The Vampire And The Maid: Akai
5 What YOU think about?
Notas iniciais
Miyazono –
— Ele mal come e pouco fala, fica o dia todo no quarto, dormindo ou rabiscando em um caderno – Sayuki me relatava os fatos com clara infelicidade na voz – Eu sei que ele esta de luto e que esse tipo de coisa leva tempo pra ser superada, mas ainda me preocupo com ele – seu olhar caiu
Desde o incidente na mansão da falecida Satsuki, Aoi passou a morar com Sayuki. Na verdade, desde aquele dia, muito mudou. Ficamos apreensivos e, mesmo rodeados de seguranças, ainda tememos por novos ataques. Em resumo, não temos paz. Sayuki tinha a expressão abatida, o luto a atingira de diversas formas diferentes. Em meu caso, medo e pesar estão tão imensamente embaralhados que já não sei qual deles é maior, contudo tento todos os dias superar.
—Também me preocupo com ele – admiti – Mas no momento, tem que deixá-lo superar sozinho. Aoi é forte, vai se erguer em breve – nesses dias tento ser positiva
Sayuki lançou-me um olhar perdido e, por fim, deu um sorriso cansado:
—Tem razão, o pior... O pior já passou
Não, só esta começando, o pensamento me ocorreu de imediato, mas faltava-me coragem para admiti-lo em voz alta. Limitei-me a assentir.
—Agora, vamos marcar pra encher a cara um dia desses, en? – sugeri com o sorriso mais caloroso que consegui moldar
—Tem razão, estou precisando disso
—Então esta marcado, da próxima vez, prepare um licor pra mim – me despedi da Sayuki e fui para o carro.
Nesses dias tenho sido garota de recados, uma função perigosa, mas nunca fui de pensar muito a respeito das conseqüências de minhas atitudes. Ando com dois ou três seguranças e vou migrando de mansão em mansão, passando por casas e sempre coletando informações de amigos e humanos que possam saber de algo que não deveriam.
Usui não gosta muito dessa minha função, mas também nunca fui de dar muita atenção a opinião dele. Tinha ido para casa de Sayuki com o intuito de ver e falar com Aoi, desde a morte da tia, ele se recusa a falar do que viu. Gerard acha que ele pode ter visto algo a mais, contudo só tem conseguido silencio como resposta. Meu plano era conversar com o jovem, contudo esta esperança se mostrou fútil; ele precisa de mais tempo para superar, a questão é que não sabemos quanto tempo mais temos ante de... Antes de...
—Antes de morrermos? – sussurrei a mim mesma
—Senhora? – o motorista me chamou – Pra onde a senhora deseja ir?
—Senhorita, não estou velha, já lhe disse isso – olhei para a mansão de Sayuki; não era bem uma mansão, mas sim um casarão de porte sofisticado, contudo mansão parecia mais apropriado.
Guardas rondavam tanto no interior quanto no perímetro, fortemente armados, alguns até com as armas novas que Gerard desenvolverá, mesmo assim, o clima ainda parecia mais pesado do que deveria ser:
—Gerard – olhei para o motorista – Para a mansão do Gerard
Durante o percurso, minha mente foi invadida por memórias involuntárias. O dia dos enterros foi, de longe, um dos mais triste que tive a infelicidade de presenciar. Os enterros ocorreram no mesmo dia e vampiros das regiões próximas compareceram para prestar as ultimas homenagens a sangue puro e suas leais serventes. Satsuki fora a primeira sangue puro a morrer em um intervalo de 250 anos.
O clima estava pesado e, mesmo vampiros que nunca tiveram contato com Satsuki ou as meninas, se mostraram tensos e pesarosos. Para um vampiro normal, um sangue puro significa muitas coisas; um ser a ser admirado, um objeto de desejo inalcançável, um exemplo a seguir, alguém a quem respeitar e servir, enfim, para nós, os puro sangue significam mais do que um simples líder.
Até mesmo pra mim. Usui e Gerard podem agir deveras normal para sangue puros da influencia deles e às vezes posso até mesmo esquecer a soberania deles, contudo sei da importância e da influencia deles e, por mais que às vezes possa não parecer, os respeito mais do que a qualquer outro.
Naquele dia, uma fila de vampiros submissos tentaram dar os pêsames a Aoi, contudo o jovem se manteve o mais longe possível de bajuladores, se mantendo sempre ao lado de Sayuki e passando a maior parte do tempo abraçado a Misaki, chorando silenciosamente. Muitos acharam um ultraje à proximidade deles, a final, Misaki é uma vampira novata e de pouca influencia. E por falar nela, digamos que a jovem tem sido a o assunto principal de muitas conversas ultimamente.
Mas isso era de se esperar; uma vampira recém chegada, com nascimento baixo, influencia política praticamente nula e de status financeiros tão baixos que não são nem se quer considerados, conseguiu alcançar um lugar invejado por muitos. Cercada de sangue puros e, ao olhos de muitos – até dos meus – namorada de um deles. Muitos dariam de bom grado as presas para ficar no lugar dela, o que é irônico, já que ela não percebe o lugar que conquistou em tão pouco tempo.
Ah sim, ela é sortudo e não sabe disso, sorri, mas tenho que admitir que não a invejo tanto, afinal agüentar o Usui não é lá uma dádiva que eu considere. Mas de certa forma, namorar um sangue puro deve ser algo interessante. Meus pensamentos se perderam quando chegamos à mansão.
A segurança na mansão de Gerar era o quádruplo da de Sayuki, e a moradia de Gerard era de fato uma mansão. Meu motorista teve que se identificar umas seis vezes antes de chegarmos à porta da mansão propriamente dita. Desci do carro e passei rapidamente pelos seguranças, dando respostas curtas e rápidas.
Um dos mordomos me pediu para esperar por Gerard no escritório dele; como sempre Gerard estava preso de trabalho, provavelmente me recebera com uma vassoura na mão, me enxotando por ter trabalho de mais.
Assim que cheguei ao escritório, peguei uma garrafa de vinho já aberta, sentei sobre a mesa, de frente para a janela e deu alguns goles no próprio gargalo. Já tinha bebido umas boas doses quando Gerard chegou. Contrariando meus pensamentos, o moreno chegou com uma expressão cansada e sem sinais de energia:
—Nossa, ta acabado, en? – provoquei
—Você não sabe como – ele veio até mim e pegou a garrafa de vinho da minha mão e bebeu – O que faz aqui?
—Vim trazer noticias, ultimamente é tudo o que eu faço... – ele se sentou na enorme poltrona localizada a minha frente – Eu fui na casa da Sayuki
Ele lançou-me um olhar cheio de expectativa:
—E o Aoi?
—Ainda não esta em condições de falar... – ver a expressão decepcionada no rosto dele me deixou incomodada – Lamento não ter ajudado como deveria...
—Tudo bem – ele massageou a testa e deu um longo gole – As coisas, de um modo geral, não estão indo como deveriam, a culpa não é sua – me entregou a garrafa com metade do liquido que havia antes
—Devíamos descontrair, se acalmar, entende? – sugeri após um gole
—Sim – ele me olhou por um instante, um olhar diferente do habitual – deveríamos... O que tem em mente?
Ergui a garrafa de vinho, o liquido esta a pouco de acabar:
—Mais vinho, de preferência
Ele sorriu. O escritório de Gerard era bem dotado de moveis, um destes era um cômoda com um bar bem abastecido de vinho e outras bebidas. Gerard me indicou o bar e eu peguei mais duas garrafas, abri uma delas e dei nas mãos do moreno, em seguida abrindo a minha e voltando ao meu lugar anterior:
—E agora que temos mais vinho, o que sugere? – perguntou ele depois de alguns longos goles. O moreno tinha o cotovelo encostado sobre um dos braços da poltrona e seu rosto estava encostado sobre a mão; ele me encarava com um misto de expectativa e qualquer outra coisa que não soube identificar
—Ué... Eu estou sem idéias – dei de ombros – o que você sugere?
O que se seguiu depois foi mais rápido do que eu podia esperar. Gerard veio até mim e me beijou; um beijo inesperado, ousado e malicioso. Demorei certo tempo pra corresponder a altura, ainda estava surpresa com tal atitude, mas logo ignorei qualquer pensamento casual e me concentrei apenas em corresponder ao moreno.
Em pouco tempo, já estávamos a trocar caricias mais quentes e nada inocentes. As mãos do moreno alisavam e apertavam minha cintura sem cerimônias e, vez ou outra, davam apertões em meus seios. Nossos corpos estavam próximos, ele no meio das minhas pernas e eu ainda sentada sobre a mesa. Lacei minhas pernas na cintura dele e senti sua generosa ereção. Tentava a muito custo arrancar a blusa social dele, mas só tive sucesso nesse ato quando o mesmo me ajudou a retirá-la.
Ele passou a chupar meu pescoço, passando suas presas, mas não as penetrava. Suas mãos se mostravam cada vez mais hábeis, retiraram minha blusa sem dificuldade. Os chupões e lambidas foram se direcionando para meu colo e depois voltando para o ponto de partida. Sentia-me cativa demais, fato que não estava acostumada. Incomodada, empurrei o máximo que consegui – o que não foi muito:
—Apressado – resmunguei com falso desapontamento. Não sou do tipo submissa, mas devo admitir que me agrada um homem que saiba pegar-me de jeito, e Gerard estava se saindo melhor que as expectativas.
—Olha quem fala – um sorriso pervertido acompanhou suas palavras
Levantei-me e puxei o moreno, invertendo nossos lugares:
—Vamos brincar um pouco – o sorriso mais malicioso moldou meus lábios.
O empurrei, fazendo-o se apoiar na mesa, mordi seu pescoço. O mais doce dos sabores acolheu meus lábios. Aquela fora a primeira vez que experimentei o sangue dele e foi tão delicioso. Acabei por sugar mais do que pretendia, e boa parte do sangue escorreu peitoral a abaixo, chegando até o cós da calça.
Abaixei e lambi os rastros de sangue, até chegar à calça. Abri o botão e o zíper com a boca, levantei meu olhar e por uns segundos me vangloriei com o olhar malicioso e carregado de esperança que me era lançado.
Coloquei o membro ereto para fora da calça, o libertando, e logo o acolhi em meus lábios. Dei um longo chupão e depois fiquei a distribuir lambidas pela extensão do membro. Mostrei-me mais devassa do que pretendia, mas naquele instante, tão pouco importava. Lambia, chupava, passava as presas levemente pela extensão e vez ou outra Gerard levava a mão a meus cabelos, os puxando, tentando guiar meus movimentos, mas logo me libertava de seus comandos; queria eu mesma estimulá-lo.
Quando ele esta próximo do ápice, ele interrompeu meus movimentos, ergueu-me e me jogou contra a parede, me pressionando e me penetrando de uma única vez. Gemia o mais alto que pude me atrever e cravei as unhas nos ombros do moreno; que se mostraram mais fortes do que aparentavam. Não demorou muito pra ele começar as estocadas.
Tomou meus lábios e aumentou o ritmo. Gemidos eram abafados nos lábios dele e sangue escorria sem restrições dos ombros dele. Ele chegou ao ápice primeiro, mas não parou com os movimentos até que o meu ápice ser alcançado – o que não demorou muito.
Ficamos certo tempo juntos, nos beijando. Sentia ele ainda dentro de mim. Sayuki tinha razão, um sangue puro é mais delicioso que um vampiro normal e mil vezes melhor que um mero humano. Por fim ele me colocou no chão, deu um leve selinho em meus lábios e voltou para a poltrona:
—Realmente relaxante – concluiu com um sorriso
— Tem razão – peguei a garrafa de vinho e deu alguns goles
Ele observava cada ação minha:
—O que foi? – indaguei meio constrangida
—Não há nada melhor que um bom vinho e uma boa mulher
Deu uma gargalhada:
—Um boa mulher ou a primeira que apareceu? – Gerard é um vampiro importante, pode ter a mulher que bem entender, quando bem entender; não que eu me sinta incomodada com isso, mas era um fato inegável.
—Não... Eu queria você – foi uma afirmação tão direta que tive de fingir que não ouvi, bebi um longo gole, pra esconder o leve rubro que coloriu meu rosto
—Bem, daqui eu vou pra casa – disse ignorando meu próprio constrangimento
—Vai amanhecer daqui a pouco – ele lançou um olhar de relance para a janela – Não quer dormir aqui? – sorriu
Misaki –
Ele me olhava com aquela cara de tacho, tinha acordado há 10 minutos e eu tinha repetido a mesmo coisa duas vezes e mesmo assim ele parecia não ter entendido. Mantinha uma postura séria; eu realmente estava falando sério. Estava esperando uma resposta do loiro e quando não a obtive, estreitei o olhar e ele deu um leve sorriso:
—Poderia repetir? Acho que não entendi – tive vontade de socá-lo.
—Eu disse que quero que você me ensine a atirar.
E ai dele se se recusar a fazê-lo.
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