Notas iniciais
Não resisti. Tive que postar esse rápido. Sei que é grande e tals... Mas eu particularmente gostei desse capítulo, mas não sei vocês -q
Mais pro meio, não tem muito diálogo, é verdade. Mas mesmo assim eu gostei.
Recomendo ir vendo o clipe de Sing enquanto lêem o capítulo. Talvez tenham umas partes que vocês não entendam, portanto, com o vídeo, talvez seja mais fácil.
Enjoy!

Os dias se passaram e os quatro Killjoys foram ficando cada vez mais tensos frente à missão, ainda mais sabendo que era de alto risco e pouca chance de sobrevivência. Porém, já era tarde demais para voltar atrás, eles já haviam prometido à Poison que iriam.

Falando em Poison, a chefe também não estava exatamente em êxtase com a perspectiva de mandar seus alunos em uma missão praticamente sem volta.

Três dias depois, Poison bateu na porta do quarto dos Killjoys, comunicando-lhes a triste notícia.

–Está na hora. – murmurou ela, olhando para o rosto de cada um dos quatro. Era quase de noite e o sol já estava fraco e baixo. As expressões de seus quatro alunos eram sérias e graves. Poison nunca admitiria, mas no fundo, sentia orgulho deles. Orgulho por aceitarem uma missão tão louca e perigosa.

A chefe acompanhou os quatro até a garagem, aonde lhes entregou a chave de um carro particularmente velho e sujo, com uma aranha pintada de preto por cima.

–Como eu já lhes disse, é uma missão altamente perigosa. Espero que não me decepcionem. E não morram, muito menos falhem. A Base depende de vocês.

Eles assentiram e entraram no carro. Poison assistiu Party dar a ré e sair da garagem, rumo à base central da BL/Ind.. Sua expressão era preocupada e cansada, como se ficasse triste com a expectativa de esperar notícias.

Party dirigia o carro com Fun ao seu lado, que tremia de medo. Jet e Kobra discutiam táticas nos bancos de trás. Party resolveu puxar assunto com o amigo do seu lado.

–Quem diria, não é? Nossa primeira missão como Killjoys... E já é uma de alta importância... – Party sorriu.

–Pois é. – disse Fun, com a voz tremida e fraca – Parece que foi ontem que nós éramos quatro Impairers perdidos.

Party notou que o amigo tremia. Tirou uma das mãos do volante e pôs em cima da de Fun.

–Não se preocupe, Funny. Vai ficar tudo bem. – ele encostou os lábios nas bochechas pálidas de Fun Ghoul. Este último, sem querer, virou-se em direção ao amigo na mesma hora, fazendo com que seus lábios se tocassem por uma fração de segundos. Os dois logo se afastaram, corando. Fun murmurou um “desculpe” e Party sorriu.

–Não tem problema.

Jet e Kobra pareciam não ter notado nada. Os dois suspiraram discretamente de alívio. Fun passou a viagem inteira pensando no quanto os lábios de Party eram... Pegajosos.* Mas também pensou no quanto ele queria beijá-los de novo. E de novo. E de novo.

Party dirigia em uma velocidade boa enquanto passavam pelo túnel que fora outrora destruído pela bomba de Korse e que, agora, estava novo em folha. O anúncio na parede do túnel dizia Building A Better You, com o símbolo da BL/Ind. logo depois. Rapidamente, o anúncio mudou e dizia We Can Handle It From Here. Party ria irônicamente das frases da Better Living Industries. Além de patéticas, eram mentiras sem tamanho. Ainda mais com a pequena carinha (supostamente) feliz. Logo passaram por outro anúncio que dizia, primeiro: Everything Is Perfect e, logo após: Keep Smiling.

Party Poison ainda refletia sobre o beijo entre ele e Fun Ghoul. Foi uma coisa inesperada, ele admitia. Mas... Será que ele havia gostado? Ou foi apenas um acidente? O homem de cabelos ruivos chacoalhou a cabeça um pouco para tentar dispersar esses pensamentos e se focou na estrada à sua frente.

De repente, ele teve um mau pressentimento.

–Fun...

–Hm?

–Você já veio aqui nesse túnel?

–Não. Por que?

–Sabe se é vigiado?

–Creio que não... – Fun Ghou franziu a testa.

–Oh-oh... Acho que deveríamos ter checado isso antes de sairmos. – ele mordeu o lábio inferior.

Rapidamente, os Killjoys descobriram que o túnel era vigiado. Mais à frente, uma cancela era supervisionada por dois agentes da Better Living Industries. Eles logo abaixaram a cancela e saíram, apontando as armas. Jet e Kobra arregalaram os olhos, enquanto Fun olhava para os lados, preocupado. Mas Party continuou com a expressão calma. Esperou se aproximar o suficiente e disse:

–Jet, Kobra e Fun, atirem.

–Nós?! Mas...

–Atirem.

–Party, eu...

–ATIREM AGORA, VOCÊS TRÊS.

Os três Killjoys tiraram as armas da cintura e se viraram para atirar nos dois inimigos à frente, produzindo um clarão. Party Poison fechou os olhos enquanto acreditava na suposta “força” do carro para fazê-lo ultrapassar a cancela. O plano funcionou e Party viu pedacinhos de madeira voando para os lados. Não tiveram tempo de ver um dos agentes levantar a mão lentamente e acionar o alarme da base central.

Enquanto isso, na Better Living Industries, todos os alarmes foram acionados. A mulher oriental, que estava até agora supervisionando as câmeras de segurança, deu um sorrisinho irônico enquanto Sunshine arregalava os olhos ao ver as figuras de Jet, Party, Kobra e Fun passando na pequena tela. Ela ouviu passos vindos do andar de cima, provavelmente passos de Draculóides se preparando para uma possível luta. A mulher ao seu lado continuava observando as câmeras. Assistiu os quatro entrando no grande prédio e circulando pelos corredores da Better Living Industries, tudo isso com um sorrisinho sádico no rosto, como se esperasse por vingança há muito tempo. Sunshine assistia à tudo, ainda mexendo na grande bola azul à sua frente, se sentindo desesperada por não poder fazer nada. Enquanto isso, os Draculóides que atuavam na S/C/A/R/E/C/R/O/W ainda mexiam nas câmeras, tentando focalizar em todas as áreas, esperando prever um movimento inesperado dos Killjoys.

Sunshine achou estranho o fato de que todos os Draculóides não precisavam de ordens, já sabiam o que fazer.

Era como se já soubessem disso há muito tempo.

Primeiramente, Sunshine pensou em Poison, mas aí se lembrou do tal “passado” dela e descartou essa hipótese. Ela podia afirmar, com toda certeza no mundo, que não era ela.

Começou a pensar em todas as pessoas que conheceu na Base. Nenhuma delas possuía cara de “traidor”.

De repente, ela ouviu barulho de tiros de rayguns.

Paralelamente aos pensamentos de Sunshine, os quatro Killjoys percorriam corredores sem fim, em busca de um sinal da pequena criança. Acabaram dando de cara com mais dois agentes da Better Living Industries (o que não foi surpresa, considerando o território aonde estavam), e lidaram com ele rapidamente. Apenas alguns tiros foram necessários até que os dois morressem rapidamente.

Enquanto andavam, Party percorreu os olhos pela região, até que vislumbrou o cabelo armado de Sunshine.

–Por aqui! – eles começaram a andar mais rápido em direção a uma porta de vidro transparente. Atiraram em mais dois ou três agentes e andaram, com passos decididos. Ao mesmo tempo, Sunshine viu a mulher oriental sair da sala apressadamente. Logo que ela saiu, os Killjoys entraram. A pequena correu em direção aos braços de Party Poison, que a recebeu com um abraço.

–Calma, vai ficar tudo bem... – murmurou ele. Enquanto isso, Fun e Jet lhe davam cobertura e atiravam em algum Draculóide que passava por ali. Kobra observava a sala ao lado, tentando não fazer barulho.

A sala toda, aliás, o prédio todo era um caos. Draculóides correndo para lá e para cá, em meio a tiros, enquanto a tal mulher andava pelos corredores tortuosos, com uma expressão severa no rosto e um sorrisinho irônico estampado nos lábios. Ela segurava um controle remoto que mais parecia uma caixa metálica com uma antena saindo e alguns botões. A mulher mexeu em alguns, acordando (ou ligando) Exterminator Korse, que se encontrava em um aposento do outro lado do prédio. Korse saiu andando pelos corredores até encontrar a tal mulher. Ela sorriu e disse:

–Já sabe o que fazer.

Ele assentiu, com um sorriso sádico nos lábios. Chamou alguns Draculóides para acompanhá-lo. Os homens de máscara apareceram, um pouco atrapalhados. Todos sabiam que eles morriam de medo de Exterminators, mas principalmente de Korse. O homem mandou alguns dos Draculóides irem para a direção oposta, enquanto ele e mais uma meia dúzia de Draculóides iam para o elevador.

Party e os colegas andavam com passos rápidos até o carro, decididos a saírem dali o mais rápido possível, a fim de evitar mais brigas desnecessárias.

–Kobra, qual é o caminho mais rápido para a saída?

O Killjoy começou a mexer no celular que trazia consigo.

–Direita, esquerda, esquerda, direita de novo e esquerda. – recitou ele. Party Poison assentiu e guiou os outros entre os corredores. Sunshine corria para acompanhar os passos de seus “salvadores”, mas estava decidida a nunca mais “ficar para trás”, no modo literal e figurativo. Sua fuga havia gerado mais problemas do que sua permanência na Base.

Os quatro estavam bem próximos da saída.

Assim como os Draculóides e Korse.

Os dois grupos acabaram se encontrando no pátio de saída, para o desagrado dos Killjoys. Party mordeu o lábio inferior mais uma vez e se agachou até ficar na altura de Sunshine.

–Sunshine, tente ficar longe da zona de batalha, mas não fuja, ok?

Ela estava com lágrimas nos olhos, mas assentiu. Party trouxe a pequena para um abraço mais uma vez.

–Vai ficar tudo bem. Nós vamos voltar para a Base, eu prometo.

Ela assentiu mais uma vez e pôs as mãos em cima dos ouvidos, tentando bloquear o som dos tiros. Fun Ghoul tentava ficar na sua frente, assim como Jet Star, os dois tentando proteger a menor, enquanto atiravam sem um alvo preciso. O que importava era aniquilar os Draculóides. Party visualizou um homem vestido de maneira engraçada. Ele viu Sunshine arregalar os olhos em direção a ele.

O homem que matou a família dela, pensou Party. Este último tentou balançar a cabeça e ver o tal homem como se fosse apenas mais um Draculóide, mas isso não era possível. No canto do olho, pôde ver Fun atirando em tudo como se sua vida dependesse disso. Ele parecia determinado em acabar com todos que se aproximassem de Sunshine. Party Poison não pôde deixar de sorrir com isso, mas não teve muito tempo para sentir alegria, pois a batalha estava acirrada demais.

Kobra estava suado e seus braços já doíam, mas ele cerrou os dentes e continuou atirando nos agentes da BL/Ind.. Estava disposto a mostrar que não era só “Kobra Kid, o nerd em tecnologia Killjoy”. Ele também podia ser um herói, assim como os seus três amigos.

Jet trabalhava a mão e a mente paralelamente. Enquanto seus dedos apertavam a arma e o gatilho com força, sua mente pensava no que podia fazer para matar o maior número de Draculóides e, ao mesmo tempo, ficar perto de Sunshine e em segurança. Não era um trabalho fácil, mas Jet Star parecia estar fazendo isso com maestria.

Party Poison correu para a direita, pegando um Draculóide de surpresa. Tirou a máscara do homem ao mesmo tempo em que atirava no peito dele. Sorriu, satisfeito. Porém, mais uma vez, não teve tempo para alegrias, pois logo ouviu uma voz distante, feminina e infantil dizer:

Volte para casa! Precisamos do nosso Veneno da Festa!

O homem de cabelos ruivos gelou e hesitou por uma fração de segundo ao observar, pela janela, a estrada vazia do deserto de Battery City.

Esse foi um erro enorme. Seu segundo erro foi desviar o olhar antes de poder ver a tal mulher oriental, segurando um distorcedor de voz, com um sorriso estampado na cara.

Korse, se aproveitando do momento de distração do Killjoy, agarrou-o pela camisa e jogando-o contra a parede. O Exterminator segurou a arma e pôs debaixo do queixo de Party, como se o desafiasse a sair das garras dele. Party não fez nada. Fun Ghoul observava a cena ao mesmo tempo em que tentava sair da mira dos Draculóides. Sua expressão era atordoada. Ele queria gritar para o amigo fazer alguma coisa, mas nada saía de sua garganta. Jet Star estava ocupado demais para notar o que acontecia com Party, mas ele já sentia que algo ruim acontecia ao seu lado. Kobra arregalou os olhos e saiu correndo em direção a Party, mas foi tarde demais.

Korse sorria com frieza para o homem de cabelos ruivos. Este último engoliu em seco e não demonstrou expressão nenhuma.

Louder than God’s revolver...

And twice as shiny... – completou Party. Nem Kobra nem Fun entederam isso, mas, obviamente, não era o momento para perguntar. Fun ainda tentava se desviar dos tiros para correr até Party, enquanto Kobra já corria em direção a ele, mas não foi rápido o suficiente.

A última coisa que Party viu foi Korse puxando o gatilho.

Tudo pareceu piorar naquele momento. Sunshine gritou alto, enquanto o mundo de Fun caiu. Kobra gritou junto com Sunshine e correu mais rápido ainda. Jet se sobressaltou com o estouro e sentiu os olhos ficarem molhados ao ver o que aconteceu com o amigo. Mas não fez nada. Ele sabia que esse era o momento de Kobra, ele não devia se intrometer.

Kobra Kid correu em direção a Korse, atirando na perna do homem careca. Ele ofegou de dor e caiu no chão, mas nada disse, apenas lançou um olhar expressivo aos Draculóides, que direcionaram quase todos os seus tiros em direção ao Killjoy. Um deles conseguiu acertar Kobra no peito e ficou surpreso com o próprio ato. Fun e Jet arregalaram os olhos e se entreolharam. Eles sabiam que não podiam demorar nem mais um minuto ali. Porém, Fun não queria sair do lado de Party Poison. Correu com Jet e Sunshine até a porta e falou, entre todos os tiros:

–Vão embora.

–Mas Fun... – começou Jet.

–Não, Jet. Eu tenho que ficar aqui. Apenas vão.

Jet Star pôs a mão no ombro de Fun.

–Tome cuidado.

–Tomarei. – ele sorriu – Agora saiam daqui!

Sunshine parecia chorar abertamente agora e abraçou Fun Ghoul.

–Calma, menina! Seja forte! – Fun bagunçou ainda mais o cabelo cacheado de Sunshine – Vai ficar tudo bem.

Ela assentiu, com o rosto brilhante de lágrimas. Jet começou a puxar Sunshine para longe, ainda olhando, com uma expressão preocupada, em direção a Fun Ghoul. Ele fechou a porta e bufou.

Está na hora...

Porém, essa “hora” não durou muito, pois começou a atirar e, nessa mesma hora, Korse também se levantou e começou a atirar. Ele tinha muito mais mira do que todos os Draculóides juntos, portanto, logo um de seus tiros acertou Fun Ghoul. O tiro acertou no lado esquerdo de seu abdômen. Ele continuou atirando por um tempo, até que outro tiro acertou sua barriga e, finalmente, seu peito. Ele caiu no chão, sem vida, assim como Kobra e Party. Seu último pensamento foi:

Até daqui a pouquinho, Party...

Enquanto isso, Jet ainda corria, suava e ofegava, com Sunshine em seu encalço. Ele puxava a menor, que batalhava para alcançá-lo. Já estavam quase na saída e Jet tinha esperanças de que sairia vivo. Foi só aí que notou que mais um grupo de Draculóides o perseguia. Ele ouviu o som de uma van chegando e logo reconheceu o rosto de Dr. Death Defying. Sorriu, aliviado, e disse para Sunshine, ainda desviando dos tiros:

–VÁ PARA A VAN, AGORA. ANDE LOGO, TENTE DESVIAR DOS TIROS.

Dito isso, um laser acertou seu peito e ele caiu morto em cima do próprio carro. Sunshine sentiu mais lágrimas escorrendo no seu rosto, elas não paravam de cair. Correu até a van, encontrando o homem que tinha visto no comunicador.

–Vai ficar tudo bem. – disse ele, baixinho, ajudando a menina a subir e a se sentar.

Base 8

Poison mexia em alguns documentos, tentando se distrair do pensamento sobre a missão, até que, uma hora, Poison ofegou e sentiu uma sensação horrível no peito. Parecia que alguém estava o apertando.

–Ah meu deus... – gemeu ela ao ver que seu comunicador apitava. Apontou-o para a parede e viu a expressão séria de Dr. Death Defying.

–Dr. D.?

–Killjoys. Mortos. – disse ele, de uma forma sombria. Ela arregalou os olhos e começou a murmurar “não”.

–Ah não. Não. Não. Não. Não pode ser.

Ele fez que sim com a cabeça.

–Ah meu deus... – ela não conseguia falar. Desligou o comunicador e correu em direção a um carro qualquer da garagem da Base. Dirigiu na maior velocidade possível, chegando rapidamente até a base central. Estacionou o carro de qualquer jeito, no meio da rua, e correu em direção a Jet.

–Ah meu deus do céu, Jet! – ela deu um gritinho, mas logo se arrependeu, pois os Draculóides ainda podiam estar por perto. Passou a mão pelo buraco queimado em sua camisa e gemeu. Olhou para o lado e viu vários buracos em uma das portas. Abriu-a bruscamente, tirando da cintura sua raygun e atirando em dois Draculóides que, por acaso, estavam ali. Refez o caminho feito pelos quatro Killjoys e acabou parando na sala onde Party, Fun e Kobra jaziam.

–Ah, Party! – ela gritou e correu para o lado do homem – O que foi que eu fiz com vocês quatro... – lamentou-se ela. Poison começou a se desesperar, mas tentou manter a calma. Em vão, obviamente. Virou-se e viu o corpo de Kobra. Saiu de perto de Party e correu até lá, passando a mão pela testa do Killjoy.

–Me perdoem... Por favor... – sua voz era tremida. Levantou-se e foi para o lado de Fun Ghoul, onde se ajoelhou e abraçou-o, sentindo lágrimas descerem por seu rosto. Nem ela mesma podia acreditar que estava chorando por um grupo de garotos que ela nem sequer gostava.

Ou será que gostava?

Poison, ainda abraçada a Fun, sentiu alguma coisa em seu cabelo. Franziu a testa e, em seu coração, surgiu um pouquinho de esperança. Pegou um caco de vidro que estava no chão que, provavelmente, veio de uma das portas estilhaçadas, e pôs perto da boca de Fun. Para a sua alegria, o vidro logo ficou levemente embaçado.

–Fun! Você está vivo! – ela sorriu largamente. Do outro lado, ouviu Kobra grunhir alguma coisa. Correu para seu lado e pôs a mão em seu peito, sentindo seu coração bater fracamente. Ela pegou o comunicador e ligou para Adrenaline.

–Adrenaline, preciso de uma viatura hospitalar.

–Uma viat... Oi? Para que?

–Não importa para que! Apenas consiga a droga da viatura!

–M...

–AGORA, ADRENALINE!

–Ok! Ok! Vish... Estressada...

Poison correu até o lado de Party, tentando ver se ele também estava vivo. Tentou sentir o pulso e, com um esforcinho, conseguiu senti-lo. Ela sorriu, aliviada.

–Graças a deus! – mas ela ainda tinha um trabalho a fazer. Voltou para Jet Star e pôs a mão em sua testa. Ela estava levemente quente, o que mostrava que ainda vivia.

Dois minutos depois, a viatura chegou, com Adrenaline e Danger dentro dela. As duas tinham expressões preocupadas e, ao ver Jet jogado em cima do carro, logo arregalaram os olhos e saíram correndo da viatura, levando Jet para dentro da viatura.

–Onde estão os outros? – a voz de Danger tremia.

–Lá dentro.

As duas logo levaram Party, Fun e Kobra para dentro da viatura também. Enquanto assistia os quatro sendo levados para macas, ela repetia para si mesmo:

Eles vão ficar bem...

... Vão ficar bem.

Sim, eles vão ficar bem.

... Será?

Poison suspirou e entrou na viatura, sentando no banco de trás.

Notas finais
Espero não ter matado vocês de susto quando falei que eles morreram o.õ
Enfim...
Não estou muito feliz então vou indo.
Beijos.