Notas iniciais
QUASE esqueço de postar. QUASE.
Felizmente, hoje eu não tinha nada pra fazer e deu pra terminar o capítulo a tempo.
Enjoy!

Na outra sala, os Killjoys estavam sentados em um sofá, com incerteza no rosto. Dr. D. falava alguma coisa em um microfone, mas nenhum deles se importou em ouvir o que era. Minutos depois, o silêncio reinou na sala, sendo quebrado por Jet, vários minutos depois:

-Por que nos chamou para vir?

Ele suspirou.

-Escutem... – ele girou a cadeira até encarar os quatro Killjoys – Vocês precisam entender que Poison é extremamente fechada...

-Não é novidade. – murmurou Party.

-... E que ela tem motivos para isso. Não a forcem a se abrir... Ela não está preparada para isso ainda.

Todos assentiram, menos Fun Ghoul.

-Mas por que ela é assim?

-Acho que terão que perguntar para ela, não para mim. – ele deu de ombros.

-Duvido que ela fale alguma coisa.

-Uma hora ela vai falar. Eu conheço Poison Heart por muito tempo. Um dia, ela vai cansar de se fechar e vai contar.

-Assim espero. – Fun suspirou. De repente, os dois ouviram uma discussão vinda da outra sala – Parece que os dois já esquentaram os ânimos de novo... – ele franziu a testa.

-Pois é, não é novidade. – Jet revirou os olhos – Ela sempre foi assim?

-Infelizmente, sim. – respondeu Dr. D., revirando os olhos – Desde criança.

-Desde criança?! Você a conheceu enquanto ela era criança?! – surpreendeu-se ele.

-Sim. Ela não contou? – ele franziu a testa – Fui eu quem a salvei da BL/Ind.!

-VOCÊ?! – todos gritaram ao mesmo tempo. Ninguém entendia mais nada.

-C-como assim? – gaguejou Party, totalmente confuso.

-Acho que, se Poison não contou a vocês, é porque ela pretende esperar mais um pouco. Não vou me meter na vida dela – ele suspirou – E... Kobra?

-Sim? – disse Kobra Kid, que já não estava prestando atenção, se interessando mais no tablet do que na conversa dos colegas.

-Por acaso já achou a base da BL/Ind.?

Ele fez uma careta.

-Não.

Dr. D. suspirou.

-Você sabe que está tudo nas suas mãos, não sabe, Kobra? Se você não achar a localização logo, tudo o que estamos fazendo será em vão. A BLI vai continuar a tomar conta de tudo, os Killjoys serão mortos e Deus sabe o que vai acontecer com Sunshine.

Kobra tremeu. Sunshine. Havia se esquecido dela.

-Tentarei achar o mais rápido que puder. – prometeu.

-É melhor assim.

De repente, a porta se abriu, revelando Show Pony, que se apoiava em Poison. Ambos entraram na sala e Poison foi a primeira a se pronunciar:

-Ele já está melhorando. – ela fez um gesto em direção a Show Pony, que sorriu fracamente antes de sentar no braço do sofá.

-É, já deve estar mesmo. – Dr. D. arqueou uma sobrancelha – Ouvimos vocês dois gritando.

Todos observaram Poison e Pony se entreolharem e corarem.

-Desculpe... – murmuraram os dois.

-Afinal, por que discutiam?

-Por nada. – disse Poison, ao ver que Show Pony quase disse o porquê da briga.

-Poison... – o tom de Dr. D. era de repreensão.

Ela bufou.

-Argh! Tá, é porque ele não supera o passado!

-E nem ela. – completou Pony, observando Poison fechar a cara, mas não dizer nada, pois o colega estava certo.

-Só por isso?! – Dr. D. bufou – Vocês são duas crianças mesmo...

-Tá, tá. Não precisa ofender. – disse Show Pony, ajeitando o capacete, com um ar de indignação.

Party levantou e começou a andar pela sala, sem ânimo para ouvir discussões entre Poison e Pony. Começou a olhar as estantes cheias de livros, até que um em particular chamou sua atenção.

-The Hunger Games... – leu ele, baixinho. Passou a ponta dos dedos levemente sobre a lombada do livro, antes de puxá-lo para si. Examinou a capa. Era preta, com o símbolo de um passarinho segurando uma flecha, envolto por um círculo dourado. Party Poison começou a folhear o livro. Já fazia tempo desde a última vez que ele teve a chance de realmente ler um livro. De uns tempos para cá, todos os livros eram digitais, o que, na humilde opinião do Killjoy, tirava toda a graça de ler. “O melhor sentimento do mundo era o de passar lentamente uma página, só para sentir o gostinho do suspense. A cada página que se passava, havia um novo mistério a ser descoberto”, dizia Party. Mas, mesmo que ainda existissem livros, não haveria tempo para lê-los. Não com a BLI forçando todos a assistir seus programas manipuladores na TV.

Party sacudiu a cabeça e voltou a analisar o livro. Depois de um tempo, começou a passar o olhar por cima da história, e a discussão entre Poison e Show Pony foi se tornando cada vez mais distante enquanto as palavras entravam na sua mente. Pouco a pouco, uma ideia começou a se embrenhar na mente do ruivo.

-Dr. D.... – disse ele, interrompendo a discussão – Quem escreveu esse livro?

-Static Cola. Ele foi particularmente importante. – ele deu de ombros – Fez vários atentados contra a BLI logo no início da tomada do controle. Mas conseguiram pegá-lo um dia... E ele foi executado.Todos os Killjoys lembram dele como um herói. Por quê?

-Se importa se eu ler o livro?

-Pode pegar.

Party Poison saiu correndo para o quarto e, rapidamente, começou a ler o livro.

-X-

O ruivo passou várias horas trancado no quarto. Quando deu meia-noite, Fun, que já estava praticamente roxo de preocupação, resolveu bater na porta.

-Party, tá tudo bem?

-Oi? Ah, tá, tá sim. – disse ele, com uma voz apressada.

-Tem certeza? Você não sai desse quarto faz mais de três horas... Eu estou... Quer dizer, nós estamos ficando preocupados. – Party fingiu não notar a rápida correção do colega.

-Calma, calma. Eu já estou saindo, ok?

-Ok... – Fun suspirou e escorregou lentamente até se sentar na frente da porta. Somente meia hora depois foi que o seu amigo saiu, ainda com o livro na mão.

-Fun?! O que está fazendo aqui?!

-Tendo certeza de que você ia sair...

-Ah meu deus, você ficou aí, esperando, por meia hora?

Ele fez que sim. Party sentiu uma onda de arrependimento acertá-lo. Estendeu uma mão para ajudar o menor a se levantar. Quando Fun fez isso, Party disse:

-Sinto muito. Não precisava ter ficado esperando.

-Eu só me preocupei com você... – murmurou ele, de uma forma levemente infantil, mas fofa. Party sorriu e beijou a testa do menor.

-Não precisava se preocupar, eu só senti uma ideia nascendo na minha cabeça e eu tive que confirmar.

-E foi confirmada?

-Foi. – seu tom era sombrio.

-Pode contar para mim?

-Claro, vou contar a todos. Vem, vamos pro quarto do Dr. D., e, lá, eu vou contar. – disse ele, puxando Fun Ghoul pela mão. Fun tremeu com o contato, mas não podia mentir: estava gostando.

Pony, Poison, Jet, Kobra e Dr. D. viraram os rostos ao verem os dois entrarem no quarto. Party fechou a porta atrás de si e Fun foi se sentar no sofá ao lado de Jet.

-Então... Eu acho que tenho uma pequena ideia sobre o que a Better Living Industries pretende fazer...

-Fala logo então! – disse Poison, exasperada e curiosa ao mesmo tempo.

Ele suspirou fundo.

-Acho que eles estão tentando impor um tipo novo de governo... Um governo baseado na ditadura, mas mil vezes pior.

-Por que mil vezes pior? – indagou Kobra, ainda com o tablet na mão.

-Porque eles querem que nós matemos uns aos outros.

Notas finais
So... Capítulo que vem eu faço um resuminho da ideia de THG.
Querem saber um segredinho?
Eu só tô lendo THG porque ouvi falar de como era (mais ou menos) o livro e achei que ia ficar bom na fic, daí acabei comprando pra ler e ver se dava mesmo -QQQQQQQQQQQ
30 reais gastos em um livro. Mas foram 30 reais gastos numa boa u.u -q
Mereço um doce por não demorar uma semana de novo? Não? Tá, sorry.
Beijo -q