The Way You Look Tonight

1 Capítulo Único – Oneshot


Notas iniciais
Eu sei que demorei, mil desculpas por isso, mas aqui está minha primeira one do casal Rheese para vocês. Desde já, desejo uma boa leitura!

Era uma noite comum como todas as outras quando Connor decidiu aceitar os conselhos do Dr. Latham. Que tal uma noite de folga? Connor, todos aqui sabemos que não está bem e que precisa de um descanso. Dissera Latham para ele depois de um longo dia de trabalho.

Connor não aceitava. Uma semana atrás havia cometido um erro inadmissível ao confundir um diagnóstico de um paciente, e se não fossem as observações da Dra. Bekker, ele poderia ter o levado a certa fatalidade. Ele se odiava por isso, não aceitava o fato de Robin ter o danificado tanto, tanto para errar algo tão importante. Ele odiava sentir-se tão vulnerável.

Entrou no primeiro lugar em que lhe apareceu chamado Blue Chicago. Leu no cartaz que haveria um concerto de Jazz e achou que músicas agradáveis acompanhados por boas cervejas conseguiriam melhorar o seu dia. Quando entrou, o lugar parecia bem movimentado e ao mesmo tempo acolhedor. Pessoas sorrindo, grupos de amigos conversando. É disso que estou precisando, pensou.

Ele observou que um homem foi até o seu encontro, trazia um sorriso estampado em seu rosto e logo o convidou para entrar. O concerto já havia começado então Connor olhou ao seu redor e concentrou-se o olhar em uma mulher que estava sozinha entre as mesas, perto das bebidas. Seus cabelos estavam presos com um coque, usava um casaco de couro marrom e uma echarpe preta. Parecia bastante concentrada com o palco, sua cabeça balançava lentamente, acompanhando o som da música. Connor se aproximou mais um pouco e assustou-se quando conseguiu ter uma visão privilegiada da mulher a sua frente. Ele recompôs-se completamente confuso.

“Dr. Reese?” disse Connor, surpreso. “O que está fazendo aqui?”

“Não!” suplicou revirando os olhos. “Chame-me de Sarah, não estamos no hospital. Não precisamos de tanta formalidade em um concerto de jazz.” Ela estendeu a mão apontando para uma das cadeiras. “Por favor, sente-se.”

“Tudo bem, Sarah.” disse ele. Connor se sentou ao lado dela, recostou-se na cadeira, e cruzou os braços. Ela teve a impressão de que ele estava preparado para ficar ali a noite toda com ela, acompanhando o concerto.

Por mais estranho que isso fosse, Sarah estava gostando da ideia de não ficar sozinha como todas as outras noites. Ela começou a observa-lo, o que a vez sorrir com o envolvimento dele na música que estava tocando. Ela imaginava todos, menos Connor Rhodes sentado ao seu lado, isso era muito estranho. Seus olhares foram interrompidos quando o garçom chegou com os pedidos e principalmente com as bebidas, tudo o que Sarah precisava, bebidas. Depois de alguns minutos de silêncio, ela tomou o gole da sua cerveja e resolveu soltar a sua voz.

“Então, o que está fazendo aqui?” ela olhou ao seu redor e depois o encarou. “Tenho certeza de que não é um frequentador desse lugar, pois estou aqui todas as sextas à noite. Quer dizer, quando não tenho plantão.”

“Uma indicação de um amigo.” disse sem rodeios. Ele pegou o seu copo com uísque. “Acho que você ficou sabendo das coisas que estão acontecendo naquele hospital, essa semana está sendo muito complicada e Dr. Latham disse que... eu precisava tirar uma noite de folga, falei que não era necessário, mas ele insistiu.”

“Ah sim, talvez ele esteja certo.” Sarah assentiu com a cabeça. “Eu entendo, dias difíceis de serem monitorados.”

Connor olhou Sarah firmemente.

“Sei que a nossa última conversa não foi uma das melhores, eu sinto muito por ter duvidado de você, estava bastante preocupado com a Robin e...”

“Notícias da Robin?” interrompeu e tomou outro gole da sua cerveja. Umas das coisas que Sarah não precisava, era de detalhes. E ainda mais detalhes de desculpas.

“Na verdade, não tenho notícias da Robin há muito tempo.” disse soltando um leve sorriso, parecia desapontado com a pergunta. “Robin deixou bem claro quando decidiu mudar-se para a Aústria.”

“Ela ficará bem, Connor. Ela ficará bem.” Sarah virou para Connor. “Charles disse que a Robin estava em tratamento na Aústria. Disse que ela está sendo monitorada pelos melhores médicos. Ela não vai desistir de lutar. Robin é uma ótima pessoa, ela ficará bem.”

“Robin pensava que eu estava com ela por pena, ela disse isso na minha cara depois de sair do apartamento. Desde então, não tive a oportunidade de falar que era mentira, pois sei que tinha alguma verdade nas últimas palavras que ela me disse.”

“Talvez seja a hora de seguir em frente.”

“Seguir em frente...?” Connor sorriu, achou engraçada essa frase quando tentou encaixa-la na situação atual da vida dele.

“É nítido que essa história da Robin está consumindo-o por dentro. Pergunte para si mesmo, olhe para si mesmo. Isso está prejudicando a sua vida profissional tanto a pessoal. Está privando-se de coisas boas.”

“Nunca pensei que ganharia uma consulta de uma psiquiatra em uma casa de jazz.” debochou. “Imaginava tudo quando entrei aqui, menos isso.”

“E quem disse que estou aqui como uma psiquiatra?” perguntou erguendo uma das sobrancelhas. “Estou apenas como uma amiga, apesar de não sermos muito próximos.”

“Acho que não começamos com o pé direito.”

Sarah sorriu e tomou mais um gole da sua cerveja.

“Já eu, acredito que não tivemos uma oportunidade de uma conversa digna.” Ela pensou. “Se bem que, com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, quem tem uma oportunidade de uma conversa digna naquele hospital?”

“É verdade!” Connor deu uma gargalhada. Ele tomou o seu uísque e vez uma careta quando sentiu uma ardência em sua garganta. “Hoje pode ser o início de uma bela amizade.”

“Uma bela amizade?” Sarah meneou a cabeça em negação para si mesma. “Isso soou muito estranho e ao mesmo tempo patético.”

“Então seria o que?” ele suspirou, tomou outro gole do seu uísque e continuou. “Apreciadores de jazz?”

Sarah balançou a cabeça. “Melhor.”

“Então, você gosta de jazz mesmo?”

“No início, admito que não gostava muito, porém sou encantada pelos concertos. Eu e os meus amigos da faculdade tínhamos um costume de ir para o Andy's Jazz Club depois das aulas das sextas.” Sarah sorriu o que contribui-o para os olhares de Connor permanecer nela. “Era maravilhoso!”

“Sabia que não tem cara de quem gosta dessas coisas?”

“Sério?” arqueou uma das sobrancelhas e cruzou os braços. Sarah ficou séria, completamente séria. Era ótima com essas coisas, pois mesmo Connor morrendo de rir, continuou com a sua expressão de séria. “Então qual é a cara de estilo musical que acha que eu tenho?”

“Não sei...” Ele sorriu de lado, completamente sem jeito. “Um pop teen, talvez.”

Sarah não parava de rir, e Connor acabou se sentindo muito bem com isso. Ficou observando bobamente o sorriso dela, enquanto ele tomava mais um gole do seu uísque.

“Credo!” exclamou. “Sei que tenho cara de 16 anos, mas não gosto dessas coisas. Nunca gostei. Tive meu momento de revolta na adolescência, mas nunca foi com essas músicas.”

“Seu momento de revolta?” ele não se controlou e gargalhou mais uma vez. “Desculpa” se recompôs e a encarou. “É que estou me divertindo muito com isso.”

Yes you're lovely with your smile so warm, and your cheeks so soft. There is nothing for me but to love you and the way you look tonight. With each word your tenderness grows, tearing my fear apart and that laugh. Wrinkles your nose, touches my foolish heart.

Os olhares deles se cruzaram e Sarah viu muita sinceridade nele, assim como Connor estava vendo nela. Eles ficaram se olhando fixamente, sozinhos e completamente perdidos no espaço. Parecia que todos os presentes naquele bar tivessem armado um momento de silêncio somente para eles. Eram segundos que pareciam milhares de minutos, a música ainda tocava o que fez ambos continuar com os olhares, por mais constrangedor e vergonhoso que fosse. Com esforço, ela baixou os olhos para mesa e tomou um gole da sua cerveja, retornando a concentração para o concerto.

Lovely, don't you ever change, keep that breathless charm, won't you please arrange it. Cause I love you, just the way you look tonight.

“Desculpe-me.” disse Connor, sem jeito.

“Estávamos apenas nos olhando, não entendi o porquê de pedir desculpas?”

“É que...”

“Tudo bem.” sorriu, interrompendo-o. “Se isso te deixa melhor, eu lhe desculpo.”

“Sabe qual é a música que eles estão tocando?”

“The Way You Look Tonight” disse firmemente, sem tirar a sua atenção do palco. “Há várias versões dessa música, podemos ouvi-la na voz de Frank Sinatra, Rod Stewart, Michael Bublé. Na verdade, prefiro na de Frank Sinatra.”

“Parece que você entende mesmo.” disse Connor, finalizando o seu uísque. E nesse momento seus olhos, novamente, encontraram os de Sarah e se arregalaram. “Ela é bem...” fez uma pausa, engolindo em seco. “Bem profunda.”

“Esse é o objetivo de uma boa parte das músicas jazz. Podem até falar o que estamos sentimos quando não queremos.”

Connor olhou Sarah cuja estava concentradíssima no concerto. Ele sorriu.

“Não tenho dúvidas de que isso possa ser verdade.” sussurrou para si mesmo.

Uma semana depois

Sarah estava completamente distraída naquela manhã de sexta. Atualizava o sistema dos pacientes que estava monitorando no computador e em seguida verificava os devidos exames de cada um. Ela sentiu que alguém se aproximava, porém, não deu muita atenção, continuou fazendo o seu trabalho.

“Sarah?” disse Connor, estreitando os olhos.

“Connor.” disse surpresa. “Eu pensei que fosse...”

“Ganhei dois ingressos para um concerto de jazz no Andy's Jazz Club hoje à noite.” disse interrompendo-a. Ele mostrou os dois ingressos e sorriu. Com certeza ele havia perdido o jeito de convidar as mulheres. “Como descobri que gosta de jazz, gostaria de convidá-la. Claro se você não tiver...”

“Ow, claro!” interrompeu animada. “Não tenho nenhum compromisso hoje à noite. Claro que aceito.”

“Nos vemos mais tarde?”

Sarah assentiu com um sorriso. “Nos vemos mais tarde.”

Ela ficou observando Connor atentamente. Estava com os cotovelos apoiados no balcão, e as mãos apoiando a sua cabeça, completamente pensativa. Connor? Convidando-me para sair? Claro que é apenas como amigos. Quando ele entrou no primeiro corredor do hospital ela bufou consigo mesma. Era obvio o quanto ele havia mexido com ela dês daquela noite, e tudo o que Sarah queria saber é se ele também estava sentindo a mesma coisa. Que idiota, pensou.

“Estou curiosa.” Maggie se aproximou de repente do balcão onde Sarah estava tirando-a completamente dos seus absurdos pensamentos. “Desde quando você e o Dr. Rhodes se comunicam assim?”

“Tivemos uma conversa agradável semana passada.” disse séria, sem mostrar nenhuma expressão. Típico de Sarah. “Apenas isso.”

“Estou vendo.” disse sorrindo, com um olhar de: conta outra Dra. Reese. “Parece que sim.”

“O que?” Sarah revirou os olhos. Ela pegou a sua caderneta após ouvir uma chamada do Dr. Charles e se aproximou de Maggie, sussurrando em seu ouvido: “Não é nada do que está pensamento.”

“Ei Dra. Reese!” gritou, porém Sarah já estava no final do corredor. “Não estou pensando em nada menina!”

Notas finais
Como podem ver, eu não coloquei Connor e Reese tão próximos, pois não queria fugir muito da série. Meu objetivo foi colocar um início para aplicar o romance deles nas minhas próximas ones. Espero que tenham gostado! (:
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!