The True Lives Of The Fabulous Killjoys

14 Sing it like the kids that are mean to you


Notas iniciais
Oi. Fui fraca, é. Não consegui esperar três dias.
Se bem que vocês devem estar achando bom, MASOK.
Nah tem outro motivo pra eu não ter postado na quinta:
Acho que eu ia ficar com preguiça, porque é feriado -QQQQ
Enfim...
Enjoy!

Poison andava em círculos pela sua sala com um ar decidido. Claro que ela já havia entendido o que precisava fazer, mas não queria compartilhar com ninguém, portanto, apenas se trancou em sua própria sala e passou o dia murmurando consigo mesma e esquematizando planos para tentar evitar o que estava por vir. Porém, após muito pensar, ela descobriu que não havia jeito de escapar do que ela devia fazer.

A menina destrancou a porta e andou pelos corredores até chegar à sala de Adrenaline Danger Heart. Ela bateu na porta da colega, ouvindo um entre fraco.

Ao entrar, Poison teve uma visão particularmente estranha: Adrenaline estava atolada de papéis e parecia procurar um específico dentre todos eles. Poison franziu a testa e andou até a amiga, tentando desviar de todos os formulários, textos e permissões.

-Meu deus, Adrenaline, o que houve aqui?

-Nada, nada. – sua voz era cansada – O que quer?

Poison bufou discretamente e abriu seu sorriso mais convincente e fez seu olhar mais fofinho.

-Você sabe que você é minha melhor amiga, não é?

Adrenaline virou a cabeça em direção à amiga lentamente, ainda confusa sobre o que tinha acabado de ouvir. As duas eram melhores amigas, isso era verdade, pois chegaram na Base praticamente na mesma época e foram avançando de estágios juntas desde então, mas nunca, em tantos anos, Poison tinha sequer mencionado o fato de que as duas eram tão próximas.

-Como é que é?! – ao ver o olhar de Poison, Adrenaline logo entendeu – O que você quer, criatura?! Eu não tenho dinheiro não, viu?!

-Não é isso! – exclamou a outra – Eu preciso da sua ajuda!

-Fala o que você quer logo. – resmungou a outra – E vai rápido porque eu estou meio ocupada aqui, como você pode perceber.

-É o seguinte: sabe a Plastic?

-Que Plastic?

Poison bufou.

-Plastic Crash! A fundadora da Base, sua imbecil!

-AAAAAAAH TÁÁÁÁ! ESSA PLASTIC! Que que tem ela? – perguntou Adrenaline, segurando esperançosamente um papel qualquer, mas largando-o logo depois, com uma expressão desapontada.

-Então, eu preciso de uma permissão dela.

-Pra que? – a voz de Adrenaline era casual.

-Para... Você sabe... Ir a uma missão...

Adrenaline quase rasgou os papéis por causa do seu espanto.

-COMO É?! VOCÊ QUER O QUE?!

-Shh, calma! – implorou a menina de cabelos azuis – Pelo amor de deus, não diga isso para ninguém!

-Ok, mas... Pra que raios você quer ir a uma missão? Por acaso o episódio no túnel já não foi suicídio o suficiente para você?!

-Foi, mas... – de repente, ela ouviu um barulho de algo ligando e, na tela atrás de Adrenaline, surgiu a expressão séria de Danger Bomb.

-Péssimas notícias. – disse ela, afastando o cabelo roxo dos olhos.

-O que houve? – perguntou Adrenaline.

-A BL/Ind. mudou a base de lugar.

-Você está brincando comigo?!

Ela fez que não com a cabeça.

-Desde que os quatro Killjoys... Qual o nome deles... Ah, Party Poison, Fun Ghoul, Jet Star e Kobra Kid! É, acho que é isso… Desde que eles entraram na base central, eles têm discutido uma nova localização da base.

-Afinal, aonde eles colocaram a merda da base agora?! – indagou Poison. Danger se surpreendeu de ver a colega ali, mas não mencionou o assunto.

-Não tenho a localização exata ainda, mas sei que é bem mais longe do que era antes.

-Tipo, depois do deserto da Zona 7?

-Tipo, depois do deserto de Battery City.

Poison bufou. Aquilo não era bom. O deserto de Battery City era enorme e era longe, o que queria dizer que eles podiam estar quase no Arizona ou até em New Mexico. Isso significava:

-Vários dias de viagem...

-Quê? – indagou Danger, franzindo o cenho.

-Nada, nada. Obrigada pelo aviso.

Ela assentiu.

-Não há de que. – dito isso, a tela voltou a ficar vazia e escura. Adrenaline voltou seu olhar para a amiga.

-Então? Vai dizer pra que precisa ir em uma missão?

-É uma longa história, ok? Não é que eu não queira te contar, é só que, no fundo, nem eu sei por que eu tenho que ir.

Adrenaline Danger Heart assentiu e ficou em silêncio. Poison ficou ali, mexendo as mãos nervosamente.

-Adrenaline? – chamou ela – Diga alguma coisa!

A mulher suspirou, mas disse:

-Ok.

-Ok o que?

-Eu ajudo você. Não acredito que vou fazer isso, mas... Vou tentar, repito, TENTAR entrar em contato com a Plastic, mas não prometo nada.

Poison arregalou os olhos, mas manteve o porte.

-Muito obrigada mesmo, Adrenaline! Vou ficar te devendo pelo resto da vida!

-Vai mesmo...

-Pois não?

-Nada. Enfim, agora vaza daqui que eu estou ocupada.

-Ei, espera aí! O que está procurando? Talvez eu possa te ajudar!

Mais uma vez, a mulher olhou para a outra como se fosse louca. O que tinha acontecido com a velha Poison que se recusava a ajudar quem quer que fosse?

-Er... Não, obrigada...

-Pelo menos me diz o que é.

-Nada de importante, Poison. Só uns documentos e... Ei, o que é isso? – indagou ela, pegando um dos vários papéis. Porém, este era diferente, era cinza e as letras variavam entre grandes e pequenas – Meu deus, isso é um jornal! Daqueles antigos, antes dos jornais serem todos digitais!

-Um jornal antes da BL/Ind.? Deus do céu... ! – exclamou Poison.

Adrenaline ficou em silêncio, o que assustou Poison.

-O que... – a voz de Poison morreu ao ler a manchete do jornal antigo. Entre todas as letras (a maioria borradas ou meio apagadas por causa do tempo), havia uma notícia particularmente grande que dizia:

Casal morto a tiros por suposta empresa manipuladora

Poison levantou uma sobrancelha.

-Continue lendo. – disse Adrenaline, com uma voz estranha. Poison obedeceu e continuou lendo.

Apenas algumas palavras captaram sua atenção:

Mitchell

Sarah e Andrew

Filha

Revolta

Fugitivos

Menor

E a que mais machucou seu coração gélido, perfurando-o como uma flecha:

Mortos

Lágrimas começaram a escorrer do rosto de Poison Heart, o que assustou profundamente Adrenaline que, em todos esses anos, nunca tinha visto a amiga derramar uma lágrima sequer. Claro que, antes, ela estava brava com Poison por não ter contado sobre o passado dela, mas agora que havia a visto chorar justamente por causa desse passado, ela desejava nunca ter descoberto parte dele, muito menos ter visto a menina chorar.

-Poison, eu... Eu sinto muito... – Adrenaline tocou o braço da amiga de leve e a outra não se esquivou, mas também não demonstrou expressão com o toque.

-Não é culpa sua... Não foi você quem programou meu passado... Eu... Eu vou indo. Obrigada pela ajuda e... Avise-me se conseguir qualquer coisa. – Poison soluçou mais uma vez e limpou as lágrimas, saindo da sala de Adrenaline Danger Heart, deixando esta última um pouco confusa.

Notas finais
Continuo torturando vocês com o passado da Poison, 1bj.
SE BEM QUE
EU COMECEI A DAR DICAS ;D
Então formulem suas ideias aí u.u
Beijo :3