Notas iniciais
Então vou postar o primeiro capítulo espero que gostem!

Capítulo 1

Dois anos depois

O vento fustigou em meus cabelos, fazendo minha pele arrepiar-se. Meus olhos estavam prestes a lacrimejar por conta do vento. Às luzes da cidade, brilhavam em uma sincronia perfeita. Eu estava no pequeno terraço da casa de Marie – minha melhor amiga – ela havia decidido apresentar o namorado, para alguns amigos.

Ergui-me indo em direção das bebidas, peguei uma garrafa de vodca e sentei-me perto de alguns amigos. Enquanto eles conversavam sobre futebol, eu comecei a ficar entediada foi então que resolvi ir para casa, Marie ainda não tinha aparecido com o suposto namorado, premeditadamente resolvi não conhecer-lo hoje. Peguei a garrafa de bebida que havia sobre a mesa de centro e dirigi-me até a porta. Quando estava indo em direção a porta, Marie me viu.

— Meg, a onde pensa que vai? — Indagou Marie. — Nem pense, em ir embora antes de conhecer... — Lhe interrompi.

— Seu namorado? Ah Marie, eu estou tão cansada, quem sabe deixamos para outra noite? — Dei-lhe meu melhor sorriso tentando convencer ela.

— Por favor! Só mais alguns minutinhos! Ele disse que chegaria as onze, e faltam apenas dez minutos! — Ela exclamou fazendo beicinho.

— Tudo bem! Eu vou esperar mais um pouco. Enquanto isso me vê uma daquelas suas bebidas fortes? Eu tive um dia cansativo hoje. — Dei-lhe um meio sorriso e deixei a meia garrafa de vodca que estava na minha mão na mesinha de centro.

— Ah Megan voc... — Marie estava terminando de dar uma de suas desculpas quando um homem nos atrapalhou.

— Marie, desculpe o atraso amor. O estúdio estava um caos hoje e este transito esta de matar — Ele desculpou-se e me encarou — Hey, você deve ser a Megan, certo? Ouvi fala muito de você. — Ele estendeu a mão e deu um meio sorriso.

— Oh sim, famosa — Falei irônica e estendi a mão em sua direção e apertei. — Bom se me derem licença eu irei pro mini bar. — Passei por Marie e sussurrei — Boa garota! Ele é um gato — Escutei sua risadinha envergonhada e um “você não presta Megan” saindo sorrateiramente de seus lábios. Bom pelo menos o cara parecia ser legal e era bonito. Ele tinha olhos verdes, barba por fazer, um metro e oitenta, corpo de atleta, cabelos castanhos escuros um pouco grandes e sua pele era bronzeada, como se visitasse a praia todo o dia.

Depois de praticamente beber uma garrafa de sei lá o que, que tinha no bar de Marie, eu sai a modo francesa e procurei um táxi para isso pra casa. Eu estava cansada, eu tinha ido em alguns estúdios a procura de um emprego mas tudo que levei foi uns nãos e alguns “seu trabalho é excelente, mas no momento não precisamos de outra fotografa” isso me deixava um pouco brava e frustrada. Eu realmente queria um emprego bom, e eu amava o que fazia, fotografia pra mim era tudo. Meu pai sempre dizia que eu tinha nascido pra arte e que não deveria desistir porque tinha potencial. Eu acreditei nas suas palavras e cá estou eu, desempregada com contas pra pagar, um coração ainda partido e algumas garrafas de bebida vazia. Eu realmente precisava de um emprego e rápido.

Suspirei, quando vi o taxista estacionar na frente do meu apartamento, estendi o dinheiro e sai do táxi. Eu sabia que seria uma longa noite, eu sentia o álcool correr pelo meu sangue como se eu estivesse ligada em uma tomada, suspirei novamente e abri a porta. Entrei e liguei o som, um jazz começou a tocar, eu peguei a garrafa de cima da mesa de centro e acendi um cigarro. Longa noite. Longa.

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Sentia os raios solares baterem contra meu rosto. Abri meus olhos lentamente encarando o teto, permaneci ali naquele jeito por alguns segundos até ouvir meu celular tocar. Peguei-o e olhei para o visor. Marie. Eu não gostaria de ouvir seus sermões logo pela manhã. No mínimo ela iria me xingar por ter saído sem avisar e como um pedido de desculpas ela me obrigaria a ir as comprar com ela e depois ao salão. Coisas que eu realmente odeio. Eu a amava tanto, para não querer brigar com ela, principalmente quando ela tinha essas crises de “hoje é o dia das melhores amigas” ou “noite do pijama”.

Deixei o celular, em cima da cômoda. Erguei-me da cama. Caminhei até meu banheiro olhando-me no espelho. Uma pálida pele, algumas olheiras pelas noites mal dormidas, uma expressão de cansaço, destacavam-se em mim. Depois de alguns minutos, acordei-me do transi no qual foi interrompido, por um barulho estrondo. Sai do quarto, e deparei-me com minha irmã Julie, entrando pela porta.

— Está tudo bem, Julie? — Indaguei preocupada.

— Oh sim, desculpe se te acordei, eu trouxe seu café — Respondeu-me e foi se dirigindo em direção a cozinha.

— Ah tudo bem, mas o que você faz aqui à uma hora dessas? — Lhe perguntei e encarei o relógio que tinha na parede. Nove horas. Era estranho ver ela à uma hora dessas na minha casa, porque ela trabalhava em uma empresa como secretária e vivia para aquele emprego dia e noite, noite e dia.

— Eu resolvi te visitar. Algum problema? — Gritou e logo após apareceu e começou e arrumar a mesa.

— Eu conheço hoje Julie — Sai do quarto e fui correndo em direção à cozinha — Fale logo, o que te traz aqui? — Minha irmã era uma pessoa boa, na verdade boa até demais. Ela era o tipo de pessoa certinha em tudo, na vida profissional, na vida amorosa, nos tempos livres, enfim, em tudo. E eu sabia muito bem que se ela aparecesse no meu apartamento em uma segunda-feira era por algo tinha acontecido.

— Bom, eu sei que você está desempregada e bem o Logan volto, e esta abrindo um estúdio aqui perto e bem ele precisava de uma assistente eu pensei em você — Ela parou de mexer no saco que estava alguns pões e me deu um meio sorriso.

— Logan? O Log? Irmão do Christopher? Logan Queen? — O ar não passava pelas minhas narinas, era como se eu não soubesse mais respirar. Christopher. Logan. Queen. Meu Deus, isso só podia ser piada, não, não, não e não. Logan estava de volta aos Estados Unidos, isso era um fato, ele estava abrindo seu estúdio de fotografia. O que me assustava mesmo era saber se o Chris tinha voltado. Então senti de novo como se não soubesse respira. Julie só podia estar brincando comigo. Ela sabia muito bem o quão canalha Christopher tinha sido comigo e o quão chateada fiquei quando ele foi embora.

— Meg, querida? Meg? Fale comigo, pelo amor de Deus — Ouvi ela chamar, depois de um tempo. E senti meus pulmões doerem quando o ar entro com força e me lembrei que tinha que respirar.

— Ele, ele, ele voltou? — Foi a única coisa que eu consegui dizer, enquanto encarava Julie com seu olhar de preocupação.

— Oh querida, eu achei que você tinha superado, faz tanto tempo Megan. Me perdoe, eu sinto muito. Não deveria ter dito nada a ele e nem a você — Ela se aproximou e me abraçou com força enquanto eu tentava assimilar tudo o que ela acabara de dizer — Apenas respire ok? Você estava pálida. Se você quiser eu posso cancelar o encontro com ele tá tudo be... — Não deixei ela terminar, soltei um suspiro e lhe respondi.

— Apenas me de um tempo ok? Eu preciso pensa sobre isso tudo bem? — Soltei-me do seu abraço e passei a mão no me rosto tentando me controlar. Eu precisava de um emprego, tipo, pra ontem. Mas trabalhar com Logan não sei se me faria bem, pro psicológico e principalmente pro sentimental.

— Bem acho que eu vou indo, eu tenho que estar no escritório e você sabe Sr. Lockwood não tolera atrasos. Tenta ficar bem tá? Qualquer coisa me ligue, que eu venho correndo — Ela beijou minha bochecha e saiu do apartamento.

Se Logan estava em Nova Iorque isso queria dizer que Christopher logo estaria na cidade, se não estivesse. E não queria nem pensar sobre isso, eu estava tão cansada desse assunto e de tudo que estava acontecendo nesses últimos dias, que a única coisa que eu queria era esquecer. Talvez beber alguma coisa forte e fumar um cigarro. Eu precisava relaxar. Esquecer os problemas e começar a procurar um emprego. E tudo isso pra ontem. Suspirei e comecei a guardar as coisas que minha irmã havia comprado, depois fui tomar um banho.

Logo após liguei pra Marie para almoçarmos juntas e contar a proposta da minha irmã. Ela aceito e nos encontramos em um restaurante italiano perto da minha casa. Eu comecei a contar pra ela sobre o que Julie havia dito naquela manhã.

— Não acredito que aquele pedaço de mal caminho do Logan esta de volta! — Ela praticamente gritou — Logo agora que eu tenho Liam! Droga, ele era um pedaço quente de homem — Suspirou alto e fez beicinho.

— Ah por favor, é só o Logan ele nem era tudo isso. E além do mais ele era como Christopher, talvez mais pior que ele! Ele era da pior espécie você sabe muito bem — Isso era verdade, Logan era um mulherengo nato. Não havia nenhuma garota em Nova Iorque não não havia passado pela sua cama. Menos eu, apesar de eu não ser uma santa, acho que fui uma das únicas que não fui pra cama com ele. Enquanto ele pegava todas, eu estava muito ocupada na cama do seu irmão, e se eu soubesse que aconteceria tudo o que aconteceu eu jamais teria me relacionado com Christopher.

— Pare de reclamar mulher, você sempre teve esse antipatia pelo Logan, e olha que eu sempre avisei que você estava com o irmão errado — Ela deu uma risadinha, bebericou seu vinho e soltou um suspiro — Eu só acho que você deveria seguir em frente Megan, me desculpa, mas isso já passou. Você seguiu sua vida e ele a dele. Apenas aceite amiga, acho que é a melhor coisa a se fazer. — Ela segurou minha mão com força e deu-me um pequeno sorriso.

Apesar de tudo ela tinha razão, eu tinha que seguir em frente. Eu tinha que tentar de algum modo esquecer, eu tinha e iria seguir em frente, nem que doesse e nem que eu ainda lembrasse dos nossos momentos juntos.

— Você tem razão Mari, eu vou seguir em frente — Suspirei e continuei — O que você acha sobre a proposta da Julie? Sobre o emprego? — Mordi meu lábio superior esperando sua resposta.

— Bem, eu acho que você deveria aceitar. Não é como se você fosse trabalhar direto com aquele filha da puta do irmão dele né? E além disso ele ainda está na Inglaterra e tem toda aquela coisa com o pai dele e a empresa. E querendo ou não o Logan sempre foi legal com você não é? Dê uma chance Meg e se não der caia fora e eu falarei com Liam e tentaremos outro emprego — Ela sorriu e aperto um pouco mais meus dedos sobre a mesa e deu-me uma piscadela.

Notas finais
Bem espero que tenham gostado da leitura! XX