The Way I Are

1 I like you just the way you are


Notas iniciais
Mais uma fic AoMomo, a idéia me veio enquanto eu ouvia a música que está como título: The Way I Are - Timbaland feat. Keri Hilson & D.O.E, me diverti muito enquanto escrevia, então espero que gostem. Dedicada a todos os fãs de AoMomo, fiz especialmente para vocês. ♥

Aquela noite seria especial. Mais do que ninguém sabia disso, porque ela mesma havia lhe dito o que estava prestes a acontecer. Fingiu felicidade na frente da mulher de sua vida, que seria entregue a outro homem. Aquilo não estava certo, nada esteve certo desde que descobriu seus sentimentos por ela – infelizmente, tarde demais. Não teve coragem de se declarar depois de tanto tempo e achou injusto privá-la de uma vida feliz e luxuosa ao lado de Akashi Seijuro.

I ain’t got no money
Não tenho dinheiro
I ain’t got no car to take you on a date
Não tenho carro para te levar num encontro
I can’t even buy you flowers
Eu sequer posso te comprar flores
But together we’d be the perfect soulmates
Mas juntos nós podemos ser alma gêmeas
Talk to me, girl
Fale comigo, garota

Era nítido para ele que não havia ninguém melhor que a si próprio para aquela mulher, mas não se sentia no direito de confessar a ela. Jogava basquete pela faculdade e não ganhava o bastante para se orgulhar ou para tomá-la para si e formar uma família e sabia que esse era um dos maiores sonhos dela. Aliás, sabia cada detalhe único daquela mulher que o arrebatara desde que o tempo é tempo; porque fora tão idiota para não notá-la? Parecia ironia do destino, ela que passou vários anos de sua juventude se dedicando a ele – ainda o fazia –, apaixonada por ele e Aomine Daiki preocupado demais em seu próprio egoísmo para perceber que aquela era a mulher da sua vida.

I ain't got no Visa
Não tenho um Visa
I ain't got no Red American Express
Não tenho nenhum Red American Express
We can't go nowhere exotic
Não podemos ir a nenhum lugar exótico
It don't matter 'cause I'm the one that loves you best
Mas isso não importa porque eu sou o que te ama melhor
Talk to me girl
Fale comigo, garota

Não, aquele noivado não poderia acontecer de jeito algum. E era ridículo pensar dessa maneira, pois sentia-se preso numa das novelinhas adolescentes que ela adorava acompanhar – as quais foi obrigado a assistir junto com ela; mas tinha que maquinar alguma forma de impedir que aquilo se concretizasse e que Akashi colocasse suas patas malditas naquela que era destinada a ser sua desde sempre. Pensar na possibilidade do ruivo tocando nela... Era o bastante para deixá-lo tomado pela raiva e a prova disso era o caos que encontrava o próprio apartamento, resultado da desordem mental do moreno. Havia menos de dez horas até a hora marcada para o jantar, mas não sabia o que fazer e nem se poderia contar com alguém naquela empreitada insana – afinal, não seria nada fácil enfrentar seu antigo capitão que parecia sofrer de transtorno de personalidade.

Para seu azar (ou sorte), o interfone tocou e Kise apareceu em seu socorro.

– Aominecchi! Você vai deixar a Momocchi se casar assim?!

A forma como aquele loiro conseguia ser intrometido e óbvio irritava profundamente o Ás de Meiji.

– É claro que não, seu idiota. Estou tentando pensar em algo.

– Vai ser difícil chegar perto dela com o Akashicchi perto.

Novamente, o óbvio. Daiki já havia fritado os poucos miolos que tinha ao pensar numa maneira de encontrá-la sozinha, mas naquele dia parecia ser impossível, uma vez que Satsuki estaria coordenando as preparações para o jantar de noivado onde seus pais e os de Akashi receberiam figuras importantes da alta-classe, já que a família do ruivo era rica e muito bem intencionada. Porque ela tinha que ser tão prestativa? Poderia passar o dia em casa, onde seria mais acessível para ele encontrá-la.

Como se seu tormento não fosse o bastante, seu celular começou a tocar e no meio de toda aquela bagunça levou quase uma vida para achá-lo e ao ver a pessoa que o ligava, sua raiva se tornou ainda mais explícita.

– O que você quer, Murasakibara?

– Boa tarde para você também, Mine-chin. – satirizou, o Escudo de Aegis.

– Fala de uma vez o que você quer que eu não tenho tempo a perder com você—

– Como você é rude, Mine-chin. – sussurrou o outro, no telefone. – Ligo para te ajudar e você vem com essa boca dura...

– Me ajudar? Eu sei que você apóia aquele desgraçado em tudo, Satsuki até me disse que você vai ser padrinho do casamento.

– Sa-chin sempre falando mais do que deve, pff.

– NÃO FALE DA SATSUKI, MALDITO.

– Yare, yare. Calma, Mine-chin. Você vai me ouvir? Eu tenho um plano para te ajudar a encontrá-la antes da festa.

Aomine bufou, respirou fundo e suspirou profundamente, contando até dez mentalmente. Murasakibara era esse tipo de pessoa, gostava de alfinetá-lo primeiro para depois propor soluções.

– Fala logo.

– Então, tenho uma entrega de guloseimas para a festa que Aka-chin encomendou pessoalmente. Ele disse que viria buscar, mas pedi para ele não se incomodar que eu mandaria alguém levar no local.

– Entendi, vou ficar no lugar do entregador.

– Sim, mas vai precisar disfarçar, você não é nada discreto. E a entrega é pra daqui a quatro horas, você precisa estar aqui na hora certa.

– Certo, e Atsushi... Valeu.

– Não me agradeça, estou fazendo um favor a Sa-chin.

Finalizou a chamada, pensando na serventia daquela oportunidade e na boa vontade de Murasakibara; até desconfiou das intenções do outro, mas não tinha tempo e nem outras alternativas. Despachou com o copiador de sua casa e começou a pensar. Já tinha resolvido uma parte, que era encontrá-la e agora vinha a mais difícil: se confessar. Havia tantas coisas que queria dizer a ela, mas ela o conhecia muito bem para saber que romantismo não era algo que combinasse com o agressivo e implacável cestinha Aomine Daiki.

Baby girl, I don’t got a huge ol’ house I rent a room in a house
Garota, eu não tenho uma mansão, tenho um quarto alugado
Listen baby, I ain’t got a motorboat but I can float ya boat
Escute garota, não tenho uma lancha mas posso flutuar no seu barco

O moreno perdeu horas de seu dia pensando numa forma de declarar seu amor por Satsuki, mas viu que pensar num texto bonito e emocionante era perda de tempo. Sabia que ela não esperava nada dele, muito menos um sentimento tão complexo como amor e pior ainda: no dia de seu noivado. Quando refletia a respeito do noivado em si, a vontade era de não se intrometer e deixá-la livre. Mas ao mesmo tempo tinha certeza que as coisas não poderiam seguir daquela forma, mal resolvidas. Afinal, aquela era a história dos dois. Aquela história bonita e boba, que começou quando ainda eram crianças e desde a infância, não se separaram mais. Merda, não queria perdê-la para Akashi. Não queria perdê-la para ninguém.

xXx

Na hora marcada, apareceu na confeitaria onde Murasakibara trabalhava. Recebeu as instruções de como se portar e com quem falar até fazer a encomenda chegar nas mãos de Satsuki. Recebeu também um pacote peculiar, com vestimentas ainda mais peculiares e suspeitas, mas não questionou. Apenas trajou aquele black-tie, enquanto Kise – que diabos estava por lá – ajeitava o laço da gravata borboleta bem rente à gola engomada da camisa branca que vinha por baixo do casaco preto. Cinto e sapatos combinavam e o moreno se sentia esquisito com toda aquela roupa de enterro. O copiador passou gel nos fios azulados do outro, os bagunçou e depois os jogou para trás e todo arrumado daquele jeito, tinha um ar mais apresentável e assim não seria barrado por causa de sua aparência desleixada.

– Tá parecendo que você é o noivo, Aominecchi. – disse Kise, cujos olhos começaram a lacrimejar do nada.

– C-cala a boca, idiota. – rosnou, estava sem jeito com toda aquela roupa de gala. – Bem, estou de saída. Vou encontrar a Satsuki e dizer tudo o que eu sinto para ela.

– Boa sorte. – desejaram ambos Kise e Murasakibara.

Entrou no carro que Kise havia cedido para ele chegar mais rápido a seu destino e seu coração quase saía pela boca enquanto dirigia. Estava mais nervoso do que jamais estivera na véspera de uma final importante no basquete; sentia seu corpo suar com a ansiedade em encontrá-la logo. Sabia que não podia alimentar expectativas acerca da reciprocidade de seus sentimentos, mas extravasar aquela sensação que parecia explodir dentro dele a qualquer instante. Desviou seus pensamentos acerca disso para concentrar sua atenção na direção, dirigindo dentro dos limites mesmo que a vontade de chegar no local o quanto antes fosse maior e quando chegou, deixou o carro no estacionamento e caminhou até a portaria com uma enorme caixa repleta de guloseimas; se identificou com o segurança que era responsável pela vigilância daquele espaço de eventos e ele confirmou o pedido e deu um crachá ao moreno, permitindo sua entrada no local.

Enquanto andava pelo lugar, reparava a decoração: flores espalhadas em todo o chão; pétalas de rosas azuis, a flor preferida de Satsuki. Havia mesas decoradas espalhadas ao longo do lugar, que parecia um jardim. Mais adiante havia um tapete vermelho que estava no vão entre as mesas e que levava para uma espécie de altar e isso não parecia mais um jantar de noivado e sim a cerimônia de casamento em si! Algo estava muito errado, lembrou de ter recebido convite de noivado das mãos dela, estava escrito noivado nele certo? Ou teria lido errado? Mas o que diabos aquilo significava?

Antes de poder se questionar mais sobre isso, ele a avistou. Estava de costas para ele, e não estava tão longe e por isso conseguiu perceber que aquele era o vestido... Ela já estava vestida e pronta para casar. E naquele cenário lindo, cercado por árvores, flores de cerejeira e as rosas azuis que ela amava. Como poderia competir com Akashi e tudo o que ele tinha para oferecer? Como tomá-la para si e não ser capaz de proporcionar uma vida tranqüila e luxuosa para a mulher de sua vida? Não se importava com dinheiro, mas diante da grandeza de Akashi e seu império, sentiu-se pequeno como nunca antes e uma angústia sem fim se apoderou de seu coração. Preferia vê-la feliz nos braços de outro homem, do que infeliz nos seus. Esse era o fim, seu coração estava em frangalhos quando decidiu desistir dela.

Ou era o que achava, até ela se virar. Estava entardecendo e as luzes fracas do sol refletiam no vestido de bianco puríssimo, que cobria os pés da sua pequena menina. Uma pequena cauda do vestido podia ser vista atrás dela, e em suas mãos enluvadas até o cotovelo residia um buquê de rosas azuis amarrados numa enorme fita vermelha que tocava o chão. O vestido tomara-que-caia todo bordado com swarovskis. Não conseguiu visualizar bem o rosto dela, que já estava coberto pelo véu que ocultava toda a beleza da mulher. Sim, mulher de madeixas rosadas que ostentavam um penteado formal, preso em cachos que lhe caiam pelo ombro.

Ela caminhava em sua direção e a cada passo que ela dava, seu coração era arrebatado outra vez. Sentia-se fascinado, hipnotizado e perdido por aquela mulher e não sabia o que fazer para torná-la apenas sua. Sua certeza veio ao vê-la vestida de tal forma. Ela foi feita para ser sua e não havia nenhuma outra mulher no mundo que fosse capaz do que Momoi Satsuki fora: domar o coração selvagem de Aomine Daiki.

– D-Dai-chan... Eu o esperava mais tarde, ou estou atrasada? Meu Deus, quantas horas são?

Ainda estava parado na frente dela, embasbacado e enfeitiçado por toda a sua beleza. Não conseguia formular uma frase e por isso disse a primeira coisa que veio em sua cabeça.

– Você está linda...

Ele provavelmente não viu, mas o rosto de Momoi corou levemente com aquele elogio e perdeu a fala, de tão embaraçada.

– Eu cheguei mais cedo, Murasakibara me pediu para lhe entregar isto. – deixou o pacote sobre uma das mesas que estava próxima. – Disse que você saberia o quê é.

– Ah, sim! – exclamou – São as minhas cherry-pies, vão ser servidas de sobremesa após a cerimônia...

– Então o casamento é hoje..?

– Sim, o Seijuro-kun quis adiantar tudo o quanto antes. Desculpe não ter avisado, foi tão em cima da hora...

– Tudo bem, não se importe com isso.

Mesmo não intencionalmente, sua voz soara ríspida. Não é como se ele pudesse evitar, ele era idiota e idiotas faziam idiotices o tempo todo. Mas não queria magoá-la no dia do próprio casamento. Respirou fundo e decidiu que aquela era a hora, se marcaria o ponto que garantiria sua vitória ou erraria a cesta, só ela poderia dizer.

So listen, baby girl
Então ouça, garotinha
I love you just the way you are, the way you are
Eu te amo do jeito que você é, do jeito que você está

– Satsuki, eu preciso te dizer algo antes que você se case. – começou, nervoso. – Eu sei que eu não devia estar dizendo isso hoje, agora ou até mesmo nesse lugar e com você assim, vestida para se casar. Eu sou um idiota e você sabe disso melhor do que ninguém e não dá para contar às vezes que eu fiz você chorar por causa do meu egoísmo. Mesmo sendo um idiota, você sempre esteve lá por mim. Mesmo quando ninguém mais queria estar, você persistiu e nunca desistiu de mim e eu sempre serei grato por isso e por todas as memórias que partilhamos juntos. E mesmo você se casando hoje com outro cara que não seja eu, isso me deixa louco de ciúmes e de vontade de arrebentar a cara do Akashi, mas mesmo assim eu te desejo a maior felicidade do mundo...

Suspirou fundo, e refletiu nas últimas palavras e então percebeu que estava fazendo errado.

Não! Eu não te desejo felicidade, você só vai ser feliz ao meu lado e você sabe disso. Eu não sou rico como o Akashi e nem tenho tantas posses ou como te proporcionar uma boa vida, isso é verdade, se competir com ele nisso eu poderia nascer duas vezes e continuaria perdendo, mas eu posso te dar o meu amor. O verdadeiro amor de um idiota que só conseguiu perceber que tinha a mulher mais perfeita do mundo ao seu lado quando outro cara reconheceu as qualidades dela. Mesmo sendo tarde demais, no último minuto, eu precisava me livrar desse sentimento que estava me sufocando. É isso, eu te amo e você é minha, agora temos que sair daqui antes que o Akashi chegue e tente me matar—

Um silêncio reinou ali no que pareceu ser longos minutos, mas não havia passado muito tempo. Aomine não conseguia ver as reações de Satsuki, uma vez que o véu o impedia de fazê-lo e aquele silêncio o torturava numa doce agonia enquanto esperava ela responder.

– E-eu não posso... – a voz parecia embargada pela vontade de chorar – E-eu... Você demorou muito... Eu não posso deixar tudo agora, meu noivo espera por mim e nossas famílias... Não posso deixá-lo agora, desculpe...

– Oe, Satsuki-

– Akashi-kun, me desculpe... No fim, eu não consegui, me desculpe...

Aomine olhou desconfiado para a menor que lutava para conter as lágrimas, enquanto uma figura baixa saía detrás de uma árvore próxima. O ruivo se aproximou de Momoi e lhe disse algumas palavras enquanto mais pessoas iam se aproximando de onde estavam e mesmo em sua confusão o moreno conseguiu identificar algumas pessoas: Kagami, Tetsu, Murasakibara, Midorima, Kise, Aida e Hyuuga, Imayoshi, Sakurai e outros companheiros de time e conhecidos, trajando vestes formais.

– Como você é lento, Ahomine. – apontou, seu rival ruivo Kagami.

– Tivemos até que fazer um plano como este para você confessar seus sentimentos pela Momoi-san. – completou o inexpressivo Homem Fantasma.

Os outros riam da situação, enquanto Daiki ainda estava perdido. O que diabos está acontecendo ali e porque essas pessoas não o explicavam de uma vez?

– M-Mas o quê..? QUE PORRA É ESSA?

Akashi se aproximou de Aomine, encarando-o de baixo com seus olhos heterocromáticos e misteriosos, que sempre fazia qualquer oponente se rebaixar ao seu devido lugar como submisso. Mas o moreno não se sentia intimidado com os olhares daquele que foi seu capitão um dia.

– Daiki, eu e a Satsuki nunca namoramos. Apenas fingimos para te deixar com ciúmes, para que você revelasse seus sentimentos.

– Mas e o casamento..? – proferiu num tom débil, de quem havia acabado de acordar de um sonho.

– É o seu casamento, oras. Satsuki...

Baby, it's alright now, you ain't gotta flaunt for me
Querido, está bem você não precisa ter posses para mim
If we go and touch, you can still touch my love, it's free
Se nós irmos e estivermos juntos, você ainda pode tocar o meu amor, é de graça
We can work without the perks just you and me
Nós podemos ficar juntos sem mordomias, apenas você e eu
Work it out 'til we get it right
Vamos continuar até dar certo

– V-Você é sempre tão impulsivo, agindo como quer e sem pensar. Sempre... Sempre... Um idiota! Até o fim, você é um idiota! Até no dia do nosso casamento, na frente de todos os nossos amigos, você é um idiota! Ahomime, Ahomine, Ahomine! Esse Aomine idiota por quem eu sempre fui apaixonada, eu... Eu só quero ficar com você, para sempre! Não importa onde, se numa mansão ou no seu apartamento apertado, só precisa ser você...

Ouvir aquela declaração tão sincera e repleta de sentimentos da mulher que amava o fez perder a noção do tempo e espaço, e das pessoas que estavam ali. Não existia mais nada, seu mudo se resumia a Momoi Satsuki e a vontade enorme de tomá-la nos braços, beijá-la e levá-la para longe, onde pudessem ficar sozinhos e matar a saudade que sentiam um do outro desde sempre, e quando tentou agarrá-la, uma mão grande o segurou e o conteve.

– Hey, não pode beijar a noiva antes do casamento. – brincou Kagami, soltando-o em seguida.

– Vamos começar a cerimônia logo! – gritou Kise, eufórico como sempre.

xXx

Tudo a respeito daquela cerimônia era inusitado. O noivo não sabia que iria se casar e por isso estava mais ansioso do que nunca, esperando sua mulher no altar enquanto era alvo dos olhares curiosos e furtivos de todos os convidados. Aquele que iria reger a união do casal era um idiota que fora incumbido da tarefa a força e contra a sua vontade, mas os outros pareciam se divertir. Aqueles malditos que forjaram um plano mirabolante como aquele apenas para juntá-lo com sua Satsuki.

Não demorou muito quando a Marcha Nupcial começou a tocar, indicando a vinda da noiva mais linda do mundo. Era trazida pelo seu pai, o homem que até dias atrás Aomine costumava de chamar de tio e que agora seria seu segundo pai; parecia satisfeito em levar a filha para o moreno, sorriu para o Ás, como se soubesse que amizade dos dois acabaria assim desde o início.

Depois da lenta caminhada até o altar, o pai de Momoi entregou a mesma ao moreno que se posicionou ao lado dela enquanto o Bakagami dizia algumas palavras eloqüentes ao comandar a cerimônia; apesar de ser um idiota, reconheceu que ele sabia como falar e então a palavra lhe foi dirigida numa pergunta.

– Aomine Daiki, você aceita Momoi Satsuki como esposa para amar, respeitar e lhe ser fiel até que a morte os separe?

– Até meu último suspiro.

– Momoi Satsuki, você aceita esse idiota que não sabe fazer nada direito além de jogar basquete como marido sem direito a devolução para amar, respeitar e lhe ser fiel até que a morte os separe?

Os convidados riram da irreverência de Kagami, até mesmo a menor deu uma risadinha, enquanto Aomine protestava e xingava o ruivo. O cutucou na costela com o cotovelo, obrigando-o a parar com as provocações.

– Até meu último suspiro.

– Pela autoridade que a mim foi confiada como o melhor jogador de basquete entre os presentes, eu vos declaro marido e mulher, senhor e senhora Aomine Satsuki e Daiki. O noivo pode beijar a noiva.

O moreno teve tempo de mostrar o dedo para o ruivo antes de passar o véu por cima da cabeça de Momoi – agora Aomine -, agora vendo o rosto dela completamente pela primeira vez naquela noite. A maquiagem estava impecável, apesar dos orbes que cintilavam, marejado de lágrimas que ela lutava para conter. Sorriu para ela e ela retribuiu o sorriso, aproximando os lábios dos dela para beijá-la com urgência, paixão e voracidade, mesmo na frente de todos. E em meio ao beijo conseguiu ouvi-la sussurrar.

– Eu te amo...

– Eu sei...

Notas finais
Meiji = Universidade que o Aomine foi depois de formar em Touou (na minha cabeça)Swarovski = nome dado aos cristais mais conhecidos no mundo da moda por sua delicadeza, precisão e aparência luminescente.Visa e Red American Express = cartões de créditoCherry-pie = torta de cereja, cereja é a fruta preferida da SatsukiEspero que tenham gostado. Deixem reviews, que eu animo escrever mais sobre esse casal lindo. ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!