The Union Game - Interativa

7 O Labirinto 2, por Edward Elric & Adrian Michaelis


– Ed, que bom que é você! – Sarah me olhava tranquila, era nítido que estava com medo de que algum desconhecido aparecesse para ataca-la. Mas como eu havia feito dupla nas fases com ela, e nos demos muito bem naquela etapa, ela relaxou. Rendw estava encolhido, era difícil aquele tigre confiar em alguém. Noovar, meu leão albino andava de um lado para o outro, montando guarda. Eu não a respondi, olhei no fundo dos olhos dela, friamente. – Meus colegas desceram para procurar comida e armas e eu fiquei aqui para orientá-los aqui de cima. – Ela continuava a falar, sem perceber talvez, minha expressão neutra, de poucos amigos. – Onde estão os seus?

Nesse momento, Ally e Dulce apareceram logo atrás de mim, juntamente de Magalo e Effy, e foi então que Sarah se espantou.

– Estamos aqui, Sarah. – Ally falou, seca.

– Sarah! – Murilo gritou, já estava alcançando a colega. – Está tudo bem com você?

– Murilo! – Sarah berrou chamando o colega. – Por favor!

Murilo nos alcançou, estávamos os cinco em cima daquela montanha. Sarah estava ajoelhada junta de Rendw. Murilo e Spyke se postaram atrás dela, e nós três, virados de frente para eles, em posição de ataque. De repente, escutei um barulho próximo, olhei para cima e vi a foto de Anna e Veronika no céu, sinalizando a morte delas.

– Não! Não! Anna se foi... – Dulce estava desesperada, afinal, ela agora tinha Anna como irmã. As duas ficaram muito próximas depois das etapas em duplas, e Dulce havia prometido a Anna que iria busca-la, para protegê-la no jogo. E era isso que nós iríamos fazer. – Eu havia prometido a ela, eu havia... Iria protegê-la, seríamos nós quatro juntos.

– Edward, mate-a. – Ally falou aos meus ouvidos. – Nada mais justo. Provavelmente foi a coleguinha deles que matou Anna.

Effy e Magalo correram e cercaram Murilo e Spyke. O gato dele nunca teria chance contra uma pantera e uma leoa albina. Eu, com frieza, caminhei em direção a Sarah que choramingava no chão. Seu tigre estava tão encolhido, que Noovar não precisou fazer exatamente nada. Curvei meu corpo em direção a ela, peguei uma grande pedra que estava próxima de mim e bati duas vezes na cabeça de Sarah, que na hora ficou inconsciente. Logo depois, joguei a pedra de lado, segurei a cabeça dela e torci seu pescoço, até ouvi-lo quebrar. Rendw desapareceu, em instantes. A foto de Sarah e seu daemon apareceram no céu também, enquanto ela era engolida pelo solo.

Murilo tremia de medo, eu e Noovar nos aproximamos dele também e só então pude perceber que ele estava caído ao chão.

– Ei, esperem! Esperem! – Murilo pedia, sua voz estava trêmula e ele estava nitidamente nervoso.

– O que foi? – falei, áspero.

– Vocês não iriam formar um grupo com a Anna? Eu posso substitui-la. Serei fiel a vocês, e tenho certeza que serei útil.

Eu, Ally e Dulce nos entreolhamos por alguns segundos, até que resolvi tomar uma atitude em relação ao pedido dele.

– Tudo bem Murilo, vocês está junto com a gente agora.

– Mas você sabe que se fizer alguma gracinha, você morre na mesma hora, não sabe? – Ally estava se mostrando fria como ninguém, isso era ótimo.

Dulce ficou calada, não era muito o tipo dela fazer ameaças, e ela estava em choque pela perda da amiga. Dulce estendeu a mão para Murilo, que se apoiou nela para levantar-se. Spyke era relativamente menor que nossos daemons, mas eles o aceitaram bem.

– Acho que estamos atrasados em relação aos demais, não é mesmo? – argumentei para os três.

– Verdade, está na hora de explorar o labirinto! – Dulce falou.

– Então vamos? – Murilo comentou, e parecia bastante empolgado.

– Vamos! – falei.


Como eu e Samanny desde as fases de duplas nos saímos muito bem, combinamos com as pessoas de nossos grupos para que, desde o início, passássemos a ficar os seis juntos, e todos concordaram. Então, desde a hora que passamos pelos portais já procuramos uns aos outros. Juntos, seríamos mais fortes. Por sorte, Jason, Samanny e Larissa estavam bem ao nosso lado.


Saímos os seis correndo em direção ao labirinto, na frente de todos os outros. Nossos daemons ficaram focados em farejar a comida. Kishan, o cão de caça de Samanny conseguiu encontrar com muita facilidade o caminho, pegamos tudo o que pudemos carregar. Nossos daemons também se ofereceram para ajudar, e nós, aceitamos. Cerca de três metros da mesa farta de comida, havia um buraco parecido com aquele da segunda prova em duplas.

– Acho que devemos arriscar – Jason mencionou.

– Então, todos segurem bem as suas coisas, e um por um, junto com seu daemon, pulem. – dei as diretrizes. – Tudo bem?

– Posso ir primeiro? – Larrisa pediu – Qualquer coisa eu aviso vocês.

– Ok!

Larissa se aproximou bastante de Aslan, seu leão, e segurando com força as coisas em seus braços, pulou no buraco escuro. Não sabíamos o que havia acontecido, uma vez que não escutamos Larissa falar nada, se é que ela falou.

– E agora? Devemos ir? – Matheus, um pouco temeroso, perguntou.

– Eu estou indo! – Samanny se juntou a Kishan e ambos, corajosos se jogaram. Eu não sabia o que estava sentindo por Samanny. Estava meio confuso, pois sempre senti algo por Samara, e desde então, parece que meus sentimentos estão em um liquidificador.

– Alguém quer ser o terceiro? – perguntei, com a voz um pouco baixa.

– Eu quero ir! – Samara se prontificou. Agora eu tinha certeza que também iria, não conseguiria ficar aqui sabendo que as duas estavam lá, onde quer que seja.

Samara foi junto de Paimon. Ficamos os três do lado de fora: eu, Jason e Matheus.

– Serei o próximo! – disse aos demais meninos. – E espero que vocês venham na sequência. Dizendo tais coisas, me juntei a Seere, meu tigre, e fomos em direção ao buraco. Pulamos. A queda parecia mais com um escorregador, que depois de alguns segundos de descida na maior velocidade, aterrissei em outra montanha, dessa vez bem menor que o cânion e cercada por árvores. Parecíamos estar em um tipo de floresta. Estava ensolarado, estranho, já que estávamos no subsolo. O céu estava bem no meio do céu, havia poucas nuvens. As três meninas estavam sentadas, perto de onde parei.

– Se eu fosse você me afastava daí. – Larissa comentou. – Samanny me deu um belo chute no traseiro. – riu com o comentário.

– Obrigado pelo aviso! – me dirigi para perto das meninas, sentei-me para esperar pelos rapazes, que deveriam chegar em breve. O primeiro a vir foi Matheus, que provavelmente foi empurrado por Jason. Jason chegou logo em seguida. Olhando para a floresta, havia um tipo de portal feito com cipós, caminhamos em direção e avistamos uma pequena cachoeira, as árvores faziam sombra no local, e o espaço era grande, feito por enormes pedras escuras.

– Acho que esse é um ótimo lugar para ficar! – Samara comentou.

– É sim! Podemos descansar um pouco aqui. – Larissa sugeriu. – O que vocês acham?

– Concordo! – em coro.

Larissa e Jason se ofereceram para ficar de vigia na primeira parte do descanso, resolvemos fazer isso em duplas, para nossa segurança. Eu dormi tranquilamente por cerca de uma hora e meia, até que...


Já estávamos dentro do labirinto, sendo guiados pelos daemons, conforme sugestão de Murilo.


– Olhem ali! – Dulce falou, apontando para duas pessoas correndo por entre o caminho. As paredes eram feitas de plástico-bolha, temporariamente, o que possibilitou identifica os dois. Eram Caio e Suzy.

– Esses dois estão bem arranjados, um com um esquilo, e a outra com um camaleão. – comentei, dando gargalhadas.

– Não vão durar muito. – Ally pontuou.

– Porque não acabamos com eles? – Murilo sugeriu. Ele já estava entrando no espírito do grupo.

– Acho mais seguro primeiro pegarmos as armas e depois ir atrás dos dois. – Dulce comentou. – Nós sabemos como esse Caio é! Ele é um dos jogadores mais fortes e experientes. Se eles já estiverem armados, será o nosso fim!

– Apesar de ser um comentário temeroso, eu concordo com você, Dulce! – comentei.

Continuamos procurando pela comida e armas, quando misteriosamente o labirinto desapareceu.


Acordei com um barulho alto, movimentação constante. Abri meus olhos, estava deitado de lado, na direção da floresta e vi Samara e Paimon correndo a toda velocidade. Meu cérebro demorou um pouco para processar a informação. Vi que Samanny ainda dormia ao meu lado. Levantei-me, estranhando a atitude de Samara, quando me deparo com Larissa apontando uma flecha para mim, e Jason com um machado erguido, próximo a Minayo, o beija-flor de Matheus, que dormia tranquilamente ao lado de seu dono.


– Larissa, Jason... – eu estava assustado, não acreditava que tinha caído no papo deles. – O que vocês estão fazendo? – Vi Samanny se mexer e levantar. Tão assustada quando eu, (mas sem algo indicando sua futura morte), ficou olhando apavorada para Larissa.

– Lari, nós não tínhamos combinado...

– Calada Samanny, se não serás a próxima!

– Por favor Lari, eles confiaram na gente!

– Não vou repetir!

– Onde está Samara? – ela perguntou, preocupada com a colega. Eu sabia para onde ela tinha ído, mas tive receio de comentar algo e adiantar meu fim.

– Já a matamos! – Jason respondeu, friamente, enquanto Larissa sorriu para ele.

– Vá Jason, cumpra seu papel! – Larissa ordenou.

Vi Jason levantar abaixar seu machado e partir Minayo ao meio. Não demorou muito para ele desapareceu. Matheus, ainda dormindo, agarrava sua barriga, sentindo muita dor no local. Ele rolava pelas pedras, mas não conseguia acordar. Ele gritava dormindo, e vi lágrimas correndo pela sua face. Segundo depois, ele parou e o solo o engoliu. Olhei para Larissa, com medo. Vi ela erguer o arco, e em instantes uma flecha vinha em minha direção.


Olhei para a montanha e vi um grupo de três pessoas ao pé dela. Olhei em volta, avistei Suzy e Caio colhendo comida e objetos no banquete. Eles estavam com outra menina, e quando perceberam que o labirinto havia desaparecido, os três junto com seus daemons desapareceram no chão, enquanto a foto no céu mostrava o fim de Matheus e Minayo. Ordenei que Murilo e Ally fossem em direção aos três próximos da montanha, enquanto eu e Dulce iríamos para a mesa do banquete.


– Não há muita coisa aqui – falei para Dulce.

– Realmente chegamos muito atrasados.

– É, mas nós sabemos para onde a comida e os demais objetos foram, não é mesmo? – Caminhei em direção ao buraco próximo de nós, e sorri levemente para Dulce.

Notas finais
~le suspense