Notas iniciais
Helou mai pipou -Q
weel, ente, peço mil perdoes aqui. Eu atrasei minhas fics, mas a Titia pode explicar
Eu passei por problemas técnicos nas ultimas semanas. Meu pc formatou e eu fiquei sem o pacote office por um tempo, sem falar que a faetec voltou. tentei fazer os cap lá no curso, mas a rede ta tão vírada -do verbo vírus-Q- que a pasta foi bloqueada no meu pc -problema comentado em um leve ataque no twitter, e tenho trabalhos pra fazer e... enfim, estou tentando normalizar as fics novamente, peço desculpa pelos transtornos
boa leitura e leiam as notas finais ♥

– Ayuzawa –

Sentada, de cotovelos a mesa e com o olhar perdido ao copos com bebida a minha frente, era assim que eu estava. Não sabia dizer como cheguei a essa situação; em um momento eu estava no salão olhando Usui e o irmão, e no outro eu estava sendo arrastada pela Miyazono para uma sala particular. Agora estou aqui, cercada por fofocas e bebidas. Nem tive tempo de cumprimentar Usui, não que eu tivesse algo pra dizer pra ele, nem que isso fosse importante, mas estar aqui também não era tão agradável, afinal, papo de bêbados não é tão legal aos ouvidos dos sóbrios.

Ao redor da mesa estavam Aoi-chan, Sayuki, Miyazono, Satsuki-sam – a tia do Aoi-chan – Honoka, Subaru e Erika – essas criadas particulares de Satsuki-sam. Sóbrios? Apenas eu e Aoi-chan, o resto tão bêbado quanto uma porca. Sayuki tinha bebido tanto que não conseguia dizer uma frase sem um erro gramatical; Miyazono e Erika falavam tanta merda que eu não sabia se ficava constrangida ou nervosa; Honoka era a que mais bebia, falava uma ou duas palavras –a maioria palavrões – e voltava a ficar calada; Subaru dormia sentada, vez ou outra acordava, bebia, dizia alguma coisa e voltava a dormir; Satsuki apenas ria do que as outras diziam; Aoi ria de algumas besteira, mas não bebei nem um gole, assim como eu. Não queria que o ocorrido da minha ultima bebedeira se repetisse.

Miyazono estava a falar de algo, que eu nem prestava atenção, quando um mordomo entrou para reabastecer os copos. Apenas o copo de Subaru ainda estava cheio. Só prestei atenção no que Miyazono disse, quando ela gritou algo como “era tão grande que não cabeu na minha boca”. Rezava pra que estivesse falando de uma fruta.

Uma avalanche de risos tomou conta do salão, apenas eu fiquei alheia ao motivo das risadas. Um silencio inédito se formou, e então Aoi-chan se consertou na cadeira:

-Mas então, vamos a um assunto que é importante – levei meu copo de água à boca, tinha a garganta um pouco seca – Misaki, você esta namorando com o Usui?

Quase cuspi a água quando ouvi a pergunta, fingi não ter entendido, na esperança de alguém mudar de assunto, mas fora inútil:

-Craro que tão – respondeu Sayuki

Arregalei os olhos e pude notar uma alta gargalhada vinda da Miyazono:

-Quem te disse isso? – indaguei nervosa

-A Miyazono falo. Mas num é verdade? Cês não se pegaram?

Meu rosto foi de rosa a vermelho naquele momento:

-C-claro que não – lancei um olhar mortífero a Miyazono que quase caia da cadeira de tanto rir – Miyazono, pare de falar pras pessoas isso! Elas podem acreditar! – a censurei

-Mas vocês já se beijaram – respondeu entre uma gargalhada e outra.

-São um casal tão fofo – os olhos de Satsuki-sam brilhavam como de uma criança ao contemplar um doce

Quando virei para negar que éramos um casal fui cortada por uma gargalhada de Miyazono, uma enorme vontade de esganá-la me tomou naquele momento:

-Se eu namorasse com todo homem que eu beijasse, tava fudida – disse Erika assumindo um tom desmotivador.

-Mas a Ayuzawa-chan não é assim – retrucou Satsuki-sam

Depois daquilo mal consegui raciocinar. Comentários começaram a serem lançados e um me constrangia mais do que o outro. Nós parecemos mesmo um casal? Quer dizer... Como foi que as coisas chegaram a esse ponto? Todos estavam exaltados, mas o que mais me deixava nervosa era a reação do Aoi; ele me mantinha calma, com os cotovelos sobre a mesa e o rosto acolhido nas mãos, seu olhar parecia terno, mas era tão penetrante. Ele parecia estar observando cada detalhe meu:

-Então, vocês já se beijaram? – questionou depois de um breve momento de silencio.

Bebi mais alguns goles de água e durante esse tempo o silencio se instalou. Remexi-me inquieta na cadeira; mentir só pioraria as coisas, já que Miyazono sabia, mas admitir isso era tão difícil que tudo que pude fazer foi assentir levemente. Satsuki-sam quase saltou da cadeira, ela parecia tão feliz pela minha confirmação. Aoi continuou a me fitar, sem expressão alguma:

-Já se beijaram e não namoram? – assenti rapidamente – Por que?

Eu tinha uma lista de motivos, a começar pelo simples fato de ele me irritar profundamente, mas todos os argumentos fugiram da minha mente e tudo que consegui fazer foi abrir e fechar a boca algumas vezes, sem nada dizer.

-Se eu tivesse um vampiro tão gostoso quanto ele me cortejando, eu já teria casado – disse Erika.

Sayuki apenas ria junto de Miyazono, que fazia comentários constrangedores como:”eles namoram, mas não assumem” “já peguei os dois quase se beijando na sala” “tem que ver que lindo esses dois juntos”. Levei uma das mãos ao rosto, tentando esconder a vermelhidão de minha pele:

-Vamos Misaki-chi, responda – insistiu Aoi.

Depois de muito hesitar, decidi responder por fim, meio sem jeito e selecionando minuciosamente as palavras:

-Bem... Eu e ele, nós, não temos nada a ver e – Miyazono gritou um “ta maluca”, mas a ignorei, tentando organizar meus pensamentos – Bom... Ele me irrita – a resposta não pareceu convincente a ninguém na mesa

E o estrondo de comentários voltou a se ouvir. Até Subaru acordou, disse alguma coisa a respeito e voltou a sua soneca. Eu rezava pra alguém puxar outro assunto. Todos a mesa pareciam querer ou ao menos acreditar no nosso namoro, apenas Aoi e Honoka ficavam a me fitar; a loira começou a me olhar criticamente depois da minha justificativa. Remexi-me mais algumas vezes, sentia que se um buraco abrisse ao chão, eu me jogaria nele sem hesitação alguma:

-Ta legal! – Honoka bateu na mesa, e o silencio fora súbito – Tem uma coisa que eu quero saber! – ela me olhou fixamente – Já fuderam?

Meus olhos se arregalaram e eu lancei um olhar a ela; um misto de descrença e constrangimento. Ela não podia estar falando sério. Falar desse tipo de coisa, assim tão na cara de pau? Até Aoi, que se mostrava imparcial, agora tinha a face meio rubra.

-Claro que não! – respondeu Satsuki-sam – Eles são um casal moe! Não existe hentai em um shoujo – completou com um enorme bico

-Isso não é um shoujo, e ela ainda não me respondeu

Tudo que eu tinha que fazer era gritar um não e manter a postura, mas palavra alguma saia. Minha mente fora tomada por cenas... Constrangedoras. Remexi-me e sorvi o ultimo gole de água. Maldito Usui, não saia da minha cabeça. Tomei toda coragem que julguei ter, e tentei responder:

-Nós nun-nunca – levantei o olhar para fitá-la, péssima idéia. O olhar dela parecia enxergar minha alma e a pouca coragem que tinha, se esvaiu. – Quer dizer...

Aoi me lançou um olhar acusador:

-Vocês já... ?! – Miyazono perguntou aos berros, terminando a frase com um gesto obsceno.

Já ouviram aquela maldita frase: “quem cala consente”? Pois é, eu me calei. As expressões a minha volta foram mistas. Honoka se mantinha com olhar fixo a mim, Aoi parecia não acreditar, tal como Satsuki-sam, Miyazono pareceu incrivelmente surpresa e Sayuki não parecia tão surpresa. Erika tinha um olhar malicioso e Subaru dormia. A loira de cabelos curtos se inclinou a mesa:

-Quantas vezes? — indagou surpreendentemente baixo.

-Eu não-

-Quantas vezes? – refez a pergunta pausadamente

Todos os olhares se manterem fixos a mim. Todas as minhas tentativas de me acalmar se mostraram infrutífera, tal como as tentativas de mudar de assunto. Mas ao menos dessa fez consegui mentir:

-U-uma vez só... – deixei meu olhar fixo a um ponto qualquer abaixo.

Miyazono parecia estranhamente feliz, mas Sayuki parecia mais:

-Passa a grana, perdeu – disse ela estendendo a mão na direção da loira – Perdeu a aposta!

-Vocês apostaram?! – indaguei incrédula

Miyazono retirou um algumas notas do bolso, e as entregou a ruiva, que se vangloriava dizendo que já sabia. Eu me senti tão constrangida:

-Não se preocupa – Honoka assumiu uma postura ereta – ninguém vai saber, esse assunto morre aqui – lançou um olhar a todos, que assentiram prontamente.

-Claro, todos sabem que os assuntos que rolam na mesa, morrem na mesa – disse Satsuki-sam com um sorriso caloroso.

Subitamente o assunto mudou para um dos homem que Erika se relacionou. A partir daí, eu passei a participar da conversa. Mesmo me sentindo meio envergonhada, vi que todos estavam sendo sinceros; realmente torciam por mim e Usui e realmente guardariam segredo. No final das contas, acabei realmente participando daquela roda de fofocas; mais rindo do que comentando, mas sempre participando. Estava perto do nascer do sol quando as meninas se levantaram para se retirar. Nesse momento, Aoi me puxou pelo braço:

-Aquilo que disse, foi verdade? – indagou meio envergonhado, sem me olhar

-Foi...

-Eu perguntei aquilo... Não por que achava que vocês tinham ido tão longe, mas por que eu realmente achei que estavam namorando – as pequenas mãos passaram pelos cachos dourados da bela peruca – Mas acabei não falando aquilo que eu realmente queria – ele me olhou nos olhos – Ele gosta de você e você gosta dele – antes que eu pudesse retrucar, o indicador dele pousou sobre meus lábios – Você gosta dele – reafirmou, decidi não discutir – Deveria dar uma chance

O pequeno dedo saiu de meus lábios, libertando-os para poder me expressar:

-Chance a quem? Ele? –

-Não... Uma chance pra vocês dois – deu uma piscadela e girou, fazendo os babados do vestido dançarem.

O menor saiu da sala atrás da tia e eu mal tive tempo para responder; e mesmo que tivesse, no fundo, eu não sabia o que responder. No final das contas, eu fiquei mais sem palavras do que podia imaginar. Miyazono foi para a casa de Sayuki e eu fui com Usui. Quando ia para o carro, vi o loiro me esperando. Uma avalanche de pensamentos me tomou; eu nunca percebi que parecíamos um casal; tão pouco que tantos torcem para ficarmos juntos. É estranho. Quando fui perceber, já estava na frente dele:

-Linda como sempre – disse ele abrindo a porta do carro para mim

Murmurei um "obrigada", iria passar direto, mas ele me puxou pelo braço e me abraçou, afundando levemente o rosto no me pescoço. Eu deveria ter empurrado ele com todas as minhas forças, mas as mesmas sumiram. Tudo que pude fazer foi corar e ficar parada:

-Eu estava com saudades – ele sussurrou próximo ao meu pescoço. Afastou o rosto, mas não o contato do abraço. – Sentiu minha falta? – perguntou com um sorriso quase inocente.

O empurrei:

-N-não estava com saudades nem nada! – respondi sem jeito

Ao longe pude ver Aoi se preparando para entrar no carro. O menor nos viu abraçados, piscou pra mim e adentrou ao carro. Ótimo, agora ele vai achar que realmente estamos juntos!

-Usui idiota – deu um soco no braço dele – que ficou rindo feito um idiota – e entrei no carro.

Dar uma chance pra nós? Aoi só pode estar maluco! Eu não gosto desse alien pervertido... Não é... ?

Notas finais
Oks, vamos fazer algumas observações:
1º pra quem curte kaichou, recomendo que leiam "Change!" por motivos de ser muito boa xD
2º 22 leitores e apenas 8 se dignaram a comentar? Fantasmas da titia, não repitam o erro da fic anterior, sério, isso me deixa xátiadss
3º MUITO obrigado aos lindos e lindas que comentaram, vocês receberam o selo de aprovação da Tia Bou ♥
4º primeiro cap e uma recomendação? É uma enorme honra e uma responsabilidade de tamanho equivalente, agradeço de todo coração a Mutareli que fez a recomendação linda ♥
5º Ser leitor e não comentar é algo muito feio, papai noel não aprova sua atitude
6º Novos personagens virão e, para os amantes de ação, acredito que essa fic a terá mais do que a primeira
7º até o próximo pessoal ♥ q