The Truth About Love!
1 I- Os mocinhos, ou vilões?
Notas iniciais
Se você está tão curioso para saber quem é quem, as fotos estão distribuídas de acordo com a ordem que os personagens aparecem! Primeiro Fernando, Carlos, Guilherme, Emanuel, Bernardo e Alberto.
Às cinco da manhã. Fernando acordava sempre aquele horário, ser solitário e solteiro aos trinta e seis anos era muito difícil. Fernando era um rico empresário do ramo de automóveis na cidade de Belo Horizonte. Ele era um belo moreno, alto cerca de um metro e noventa, tinha o corpo bem proporcional e bastante jovial para um homem de trinta e seis anos, malhava sempre que possível e caminhava sempre. Seus olhos cor de caramelo eram um paraíso a parte, seus cabelos negros eram cortados em um corte social. O nariz e a boca aparentavam ser de um jovem de dezoito anos. A barba rala quase sempre era um charme. Durante a semana se dedicava ao seu emprego como dono de um dos maiores impérios automobilístico de Minas Gerais ele manuseava a empresa a mãos de ferro e como a maioria dos chefes e patrões, era autoritário e mandão, não admitia erros ou deslizes.
Fernando Malfitano tinha uma filha rebelde. Maria Luiza foi um erro desde o começo. Fernando havia bebido demais naquela noite e a consequência havia sido aquela. Deitou-se com uma qualquer, depois de uma bebedeira em um bar e teve que aguentá-la encher a sua paciência dizendo que estava grávida e que queria se casar com o empresário. Depois de a menina nascer, veio o teste de DNA e a confirmação de que Fernando era mesmo papai. Seguindo as pressões da mulher, o senhor Malfitano teve que pagar milhares de reais em pensão para não ter que casar com aquela mulher. A garota tinha todos os traços que o pai havia lhe dado, cabelos negros, olhos caramelados e uma personalidade forte e inconsequente, que já havia dado muita dor de cabeça ao homem.
Sendo dono de uma grande empresa, as mulheres caiam em cima dele, para tentar conseguir uma gorda herança e não se preocuparem com futuro, mas depois da primeira queda Fernando era categórico e há anos não havia se deitado novamente com uma mulher, mesmo que a carne fosse fraca ele descontava todo o desejo em muito trabalho.
Carlos Moreira era um jovem loiro de vinte e quatro anos, recém-formado em Secretariado Executivo não conseguia nenhum trabalho já que o mercado de trabalho estava complicado. Carlos era um belo loiro, tinha um metro e setenta e cinco centímetros de altura, com um corpo bem dividido e um belo sorriso, os fios loiros sempre estavam despojados e largados na cabeça, os olhos em um tom acinzentado eram completamente apaixonantes e os lábios finos eram os mais convidativos.
O jovem morava com os pais, Elias e Maria e com as duas irmãs menores, Fátima e Giovanna. O garoto ficou sabendo de uma proposta de emprego numa grande empresa de automóveis no centro de Belo Horizonte a havia mandado um currículo para a empresa, depois de dias de muita espera ele foi chamado para uma entrevista com o chefe e aquilo poderia ser a primeira chance de emprego e que emprego. O salário era alto e todos os direitos eram garantidos, além da grande experiência que seria apresentada.
Na manhã de uma terça-feira ele estava lá, de terno, com o cabelo bem penteado e usando de seu melhor sorriso, mesmo que ainda estivesse nervoso. Na sala de recepções da empresa estavam lá ele e outros candidatos, em sua maioria mulheres e muito bonitas, se o novo chefe fosse um cara que gostasse de assédio sexual, com certeza Carlos estava fora do emprego, mas aquilo não abalou a ele. Carlos era homossexual assumido e isso geralmente fechava portas nas empresas, por puro preconceito.
–Senhor Carlos Moreira. –A voz robótica era ouvida por Carlos fazendo seu corpo tremer.
Ele levantou passou a mão pelo terno, pegou a pequena maleta com alguns papeis que poderiam ser importantes e se direcionou para a grande sala do seu esperado futuro patrão.
–Com licença. –Falou atravessando a porta e dando de cara uma sala repleta de janelas onde dava para ver o lindo céu azul da capital mineira. A mesa grande cheia de papeis empilhados e a tela de um computador, além algumas canetas e pastas. A grande cadeira estava virada, onde não dava para ver quem estava ali atrás. –Eu vim para entrevista de secretário.
A cadeira virou rápido mostrando um homem forte e viril com uma expressão um pouco morta, como se aquilo estivesse cansando a ele.
–Bom dia, primeiramente. Chamo-me Fernando e você? –Perguntou o homem mexendo nos papéis.
–Eu me chamo Carlos Moreira, senhor. –Respondeu ainda em pé, em frente à pequena mesa.
–Sente-se, por favor. –Falou apontado para a cadeira. –Aqui está! –Pegou um papel entre todos, o qual Carlos conhecia bem, era seu currículo. –Senhor Moreira, recém-formado. Estagiou numa empresa de Belo Horizonte. Melhor nota da turma na monografia, muito interessante seu currículo, jovem.
–Obrigado, senhor.
–Fale um pouco sobre você. –Falou o homem colocando o papel em cima da pilha.
–Bem, eu sou Carlos Moreira, como eu já tinha dito anteriormente, tenho vinte e quatro anos e acabei de me formar no final do ano passado e agora estou à procura de um emprego. Para aprimorar meus conhecimentos e adquirir mais experiências.
–Interessante. Você trouxe fotos do seu quarto? –Perguntou o empresário, essa era um dos pré-requisitos que eram necessários para entrevista. Carlos mexeu na maleta e retirou quatro fotos do seu quarto bagunçado. Fernando olhou cada uma e fez uma expressão duvidosa em relação às fotos. –Seu quarto é assim? –Direcionou os olhos caramelados para o menor que acenou positivamente com a cabeça. –Então deu para ver que os meus papéis e relatórios irão ser uma bagunça? –O jovem baixou a cabeça. –Está contratado!
–Co-como?
–Quando eu era jovem eu não organizava meu quarto, não por desleixo, mas como eu ficava muito tempo compenetrado nos trabalhos e atividades do curso. Eu acabava por deixar as coisas para depois, e pelo que eu vi no seu currículo, você não foi considerado o melhor da turma se não tivesse estudado, então o emprego é seu, meus parabéns. Você é meu novo secretário e começa no serviço amanhã, pontualmente as sete. –Levantou e estendeu a mão para o menor, que logo levantou e levou a mão até a do outro, ambos compartilharam de um aperto e o menor detinha um sorriso imenso no rosto.
–O senhor não vai se arrepender senhor Fernando!
–Espero que não. –Voltou a sentar. –Ahh, como sua primeira atividade como meu secretário, diga aos outros participantes que a entrevista acabou. E pegue esses papéis... –Entregou uma montanha de currículos ao loiro. –E dê um fim neles.
[...]
Mais um dia de aula, Guilherme acordava cedo e mais uma vez tinha que ir e assistir as chatas aulas dos chatos professores na chata escola. Guilherme era o garoto de dezesseis anos que morava com o pai, ele tinha os lindos olhos verdes que qualquer adolescente queria ter, não eram olhos verdes comuns, eram olhos verdes intrigantes. Duas esmeraldas um pouco claras que davam um ar mais ingênuo e infantil para o menino. O cabelo castanho médio era encantador e os lábios rosados como de um bebê eram perfeitos para completar aquela obra-prima. Ele morava em um bairro nobre da grande Belo Horizonte e estudava numa escola espetacular e uma das mais respeitadas do estado e talvez do país.
Como morava apenas com o pai e o mesmo era um homem extremamente ocupado, na maioria das vezes se sentia sozinho e acabava por tentar chamar a atenção das pessoas, sendo um grande idiota com a maioria delas. Não era um aluno forte, mas também não era magrelo. Como sempre andou com os valentões, ele era considerado um dos alunos mais problemático. Depois de fazer tudo que sempre fazia pela manhã. Foi fazer o seu café, tomou ele calmamente e pegou o dinheiro do lanche que o pai havia deixado sobre a mesa de jantar do apartamento e seguiu para escola.
Logo no início do percurso se encontrou com Otávio, seu melhor amigo e o mais valentão da escola.
–Tudo bom mané? –Falou o garoto dando um pequeno soco nas costas do outro.
–Eâe?
–Vamo logo para aquele lugar, hoje eu quero bagunçar muito.
–Pow cara hoje tem aula de matemática, eu tô por fora de todo o assunto vou me dar mal.
–É por isso que eu não assisto aula, e você vai lá e vai assistir, devia aproveitar e ir pro shopping com agente.
–Meu pai tá desconfiando de algo, ontem ele mexeu na minha mochila e perguntou por que meu caderno não tinha quase nada escrito. Aí eu dei uma desculpa dizendo que essas semanas foram mais palestras, seminários e essas baboseiras.
–Tu és muito mocinha, por isso que teu pai manda em você.
–Vai se ferrar Otávio.
–Chegamos. –Falaram parando em frente à escola. –Já que você é mané e filhinho do papaizinho, entra logo e vai estudar, vou esperar a Laís aqui.
–Falou, bom cinema pra vocês.
–E péssima aula pra você!
Guilherme entrou na escola e foi direto para a sala de aula. Alguns alunos o encaram como se ele fosse um novato, já que quase nunca assistia às aulas. Outros olhavam assustados por que ele era um grande mandante das agressões da escola. Sentou em uma das carteiras que ficavam na frente e ficou esperando algum professor entrar, já que ele não os conhecia.
–Bom dia, turma. –Falou um belo loiro com cabelo bem cortado e muito elegante, usava uma camisa social branca bem apertada nos braços e uma calça jeans que dava certa atenção para a região do meio das pernas dele, que foi logo para onde Guilherme olhou. –Eu sou Emanuel Cavalieri, o novo professor de matemática de vocês e pelo que eu andei vendo. A situação de vocês é séria! Então eu vou começar com um exercício mais leve e depois nós vamos apertar o cinto. O professor Emanuel estava no auge de seus vinte e cinco anos.
Para falar a verdade, poucos foram os alunos que ligaram para o professor, os meninos permaneciam conversando asneiras e as meninas babando pela beleza do loiro. O professor seguiu escrevendo atividades mais leves e todos os alunos começaram a copiar em seus cadernos.
Guilherme escreveu algumas questões e logo a princípio não entendeu absolutamente nada, copiou tudo o que o professor escreveu que não foi muito e começou a tentar quebrar a cabeça para resolver. Passaram todos os minutos da aula e os alunos já começavam a mostrar a atividade para o professor, que corrigia e deixava os alunos livres para sair. Um a um foram saindo e por último ficou apenas o professor e Guilherme. Vendo que o aluno era o único que não tinha ido lhe mostrar nada, o professor se preocupou com os conhecimentos do jovem. Aproximou-se do garoto e arrastou uma das carteiras para o lado dele.
–De todos os alunos, você foi o único que não me mostrou nada. –Falou a voz grave e sedutora que deixou Guilherme um pouco inseguro e até assustado. –Como é seu nome?
–Guilherme. –Respondeu num impulso. –Guilherme Mark.
–Então senhor Mark, por que não me mostrou nenhum item respondido até agora? –Perguntou o homem encarando o castanho, mas o garotinho continuava com os olhos abaixados e encarando o caderno.
–Eu... Eu não... Sei matemática. –Respondeu vagarosamente elevando seu olhar para o professor, que tremeu ao ver aquelas orbes brilhantes esverdeadas que eram com penetrantes.
–Acho que é um trabalho para o senhor Cavalieri. Vamos lá. –E o maior pegou o caderno do aluno e começou a visualizar como ele estava respondendo as perguntas e se preocupou ao ver que ele não havia respondido ainda nenhum item. –Mas você não respondeu nenhum item?
–Eu disse que não sei matemática...
–Então, mas tarde eu vou falar com a diretora e amanhã venho dizer o que vamos fazer com você, mas eu acho que você vai ter que repetir esse ano. –Logo ao fim dessas palavras o menor agarrou o antebraço másculo do professor.
–Não. Professor, se eu reprovar, meu pai vai me matar, vai me tirar dessa escola e me mandar para um internato. –Explicou quase choroso o aluno, o professor emocionado com o pedido do aluno, resolveu segurar em suas mãos que para ele eram pequenas.
–Calma, agente vai dar um jeito, ok? Vou falar com a diretora e já tenho uma ideia em mente, mas você vai ter que cooperar, ok? –O garoto meneou positivamente com a cabeça e o professor foi até a mesa pegar sua mochila. –Até amanhã, senhor Mark. –E saiu da sala.
[...]
Mas um dos nossos homens é o ator pornô gay, Bernardo Guimarães. Ficou conhecido ao interpretar um gigolô em um filme do cinema brasileiro, mesmo sendo um grande ator e conseguido grande prestígio depois desse papel foi esquecido pela indústria e acabou se metendo no mercado pornográfico gay, depois de se endividar e quase perder tudo.
Moreno, alto com um corpo atlético e um rosto másculo. Ele estava com seus vinte e quatro anos. Olhos em um tom marrom deixando com um sério. Sempre foi um perfil interessante para o cinema e para a TV, mas nem todos tem sorte nesse mercado. Seu primeiro papel pornográfico foi um vídeo “caseiro” em que ele era um patrão que estuprava o jovem jardineiro. O vídeo fez bastante sucesso internacionalmente e rendeu para Bernardo um contrato com uma empresa pornográfica duvidosa.
Fez vários vídeos, todos como ativo e isso lhe renderia uma grande montante financeira, isso claro se ele não tivesse caído em um golpe e tivesse assinado contrato com uma empresa fantasma.
E é assim que desenrolamos o nosso terceiro possível romance. Caindo em um golpe, o ator teve de procurar um advogado, como já tinha alguns milhões guardados devido a outros trabalhos, campanhas publicitárias e desfiles de cueca. O moreno resolveu procurar um dos melhores advogados mineiro, para conseguir arrancar o dinheiro do contrato com a empresa fajuta. E a melhor opção era Alberto Duarte, o advogado que nunca havia perdido um caso em sua carreira, diziam que o homem tinha uma experiência tão impressionante que ele ganhava casos que eram considerados como perdidos. O ruivo de olhos verdes havia se formado há anos e carregava uma das carreiras mais limpas e perfeitas de toda a cidade. Seu escritório na grande Belo Horizonte era gigantesco. O ruivo que adorava ostentação e luxo se prendia em detalhes de decoração e como hobbie gostava de gastar dinheiro, no auge da carreira aos vinte e oito anos.
O moreno entrou no grande prédio comercial do centro de BH e foi direto para a cobertura onde ficava o escritório do advogado. Logo que chegou à recepção sentou-se e pegou um jornal que estava por ali. Sua hora estava marcada para as dez da manhã, mas como era muito pontual chegou às nove e cinquenta. Depois de pouca espera a secretária pediu para ele entrar.
–Bom dia, senhor Duarte! –Falou entrando no escritório, no mínimo, espetacular do advogado.
–Bom dia. Como essa manhã não estou nada paciente vamos logo ao que lhe trouxe aqui. –Falou apontado para a cadeira na frente e se pôs de pé. Pegou os papéis sobre a mesa. –O senhor Guimarães é um jovem que gosta de vender o próprio corpo.
–Eu sou ator, não prostituto.
–Ator pornô e prostituto são a mesma coisa, na minha concepção, ambos vendem-se para conseguir viver.
–Eu não vou ser representado por um homem que não sabe diferenciar um trabalho de outro. –Levantou-se e pegou os papéis da mão do ruivo. –Foi um prazer, ocupar o seu tempo. –Começou a dirigir-se a saída.
–Espere... –O moreno virou. –Eu não sou do tipo de largar causas, nem de deixar que os outros larguem.
–Mas eu que vou pagar, então eu posso procurar quem eu acho que deva me representar.
–Bem, senhor Guimarães eu sei que não fui nenhum lorde inglês com o senhor, então para recompensá-lo eu vou representá-lo sem cobrar nenhum centavo. Essa causa já está ganha. –Foi de encontro ao maior e direcionou uma mão a ele. –Vamos ganhar essa causa juntos?
–Vamos!
Está na hora de você, querido leitor, conhecer a verdade sobre o amor!
Notas finais
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Se você quer começar a fic com o pé direito e já ser chamado de lindo, pelo autor. Comente agora, já que você já leu o capítulo e já comece sendo um lindo!
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