The Volleyball Scrolls V: Skyrim
1 Prologue: Journey Without End
Notas iniciais
Vou contar só a primeira parte de tudo, bem resumidassa, começando a primeira missão principal. No próximo eu aprofundo mais, hihihi
~You shall Pass, reader! ♥
— Ei, você. Finalmente acordou... — sussurrou uma pessoa ruiva à sua frente.
Hinata estava um tanto zonzo, sem ter nenhuma memória de como parara ali. Abriu os olhos vagarosamente e enxergou vários flashes por causa do ambiente claro. Conseguiu observar montanhas, uma paisagem com árvores, um céu bem azul e tudo parecia tranquilo. Porém, havia um problema: a linha de horizonte estava se movendo, de alguma forma, e ele não sabia o porquê.
— Hm... Onde eu estou? — questionou, ainda sonolento. Olhou para baixo e viu que o homem ruivo tinha as mãos atadas, percebendo que as suas também estavam assim. O outro, moreno, estava até amordaçado, e tinha vestes diferentes do habitual: roupas finas, caras e azuis, que estavam um pouco rasgadas e manchadas de sangue. Todos eles se mantinham sentados em uma carroça, que se locomovia para uma destinação desconhecida. A pessoa que dirigia trajava uma armadura vermelha e um capacete de couro.
— Rumo ao ninho da Aoba Johsai, meu filho. Eles nos capturaram, junto do líder de Shiratorizawa, Ushijima. — O moço tinha um semblante sólido, e por mais estranha que fosse a situação, ele não parecia temer.
As rodas de madeira faziam barulho na estrada de pedras, os cavalos batiam fortemente suas ferraduras no chão.
Shira o quê? Que raios é isso? — Pensou.
— Aqui também temos um miserável que foi flagrado roubando um cavalo — apontou para o homem ao seu lado, o qual chamou de ladrão —, eu, Satori Tendou, oficial de Ushijima, e você, que foi pego tentando atravessar ilegalmente a fronteira de Skyrim.
— Eu não roubei nada! — declarou o ladrão.
— Não minta, senhor da furtividade! Mal conseguiu disfarçar o crime, não? Todos o viram no ato. — O moço ruivo levantou as mãos vedadas para o rapaz, apontando-lhe o indicador da mão esquerda. Hinata ficou observando tudo quieto em seu canto. E antes de eles começarem a falar novamente, interrompeu-os.
— Tá, ok, mas... Pra onde a gente tá indo? — Estava sem jeito de se intrometer naquele tipo de conversa.
— Para e execução, onde mais? Eles querem a cabeça do líder da Shiratorizawa há tempos... — Fez uma breve pausa e prosseguiu. — Sovngarde nos aguarda.
Hinata ficou sem palavras. O que ele tinha feito de tão grave para merecer a morte? Tentou lembrar de qualquer oração que soubesse, mas quando se deu conta, a carroça chegava perto de um portão de madeira, que provavelmente guardaria uma cidade. Ouviu algumas falas, sobre o ladrão revelando de onde veio, e ignorou-as — não prestava atenção em nada. O frio na barriga somente aumentava.
Adentrando o local, somente viu as mães mandando os filhos para dentro de casa e soldados: os de vermelho no comando, e os azuis, prestes a serem aniquilados. A carroça encostou-se na parede e parou, junto com a esperança de quase todos ali, que desceram ao som do embaixador¹.
— O que está acontecendo? — perguntou Lokir, o ladrão.
— O que você acha? Fim da linha.
Todos foram chamados um por um para que seus nomes fossem conferidos em uma lista. Primeiro, Ushijima; segundo, Tendou, e terceiro, Lokir, que negou o que tinha feito e saiu correndo para fora da cidade. O embaixador gritou pelos arqueiros, que mataram o fugitivo, e Hinata descartou a possibilidade de fuga que passara em sua cabeça. Era morrer ou ser morto.
Shoyo foi chamado e andou até os soldados. Eles olharam para a lista e procuraram o nome dele, mas não acharam.
— O que vamos fazer, Embaixador Iwaizumi? O nome dele não está na lista — expôs o soldado que estava com o livro na mão. Shoyo começou a se perguntar se poderia sair dali.
— Ignore, Kindaichi. Ele cometeu um crime e seria morto, de qualquer maneira — falou, em indiferença absoluta, quebrando cada resquício de luz que surgia no caminho. O soldado concordou, se desculpou a Hinata, dizendo que todos os bens dele seriam entregues à sua família, e perguntou quem era ele.
— Hinata Shoyo. Nórdico — respondeu, olhando para baixo e quase gaguejando.
Todos reuniram-se em uma roda, tendo como atração principal uma pessoa enorme, vestida de preto e com um enorme machado cor de ébano. Havia também uma pessoa com uma armadura dourada e rubro, a qual todos chamavam de General. Ele se dirigiu para perto de Ushijima e tirou-lhe a mordaça.
— Ushijima Shiratorizawa... Seus dias acabam aqui, e toda a sua rebelião contra o Império! O que você tem a dizer? — zombou.
— Minha rebelião não morrerá, General Tooru. O sangue de Shiratorizawa aniquilará seu Império fraco algum dia, e quando esse dia chegar, você será forçado a ficar do nosso lado. — Tooru riu, mostrou-lhe a língua e deixou-o sem resposta, caminhando para perto de Iwaizumi.
Com tudo em ordem, um dos capangas da Shiratorizawa foi arrastado até o meio da roda, e uma sacerdotiza iniciou uma prece, citando um deus chamado Arkay e segurando um amuleto em mãos.
— Pelo amor de Talos, cale-se e acabe com isso de uma vez! — o soldado parou-a. Foi ajoelhado, colocando sua cabeça na curvatura de uma pedra. Em frente dela, havia uma caixa de madeira para as cabeças amputadas.
O ceifeiro levantou o machado, com força, e num gesto célere, deixou-o tombar sobre a nuca do soldado de azul, exterminando-o instantaneamente. Ao ver a cena, Hinata ficou horrorizado e arrepiou-se de medo. Quando todos olharam para ele, percebeu que era sua vez. Não queria mover suas pernas, mas se não caminhasse, seria forçado e quem sabe, torturado. Decidiu ir de uma vez por todas.
Sentiu o ceifeiro pressionar os pés contra as suas costas e sua cabeça se encaixando naquele mesmo local da pedra, que ainda estava um pouco quente por causa da pessoa que acabara de morrer. Havia umas gotículas de sangue aqui e ali, não que fizesse diferença.
De repente, todos ouviram um barulho estranho e desconhecido. Perguntaram-se de onde era aquilo, e após a pausa, o General mandou que continuassem. Todavia o barulho surgiu novamente, revelando uma criatura enorme que pousou em cima de uma torre e que gritava; junto de seus berros, fogo era ateado em todas as direções, e o céu coloriu-se caótico e sangrento. Dada a situação, as pessoas se dispersaram e Hinata poderia fugir, mas não com tanta facilidade. Ele se levantou e começou a correr.
Started: Unbound
*Faça seu caminho para o forte
Tendou foi para seu lado e chamou-o para dentro de uma das torres. Ali, eles se protegeram do fogo junto doutros soldados. Eles ainda não sabiam se tinham poder o suficiente para derrotar o dragão, logo nem arriscaram tentar, nem mesmo com o Thu'um de Ushijima — o grito de um reles mortal não deveria ser o suficiente para deter tamanha criatura, ainda mais alada. Tramavam uma rota de fuga entre si.
— Suba pelas escadas e continue indo! — Satori disse a Shoyo, que assim o fez.
Na metade do caminho, o dragão quebrou as paredes de pedra dali, cuspindo mais fogo em linha reta. Teve sorte que seus reflexos eram rápidos o suficiente para que escapasse e se encostasse na parede. Por pouco, não foi notado, e a besta logo voou para aterrorizar o restante do povo.
— E agora, o que eu faço?! Se eu subir e ficar lá em cima de enfeite, esse bicho vai me comer vivo!! — exasperou, nervoso, desesperado, sem rumo. Quantas possibilidades para morrer em um dia só! Já não sabia se podia se surpreender mais. Aquela história serviria para ele contar para a sua irmã todas as noites se conseguisse escapar.
— Calma!
— Calma o caramba! Numa hora dessas?! Você tá calmo, por acaso?! Então se joga no fogo e vai matar esse troço!
— Ah... — suspirou e revirou os olhos. Participava da guerra e já se acostumara com vários tipos de tragédias. — Tá vendo aquela casa destelhada? Se você pular ali, deve ser capaz de encontrar alguém da Aoba Johsai e seguir com eles.
— Nem morto!
— Então vai vivo! — Empurrou-o com força o suficiente para que ele pudesse ao menos alcançar alguma armação e se segurar, nem se lembrando de que suas mãos não estavam livres.
Shoyo caiu no andar de cima da casa e as pontas de suas calças se queimaram perto de um canto do chão incendiado. Tossiu um bocado por causa da fumaça e apressou em se levantar para poder achar algum lugar seguro. Desceu para o térreo e encontrou-se com Kindaichi, que o acolheu e mandou-o correr consigo. Depois de desviarem de vários ataques do dragão e acharem uma das portas para o forte subterrâneo, Kindaichi e Tendou estavam um de frente para o outro, e Hinata percebeu que teria de escapar com algum dos dois, pois não poderia fazer o caminho sozinho. Enquanto os dois discutiam, ele pensava: para onde iria?
Notas finais
Pois então, dei um cata geral em tudo, e tentei ser fiel mas nem tanto, porque se eu contasse tintin por tintin do jogo também ficaria chato, né? Deu pra ver que eu pulei altas coisas aí, então... Bom, opiniões são sempre bem vindas *u* vejo vocês no próximo cap o/
Fale com o autor