The True Love Of Evan Rachel Wood.
1 O Inesperado.
Notas iniciais
Fazendo de tudo pra professora não perceber meus fones, ouvindo Manson bem baixinho, sentada na última carteira ao lado da janela. Assim eu não precisava respirar o mesmo ar daquela gente.
-Número nove?... Evan?
-Presente!
Respondi distraída olhando uma escrita praticamente ilegível, havia uma foto de Manson dentro de meu caderno, pega-la e admirar. Uma menina estava ao meu lado, me olhava sem parar me deixando inquieta.
-Quem é? –Disse a menina.
Olhei para ela com arrogância e me virei pra foto novamente.
-Não quer responder, não responde. Só queria saber quem é esse andrógeno! –A garota insistiu.
-Marilyn Manson. –Eu a disse.
-Hum, bela maquiagem a dele! –Ela disse.
Aquela menina estava me irritando olhando pra minha cara.
-O que foi? O que você quer, meu? –Eu disse irritada.
-Nada, só queria saber quem é esse andrógeno.
-Man, ele não é “esse andrógeno” já te falei, ele é Marilyn Manson.
-DA PRA VOCÊS DUAS FAZEREM SILÊNCIO? –Disse a professora.
-Viu, da pra fazer silêncio?! –Fui irônica.
Aquela menina estava me irritando profundamente, pra minha sorte estávamos na última aula e faltavam poucos minutos pra ficar livre da Hellschool...
Bateu o sinal, todo mundo saiu só eu e mais três alunos ficamos na sala, inclusive a menina que me importunava, guardei meu material e sai, desci as escadas, até conseguir sair de lá. Coloquei o volume dos fones no máximo e fui andando até chegar no ponto de ônibus. Sentei-me no banco, procurando bolsa a minha carteira de estudante, um carro escuro quase subindo no meio-fio, parou e abaixou o vidro.
-Quer carona, moça? –O cara que estava dentro do carro disse.
Estava com medo, então não respondi e fingi que não era comigo. Mas ele insistiu e buzinou.
-Quem é você? –Eu perguntei.
-Um cara bonzinho que quer dar carona a uma linda moça. –Ele disse um pouco sarcástico.
-Man, nem te conheço! Acha que eu sou criança?
-Na verdade eu sei que tu não és criança.
-Que bom, então deve saber também que eu não vou entrar dentro desse carro.
Ele desceu do carro e veio em minha direção, e se sentou ao meu lado e tirou meus fones.
-Escute moça, meu nome é Jonn e eu sou assistente do Manson e vim te buscar a pedido dele. Aposto que deve achar que eu sou um maníaco, mas, você tem que confiar em mim!
-Cara, que tipo de brincadeira é essa?
-Sabia que você não ia acreditar em mim!
Ficamos mais um tempo em silencio, meu ônibus estava vindo, me levantei. O ônibus parou e eu pisei no 1º degrau olhando para Jonn. Ele veio e me puxou pelo braço fazendo-me voltar os 2 pés para a calçada.
-Vai subir ou não? –O motorista me disse, irritado com tamanha demora.
Olhei para Jonn, movimentei minha sobrancelha, resmunguei.
-Não. –Eu disse ao motorista.
O cara que me fazia tremer constantemente me puxava pelo braço, me fazendo voltar novamente para o banco do ponto. Estava divida em dois: O primeiro lado dizia-me que aquele cara poderia estar falando a verdade; o segundo me dizia que isso era mentira e eu estava sendo EXTREMAMENTE enganada.
-Não posso ficar aqui o dia todo, vai comigo ou não? –Jonn me disse.
-Me de uma prova de confiança e vou contigo.
Ele me deu um beijo, deixando-me sem ar.
-Serve essa prova Evan? –Fiquei sem ar e sem reação por alguns instantes.
-Me leva pra casa e lá a gente conversa e eu decido se vou, ou não.
-Okay!
Ele abriu a porta do carro para mim, entrei e coloquei o sinto. Fui indicando o caminho para ele, até que chegamos.
-Vamos. –Eu o disse.
-Vamos!
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