The True Story
20 Toda mentira deixa marcas
Notas iniciais
– Trouxemos a lenha. -Tinker e Blue voam na direção da rainha e do ladrão.
– E então o que uma rainha faz na floresta? -Robin pergunta mesmo sabendo a resposta.
– Fugindo, e o que um ladrão faz na floresta? Deixa eu adivinhar fazendo o saque diário? -Regina percebe que ele estava tentando quebrar o gelo e responde amarga, coisa que ela sempre fazia com quem tentasse penetrar a grossa camada de amargura que embalava seu coração.
– Na verdade eu estou tentando salvar o amor da minha vida, mas eu acho que ela não vai querer ser salva. -Robin fica tristonho e Regina se sente culpada e decepcionada por ele ter alguém.
– Salvar ela do que? -A morena tenta consertar a situação.
– De pessoas que só se preocupam em fazer o mal, mas eu tenho medo que ela siga o mesmo caminho e se perca. –Ele tenta não chorar ao olhar nos olhos da amada e perceber que agora existe uma grossa camada até seu interior, camada cuja qual ele pretendia quebrar.
– Por que você simplesmente não desiste dela? Já que você sabe que é uma causa perdida? -A rainha pergunta sem entender que o amor faz as pessoas cometerem loucuras.
– Eu não vou desistir dela, porque quando você ama alguém, o único jeito de ter ela é lutando. –O ladrão foca seus olhos nos da rainha. – As vezes fazemos loucuras por quem amamos, mesmo que seja só para poder olhar nos olhos da pessoa que ama.
– Então você está arriscando a vida só por causa da maneira que vocês se olham? -Regina pergunta em um tom sarcástico como se tudo aquilo fosse besteira, mas por dentro ela estava comovida e as palavras dele realmente tinham tocado algo dentro dela.
– Eu não vou desistir dela, nem que para isso eu tenha que expulsar toda a escuridão que ela carrega no coração. –Robin fala decidido.
– Por que isso me soou como uma ameaça? -Ela pergunta sarcástica e os quatro riem, só então os dois lembram que não estão sozinhos.
– Com certeza não foi uma ameaça, existem pessoas que só fazem o mal pelo simples prazer e essas sim são a ameaça. –Robin alerta se referindo a Cruella.
– E como você tem certeza que eu não sou má também? -A rainha sorri.
– Porque eu tenho especialidade em acreditar nas pessoas até mesmo quando elas não acreditam em si. –Regina fica espantada pelo fato do homem que acabara de conhecer saber tanto sobre ela.
Do outro lado da floresta:
– Até que você tem bom gosto para decoração. –Cruella observa ao castelo de Malévola por dentro.
– Aprendi com a melhor. –Malévola sorri em tom de ironia.
– Pronto já prendi o garoto no calabouço.–Zelena diz subindo as escadas.
– O que faremos agora? -A fada olha para Cruella.
– Traremos Regina para o nosso lado.–A duo color fica com medo da reação das duas vilãs.
– O QUE? -As duas soltam um berro.
– Para usar ela como arma...Depois a matamos. –Cruella explica.
– Então iremos fingir que estamos do mesmo lado que ela? -A verdinha pergunta em duvida.
– Sim, depois que a Regina não tiver mais utilidade traremos as memórias dela de volta, então ela sofrerá ao saber que ajudou a destruir todos que ama, e essa será nossa vingança.–Cruella explica e as três gargalham.
– Está pronto! -Malévola aponta para o caldeirão que havia derramado o sangue de Regina.
– Perfeito! -As 3 vilãs observam a imagem da floresta se formar e já sabiam exatamente o que fazer.
– Só espero que aquela ''salvadora'' não atrapalhe nossos planos.–Zelena resmunga e fala alto o bastante para provocar Henry.
– Não adianta gritar que o calabouço é a prova de som. –A fada coloca as mãos no ouvido na tentativa de calar Zelena.
– A essa altura ela e aquele deficiente cujo qual ela chama de namorado já devem estar no castelo dos pais. –Cruella explica.
– Será? -Zelena questiona a duo color. E ela estava certa em questionar, afinal não podemos prever nosso destino totalmente, ele é algo instável que independe da vontade alheia e a qualquer hora pode mudar.
Enquanto isso perto do castelo de David:
– O que vocês pensam que estão fazendo? -Lily interrompe o casal de prosseguir e fala alto o suficiente para só Hook e Emma conseguirem ouvir.
– Viemos encontrar os pais da Emma. -Hook explica.
– Vocês não podem fazer isso ninguém que tenha sido atingido pela maldição da Regina lembra do que aconteceu depois. -A garota explica.
– Por que não? -A loira pergunta confusa.
– Toda a magia vem com um preço, e o preço por usar esse chapéu foi extremamente alto. -Lily aponta para a mochila em suas costas.
– E você não acha que deveria ter me contando isso antes? -A salvadora berra.
– EU NÃO SABIA QUE ISSO IRIA ACONTECER, mas eu deveria saber, afinal tudo que eu faço sempre dá errado, não importa o quando eu tente fazer a coisa certa é sempre a errada. -A garota tenta segurar as lágrimas que não queria soltar. -Eu sempre estrago as coisas.
–Do que é que você está falando? -Emma pergunta confusa.
–De tudo, eu falhei com todos, eu falhei com você. Não adianta mais eu esconder. -Em um simples toque de mão a garota volta a sua aparência original.
–Minha nossa Lily. -A salvadora solta um berro.
–Precisamos sair daqui, se você entrar lá dentro e falar que é filha deles, vão lhe por no calabouço. -A garota explica.
–Como você ainda está tão jovem? Emma pergunta incrédula.
–A minha mãe adotiva era aliada da sua, ela me usou para fazer um feitiço para você, Ingrid e Elsa ficarem juntas para sempre, e eu acabei indo para Neverland. -A garota explica.
–Você tem poderes? -A loira pergunta ainda mais assustada.
–Sim, herdei da minha mãe biológica.
–Sua mãe é uma bruxa? Acho que você veio ao lugar errado, ou vai dizer que sua mãe é a Regina? -Hook pergunta irônico e se assusta com um sonoro sim.
–Na verdade, SIM. -A garota temia a reação da salvadora.
–Isso não é possível, você está mentindo, é a única coisa que você faz desde que eu te conheci. -A loira se afasta.
– Você tem toda a razão em estar braba... -Ela é cortada pela loira.
– Eu não estou braba, palavras não descrevem como eu estou agora, não vou a lugar nenhum com você. -A salvadora corre para a floresta, Hook e Lily tentam ir atrás mas a perdem de vista.
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