The True Lives Of The Fabulous Killjoys
32 We're all in love tonight [Pt. II]
Notas iniciais
Anyways, desculpa mesmo pelo atraso e tudo o mais... É. Sinto muito. Eu cogitei a ideia de postar o próximo depois de amanhã, porém, não vou fazer isso porque o próximo vai precisar de um pouquinho mais de atenção e tals, portanto, não se surpreendam se eu demorar DE NOVO.
(Ah, mas vejam pelo lado bom: eu não demoro um mês u.u)
Enjoy!
Enquanto Mikey e Poison desfrutavam de seu momento juntos, Jet, Fun e Party observavam o mais novo casal, totalmente boquiabertos.
–Eles... Como... A... Ele... – foram as únicas palavras capazes de sair da boca de Jet Star.
–N-não sei! – disse Party – Uma hora, eles querem se matar. Na outra, eles estão se beijando! São dois estranhos!
–Não são estranhos. Estão só apaixonados... – disse Fun, lançando um olhar ardente na direção de Party. Porém, este último não notou, portanto, simplesmente respondeu:
–Não deixam de ser estranhos.
–Quando estão apaixonadas, as pessoas cometem loucuras.
–Talvez.
Jet arregalou os olhos e disse, de forma silenciosa: “Ele é burro ou cego?”.
Fun respondeu da mesma forma com um “Vai saber!”.
Jet, subitamente, teve uma ideia.
–Então, eu vou ali checar o perímetro... E ter certeza de que não tem ninguém aqui. Volto já.
Ambos assentiram, nenhum deles entendeu o que Jet realmente queria que os dois fizessem, mas, mesmo assim, Fun aproveitou a chance e chegou mais perto de Party.
–Então... Aconteceu alguma coisa? – perguntou Party.
–Não. Por quê?
–Porque você parece um pouco triste...
–Não, eu estou bem. – disse Fun, dando um sorriso sem graça. Party não pareceu convencido.
–É sério, Funny, o que aconteceu?
–É só que... Eu sinto que tem uma pessoa que não dá a mínima para o que eu sinto. – ele começou a fitar os próprios pés, visivelmente constrangido. Party riu e disse:
–Quem?
–A tal pessoa que eu gosto. Lembra-se de quando eu falei que estava gostando de alguém?
–Ah, lembro sim. Bom, não vou força-lo a falar, mas eu gostaria que você falasse... – ele deu de ombros e fez um olhar pidão.
–Party, não. Você vai ficar assustado e vai sair correndo de perto de mim.
–Funny, você é meu melhor amigo, eu nunca sairia de perto de você.
–Não depois de saber de quem eu gosto.
–Pelo menos tente. – disse Party, sorrindo.
Fun suspirou fundo antes de murmurar baixinho:
–Você.
Party ficou estático, como se tivesse sido congelado. Fun mordeu o lábio inferior e se sentiu automaticamente culpado, pois notou que não devia ter dito isso.
–Party? Party, eu sinto muito, eu... Eu sei que é errado, mas eu não pude evitar! Eu... – sua frase foi interrompida pelos lábios de Party Poison nos seus.
Os dois ficaram ali por vários minutos, compartilhando um beijo que dispensava qualquer comentário. Ambos haviam depositado naquele beijo tudo o que nunca haviam dito ao outro, todo o amor que foi guardado por tanto tempo e que já sentiam necessidade de libertar.
Após Party quebrar o beijo pela falta de oxigênio, Fun ficou fitando os olhos verde oliva hipnotizantes do maior. O ruivo passou a mão levemente pelo rosto do baixinho, enquanto o vento balançava seus cabelos negros.
–Fun... Eu te amo. – admitiu ele.
–Eu também te amo, Party. – Fun sorriu – Mais do que tudo nesse mundo.
Subitamente, os dois notaram que Poison e Kobra os observavam de longe, de mãos dadas e sorrindo docemente. Era estranho ver um sorriso doce no rosto de Poison, mas seu rosto estava tão iluminado quanto uma árvore de natal, o que deixava tudo ainda mais estranho.
Ao mesmo tempo, Jet observava-os de longe, também sorrindo, mas uma parte de sua mente estava preocupada. Será que os quatro ficariam cegos demais de amor e acabariam se esquecendo dele, e, mais importante ainda, esquecendo-se do por que da missão. Não que Jet quisesse de algum jeito interromper o romance dos dois casais, mas também não queria acabar morto só por causa desse tal romance.
Os quatro continuaram se encarando por um longo tempo, sem falar palavra alguma, até que Fun pigarreou e se levantou, ajudando Party a se levantar também.
–Temos que seguir viagem. Já tomamos muito tempo aqui nesse lugar. – alegou Party Poison, fingindo que nada daquilo havia acontecido. Todos assentiram. Jet achou que já era conveniente se aproximar e foi para o lado de Kobra quando viu que Poison já havia se afastado, sentando mais uma vez no banco da frente.
–Você viu aquilo? — disse Kobra, totalmente maravilhado e com um brilho levemente infantil nos olhos.
–Vi sim. – Jet riu baixinho – Parabéns aí, cara.
–Obrigado – Kobra sorriu – E você viu os dois ali? – ele apontou para Party e Fun, que ainda trocavam olhares tímidos de vez em quando, antes de entrarem no carro. Jet Star viu Fun Ghoul sorrir discretamente antes de fechar a porta do banco de trás.
–Claro que vi. E aleluia, devo dizer. Estava mais que na cara que esses dois estavam afim um do outro. – disse Jet, revirando os olhos divertidamente. Kobra riu e assentiu, concordando com o amigo e entrando no banco de trás, junto com Fun e o próprio Jet.
Enquanto isso, Poison observava a janela mais uma vez. Mesmo após seu beijo com Kobra e tudo o mais, ela ainda sentia que alguma coisa ruim ia acontecer, mas ela não sabia o que era. Era só uma questão de aguardar até algo acontecer.
O grupo continuou dirigindo rumo à base central da BLI, mergulhados em um silêncio profundo. Parecia que nenhum deles tinha mais o que falar, não após aquele momento que tiveram minutos atrás. Nem mesmo Fun, que era, normalmente, o mais falante do grupo, estava com vontade de dizer algo.
Aos poucos, o chão debaixo de seus pés começou a mudar e, de repente, todo o cenário passou de desértico para industrial. Prédios comerciais e residenciais começaram a se erguer, assim como o asfalto começou a surgir. Pessoas vestidas de terno e expressões vazias no rosto eram muito mais frequentes de se ver, e os cinco puderam jurar que o clima ficou mais tenso e, de certa forma, monótono.
–Tudo bem, e agora? – indagou Party, ao encostar o carro em uma das ruas. Era a primeira vez em horas que alguém falava.
–Bom... – disse Kobra, despertando-se de seu transe – Agora eu vou te dando as direções e você vai fazendo o que eu mando, ok?
Party Poison assentiu e o grupo foi seguindo assim, Kobra dizendo onde deveriam virar e Party obedecendo o irmão. Poucos minutos depois, eles conseguiram chegar em uma estrutura de cor acinzentada, com uma grande carinha feliz e preta projetada no lado direito do prédio. No topo, uma grande placa anunciava “Better Living Industries”.
–Eles não fazem muita questão de ter discrição, não é? – disse Jet Star, com um tom irônico.
–Claro que não. Eles não precisam ser discretos. Eles têm armas. – disse Poison, sombriamente.
–O que quer dizer?
–Oras, vamos lá, pensem um pouco! Por que você acha que ninguém ousava discutir com a Rússia, antigamente? Porque eles tinham o maior armamento do mundo, capaz de destruir a Terra mais de 200 vezes! Infelizmente, esse mundo funciona à base de armas, não à base de inteligência. Se funcionasse assim, provavelmente nós seríamos presidentes agora mesmo. – retrucou a menina.
Os quatro Killjoys se entreolharam e chegaram à conclusão de que ela tinha razão.
–Ok, mas o que faremos ao entrarmos?
–Tentaremos coletar o máximo de informações possíveis. E salvaremos Sunshine.
–Mas não temos ideia de onde ela está!
–É por isso que teremos que ser espertos e ágeis ao mesmo tempo. Qualquer sinal de Sunshine ou de informação útil, corram direto até ela, mas tenham cuidado ao mesmo tempo. – Poison suspirou – Eu sei que é uma missão difícil e parece que não vai nos levar a lugar nenhum, mas nós não temos pistas. A não ser, é claro, a teoria de Party. – ela fez um gesto em direção ao ruivo – Enfim, se nós, por acaso, tivermos que nos separar, me avisem se acharem algo, ok?
Eles assentiram.
–Bom, acho que, com isso, podemos entrar... – ela torceu as mãos nervosamente – Boa sorte para todos nós.
Ela abriu a porta e deixou que os Killjoys entrassem primeiro. Kobra, que era o último da fila, roubou mais um beijo de Poison Heart e sorriu.
–Fique viva, ok? – pediu ele.
–T-tentarei. – gaguejou ela, hipnotizada pelos olhos do Killjoy. Não pôde se conter e se aproximou mais uma vez, selando os lábios de ambos. Segundos depois, eles se afastaram e se fitaram, até que Kobra piscou e andou atrás dos amigos. Poison Heart suspirou fundo e se preparou para enfrentar os fantasmas de seu passado. Por mais que ela já tivesse entrado na base antes, para salvar os quatro Killjoys, ela estava desesperada demais para notar as coisas ao seu redor. Além do mais, ela quase não chegou a passar do hall de entrada, não tinha se embrenhado tanto assim pelos corredores. Desta vez, ela teria que ir fundo no prédio, reviver cada momento e cada pecado que havia cometido.
E com isso, ela entrou na base da BLI, fechando a porta atrás de si.
Notas finais
Tá, vou fazer o possível pra postar no dia, MAS vocês preferem o capítulo rápido ou um capítulo BOM? -qqqqqq
Sinto que vou começar a postar de quatro em quatro dias... '-'
Não sei, veremos.
Beijo ♥
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