela, os velhos bigodes a estremecerem com o suspiro que ele deu. Lily pousou uma das mãos no lombo do gato outrora tão laranja como os Weasley mas que agora mostrava mais pelos cinzentos do que laranjas. As unhas verdes a perderem-se entre o pelo farto do gato.
James compreendia finalmente, do seu canto escondido naquela sala que era totalmente proibida para seres do sexo masculino daquela família e que se alguém descobrisse era muito provável que ele perdesse alguma coisa que gostava imenso, que apesar das garotas Weasley serem completamente diferentes umas das outras o amor que sentiam umas pelas outras conectava-as a um nível quase sobrenatural, especialmente quando Lily se esticou para tirar uma bolacha do prato de Rose e a mesma quase lhe acertou com a sabrina de ballet de Lucy na cara. Ah, Weasleys e os seus temperamentos fortes.
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